sexta-feira, janeiro 11

Profissões em que vale a pena investir



Decidir o que se quer ser exige não só desenvolver os conhecimentos, mas também saber analisar o mercado. Há empregos em extinção? E há profissões que serão a grande aposta no futuro? Duas questões que assolam qualquer mente, quer esteja no activo ou prestes a escolher um curso. Afinal, toda a gente quer saber se a profissão que exerce irá extinguir-se, ou se vai empenhar três anos de vida numa licenciatura, para acabar no desemprego.
Útil e prático, é como vai ser o SC de hoje: com conselhos objectivos, apontando as profissões a seguir, e aquelas que se deve evitar. Haverá ainda tempo para falar da revisão da Classificação Nacional das Profissões – a descrição de todas as profissões existentes em Portugal.

14 comentários:

lady_blogger disse...

Actualmente uma das licenciaturas que menos garante estabilidade profissional na área para a qual se estudou, é o professorado. Uma que sempre garantiu e continuará a garantir é a medicina.
Algumas engenharias também vão sendo uma aposta segura.
Talvez o ensino profissional seja uma das melhores apostas para quem quer trabalhar sem ter de estudar tantos anos, ou simplesmente porque não dispõe de recursos económicos para sustentar as despesas advindas da frequência universitária. No entanto seguir os estudos numa escola profissional não impede a continuação destes numa faculdade.


CC

Maria Mendes

marlene disse...

Boa tarde a todos. O meu nome é Marlene e licenciei-me em Estudos Europeus o ano passado. Até agora não encontrei qualquer emprego. Terei Futuro ou não? Agradecia uma resposta.

Angelus// The Phantom Of The Opera disse...

tudo parece estar idealizado pelo actual sistema de ensino, mas a realidade nao é essa, pois para alem de muitos dos actuais cursos estarem mal extruturados e nao prepararem correctamente os formandos para o mercado de trabalho, muitos alunos vêm-se impedidos de seguir a sua verdadeira vocaçao.porque o estado nao fornece as extruturas necessarias aos que nao têm meios para o fazer.
frequento o curso de design industrial e muitas das cadeiras que frequento sao quase uniteis, e reparo que estao melhor preparados alunos de cursos proficionais do que os do ensino superior.

Sílvio Mendes disse...

Boa tarde,

gostaria de aproveitar a presença do Presidente do IEFP no programa, para lançar um tema de debate.

Estou a efectuar um estágio profissional que, sem dúvida, me oferece oportunidades únicas de formação e aquisição de experiência na minha área de formação (comunicação social).
A questão que coloco é relativa ao nível salarial. Na minha área de formação, raros são os casos em que a remuneração pós-estágio profissional se aproxime do valor que se ganha durante o estágio.

Ora, após uma experiência de aquisição de competências e consolidação de capacidades, o que aocntece é vermos reduzida a remuneração na próxima experiência profissional que nos surgem.

Como contornar esta questão? Como se justifica?

Cumprimentos

Sílvio Mendes

Carlos disse...

Muito boa tarde, antes de mais queria felicitar o vosso programa, e é pena que ele não esteja noutro canal de TV, pois seria muito mais visto e tem uma maior importância na nossa sociedade.

No que toca ao tema, acho que as profissões em que se devem investir, são aquelas que são necessárias ao país, sendo então as engenharias que comandam as necessidades.
Existe um grande problema no nosso país, que é a capacidade do governo dizer não à formação dos jovens, pois não se admite que se continue a formar jovens na área da educação, quando todos os anos o número de desempregados formados nesta área aumenta. Acho que o governo tem que controlar o futuro do próprio país e não pensar simplesmente em conseguir mais uns quantos milhões nas gigantescas propinas exigidas a quem vai depois para o desemprego.

Porque não falar também nas profissões proibidas ou em risco????

Carlos Meira

Jose disse...

Ao angelus//the phantom of the opera

É suposto que, por nós próprios, procuremos a empregabilidade e a competência. Lamentavelmente, pela forma como escreves "estruturados" e "profissionais", parece-me que não estás a cumprir o teu papel... Nem tudo na vida é "O Estado" - "Ask not what America can do for you, ask what you can do for America"...

sol auto existente amarelo disse...

Boa tarde Fernanda,

Sou licenciada em Comunicação Social e pós graduada em Gestão Cultural por uma Universidade de Londres (muito embora esse curso já exista em Portugal).
Hoje de manhã estive no centro de emprego da minha área de residência e eis senão quando, no meu registo, não pude sequer dizer que sou pós graduada, pois o formulário que a sra estava a preencher só permitia licenciado ou mestrado. Depois tive de dizer qual a minha área: Gestão cultural, disse eu.
A sra. que me atendia franziu o sobrolho... «gestão cultural... n há..» tentei: produção cultural...? não? produção de eventos...? ao que ela me responde: «há aqui qualquer coisa de congressos.»
Pois... n tem nada cultural? disse eu.
Não, disse ela.
Ao que eu concluí que em Portugal, ninguém trabalha na Cultura...!!!

Para além disso, com este nível de habilitações e com 7 anos de experiência profissional, ainda ontem me ofereceram um estágio profissional como se eu fosse uma recém-licenciada...
Este pessoal da cultura vive de estágios profissionais... quando acaba um, mandam a pessoa embora e candidatam-se a outro!!
Joana Frada

Páxarolouco disse...

Boa tarde a todos os presentes, eu gostaria de deixar em mesa uma questão, È certo que é necessário dar aos joves uma oportunidade de mostrarem o que valem depois de acabar a sua licenciatura, mas esses jovens só podem integrar esses estagios até aos 35, dp dos 35 ja não têm direito a estágio? Então são velhos para puderem trabalhar numa área que tiraram mais tarde? Infelizmente, então, não vale a pena trabalhar e estudar para melhorar a vida, se o próprio governo é "castrador".
OBRIGADA,
PAULA MARTINS

Marina, com ou sem acento no "A" !!! . disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
A. disse...

Sou Licenciada em Design Industrial.
Este curso já existe em Portugal á mais de uma década, no entanto, não é considerada como mais valia, não há creditação por parte das empresas;

- Não consta na lista de profissões do IEFP;

- Só no final de 2007 foi considerada na classificação portuguesa de actividades económica;

- Não existe sindicato ou ordem dos designers

Valerá a pena criar novos cursos e não apostar no seu enquadramento social?

A.
Viana do Castelo

kaligrafy disse...

É pena haver licenciaturas que infelizmente não têm sucesso em território nacional, e no estrangeiro estão sempre a ser requisitadas. É o caso do curso que estou a tirar, Geologia, que em Portugal é uma desgraça arranjar emprego!!

Tiago disse...

Boa tarde a todos, desde já dou os parabéns ao programa que é uma companhia muito boa para estas tardes de inverno.

Sou trabalhador/estudante e vejo que com os estudos feitos qualquer jovem como eu sabendo como o mercado vai evoluir e baseando-se nesses estudos vai com certeza ter sucesso profissional garantido. A minha pergunta é simples, estará Portugal pronta para receber no seu mercado de trabalho os novos jovens que querem começar a trabalhar nestas areas? Até que ponto é que me devo basear nestes estudos?

António disse...

Boa tarde a todos os presentes, e já agora quero agradecer à Fernada por ter falado em Freixo de Espada à Cinta.
Queria colocar aqui uma questão muito pessoal.
Tenho 23 anos e desloquei-me para a area de Lisboa para trabalhar, e agora que tenho 23 anos e estou a acabar o 12º ano não consigo encontar nenhum curso superior nas areas das novas tecnologias, nomeadamente biomédicas ou informática em regime nocturno ou pós-laboral. Outra questão é o facto de o único curso de eng. aeroespacial que nós temos ser completamente incompativel com o horário de qaluqer trabalhador. Para frequentar um curso superior teria que ser obrigado a tornar-me novamente dependente dos meus pais. Como é que posso trabalhar e frequentar um curso com um horário de aulas das 08:30 às 18:oo, por exemplo, ou onde posso obter mais sobre cursos em horário pós-laboral. Obrigado.

ILDA OLIVEIRA disse...

Como aprender, sem primeiro descobrir dentro de si próprio a liberdade que cada um de nós tem direito ao nascer?
Cada criança e jovem precisam de absorver conhecimento de uma forma construtiva, para se reconhecer a si próprio dentro da sociedade.
Neste momento no ensino dá-se em geral (salvo excepções, muito positivas) mais valor ao "Saber de Cor" do que o da verdade “Aprender a Conhecer e compreender”.
Já dizia um grande filosofo " Conhece-te a Ti mesmo"
Que magnífico é, quando o Homem se permite ensinar e praticar através de tudo o que faça, Ensinar e preparar é de facto uma arte de viver, e nessa arte de Viver o Homem pode ensinar a crescer e a preparar o outro para um melhor para o futuro.
Nada menos supérfluo do que ensinar as opções e os valores da liberdade se queremos educar seres humanos livres. E ser Livre é ter direito e deveres que possam abrir portas dentro de cada Ser em crescimento. Para que ele próprio possa encontrar uma forma de ser útil a si próprio e á sociedade, sem que o seu percurso escolar o transmute numa máquina insensível. Mas sim num Adulto com horizontes com grandes oportunidades que possa engrandecer a sua nação/sociedade para uma grande realidade futura. A que todos que tem direito por nascimento.
Deixo-vos este meu pequeno pensar e constatar, somente como reflexão. Passo muitos dias da minha Vida em escolas Básicas, 2+3, Liceus e Faculdades. E isto é o que sinto e vejo. Mas alimento dentro e fora de mim a Esperança, porque também vejo sinais individuais locais de mudança, de ideias que transmutam e reencontram o verdadeiro ensinar e aprender. E que bom é o retorno do pouco que faço em minha passagem.
Este texto que possa ser uma Homenagem a Todos que ensinam como Educadores, nesta sociedade em constante mudança…
Bem Hajam Todos
Bem Haja a equipa que faz deste programa e blog uma casa de Repensar e Crescer…
Um Abraço
Ilda Oliveira