quinta-feira, junho 5

Carro ou transporte público?

Os combustíveis não irão parar de aumentar de preço e já se fala no barril de petróleo a 200 dólares. O uso de transportes públicos em Portugal cresceu cerca de 7%, mas é um dado de 2007. Sem dinheiro para sustentar o automóvel, os portugueses tornaram-se mais ecológicos. No Dia Mundial do Ambiente queremos avaliar, à luz da perspectiva económica, a crescente necessidade em poupar nos combustíveis, ao ponto de se começar a pensar em deixar o carro à porta de casa e seguir para o trabalho utilizando transportes públicos. Lisboa tem uma boa rede de transportes? Porto tem uma boa rede de transportes? E o resto do país?
Vamos ajudá-lo a fazer as contas no intuito de poupar e analisar as alternativas públicas em detrimento do transporte individual.

Convidados
Francisco Ferreira, Vice-Presidente da Quercus
Mário Alves, Especialista em Mobilidade e Transportes
Joaquim Reis, Pres. Metropolitano de Lisboa

49 comentários:

Ana Ribeiro disse...

Gostava de deixar aqui o meu apelo a todos os que participem hoje neste Blog: Vamos incentivar a participação para aquilo a que vulgo se chama 'desenvolvimento sustentável', mas tendo em consideração todas as suas vertentes.

Que me desculpem os responsáveis, mas não posso deixar de considerar incorrecta a forma tão peremptoriamente economicista que preside ao vosso comentário inicial, tanto mais que hoje celebramos o dia internacional do ambiente.

Faço aqui o meu apelo a todos os cidadãos participativos para que não deixem que seja a economia a reger a nossa vida.

Sugiro ainda que participem e dêem sugestões, sem receio de errarem.
Errar é humano. PARTICIPAR, é preciso!

Vamos tornar este dia maravilhoso :)

lady_blogger disse...
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j disse...

É UMA UTOPIA PENSAR-SE QUE TODA A GENTE VAI PASSAR A UTILIZAR TRANSPORTES PÚBLICOS.

TRANSPORTES PÚBLICOS DE QUALIDADE RAZOÁVEL EXISTEM APENAS PRATICAMENTE EM LISBOA E PORTO E EM MAIS ALGUMAS CIDADES...O RESTO É PAISAGEM...OS PORTUGUESES QUE RESIDEM FORA DELAS MAIS UMA VEZ SÃO DISCRIMINADOS.

João Tavares disse...

GOSTARIA DE SABER QUANTOS DESSES SENHORES CONVIDADOS UTILIZARAM TRANSPORTE PUBLICO PARA AIESTAREM E JA AGORA QUANTOS DOS NOSSOS POLITICOS UTILIZAM O TRANSPORTE PUBLICO?

Carlos disse...

Porque é que o bilhete descartavel "Viva Viagem" não pode durar mais do que um ano, se estiver em condições? Desta forma poupávamos algum dinheiro e recursos?

j disse...

CLARO, O RESTO DO PAÍS É PAISAGEM...EM MUITOS LOCAIS DESTE NOSSO PORTUGAL OS AUTOCARROS TÊM CERCA DE 30 E 40 ANOS, E NÃO PASSAM JUNTO DAS HABITAÇÕES, AS PESSOAS SÃO OBRIGADAS A PERCORRER A PÉ 3 E 4KM PARA APANHAR O TRANSPORTE.

EviL disse...

O meu pai resolveu o problema da deficiência dos transportes públicos de forma muito simples. Passou de um carro com 220 cavalos para um carro híbrido tendo até como principal preocupação o meio ambiente e não os custos.
Ver o Al Gore deu bons resultados nele :)
A experiência está a ser tão boa que já não considero comprar um carro normal quando trocar.

tetisq disse...

Vivo em coimbra à alguns anos e considero que a rede de transportes é bastante satisfatoria dentro da cidade e com preços razoaveis. No entanto, desde que vim para cá morar que ouço falar no metro de Coimbra,que podia aumentar muito a qualidade da rede de transportes públicos ao conjuga-la com autocarros e comboios. Mas até agora não vi nada. Será que alguém me pode dizer: -Onde está o metro de Coimbra?

j disse...

EU CONSIDERO QUE A DISCUSSÃO QUE MUITOS TÊM SOBRE A QUESTÃO DOS TRANSPORTES É MUITO ROMÂNTICA, ESTÁ POIS DESFAZADA DA REALIDADE DE UMA SOCIEDADE QUE HOJE EM DIA É DEMOLIDORA E QUE QUASE NÃO DÁ TEMPO PARA PENSAR, AS PESSOAS HOJE TÊM NECESSIDADE DE ESTAR EM MUITOS LOCAIS QUASE AO MESMO TEMPO, E POR ISSO TÊM DE UTILIZAR O TRANSPORTE INDIVIDUAL PARA SE MOVIMENTAREM RAPIDAMENTE E COM QUALIDADE.

A QUESTÃO DA REDUÇÃO DAS EMISSÕES É A ÚNICA COM QUE ESTOU DE ACORDO COM AS ORGANIZAÇÕES AMBIENTAIS, SOU MESMO FAVORÁVEL A EMISSÃO ZERO, MAS A SOLUÇÃO PARA QUE ISSO ACONTEÇA É MESMO A MUDANÇA DO PARADIGMA DA INDÚSTRIA AUTOMÓVEL, SÓ AÍ CONSEGUIREMOS SER MAIS VERDES...QUANTO A MOBILIDADE, CADA VEZ VAI SER MAIOR, O RESTO É UTOPIA.

Tintonium disse...

Como se explica a diferença de preços nos tarifários dos metros do Porto (0,90 euros) e Lisboa (0,75 euros)?

Muito obrigado pela atenção!

AJ disse...

Mobilidade eléctrica, a verdadeira alternativa

Já começam a aparecer alternativas aos combustíveis fosseis. Uma delas é bem real e chama-se Tesla Roadster (Ver site: http://www.teslamotors.com/ ), um carro desportivo eléctrico, que serve de mote para lançar a tecnologia, e estão já a pensar num carro familiar. No futuro, em Portugal, podemos investir em paneis solares e carregar a bateria do carro. Isto já começa a ser comum nos EUA.
Se vivesse numa grande cidade, como Lisboa, eu preferia o transporte público, mas aqui no coração do Alto Alentejo irei preferir cada vez mais a máquina eléctrica. Sol não falta e com o tempo esta tecnologia tornar-se-á cada vez mais acessível.
Para ver mais sobre o último pesquisem por “electric car” no www.youtube.com.

AG disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
AJ disse...

Como se explica tambem a aproximação do preço do gasoleo para o preço da gasolina 95? Isto é um facto estranho, não é?

sc disse...

Boa tarde. Neste tema há muitos assuntos a discutir. Entre eles, zonas mal servidas de transportes publicos, o seu horario, as suas condições, etc. Mas cada vez mais é preciso fazer contas a vida, e vou por uma situação. Como é que uma familia com 4filhos em que ambos os progenitores tem um ordenado minimo pode acarretar um passe para 6elementos? Não devia haver um desconto consideravel? Que tal um passe familiar?
É preciso mostrar as pessoas mais valias no uso dos transportes publicos, tanto pela sua vertente economica como ambiental.

E há pouco um senhor disse que quem critica os transportes publicos são as pessoas que menos os utiliza, e eu critico, porque os uso diariamente. Porque a viagem de automovel de casa a faculdade fica entre 15 a 20minutos e de autocarro fica entre 45 minutos a 60. E isto quando eu apanho, pois o respectivo autocarro passa de meia em meia hora, e muitas vezes, não o apanho por escassos minutos. E isto tudo no Porto, que é considerada uma zona bem servida fará as que são mal servidas.

Luis Filipe Magro disse...

Olá, boa tarde.

Eu ando de transportes públicos, apesar de ter carro. É um esforço que todos temos de fazer para o bem de todos. Para o bem da economia, da vida em sociedade e da saúde deste planeta. Mas: corredores Bus são poucos e por várias vezes são curtos, e mesmo estes curtos trechos estão muitas vezes ocupados por veículos (em circulação). Nas horas de ponta tanto o metro (ML) como a Carris estão super-lotados (Questiono a legalidade da sua sobrelotação.), não sendo confortável nem seguro, para os que conseguem entrar, pois para quem não consegue entrar terá de aguardar pelos próximos autocarros que provávelmente não terão espaço também para receber mais passageiros... E a situação é semelhante no Metro. E nisto andamos a pagar e a ser mal servidos. Se os transportes já andam sobrelotados agora que dizer se muitos dos automobilistas deixassem o carro em casa? Não entendo como pode ser dito que a taxa de ocupação do Metro é de 25%. (Suponho que seja a média a de um dia. Pois as horas de ponta não mostram isso.) Muito mais há a dizer. Mas fica para outra oportunidade.

Cumprimentos

Luis Filipe Magro - Lisboa

CatarinaGarcia disse...

Devo dizer que moro em Carnaxide e já uso os transportes públicos diariamente para ir para o centro de Lisboa há 5 anos.
É um grande problema, muita gente se queixa, já há casos de pessoas a fazerem baixo-assinados e pouco nos ouvem. Nós aqui só temos a opção da vimeca (há só cá um LT que vai de Algés à Amadora) e somos mal servidos. Recentemente devido ao crescimento populacional na zona de Alfragide e Outurela puseram a camioneta que ia desde queijas a Carnaxide para Lisboa a passarem por estas novas zonas fazendo um acréscimo de ainda em média mais 20 minutos para chegarmos ao Marquês de Pombal. As pessoas já demoravam bastante tempo para chegarem a Lisboa e ainda nos fazem isto, estando ainda pior as pessoas de Queijas que demoram ainda mais tempo (pelo menos 45 min a chegarem ao Marquês) pois é só essa a carreira que têm (em Carnaxide ainda há mais uma, menos frequente e que nem existe aos fins-de-semana).
Paga-se 2,60 eur por uma viagem de ida e só se tem a opção de comprar um módulo de 8 viagens pré-comprado (mais de 10 euros) só utilizavel por uma pessoa, pois o bilhete é destacável (há uns 10 anos atrás sempre dava para comprar a meias e dividir).
Sabendo que na localidade vizinha, Linda-a-velha existe a opção da carris, muito mais barata tanto a comprar no autocarro como pré-comprado, os habitantes daqui revoltam-se e ai eu, que sempre defendi os uso dos transportes publicos, só tenho que lhes dar razão.

AG disse...

Podemos supor o seguinte problema:

Proveniência: Margem Sul | Destino: Pólo de Universidades da Ajuda

Resultado, seguindo uma escolha !sustentável! de 4 transportes e respectivo passe combinado, !não sustentável $! :
1 Autocarro TST
1 Comboio sobre o Tejo
2 Autocarros Carris

---

Querendo optar por um ideal correcto e sobre o qual tenho estudado, ou seja, promover um ideal ambientalmente correcto e suficiente...
Vejo-me obrigada a, permitam-me a ironia, ir "feliz" e "contente" no meu invólucro metálico!

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Algum plano de mobilidades para a zona respectiva ?

Ana G.

N T disse...

Boa tarde.
Sou estudante universitário em Viseu e uso geralmente o meu carro particular para me deslocar para as aulas. Tenho estado a ouvir falar aí no programa em como os transportes publicos têm vindo a evoluir nos ultimos 20 anos, mas apenas nas grandes cidades como Lisboa e Porto. Em cidades de menor dimensão como Viseu, os transportes publicos ainda são menos práticos. Eu por exemplo para fazer o percurso para o politécnico demoro cerca de 10 minutos no meu carro e se for de autocarro, tenho de apanhar 2 diferentes porque não existe um directo e demoro 25 a 30 minutos se estes não se atrasarem.
Obrigado
Nuno Lacerda

Ana Ribeiro disse...

Francisco: Deixe-me ser optimista e não partilhar dessa opinião de 'pescadinha de rabo na boca'.
Eu acredito no civismo. A pouco e pouco lá chegaremos.
Até porque posso contrapor o seguinte: há gente pr'a tudo!
Tenho um irmão que diáriamente se deslocava de carro até ao seu local de trabalho, embora constantemente se queixasse de que perdia horas nesta deslocação.
Tendo-o confrontado com a possibilidade de ele se deslocar em transportes públicos, argumentava que andar de carro era mto mais confortável.
Como perceber argumentos destes?
Há necessidade de educar. Pois façamo-lo e lá chegaremos.

Carlos disse...

A nossa consciência ecológica aumenta com o aumento dos preços dos combustíveis?

Carlos Sebastião

j disse...

aj, EU REALMENTE PENSO UM POUCO COMO VC, SONHO EM VER DIA EM QUE TENHA UM CARRO QUE SE MOVIMENTE QUASE 100% A ENERGIA SOLAR, COM UM PAINEL SOLAR NO CAPOT E NO TEJADILHO...O SOL ESTÁ CÁ PARA ALGUMA COISA.

TENHO TAMBÉM MUITA ESPERANÇA NO HIDROGÊNIO E NAS PILHAS DE COMBUSTÍVEL.

Galahad disse...

22Boa tarde.
Sou Engº do Ambiente e gostava de discutir um pouco sobre os combustiveis.

Tive, recentemente, o disabor de tentar criar um empresa de produção de biodiesel, mas foi-me informado que a cota para essa produção tinha sido atinjida em portugal. Gostava de perguntar ao Eng. da QUERCUS se isso é verdade, e se fará algum sentido isso existir..

Não é verdade que Portugal precisa urgentemente de alternativas renováveis? No entanto apenas os grandes capitólios deteem esse negocio.. e Mesmo assim estamos fortemente dependentes do petroleo... É uma pena que esta situação continue..

Os meus parabens ao programa!
nuno

António disse...

Conceito de metro, era em tempos o metropolitano, (subterrâneo), o de “superfície”, eram os Eléctricos e aqui em Coimbra também os Trolleys. Que a determinada altura foram extintos, embora depois recuperados.
Preços das viagens? Andei no Porto durante duas semanas, para além da falta de apoio de segurança interna, nos “novos metros”, o preço do bilhete é para quem o usa é francamente alto. Para linhas novas são estranhos, tantos solavancos.
A propósito de andar de mota eléctrica, tive uma professora de cidadania, em tempos, dizia-se toda ecológica e confrontada por mim de porquê não ter uma viatura pelo menos híbrida, dizia ser cara. Passados uns tempos vim a saber por colegas que estiveram em casa dela que tinha uma frota de topos de gama convencionais numa garagem enorme, ela era e é das muito abonadas. Percebem aonde quero chegar?

Anttónio

Ana Ribeiro disse...

Eu insisto!!!:
É PRICISO MOTIVAR PARA AGIR

Miguel Carvalho disse...

O transporte eléctrico é uma não-solução.

O impacto ambiental continua quase totalmente lá, apenas deslocado para a central eléctrica.
Além de que o problema essencial do automóvel na cidade, não são as emissões. É o ruído
o congestionamento (que atrasa os automobilistas e os utentes dos autocarros)
a sinistralidade
o espaço público totalmente monopoliado (pensem em passeios ocupados, 1001 semáforos só para ir ali ao fundo, etc...)
a perda de qualidade de vida devido ao stress

Castro disse...

Boa tarde,

sou do Porto no entanto moro actualmente em Guimarães, e recentemente fiz uma viagem alargada a Lisboa. O comentário que deixo da minha viagem a Lisboa é de que estão num outro país, pode-se falar de transportes públicos em Lisboa e Portugal. Estão muito bem servidos a nível de transportes, no entanto, tendo ficado a dormir em Almada, fiquei pasmado que basta passar a ponte para a realidade ser outra. O que particularmente me admirou foi a marginal de Belém ao Cais do Sodré ter (na minha opinião) excesso de transportes. No caso do Porto, deixo a minha pergunta, porque numa área metropolitana com mais de 1,5 milhões de habitantes nao se vê o mesmo investimento de Lisboa, pondo-se em causa o actual plano para a Metro do Porto? (que foi considerado um dos melhores metros da Europa). Uma nota para Guimarães, que também é um país à parte, uma cidade limpa, organizada e que apesar de ter uma má rede de transportes para fora da cidade, não tenho que usar qualquer transporte, faço a cidade de ponta a ponta a pé, uma das razões que me fizeram escolher Guimarães como poiso...

AG disse...

"A nossa consciência ecológica aumenta com o aumento dos preços dos combustíveis?"

Critica simplesmente G E N I A L !!

André Pinheiro disse...

Como é que ainda não foi abordado o tema da segurança?? E não falo da segurança no caso do autocarro se avariar ou derivados...

Se fizerem um estudo sobre a quantidade de estudantes que já foi assaltado no metro (no caso de Lisboa) ou nas interfaces de transportes públicos penso que será algo interessante de ver. É claro que a maioria nem sequer apresenta queixa pois é completamente indiferente... Conheço muitos colegas meus que decidiram não andar de transportes públicos a certas horas pois é quase certo...

E é claro quando muitos têm oportunidade de andar de carro, esse comforto da segurança pesa imensamente na escolha deste como meio de transporte. Durante os 5 anos que estive em Lisboa nos primeiros 3 anos fui assaltado 4 vezes que também se revelou uma despesa bem grande comparando com o combustivel que gastaría.

Obrigado pelo debate,

André Pinheiro

j disse...

AJ disse...
Como se explica tambem a aproximação do preço do gasoleo para o preço da gasolina 95? Isto é um facto estranho, não é?

AJ ISSO TEM A VER COM A PROCURA, CADA VEZ SE ESTÁ A UTILIZAR MAIS O DIESEL DEVIDO AOS MOTORES DE BAIXO CONSUMO/MAIS EFICIENTES, O QUE NOS QUE UTILIZAM GASOLINA NÃO SE VERIFICA, BREVEMENTE O PREÇO DO DIESEL VAI ULTRAPASSAR O DA GASOLINA, NÃO DEVE DEMORAR UM ANO, SÓ NÃO SE VERIFICOU AINDA PORQUE A INDUSTRIA DOS TRANSPORTES DE MERCADORIAS UTILIZA BASICAMENTE 100% DIESEL, ESTANDO POIS A FAZER MUITA PRESSÃO NO MERCADO, MAS SE ISSO ACONTECER VAI ORIGINAR RESULTADOS CATASTRÓFICOS NA ECONOMIA.

Andromeda disse...

Boa tarde,

Tenho 25 anos e há já bastante tempo que optei por não tirar a carta. Fi-lo por três razões: ambiente, saúde e carteira.

No que diz respeito ao ambiente as razões são óbvias. O carro é extremamente poluidor e eu, que desde cedo fui alertada para o problema da poluição do nosso planeta (acima de tudo graças à escola), prefiro evitar danificar este belo mundo em que vivemos o máximo possível.

Quanto à saúde, pelo que tenho observado à minha volta, comprar um carro é sinónimo de deixar de andar a pé. Sempre andei muito a pé e talvez por isso estou e sempre estive em excelente forma física. As pessoas que conheço utilizam o carro para tudo, até para irem à padaria local que fica a 500m de distância. Pessoalmente acho isso ridiculo. Não admira pois que andem a pé durante 5min e fiquem cansados como se tivessem andado a pé um dia inteiro. O carro fomenta a inactividade, inactividade essa que prefiro evitar. Além disso a poluição causada pelo carro também é bastante nefasta para a saúde.

Finalmente, optei por não tirar a carta e comprar um carro por razões económicas. O carro é uma verdadeira máquina de consumir dinheiro. É necessário gastar dinheiro na gasolina (que como sabemos não anda nada barata), no selo, no seguro, na manutenção... O dinheiro desaparece! Já para não falar no dinheiro gasto na compra do veículo. Sinceramente prefiro guardar o meu dinheiro e usá-lo em coisas bem mais interessantes. Por exemplo, viajar. Por não ter despesas com um carro posso viajar (algo que adoro) muito mais do que se tivesse de patrocinar um destes veículos.

Compreendo perfeitamente que há pessoas que não podem prescindir do carro. Aliás, se estivesse numa situação em que precisasse de um carro para me deslocar até ao meu local de trabalho não teria outro remédio senão comprar um. Contudo, como moro na cidade do Porto, que felizmente tem uma boa rede de transportes públicos (ao contrário do que muitos dizem), opto por fazer uso destes. Com pouco trânsito, demoro cerca de 40min a chegar à faculdade. De carro faria este trajecto em 15min mas decidi não ser comodista e utilizar o autocarro.

Além dos transportes públicos também ando muito a pé e de bicicleta. Tenho muita pena que as condições para andar de bicicleta na cidade não sejam as melhores. Já estive no Japão e lá a quantidade de gente que se desloca de bicicleta é impressionante. A verdade é que têm todas as condições para o fazer. Eu própria, por mais do que uma vez, aluguei um bicicleta para me deslocar nas cidades Japonesas e não tive qualquer dificuldade em percorrer diferentes cidades de um lado a outro. Até numa cidade como Paris se veêm imensas pessoas de bicicleta. Aliás, até é possível alugar uma bicicleta numa parte da cidade e devolvê-la noutra, não tendo assim de se voltar ao lugar onde se alugou a bicicleta. É deveras prático!

Não quero com tudo isto dizer que nunca ando de carro. O meu namorado tem carro e ando muitas vezes de carro com ele. Mas também o incentivo a deixar o carro em casa e utilizar os transportes públicos. Durante o Fantasporto fomos várias vezes para o Rivoli de metro. A verdade é que ele gostou imenso de o fazer pois, ao contrário do carro, o metro permite fazer uma viagem sem stress. Além disso andar a pé permite-nos conhecer melhor a nossa bela cidade.

Há muita gente que precisa do carro porque não tem alternativas, mas quem as tem anda de carro acima de tudo por comodismo. Há que lutar contra esta inércia.

Joana disse...

Boa tarde! Resido no Porto mas estudo Engenharia do Ambiente em Ponte de Lima. Gostava de me deslocar de transportes públicos (poupança de dinheiro, melhoria da qualidade do ar, etc.... No entanto, devido à falta de alternativas viáveis (o comboio só vai até Viana do Castelo ou Braga e só há dois horários de camionetas: um às 6h da manhã e outro às 18h...

António disse...

Uma dona ao ultrapassar-me de carro, fez-me um gesto tipo "ter juízo", só porque me deslocava de bicicleta, e era nova, como é possível? Foi no dia do record do preço de petróleo, 135E o barril.
Desde 1982, que fiz uma espécie de projecto, e procurei incessantemente na Universidade DEE da FCT da UC, em outros locais e pessoas, todos me disseram ser impossível pois já Leonardo D'Vinci tinha tido essa ideia e que era inconcebível., etc…
Valha-me que, pelo menos outros no estrangeiro estão quase lá, ou seja um dia os veículos não precisaram de combustível, é essa a minha ideia e esperança. Os governos não gostaram, mas isso tem de mudar, já imaginaram os impostos que arrecadam através dos automóveis.

Anttónio

j disse...

Miguel Carvalho disse...
O transporte eléctrico é uma não-solução.

O impacto ambiental continua quase totalmente lá, apenas deslocado para a central eléctrica.
Além de que o problema essencial do automóvel na cidade, não são as emissões. É o ruído
o congestionamento (que atrasa os automobilistas e os utentes dos autocarros)
a sinistralidade
o espaço público totalmente monopoliado (pensem em passeios ocupados, 1001 semáforos só para ir ali ao fundo, etc...)
a perda de qualidade de vida devido ao stress

MIGUEL NÃO CONCORDO COM A SUA FORMA DE VER O MUNDO, ACHO UTÓPICO PENSAR QUE DEVIAMOS VOLTAR AO TEMPO DA PEDRA...EU NÃO QUERERIA UM MUNDO ASSIM...
QUANTO À QUESTÃO ELÉCTRICA, É VERDADE QUE O IMPACTO AIENTAL PODE CONTINUAR LÁ SE SE CONTINUAR A ENERGIA ELÉCTRICA A PARTIR DA "QUEIMA", O QUE JÁ NÃO ACONTECERÁ SE SE OPTAR PELO SOLAR OU PELO NUCLEAR...SIM PELO NUCLEAR, SE CALHAR TEMOS MESMO DE CONSTRUIR UMA CENTRAL...SOU TAMBÉM APOLOGISTA QUE SE AUMENTE MAIS AINDA A RENOVÁVEL ÉOLICA...QUANTO À HÍDRICA SOU MAIS CÉPTICO, ACHO QUE COM O PLANO DE BARRAGENS QUE PARA AÍ VEM, VAI ESGOTAR ESSA CAPACIDADE.

Ana Ribeiro disse...

Penso que a Fernanda me veio dar razão com 'a conversa da palhinha'.
SERÁ QUE AS PESSOAS SABEM DA UTILIZAÇÃO DO PETRÓLEO?
Partamos para a educação cívica e poderemos tirar muito mais proveito ainda.
É PRECISO PROMOVER PARA COLHER!
Já agora..Os meus parabens à QUERCUS pelo trabalho que têm desenvolvido

Correia disse...

...Lisboa tem uma boa rede de transportes? Porto tem uma boa rede de transportes? E o resto do país?

Como disse muito bem o Lacerda (abraço pra ti ex-colega), a realidade entre Lisbos/Porto e as "outras" cidades nao se comparam. Eu moro a 15km de viseu e ainda compensa levar o carro para a cidade ao invés de usar o auto-carro..

Pior, viseu é um dos grandes distritos do interior que por incrivel que pareça nao tem linha ferroviária que atinja a cidade..

Relativamente ao biodiesel, obrigado pela resposta do Engº, realmente ainda existe muito a fazer.. Mesmo assim eu nao vou desistir de tentar criar uma empresa, que, como falou o Francisco Ferreira, seria para a re-utilização de oleos usados (numa 1ª fase), permitindo a re-utilização de residuos que normalmente sao deitados "pela pia"... (lembrando que 1 litro de oleo polui dezenas de litros de águas residuais que poderiam ser tratadas nas ETARS)

os melhores cumprimentos a todos
obrigado pela atenção e
continuem com este optimo programa.

nuno

António disse...

Esqueci-me falar das eco vias, ou melhor da não existência delas.
Para quando legislação nesse sentido.

Anttónio

sc disse...

A andromeda disse que há pessoas que sao comodiastas e até entendo o que quer dizer. Eu por exemplo como sou universitaria, tenho tempo e por isso, uso os transportes publicos. Mas no meu curso há imensos estudantes trabalhadores, em que saem da faculdade às 4horas mas às 5h já tem de estar no seu local de trabalho ou até algumas outras tem de ir buscar os seus filhos ao infantario ou escola. E acho que esta é uma grande razao para muitos nao optarem por este meio, porque a diferença da mesma viagem de 15minutos para 45 ou 60 implica muitas coisas.
Posso estar a sonhar, mas se melhorassem os transportes publicos e a sua frequencia, tal era uma atracçao para as pessoas, deixavam carro, as filas encurtavam, e assim a diferença não se reflectia tanto na vida quotidiana.

E compete a nós "exigir" esta melhoria.

Andromeda disse...

Como o compreendo António! Ando regularmente de bicicleta e quase todos os dias tenho de lidar com situações dessas sejam homens ou mulheres, novos ou velhos. O povo Português tem desesperadamente de mudar de mentalidade.

António disse...

Ana, eu entendo bem o que quer dizer, mas a realidade é que são sempre os mesmos a semear e sempre os mesmos a colher.
Estaria tudo bem se estas pessoas não fossem diferentes pessoas.

Anttónio

Rui Lima disse...

A ESCE do Instituto Politécnico de Setúbal promove amanhã - 6JUN pelas 18h, um Seminário subordinado ao tema: O Ambiente e a Fiscalidade: O Caso Português. Entrada livre
Tel. 265.709.316 ou Fax. 265.709.315 ou ematos@esce.ips.pt
Grato pela divulgação
Rui Lima

sc disse...

é positivo pensarmos na questão das bicicletas. Considero que ainda a mentalidade deste ser um meio para lazer (não quer dizer que não seja) mas acho que não se restringe a tal. Tomo o exemplo, do Porto, vemos imensas bicicletas na Foz aos fins de semana, mas a maior parte não se desloca de casa até a foz de bicicleta, e uma das razoes acho que é a segurança. Ainda há pouco tivemos aqui um acidente que envolveu um veiculo ligeiro e um ciclista.
No meu entender, não sentimos segurança neste meio de deslocação.

Andromeda disse...

SC, eu acusei as pessoas de serem comodistas mas também disse que sei perfeitamente que há pessoas que não podem prescindir do carro. Tenho amigos que vivem essa realidade todos os dias, sem carro não podiam deslocar-se até ao seu local de trabalho. Chamo de comodistas aqueles que têm alternativas mas preferem utilizar o carro porque querem ficar na cama mais meia hora.

Eduardo Oliveira disse...

Boa tarde!

Caros Srs.:
Estou a cerca de meio ano a tentar patentear um invento que julgo ser muito importante, na medida em que irá significativamente reduzir as necessidades de energia primária nos edifícios em Portugal e no mundo em geral tendo consequências directas na emissão dos gases de efeito de estufa.
Entreguei o assunto a um advogado, uma vez que em matéria de lei e no que diz respeito aos assuntos da propriedade industrial é obviamente mais informado do que eu.

O IMPI diz que para registar a patente terei de esperar 24 meses até que se concretize o registo, mas por outro lado só tenho como protecção Internacional 12 meses.
Tinha intenção de efectuar pesquisa no IMPI mas aconselharam-me a não o fazer para evitar o desvio.

Qual é a vossa opinião sobre esta matéria?

Agradeço a atenção dispensada

Eduardo Oliveira

Luis Filipe Magro disse...

EU GOSTAVA DE VER O MEU COMENTÁRIO ANTERIOR DE ALGUMA FORMA ABORDADO, AINDA QUE LIGEIRAMENTE. OU ATÉ NOUTRO PROGRAMA...

O ESTADO DA CALIFÓRNIA É PIONEIRO EM MEDIDAS. ALÉM DAS RELACIONADAS COM OS 'HÍBRIDOS'. UMA DELAS FOI CRIAR CORREDORES NÃO PARA 'BUS' MAS PARA CARROS QUE CIRCULEM COM MAIS DE UMA PESSOA. E FOI UMA MEDIDA SIMPLES QUE TEVE GRANDE SUCESSO, ADESÃO E IMPACTO POSITIVO. E JÁ AGORA DEIXO A SUGESTÃO AO SR. PORTA-VOZ DO METRO LISBOA: RETIREM CERCA DE METADE DOS BANCOS DAS CARRUAGENS (UMA OPERAÇÃO SIMPLES E COMPARATIVAMENTE BARATA). POIS POR CADA UM SENTADO, CABEM DOIS EM PÉ, AMPLIANDO ASSIM A CAPACIDADE, E VISTO QUE OS PERCURSOS SÃO FEITOS RÁPIDAMENTE E SERIAM FEITOS AINDA MAIS RÁPIDAMENTE (ACOMPANHEM O MEU RACIOCÍNIO À FRENTE) NÃO FICARÍAMOS CANSADOS DE PERMANECER EM PÉ MUITO TEMPO, E O CAVALHEIRISMO E A CORTESIA FARIAM O RESTO A QUEM PRECISASSE REALMENTE DE SE SENTAR. ADEMAIS CONSEGUIRIAM REDUZIR O TEMPO DE PARAGEM NAS ESTAÇÕES (POIS AS ENTRADAS E SAÍDAS DE UTENTES SERIAM MAIS RÁPIDAS), AUMENTANDO ASSIM A RAPIDEZ DO PERCURSO. DEVEMOS SEGUIR OS EXEMPLOS DE CARRUAGENS COMO AS JAPONESAS. POIS COMO EU DISSE NO COMENTÁRIO ANTERIOR, A CAPACIDADE DAS CARRUAGENS NAS HORAS DE PONTA JÁ DEIXA MUITO A DESEJAR, E ALÉM DISSO HAVERIA MAIS UM POUCO DE ESPAÇO PARA TRANSPORTAR BICICLETAS, POIS AGORA É RELATIVAMENTE COMPLICADO...

OBRIGADO A MUITOS PARABÉNS PELO PROGRAMA.

Andromeda disse...

SC, uma vez mais dirijo-me a si. Moro em Leça da Palmeira e ando frequentemente de bicicleta na Foz. Não me limito a andar de bicicleta lá, vou até lá de bicicleta. Atravesso a ponte móvel de Matosinhos e vou pela estrada até entrar na zona da praia em Matosinhos. Depos é só andar até à Ribeira se me apetecer.
Ando muito de bicicleta na estrada. É perigoso? É sim, mas também é perigoso andar de carro na estrada. Cumpro à risca as regras de trânsito e até agora só tive problemas uma vez por causa de uma mulher sem paciência que quase me atropelou. Posso dizer-lhe que de carro já tive um terrível acidente em que o carro em que seguia ficou esmagado entre dois camiões. Perigo há em todo o lado, se fosse ter medo de tudo não saía de casa. Há é que respeitar as regras e ser cuidadoso.

sc disse...

De um certo modo não me fiz compreender bem. Apoio o que disse andromeda e acho positivo. Mas por exemplo, acho que tão cedo não me vou aventurar em ir até a foz com o meu irmão com 7anos. Pois até la temos que passar por ruas muito estreitas em que os carros passam por nós mesmo rentes. E parece que não, um carro tem um tejadilho metalico que nos dá uma certa segurança. segurança essa, como vemos, tão enganosa, mas nessa questão das biciletas, acho que a mentalidade não muda (caso das pessoas não terem cuidado com as biciletas) e por essa mentalidade, pessoas como eu não se atrevem com os mais novos a usar este transporte grandes distancias.

António disse...

Como o debate tem sido como sempre pouco ou nada conclusivo, voltei ao blog e ao ler a introdução, verifiquei uma ideia que rebato que é a dos 200 dólares o Barril de Petróleo.

Contesto, já referi isso no meu blog usufruto@facilblog.com, onde digo que não sei se daqui a 2 ou 4 anos, com o Brasil a produzir petróleo, este será mais barato do que água, mas não significa que tenhamos de continuar a gastar descontroladamente, atenção à ecologia e à nossa saúde.

Anttónio

sofia disse...

Para além dos transportes público é importante melhorar os acesso pedonais, já que por vezes até para ir ao supermercado que fica a escassos 800m se tem de ir de carro pela falta de passeios. O mesmo relativamente aos acessos entre diferentes localidades que não chegam a estar separados por 2km e no entanto não têm quaisquer acessos pedonais. No conselho de Sintra estes aspectos são notórios!!

Andromeda disse...

Realmente andar de bicicleta na estrada com uma criança é algo que está fora de questão. Se as pessoas tivessem algum respeito por quem anda de bicicleta esse problema não existiria mas infelizmente não é assim. E não são só os condutores que não têm respeito pelos ciclistas, os peões também não. Passei a atravessar a ponte móvel de Matosinhos pela estrada porque quando seguía pela passagem de peões algumas pessoas até faziam de propósito para não me deixar passar (no Japão era exactamente o contrário). Não gosto muito de congestionar o trânsito na ponte mas enfim, pedalo o mais depressa que posso.