quarta-feira, abril 5

Dependência de tranquilizantes


Regista-se em Portugal um consumo excessivo – em parte por recurso à auto-medicação – de tranquilizantes e soníferos. Inebriadas por estes paliativos para o mal-estar crónico, as portuguesas (as maiores consumidoras são as mulheres) criam hábitos de dependência destes fármacos, que não raras vezes ocultam e agravam estados depressivos e de ansiedade. Pode este hábito ser considerado uma toxicodependência? Deveria haver campanhas de sensibilização para se evitarem abusos?

8 comentários:

Mário disse...

O consumo de tranquilizantes começa a ter em Portugal, tal como aconteceu nos EUA há uns anos, consequências que nos levam a pensar que estamos perante um problema de saúde pública. Tantos são os portugueses que já não conseguem viver e principalmente dormir sem um comprimido e as mulheres são sem dúvida as que recorrem a este tipo de medicamentos.

Anónimo disse...

Somos um país de deprimidos e não sabemos de todo lidar com as ansiedades normais do dia a dia. Para grandes males, grandes remédios… mas não precisam de ser obrigatoriamente de origem química. Há tantas outras alternativas para relaxar, como andar a pé, ir a um ginásio e acima de tudo tentar relativizar os problemas diários.

Anónimo disse...

revejo-me completamente em tudo o que está a ser comentado no vosso programa.
a semana passada foi-me diagnosticado um esgotamento pelo meu médico do trabalho. Foi-me prescrito um antidepressivo e um ansiolítico, contudo passados alguns dias deixei de tomar o ansiolítco pois não tinha força sequer para estar em pé, sentia-me completamente "drogada". Fui a outra médica, também do trabalho há 2 dois que me disse exactamente para deixar de tomar o referido medicamento, para permanecer apenas com o antidepressivo e para fazer exercício físico, uma vez que ainda sou nova (tenho 30 anos) e nunca tive antecedentes a este nível.
Já agora o motivo do meu esgotamento foi maioritariamente o facto de ter sido trabalhadora-estudante, concluí a minha licenciatura o ano passado e entretanto estive a fazer paralelamente à minha profissão, um estágio na área em que me formei, o qual concluí há 2 semanas. Andar neste ritmo de vida a dormir 5/6 horas, ser trabalhadora, esposa, dona de casa e estudante, tudo ao mesmo tempo. Como disse a vossa convidada , "não existem super-mulheres"...
Parabéns pelo vosso programa.

Anónimo disse...

Gostaria apenas de colocar duas questões: os antidepressivos, à semelhança dos ansiolíticos, também causam dependência? Qual deverá ser a duração média de tomada dos mesmos?

Sofia Costa disse...

ocasionalmente vejo o programa, e das vezes em que tive oportunidade para ver pude verificar que a escolha dos temas são pertinentes e interessantes.
venho fazer a sugestão para um novo tema (desconheço se ja foi abordado):
infertilidade em Portugal.
vai ser apresentada na Assembleia da República dia 1 de maio, uma proposta para a criação da Associação Portuguesa de Infertilidade. cada vez mais o nº de casais inférteis no nosso ?país aumenta, a população decresce..., para combater isto, encerram-se maternidades!já para não falar nos custos que um processo destes acarreta!
tomei conhecimento da petição através de: WWW.unidasporumacausa.blogspot.com
dia 1 de abril realizou-se um MEGA-ALMOÇO em Leiria para discutir entre outras coisas o nome da Associação, saiu no DN uma reportagem.
A TVI vai também realizar uma reportagem sobre o tema, a Associação e o blog.
A entrevista é hoje, quando irá para o ar não sei dizer.

dado que é um tema que cada vez mais envolve a Sociedade Civil achei que se enquandrava dentro do âmbito do vosso programa.

continuação de bom trabalho !

Anónimo disse...

Tenho 33 anos,consumo 5mg de alprazolam/dia à cerca de 14 anos.Estou agora a fazer um tratamento à risca,pk preciso viver e voltar ao trabalho.Tenho agora ataques d panico mais moderados.O psiquiatra sugeriu psicoterapia.Resultarà?Andar a pé;sorrir ou conviver...Nesta fase é um drama que quero superar gradualmente!

Margarida Carneiro disse...

Boa tarde,
Gostaria de saber as possíveis consequências da ingestão de alcool diariamente perante a assiduidade e histórico de anti-depressivos como Xanax, Efexor.

Fátima Mota disse...

tenho 54 anos, trabalho por turnos, faço exercício fisíco, hidroginastica e fisioterapia no entanto vivo em constante ansiedade em voltar para casa.
Será isto algum tipo de depressão?