terça-feira, julho 4

Carreiras no feminino


A paridade e a igualdade de direitos no acesso à profissão e persecução da carreira têm sido sobejamente debatidas desde há, pelo menos, cinco legislaturas. O que mudou e o que falta mudar?

3 comentários:

Anónimo disse...

Acredito na igualdade de direitos e de oportunidades, não na igualdade de géneros que foi tão falada ao longo do programa. O primeiro feminismo assentou no pressuposto da igualdade de géneros e exigiu que a mulher se tornasse igual ao homem. Com o tempo percebemos que não temos que ser iguais aos homens e o novo feminismo defende o nosso direito de ser mulheres com dignidade. No entanto, sinto que mudámos para um paradigma que continua a ser pouco realista ...agora queremos que os homens sejam iguais a nós...creio que existem características do foro neurofisiológico que nunca permitirão essa convergência de interesses. Por essa razão penso que se queremos de facto uma conciliação mais justa dos diferentes papéis na vida feminina, devemos repensar a organização social...gosto do exemplo das leoas...

MS disse...

Não consigo entender a \"igualdade\" que nos traz, por exemplo, a lei da paridade. Sou estudante universitária e espero nunca adquirir um posto de trabalho por ser mulher, isso não é igualdade, é injustiça. As mulheres, tal como os homens, têm de subir na carreira por mérito próprio e não por serem mulheres ou homens. É uma característica física, tal como a cor da pele. Porque não o mesmo número, no parlamento, de pessoas com e sem o pé chato? Seria igualmente (no verdadeiro sentido da
palavra) ridículo.

Sérgio Condeço disse...

Eu considero que as leis têm conseq^^encias na mentalidade e na sociedade. Trabalhei numa empresa nórdica onde nas reuniões ( realizadas só por homens ) alguns dos executivos nórdicos afirmavam que tinham que sair mais cedo para ir buscar os filhos e fazer o jantar. Nunca ouvi ou vi algo semelhante numa empresa portuguesa e, nós também tinhamos filhos.

Lembro que quando as mulheres não votavam, uma das razões, era considerarem a sua falta de capacidade mental para o fazerem. Hoje ninguém acredita em tal disparate, as mulheres votam e ninguém questiona essa capacidade.

Outra questão e esta tmbém relacionada com questões de género. As mulheres de topo de carreira t~em habitualmente uma atitude no trabalho e na sua imagem, bastante "masculina". Uma mulher de topo tem que ser forte, determinadíssima e quase implacável, mais uma vez considero isto uma colagem à questão de género homem/mulher verso poder / delicadeza !!!!!!