quarta-feira, maio 10

O Jogo em Portugal


Abordar a questão da dependência (com casos de recuperação), o problema de os portugueses serem dos que mais gastam na Europa em jogo (do euromilhões ao casino, passando pela net), e também a questão do jogo ilegal.

2 comentários:

Paulo disse...

Caros/as senhores/as,

Considero que o jogo quando realizado através do dinheiro e que visa apenas o lucro, sem que este seja aplicado para obras de caridade (entre outras) que possam beneficiar a sociedade, como por exemplo no caso dos casinos, é totalmente imoral por vários motivos, levando mesmo a que muitas famílias fiquem na pobreza devido aos jogadores gastarem as suas poupanças nestes locais.

As pessoas deveriam reflectir que, ao invés de se gastar dezenas, centenas ou mesmo milhares de Euros num casino, somente para beneficiar uma empresa que só se preocupa unicamente com o lucro, deveriam sim doar esse dinheiro para organizações humanitárias, que poderiam por exemplo, com apenas 10 euros salvar uma criança africana da morte.

O que é mais importante: gastar dinheiro para se obter sensações ilusórias e superficiais, ou doar esse dinheiro para projectos que irão contribuir para um mundo mais positivo, sustentável, compassivo?

Há que reflectir seriamente nesta questão.

Cumprimentos
Paulo

Anónimo disse...

O programa de hoje falhou, ao não incluir a perspectiva do jogador "saudável" - principalmente aquele que utiliza a Internet.

De facto, a Internet foi bode expiatório em pelo menos duas ocasiões: (1) a alegada actividade ilegal da B&W, e (2) a afirmação inacreditável de que as únicas "indústrias formatadas para a Internet" são a pornografia e o jogo.

Quanto a (1), é natural que interesses estabelecidos procurem erguer barreiras à entrada de novos intervenientes. Mas esperemos que essas barreiras não sejam bem sucedidas, porque o jogador perderia alternativas, ou seja o mercado ficaria artificialmente desvirtuado. As leis não deverão servir para defender interesses instalados. O mercado deve ser aberto; deve esperar-se que se auto-regulamente. Menos regulação central, por favor.

Entretanto é falso que o site jogossantacas.pt controle a idade dos jogadores. Qualquer pessoa, de qualquer idade, pode fornecer informações falsas.

Quanto a (2) o comentador do programa precisa realmente de ler um mínimo sobre comércio electrónico.
A afirmação esquece nomes como Amazon e eBay, que provam que não existem "pré-formatações".
A afirmação ignora que os grandes player da pornografia (Vivid, Private), fazem muito mais $ no mercado clássico (vídeo em DVD, VHS) do que pela Internet.
O mesmo poderia ser argumentado quanto ao jogo online.

Muita desinformação relativamente à Internet.

Artur