sexta-feira, maio 19

Mar Português


Estudos e opiniões dos mais variados sectores apontam o mar como a melhor hipótese de Portugal em termos de especialização – quer científica, quer geopolítica, quer turística; dia 20 (sábado) é o dia da Marinha Portuguesa e tudo se conjuga para debater o mar em Sociedade Civil.

5 comentários:

Anónimo disse...

A nossa História está intimamente ligada ao mar, e graças a ele conseguimos no passado afirmar-nos perante o mundo. No entanto, na actualidade o mar não é devidamente valorizado nas suas diferentes vertentes (comercial, ambiental…). Outros países, consignados a pequenos espaços no meio da Europa (Suiça, Luxemburgo, Bélgica…), não têm a sorte de possuir uma costa como a nossa, e nós não sabemos valorizar e usufruir do bem que temos. Lá diz o ditado: “Dá Deus nozes a quem não tem dentes…”

Maria Odete

Anónimo disse...

Infelizmente, seja em que área for (e a questão dos mares não é excepção) a investigação no nosso país é quase nula. Claro que é de louvar o trabalho que entidades como o Instituto da Oceanografia desenvolvem, mas não é suficiente. É importante impulsionar o sector marítimo nas suas diversas vertentes, não esquecendo a investigação, nomeadamente em áreas como a conservação dos recursos naturais, o conhecimento das espécies, etc.

Joana Lopes

Anónimo disse...

O verdadeiro problema das empresas ligadas ao mar em Portugal é o de andarem sozinhas. Porque é que os poucos cursos leccionados em Portugal relacionados com o mar não andam de mãos dadas com as empresas ligadas com o mar, e que tantas vezes precisam de ajuda e estudos para resolver problemas? Sabem como se resolvem esses problemas em Portugal? Encomendam-se estudos a outros países que podiam perfeitamente ser feitos em Portugal. Dá-se formação académica que não tem qualquer espirito prático. Temos condições fora de série para a industria naval, o problema é que não as aproveitamos. Quantos fabricantes de embarcações de recreio existem em Portugal? Temos 3 ou 4 mas quase nem se conhecem. Temos de pensar e agir de um modo prático.

Carlos Godinho disse...

Se o habitante do mar, por excelência, é o pescador, o marinheiro e o desportista, pergunto:
-Porque razão os vários governos deste país destruiram quase por completo a nossa frota de pesca?
-Reduziram quase a sucata a nossa armada?
-Permitiram o desaparecimento quase total da nossa indústria naval, na vertente de construcção naval.
-Não apoiam nem incentivam os desportos de mar, sendo a quase totalidade de iniciativas de cidadãos associados em clubes, que sobrevivem da carolice e do apoio dos sócios. Que menssagem é esta que estamos a dar aos jovens cidadãos deste país?

Anónimo disse...

Há em Portugal uma enorme falta de pessoas com formação nas áreas relacionadas com o mar a trabalhar nas empresas do sector maritimo. Não sei como está agora a situação, mas há bem pouco tempo não era necessário ser engenheiro naval para fazer e assinar um projecto de um navio, pelo menos de um navio de pesca. Isto em Portugal, porque nos países desenvolvidos isto não se passa assim. Sou estudante de engenharia naval e tenho uma pena imensa que o meu curso tenha muito poucos alunos e que com o tratado de Bolonha, que vai entrar em vigor no próximo ano, passemos a ter muito poucas cadeiras especificas de engenharia naval. No país referencia em termos de engenharia naval (Noruega) passa-se precisamente o contrário. Temos de olhar para o nosso mapa e perceber de uma vez por todas que temos bastante costa e condições para aproveitar o mar, respeitando-o e deixando-o em condições para os nossos filhos e netos.