segunda-feira, julho 9

O QUE OS PORTUGUESES PENSAM DOS MÉDICOS?



Um estudo recentemente revelado pela Ordem dos Médicos revela o que os portugueses pensam sobre os médicos. Por um lado, criticam a falta de humanização, por outro elogiam o atendimento eficiente. Para resolver os problemas de saúde pública, pedem programas de informação sobre a relação entre fumar e cancro do pulmão, e mais camas nos hospitais. Vamos ver à lupa a relação médico-doente, e descobrir caminhos para a melhorar.

60 comentários:

Anónimo disse...

Olá!

No meu caso pessoal não tenho razões de queixa dos médicos.
O que acontece com frequência é que muitas vezes os doentes estão irritados por atrasos nas consultas e isso reflecte-se na relação o médico.
É um problema tipicamente Português que abrange tanto o sector público como o privado.

--
Helena Granadeiro

Sara disse...

Boa tarde!

Raras vezes vou ao médico mas quando vou, a minha opinião geral sobre o atendimento é que muitas vezes é demasiado rápido e quase não analisa o paciente, na maioria das vezes basta dizer que sintomas temos tido, prescrevem logo medicamentos e acabou-se a consulta. (Já cheguei ao cúmulo de ser consultada em, no máximo, 2 minutos...)

Acho que os médicos estrangeiros que cá temos muitas vezes se esforçam mais que os próprios portugueses, talvez porque sendo estrangeiros sintam que têm que provar que são bons.

Uma vez (tinha cerca de 17 anos) fui consultada por um cabo verdiano por causa de uma gripe, e só me lembro de ter sido tão bem analisada quando era pequenina (porque as crianças pequenas são mais frágeis e é preciso ter mais cuidado). Gostei imenso da consulta e o médico era muito simpático e não tinha aquela pressa que normalmente noto nos médicos para despachar o paciente. "A pressa é inimiga da perfeição".

Uma das últimas vezes que fui ao médico, calhou-me um brasileiro (isto porque não tenho médico de família e quando preciso vou ao calhas). Adorei, um médico muito simpático, interessado, sem pressa nenhuma dando-me o tempo que fosse preciso para me atender o melhor possível, analisou-me, ouviu o que eu tinha a dizer sobre os meus sintomas e só depois me receitou um medicamento e pediu-me para voltar daí a 1 ou 2 meses para ver a evolução.

Acho que quando se procura um médico procura-se também alguém que nos oiça sem pressa, que se interesse pela nossa saúde e bem estar, que seja simpático(a), que nos analise correctamente para que a prescrição de medicamentos ou de actividades (no caso de ser necessário) seja a mais adequada.

Maria disse...

Através da experiência que tenho com os médicos permite-me dizer que:
- se por um lado há aqueles muito atenciosos, dedicados e preocupados,
- por outro lado há aqueles que querem é “despachar” os doentes e não têm o mínimo de preocupação com os seus problemas e a palavra que mais se ouve da boca deles é “isso não é nada”!

Isto leva-nos a pensar que muita gente vai para medicina não por vocação mas sim pelo ordenado que vão receber e que depois quem sofre são doentes.
Posso dar um exemplo muito simples, o meu avô morreu por causa de uma infecção urinária e quando ele se queixava, os médicos receitavam-lhe medicamentos para as dores e pronto “despachavam-no” desta maneira.
Mesmo as pessoas com mais idade merecem toda a atenção da parte dos médicos, mesmo quando se queixam de tudo e mais alguma coisa, cabe aos médicos analisar cada caso.

Há médicos (e não só) que simplesmente não têm a mínima vocação para lidar com as pessoas, que muitas vezes até estão muito fragilizadas e precisavam de ver o médico como um amigo e com o interesse e dedicação necessárias no seu caso clínico.

Em contra partida ainda há médicos bastante bons e que são simplesmente excepcionais e há que realçar esses casos também, embora me pareça que cada vez haja menos…

Patrícia disse...

Boa tarde!

Também sou profisional de saúde e trabalho em equipa com médicos. O grupo profissional médicos é como outros, existem bons profissionais e maus profissionais, no entanto tenho de dizer que estes têm muitas regalias que outros profissionais não têm, como por exemplo:
- não têm horário certo, tanto entram às 8h, como às 10h, consoante o consultório privado permitir;
- tiram férias quando querem, a regra dos 1/3 por serviço aqui não importa muito;
- em termos de obrigaçoes de registos, nem sempre registam o que fazem (e se for no programa SAM, então muito menos);
- só marcam as consultas que querem;
- a 6ª feira à tarde por norma é de folga...

Gostaria que houvesse mais vigilância e fiscalização deste tipo de situações, pois acredito que é por causa dos médicos que têm este tipo de atitudes que o Sistema Nacional de Saúde está como está...

Maria disse...
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lady_blogger disse...
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lady_blogger disse...

Acho que não se pode perguntar o que pensamos dos médicos em geral, mas sim o que pensamos dos que habitualmente consultamos. Além disso também não se deve generalizar, porque qualquer dia perguntamos o que acham dos doentes, ou o que acham dos enfermeiros, ou doutros profissionais. Claro que haverá coisas boas e más comuns a todos os médicos, mas se uns não respeitam o lema de Hipócrates, há os que o respeitam, se uns são negligentes, há os que não o são, etc, etc, etc.

Por acaso já me deparei com todo o tipo de médicos, mas também me cruzei com todo o tipo de pacientes (alguns muito impacientes).

Cada dia é um dia diferente, com emoções diferentes, com relações sociais diferentes, e um dia menos bom infelizmente pode reflectir-se no exercício de qualquer profissão.
Todos os profissionais são parciais, uns misturam trabalho com questões familiares e vice-versa, outros trabalham só pelo dinheiro, outros são anti-sociais...
De longe querer desculpar a classe médica! Acho que todos os profissionais devem ser chamados à razão perante atitudes incorrectas.

Cumprimentos Civis.
E já agora: Saúde para todos!

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Vou contar algo que me aconteceu...
Em 2004 disse a uma médica de um hospital distrital que gostaría de voltar a engravidar nesse ano ou no seguinte, mas antes teria de fazer uns exames por causa de um pólipozito. A incompetente marcou-me consulta só para o final do ano seguinte, consulta essa que mudou de médico e voltei à estaca zero. Com mudança de cidade, uns tempos resolvi esquecer o problema, pois continuavam a não dar uma solução, e ainda hoje não voltei a engravidar por precaução. Mas tenho a certeza que se voltar a engravidar, aí os médicos mexem-se...
Muitos gostam de adiar os problemas e delegar funções noutros colegas. Mas ainda bem que nem todos são assim.

CCivis

Maria Mendes

lady_blogger disse...

As pessoas continuam a enviar comentários para o tema do último programa... É sinal que tem "pano para mangas". Façam outro programa sobre as 7 Maravilhas, com uma abordagem diferente, claro está.

CCivis

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Vocês andam a "roubar-me" tempo útil nas minhas obrigações de mãe e esposa. Andais a viciar-me.
O "people" ainda não almoçou...

Seria bom para mim se o vosso programa passasse a ser matinal, porque é quando tenho mais disponibilidade.

CCivis

Maria Mendes

Anónimo disse...

Como aqui já foi dito, a classe médica tem os seus bons e maus profissionais.

Infelizmente parece que a maioria dos que vão para medecina e os que já são médicos, não o fazem porque querem ajudar a "salvar vidas" mas sim porque os ordenados são muito superiores à média, podendo alguns ganhar imensos balúrdios e fazendo mesmo negócios ilicitos de forma a ganharem mais, ou seja, são médicos por razões meramente egoistas e económicas.


Alguns dos grandes problemas de muitos médicos são:

- a arrogância, por acharem que por serem médicos já sabem tudo e que o paciente e outros (como enfermeiros, etc) não sabem nada quando comparado com eles,

- a falta de capacidade de ouvir e bem atender o paciente, e querer despachar a pessoa, tratar o paciente como se fosse um "produto"

- não percebem de nutrição apesar de quererem indicar o contrário

- raramente perceberem de medicinas alternativas/naturais, e só quererem impingir aos pacientes tratamentos químicos

- corrupção 1: de quererem vender o maior numero de medicamentos possiveis mesmo quando a pessoa não precisa deles de forma alguma, e vender apenas medicamentos de marca (muito mais caros) mesmo quando é para idosos com reformas miseráveis (ou seja, estes médicos corruptos não têm sequer o minimo de compaixão). Infelizmente isto acontece muito mais do que se pensa, basta perguntar ao seu (ou outro) médico se pode receitar medicamentos genéricos (mais baratos), e se este disser que não sem dar uma explicação BEM fundamentada, significa que é corrupto e que as empresas farmaceuticas da marca do medicamento que receita, lhe dá beneficios por cada caixa vendida, todos nós já conhecemos alguém assim.

- mais corrupção: embora sejam casos raros, para ganharem mais dinheiro existem médicos mais corruptos e imorais que o normal, que matam outros seres, como no aborto e no tráfico de orgãos, para além de cirurgiões que literalmente inventam problemas graves nos seus pacientes para com isso terem de fazer uma falsa operação que custaria milhares de euros (conheço casos destes).


Depois de tudo isto, no geral não se pode confiar na maioria dos médicos, existem bons profissionais sem dúvida, mas a maioria parece estar muito longe de serem profissionais, só se preocupam com o imenso dinheiro que ganham ao final do mês e carecem fortemente de ética e moral.

Anónimo disse...
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lady_blogger disse...

Sei que há locais de assistência médica gratuitos ou comparticipados, como aliás eu mesma fiz referência num post num vosso programa. Mas o mal desses locais é a morosidade do tempo de espera pelas consultas. Por exemplo se hoje tiver uma dor de dentes e precisar de uma desvitalização ou de uma extracção, em Portugal é quase certo que só poderei ser atendido no dia se for a um consultório onde pague e pague bem, por um serviço que muitas vezes pode nem ser o melhor, digo isto porque alguns médicos dividem o trabalho que poderia ser feito numa só consulta, para assim obrigarem as pessoas a voltar e a pagarem nova consulta.

Deveria haver um controlo do valor máximo por consulta, o qual se não cumprido levaria à exclusão do médico da Ordem dos Médicos. E quem tivesse um rendimento reduzido poderia nem ter de pagar pelas consultas.

Crie-se uma entidade reguladora que controle o acesso ordenado (sem cunhas para ser atendido ou operado antes de os que já estavam à espera) e os valores pedidos por consultas e operações.

CCivis

Maria Mendes

Anónimo disse...

"ser atendido no dia se for a um consultório onde pague e pague bem, por um serviço que muitas vezes pode nem ser o melhor, digo isto porque alguns médicos dividem o trabalho que poderia ser feito numa só consulta, para assim obrigarem as pessoas a voltar e a pagarem nova consulta."


Pois é, a isso chama-se corrupção ou falta de ética.

É dificil haver uma fiscalização porque no geral, corruptos ou não, a ordem dos médicos e os médicos no geral, apoiam-se e protegem-se uns aos outros, como os policais em geral também fazem.


Quando existe este tipo de sistema corrompido desde o inicio, é dificil mudar o que quer que seja, terá de ser o próprio paciente a estar atento, procurar e exigir um médico mais competente.

iblog4u disse...

Os portugueses têm medo dos médicos, porque estes são (ou julgam-se) superiores aos demais cidadãos!

Ninguém os pode contrariar, questionar e que ninguém se atreva a não chamá-los por "Senhor Doutor", senão ainda nos põem a "ordem" à perna!

Somos uma sociedade demasiado subserviente aos supostos DR's. Inferiorizamo-nos estupidamente perante cidadãos absolutamente iguais a nós!

Quando se paga uma consulta no privado somos atendidos:

- com educação
- com predisposição para...
- os diagnósticos são dados baseados em fundamentação válida

Ainda é preciso dizer o que se passa no "público"? Ok, então eu digo como somos atendidos:

- com indiferença ou até com má educação
- sem a menor disposição para nos aturarem
- como se nos estivessem a fazer um favor
- com negligência fazendo diagnósticos frequentemente errados
- "levando" com a medicação que lhes interessa vender e não com a que nos sería indicada.


A classe dos médicos em Portugal goza de impunidade (ninguém se atreva a tocar-lhes), continuam a ser verdadeiros caciques e que têm um lobby muito bem montado!

Há por aí muitos doutores, médicos também, bons médicos é coisa rara de encontrar!


Manuel Moreira

PS: Doutor é quem tira doutoramento! Médico é médico e ponto final.

Ana disse...

Caro anónimo,

Por favor não faça comentários tão longos. Não consegue ser mais sintético e objectivo?

morgas disse...

Boas tardes a todos, a minha opinião é muito breve, se nós vivemos actualmente numa era de informação e se até os professores dos nossos filhos já são avaliados pelos pais, porque não conceber um sistema de avaliação por parte dos utentes à classe em questão? Creio que assim certos profissionais de saúde deixavam a atitude por vezes sobranceira e dariam mais atenção à opinião do paciente sendo ela mais importante que os honorários que recebem!

Justifico a minha opinião, pela quantidade de "comerciantes de saúde" que me atenderam ao longo da vida, diagnosticando sempre a forma mais lucrativa para eles próprios.

Pedro disse...

Fala-se em negligência médica e a negligência do estado? Que é bem pior por vezes do que negligência médica?

Pedro Marinho de Arcos de Valdevez

Anónimo disse...

Uma pergunta para os médicos ai presentes,


Que direitos tem o paciente para com o médico e o seu processo? Poderá pedir um novo médico de família e quanto tempo demorará para tal, tem o direito de poder aceder a todo o seu processo médico e mesmo pedir para alterar informações que não correspondam à verdade ?

Obrigado

lady_blogger disse...

O meu marido no ano passado foi a uma consulta de otorrino, e atendeu-o em menos de 5 minutos. Ele precisava de uma lavagem a um ouvido e o médico que era especialista na área disse que nesse hospital com essa especialidade não era possível fazer tal limpeza. Receitou-lhe umas gotas que o meu marido lhe havia dito já ter administrado, e qual o nosso espanto quando tivemos de pagar por este não-atendimento.
O meu marido fez reclamação num livro próprio e até hoje ficou sem uma resposta. No fundo ele pagou para não ser atendido. O médico devia ter dito que nem valia a pena ser consultado. O meu marido quer ser reembolsado, mas parece que a queixa caiu em saco roto.
Como se pode fazer para que obtenhamos resposta a este caso?

CCivis

Maria Mendes

Pedro disse...

Os médicos de familia já não existem em pleno eu já tive 6 médicos de familia e não existe o verdadeiro médico de familia...nao faz sentido a saúde familiar neste país?

Pedro Marinho de Arcos de Valdevez

morgas disse...

Peço desculpa pela réplica, mas não será assim tão linear. Nem sempre se escolhe o médico como também a escolha do próximo médico também pode ser um tiro no escuro. Agora apartir duma lista de avaliação seria muito mais fácil!

Resumindo, a maioria dos portugueses não se pode dar ao luxo de escolher os médicos a que recorre!

Filipe Morgado
(esqueci de assinar)

Pedro disse...

O médico já deixou de ser aquela figura tutelar da familia que nos conhecia a todos e nos ajudava em todos os momentos... hoje mudámos de médico como quem muda de meias... não faz sentido uma saúde familiar assim.

Pedro Marinho de Arcos de Valdevez

Pedro disse...

Há dias foi noticia na televisão a VMER de viana do Castelo ir ao Centro de Saúde porque era necessário desfibrilhar um doente, de quem é a culpa do médico? , do aparelho? ou do estado ?

Pedro Marinho de Arcos de Valdevez

lady_blogger disse...

Sei de situações em que a resposta a reclamações médicas é simplesmente que esta não tem fundamento. Será que não tem ou quer-se encobrir acções indevidas da classe médica?
É uma vergonha...

CCivis
Maria Mendes

Pedro disse...
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Anónimo disse...

Apesar do sistema público não conseguir proporcionar a mesma qualidade que o privado, a verdade é que os doentes são muito mais exigentes quando vão ao público. É também esta exigência que proporciona a irritabilidade normal dos doentes que depois de reflecte nos médicos. Num serviço de urgencia, geralmente sobrelotado, toda a gente reclama se espera mais de 30 minutos, mas ninguém se queixa se numa clínica privada tem de esperar 2 horas ou se o exame é adiado..aliás, isso reflecte a qualidade do serviço, tanto melhor quanto maior a espera!! Os médicos e o sistema são, de facto problemáticos, mas com certeza a incompreensão e a exigência muitas vezes inadequada dos doentes não deixa de ser também parte do problema.

Ana, Porto

lady_blogger disse...

Os médicos que eu acho realmente dignos de designação de Médicos com letra maiúscula, são os que diariamente convivem com as crianças doentes com cancro que vegetam no "piso da morte". Reconheço que é preciso estômago...
Também os Médicos que voluntariamente assistem vítimas de calamidades e guerras, são dignos de louvor.

CCivis

Maria Mendes

Anónimo disse...

Só gostaria de dar meus parabens ao SC, à excelente apresentadora fernanda, à psicologa de serviço e à susana fonseca, que muito têm feito para apresentar soluções para um bem estar social, ambiental, entre outros.

Pedro disse...

O médico tem que ser um excelente promotor de amor e ternura e deve este ter o maior respeito pelo doente, porque se não deixa de ser médico e não passa de um farmaceutico que apenas receita medicamentos...

Pedro Marinho de Arcos de Valdevez

Anónimo disse...

"Os médicos que eu acho realmente dignos de designação de Médicos com letra maiúscula, são os que diariamente convivem com as crianças doentes com cancro que vegetam no "piso da morte"."


Concordo em absoluto.

Para ser mais abrangente, diria que os verdadeiros Médicos de confiança, são aqueles que o são para AJUDAR QUEM PRECISA.

Aqueles Médicos que fazem parte de organizações como a AMI, Cruz Vermelha, MSF, Médicos do Mundo, etc etc, são aqueles de confiança que realmente fazem o que fazem por questões humanitárias e não egoistas.



Infelizmente no SC ainda não falaram da questão da máfia da venda dos medicamentos de marca por parte dos médicos.

Pedro disse...

O médico Súíço Henry Dunant fui o Fundador da Cruz vermelha Internacional e começou de forma abenegada nos campos de guerra com uma toalha e um balde a lavar as feridas, hoje é conhecido como um excelente filantropo e com uma instituição de nome conhecida no mundo, será que ser médico hoje é sinónimo de econemista ou banqueiro?

Pedro Marinho de Arcos de Valdevez

Anónimo disse...

Por que é que a classe médica, que assume a responsabilidade de lidar com a vida humana, é a única classe profissional que é obrigada a trabalhar 24h seguidas, quando em mais nenhuma outra classe profissional isto acontece? A escassez de meios é suficiente para justificar este "estado da arte"?

Pedro disse...

Tenho uma amiga que lhe retiraram o ovário errado... hoje não pode ter filhos como é possivel esta situação a caminho so século XXI na Saúde?

Pedro Marinho de Arcos de valdevez

Pedro disse...

negligência:

tratar com negligência;

não dar atenção;

descuidar;

descurar;

desleixar.

Anónimo disse...

cheguei a esperar 12h ou mais quando fui de urgência a um hospital e os médicos lá dentro nem sequer estavam a atender ninguém, tive que fazer quase uma escandulo com o segurança para saber o que se passava e ai fui logo atendida!

Anónimo disse...

Apenas para desmistificar os chorudos salários dos médicos, tenho a dizer que sou médica em período de especialiação, tenho 6 anos de faculdade e 6 anos de prática clínica, trabalho 42 h semanais num hospital público(obviamente não entro à hora que me convém e saio sempre muito depois da hora), trabalho à noite e cumpro 24h de serviço de urgencia) e o meu "chorudo" salário líquido é de:
1200 euros mensais

Aliás, o que ganho por hora no serviço de urgencia é inferior ao que pago à empregada doméstica cá de casa!!

Ha que diferenciar bem o salário médico do sistema público - miserável - do salário do sistema privado, que concordo que pode atingir valores consideráveis!

Pedro disse...

Há erros que não são aceites, os médicos não podem falhar...há dias era atendido por um médico ensonado e mal disposto como será possível que o seu discernimento esteja capaz de estar á altura de me atender com rigor e capacidade clinica...

Pedro Marinho de Arcos de Valdevez

Sara disse...

Uma tia minha tropeçou numa calçada e caiu de costas aos 7 meses de gravidez. Foi de imediato à sua médica para saber se estava tudo bem e a médica, negligente, disse que sim. Mas a criança, a partir dessa queda, deixou de receber alimento pelo cordão umbilical, o que oririnou uma deficiência mental. Até hoje, já com 9 anos, não fala, é dependente para tudo, tem sempre que ter alguém por perto...
Se a médica tivesse analisado correctamente e detectado o problema, podia ter recomendado o parto aos 7 meses e o meu primo hoje poderia ser saudável.

Pedro disse...

Como é que aintigamente um médico era mais paciente e diligente do que é agora? Porquê?

Pedro Marinho de Arcos de valdevez

Anónimo disse...

Concordo com o anónimo sobre os salários médicos. Conheço alguns médicos e nenhum deles se pode dar a grandes luxos ou despesas. Só no sistema privado eventualmente ganham um pouco mais, mas merecidamente. Não sei como as pessoas tanto se chocam por pagar por uma consulta médica privada se depois pagam o mesmo no cabeleireiro, na esteticista, no mecanico, no biscateiro que vem a casa resolver algum problema. De facto as pessoas não são razoáveis e criticam sem qualquer senso!!

Maria Rodrigues, Lisboa

Pedro disse...

Porque razão somos atendidos no hospital em 5 minutos e tás "fixe" e no consultório privado estámos lá meia hora e somos ascultados e etc ?

Pedro Marinho de Arcos de valdevez

steve disse...

Penso que nos casos de negligencia,
as pessos revoltam-se sobretudo por causa da atitude do medico, uma coisa é compreender o erro de quem francamente fez o seu melhor e outra muito diferente é aceitar o erro de um profissional arrogante. A atitude dos medicos não é avaliada? Um medico consciente das suas limitaçoes é muito mais seguro do que um que "pensa" que sabe tudo. Qualquer pessoa que tenha que lidar com publico tem que ter capacidade para tal, independentemente dos anos que estudou ou a sua media do secundario.

Anónimo disse...

"Aliás, o que ganho por hora no serviço de urgencia é inferior ao que pago à empregada doméstica cá de casa!!"


Que sorte tem essa empregada, pois a maioria dos que fazem esse tipo de serviço ganham ordenado minimo.

Anónimo disse...

é simples, prescinda da empregada doméstica

Anónimo disse...

há pessoas que trabalham muito mais que a senhora médica e ganham bastante menos (ordenado mínimo), por isso sinta-se com sorte

Pedro disse...

Como haverá maior celeridade no atendimento e na resposta quando o estado encerra urgências , põe os pais a ser parteiros nas ambulâncias e pessoas a morrer por falta de assistência médica e os médicos a realizar cargas horárias absurdas que põe em causa a qualidade dos serviços... nós pagámos impostos...

Pedro Marinho de Arcos de Valdevez

Anónimo disse...

Eu tenho 5 anos de de faculdade e 0 de prática porque estou desempregada, porque ninguém me dá emprego se não tiver experiência. Enquanto isso, bato às portas mesmo sabendo que a resposta é não. Ainda se sente prejudicada, sra doutora?

Anónimo disse...

E quem é que pagou o curso da Doutora?

Pedro disse...

Quem controla o horário dos médicos nos hospitais? Os idosos passam horas e horas á espera...

Pedro Marinho de Arcos de Valdevez

Pedro disse...

Será que um médico tem coragem de denunciar outro médico por um erro?

Pedro Marinho de Arcos de Valdevez

joao moreira disse...

boa tarde

Tenho consciencia que tem havido um esforço por parte de todas as entidades e inclusive dos medicos para promover a pratica desportiva mas sera que esta a ser feita da melhor forma? Por favor, deixem de prescrever apenas a natação para a pratica de algum exercício porque em alguns casos (e muitos ja me passaram pelas maos) até é prejudicial ou nao tem, qualquer efeito, nomeadamente em pessoas com problemas ao nivel da cervical ou osteoporose. Sera que nao e melhor deixar a prescrição de exercício para quem tem formação direccionada especificamente para essa area?

Joao Moreira
prof. Educação Física

Pedro disse...
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lady_blogger disse...

Sra. Maria Rodrigues não generalize!

Sou uma dessas pessoas que se escandaliza não com o facto de ter de pagar consultas, como a sra. diz, mas dos preços exurbitantes que podem atingir consultas dessas.
E se me escandalizo com os preços praticados por alguns médicos, não me escandalizo com os valores que dispenso no cabeleireiro, no mecânico e na bricolage caseira.
Ao cabeleireiro vai-se por vaidade e não por questões de saúde. Além disso pode ir 1, ou 2 vezes por ano (sim leu bem, eu disse por ano), pois ir mais é mais uma vaidade. Há cabeleireiros onde os preços são acessíveis, e noutros nem tem de pagar, procure-os que os encontra.
Quanto a despesas no mecânico, só precisa de ir lá quem tem carro, e há muito trabalhinho de mecânica que pode ser feito pelo próprio proprietário do veículo, o mesmo acontece em relação às despesas com a bricolage. Basta estar-se disposto a aprender...

Cumprimentos Civis

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Vou mas é até à praia...

Cumprimentos Civis

Maria Mendes

Anónimo disse...

RELATIVAMENTE AOS VENCIMENTOS DOS MÉDICOS:
Para se ter uma ideia, e de acordo com a Portaria nº 88-A/2007 de 18 de Janeiro, um médico no SNS no internato (Ano Comum)no indíce 73 ganha = 1 490,97€/mês, ou seja, 8,19€/hora, sem contabilizar as horas nocturnas+fins-de-semana+feriados. No entanto, no internato complementar com dedicação exclusiva (escalão 1 - Índice 90), ganha = 2 426,38€ (13,13€/hora)- sem horas nocturnas e afins. E por exemplo, um médico de fim de carreira, com dedicação exclusiva 42 horas/semana, assistente graduado (Escalão 6 - Índice 185)ganha mensalmente 4 987,58€(27,40€/hora), não contabilizando horas nocturna, fins-de-semana, feriados e horas extraordinárias.Leram bem: cinco mil euros de salário base mensal.

Dias disse...

Boa Tarde!

Eu considero que a classe médica ainda goza de um estatuto que nenhuma outra classe profissional aufere em Portugal. Nota-se por vezes um sobrevalorização desta classe e uma subvalorização de classes de saúde que eu considero tão essenciais como a médica.

Ao nível da formação nas universidades os cursos de medicina têm condições e recursos que mais nenhum curso tem.

Quanto a desemprego nesta classe deve ser inexistente...

Ao nível de rendimentos comparado com qualquer outra classe de profissionais da área da saúde no primeiro emprego, são geralmente superiores.

Ao nível da influência do poder politico e dos média, considero que esta classe, nomeadamente através da ordem dos médicos tem um influência que mais nenhuma classe profissional da área da saúde tem.

Considero que estes aspectos em alguns profissionais influenciam em muito a sua atitude arrogante com os pacientes e com outros colegas de trabalho....
Contudo maus profissionais existem em todas as classes...

Acredito que os médicos têm grandes dificuldades, mas acho que na área da saúde existem problemas mais urgentes para se resolver, ao nível da formação, do desemprego, das condições de trabalho....

Esta é uma opinião pessoal, e como tal, deve ser entendida assim...
se estiver enganado em algum aspecto peço desculpa...

Dora Reis disse...

Os serviço prestado pelos médicos (não falo do sistema porque não é essa a questão) tem, na minha opinião, 2 falhas essenciais:

1) Incapacidade absoluta por parte da grande maioria dos médicos de comunicar com o paciente. Isto é, não são capazes (ou muito provavelmente não consideram indispensável) de explicar o processo/diagnóstico/tratamento a quem tem o direito/necessidade de o saber. O médico está a prestar um serviço, não deve distanciar-se do doente.

2) Incapacidade de alertar para as soluções existentes de prevenção da doença.

Anónimo disse...

Na minha opinião e porque trabalho no Hospital, permitam-me que diga que o que a classe médica faz em termos globais, é inclassificável. Desde não verem os doentes e delegarem nos internos, não efectuarem registos nos processos dos doentes, sairem e entrarem do hospital em horário de expediente quando querem, não atenderem o telemóvel de serviço porque estão a tomar café com os colegas e não estão para serem interrompidos.
São uns reizinhos no nosso país. Passam a vida a tecer queixas sobre tudo - salários, horas extras e outos aspectos - mas na realidade não sabem o que é a vida e efectivemente fazem alguns sacrifícios mas é no inicio de carreira depois tudo lhes é perdoado e até lhes fica bem. Só pensam em carros de marca, viagens, roupas caras e de marca e as suas preferências são de elite. Que ninguém se atreva a não chamar um médico por Sr. Dr. ou Sr. Professor se fôr o caso. São uma classe falsa. Apenas se unem quando vêem os seus interesses ameaçados. São hipócritas uns com os outros.
Se os doentes soubessem o que se passa no hospital e com a classe médica, não os presenteavam, participavam e lutavam pela sua demissão.

Anónimo disse...

Os médicos respondem às queixas que lhes foram tecidas e redigidas no livro amarelo com ar de gozo e ninguém lhes toca. Se alguém colocar em causa alguma coisa é aniquilada e se fôr um doente ou familiar a alta é abreviada.
Há mais queixas de médicos no ambulatório do que nos internamentos porque as pessoas têm medo de retaliações.
E os negócios com a indústria farmaceutica são escabrosos. Tudo é ofertado aos Srs. Drs. e os doentes vão tomando os medicamentos que dão mais valias ao clínico. Uma vergonha....