terça-feira, janeiro 29

Filhos do divórcio



Em matéria de divórcios, Portugal destaca-se na União Europeia com uma subida da taxa de divórcios em 89%, no espaço de uma década. Calcula-se que por ano ocorram cerca de 1 milhão de divórcios na UE: um em cada 33 segundos. Na maioria das vezes, os casais têm filhos.
Se é verdade que as relações entre pais e filhos são das poucas que podem ser eternas, também o é que os filhos do divórcio sofrem com a separação dos pais. Sendo que, algumas vezes, são utilizados como “arma de arremesso” pelo pai ou pela mãe.
Calcula-se que em metade dos divórcios problemáticos surjam acusações ou insinuações de abuso sexual contra os pais. Estas situações podem interferir na decisão da atribuição do poder paternal, mas na generalidade dos casos acabam por revelar-se falsas.
De que lado está a lei? Quais as consequências, a curto e longo prazo, de um divórcio? Que medidas existem – ou deveriam existir – para proteger os interesses das crianças?
As respostas, neste Sociedade Civil.

15 comentários:

lady_blogger disse...

O divórcio pode ser um alívio para alguns casais, mas geralmente é emocionalmente devastador para os filhos. Perante o desejo de divórcio tem de se pesar qual é o mal menor, se será manter-se casado ou se será separar-se deixando os filhos sem a presença constante de um dos progenitores. Porém há casos em que até os filhos estão de acordo com a separação dos pais, e já percebem que essa é em dado momento a melhor solução.
Contudo após um divórcio amigável ou não, há ainda hipótese de a conjuntura familiar mudar, ou seja de aumentar a família com padrastos ou madrastas que até podem ser bons no papel de pais, e com mais sorte os pais separados até podem vir num futuro a entender-se e quererem voltar a ser uma família melhor do que outrora terão sido.

Já ouvi falar de encontros de divorciados e da existência de uma pastelaria que faz bolos para comemorar divórcios. Acho que isto é demasiado festivo para algo que pode não ser nada agradável.

CC

Maria Mendes

Rosário disse...

É essencial eliminarmos sentimentos menos nobres porque, estarmos a lutar contra o outro progenitor é estarmos a lutar contra os nossos filhos!

Pedro disse...

Boa tarde!

Neste momento passo por uma situação complicada da minha vida! Estou a passar pelo processo de divórcio, no entanto o meu filho de 10 anos ainda não está ao corrente da situação, principalmente devido á pesada razão que conduziu a este facto: a minha orientação sexual! Não sei se deverei contar-lhe ou não. Tenho receio que senão o fizer ele se sinta revoltado mais tarde por ter omitido este facto! Entretanto penso procurar ajuda de alguém especializado para me ajudar a resolver esta situação, mais complicada que o normal!

Obrigado!

Pedro disse...

oa tarde!

Neste momento passo por uma situação complicada da minha vida! Estou a passar pelo processo de divórcio, no entanto o meu filho de 10 anos ainda não está ao corrente da situação, principalmente devido á pesada razão que conduziu a este facto: a minha orientação sexual! Não sei se deverei contar-lhe ou não. Tenho receio que senão o fizer ele se sinta revoltado mais tarde por ter omitido este facto! Entretanto penso procurar ajuda de alguém especializado para me ajudar a resolver esta situação, mais complicada que o normal!

Obrigado!

AA disse...

Em Portugal a maior parte dos divórcios continuam a dar origem a uma sentença de guarda dos filhos a apenas um dos progenitores (ao contrário do que a Lei actual estipula) e, na grande maioria dos casos, essa guarda única é conferida à progenitora mãe, violando, claramente a Constituição da República, que consagra o princípio da igualdade dos cidadãos, independentemente do seu sexo, raça, condição social, etc.
Pergunto por que razão se continua a assistir a esta situação e se ela é legal?

AA disse...

Está cientificamente provado que o SAP (Síndrome de Alienação Parental) está presente na esmagadora maioria dos divórcio litigiosos que ocorrem em Portugal.
Pergunto se os magistrados, quer do Ministério Público, quer da Magistratura Judicial adquirem conhecimentos sobre esta temática altamente técnica na sua formação profissional no Centro de Estudos Judiciários, quer inicial quer contínua?

lady_blogger disse...

Tenho na família 2 casos de alienação parental, onde um dos progenitores abandonou de vez os filhos, que hoje já são adultos e pais. Esses abandonos não foram consequentes de divórcios mas sim de falecimentos dos conjuges. Nestes 2 casos os filhos acabaram por ficar sem nenhum dos progenitores. Como se poderia outrora chamar à razão esses pais que abandonaram os filhos ainda bebés?

CC

Maria Mendes

finestamp disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
AA disse...

É sabido que os nossos tribunais não se encontram preparados para tratar estas questões de regulação do poder paternal em situações de divórcio litigioso tratando estes casos como os de outra índole, cível, etc. sendo que os magistrados apenas lêem "papeis" (na maior parte cheios de mentiras e de difamações por parte do progenitor guardiâo).
Para quando uma reforma nos nossos tribunais de família e menores consentânea com o século XXI em que vivemos em que seja feita uma análise sistémica e multidisciplinar destes problemas?
Na minha opinião nestes casos o que menos interessa são "papeis", estamos a lidar com emoções e sentimentos, porventura os mais nobres que existem e não com leis e papeis...
Para quando amediação familiar instituída com regra nos tribunais para estes casos?

finestamp disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
baltazar disse...

Boa tarde,

sou um caso practico em que fui acusado pela mãe da minha filha de " abuso sexual"

para mim é tão chocante a causação como o tempo que um tribunal de menores demora a resolver ou procurar soluções.

só a titulo de exemplo após o divorcio cerca de 2 anos a mae da minha filha fez a acusação, e embora todos os relatorios medicos sejam a meu favor, passam 3 anos sem que eu tenha direito a uma audiencia para me defender.


cmpts

finestamp disse...

De repente a mulher-mãe-trabalhadora-divorciada (sim, porque desempenha muitos papéis num só, tal como os pais e ex-maridos), é vista como a má da fita e dados os casos que me foram dados a conhecer, mais rapidamente se demite um pai das responsabilidades do que uma mãe, basta verem as estatísticas dos abandonos. É inacreditável esta tendência da nova geração achar que os papéis são iguais, os direitos dos pais, etc, quem tem direitos são as crianças e nem sempre estes direitos são respeitados! Uma criança que habite com um dos progenitores tem direito à sua privacidade, à constância dos seus dias, e às visitas do outro progenitor, mas que estabilidade dá a uma criança uma guarda conjunta? É educada de modo diferente semana sim-semana não?

finestamp disse...

Não deverá a criança estar com um dos progenitores exclusivamente que tem a obrigação de favorecer um ambiente propício às visitas do outro progenitor sempre que este e a criança o deseje? E como pode uma pedopsiq afirmar que uma criança não sabe quem a trata melhor? Será mesmo assim?

FoAm TriCot disse...

Vivi uma situação de Amor extra-conjugal com um homem que já era pai. Lembro que desde o início lhe pedi para repensar a relação matrimonial porque de outra forma as coisas não iriam aguentar. Durante meses vi acima de tudo a luta entre não decidir ou decidir por mim e ter de viver COM a tristeza de tirar a "familia" que aqueles dois filhos tinham. Acho mesmo que foi o fundamental para as coisas não prosseguiram, principalmente porque eles tinham 8 anos e recorriam constantemente ao pai com perguntas e por atenção. Houve uma decisão de ficar, por não conseguir "preferir" a felicidade dele. Ainda hoje, passados 3 anos me questiono se é "JUSTA" esta opção. (e sei que ele ainda sofre)
(mas sei que não vou esperar que os filhos se autonomizem, que acho que era uma das esperanças dele, apesar de não ma dizer, claro)

Quem tem prioridade em ser feliz?
(será que com tempo os filhos não iriam perdoar a opção do pai?)

finestamp disse...

Fiquei esclarecida quanto à guarda conjunta vs. guarda alternada! Obrigada:-)