segunda-feira, janeiro 25

Portugal em risco de bancarrota?

Primeiro foi a Islândia a abrir bancarrota, depois a Grécia a ficar à beira da falência e a Irlanda antecipou-se a qualquer análise e reduziu em 10% os vencimentos dos funcionários públicos. O pequeno país que se segue será Portugal?
O presidente do Banco Central Europeu diz que os Governos da Zona Euro têm que implementar políticas orçamentais “ambiciosas” e a “consolidar estratégias”. Conseguirá o nosso país atingir tais objetivos? Temos condições de tornar a nossa economia mais resistente?Conseguiremos manter o deficit público abaixo dos 3% até 2013?
O que diz a indústria? E os trabalhadores? Quais os setores impulsionares da nossa economia?
Convidados:
João Ermida, Analista
Francisco Madelino, Presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional
Rui Delgado, Vice-Presidente Associação Nacional de Jovens Empresários
Armando Esteves Pereira, Diretor-Adjunto Correio da Manhã

10 comentários:

eug disse...

portugal devia para ja seguir o exemplo da irlanda e cortar nos vencimentos da função pública porque a qualidade de vida dos funcionários públicos tende a ser muito dispar, positivamente, da qualidade de vida dos nao funcionarios publicos. Portanto o estímulo que o governo passa é o de que nao compensa realmente trabalhar por conta propria. Portanto gira a entreter a razao, um país que nao se desenvolve e nao parece sequer disposto a tentar.
mas o que é realmente deprimente é constatar que os portugueses mais asfixiados parecem resignados e nao manifestam de sua justiça nem parecem querer saber.

Eduardo F. disse...

O comum dos cidadãos logo apontará algumas causas para o problema, crónico, da economia portuguesa.

1 - Dependência externa
(energia)
2 - baixa produtividade
3 - burocracia e lentidão da Justiça
4 - FALTA de auto-suficiência alimentar

Penso que estes serão alguns pilares da nossa "fawlty tower". Depois, por esta sensação de impunidade e falta de sinais (como esta crise) que nos indiquem que vivemos muito acima das nossas capacidades, lá vêm os endividamentos, os créditos, os gastos em luxos e lixos.

E o desemprego? Causa ou consequência?

Frederico Gomes disse...

Na minha modesta opinião enquanto as pessoas continuarem a culpar os "Bancos" pela crise económica em q se vive, estamos mal. Quem quis viver acima das posses?
Se ganho 650 e a minha esposa 550 euros por mÊs n podemos tentar comprar um carro e uma casa e a escola dos miúdos e telemóveis de 3G e ir ao restaurante 1 ou 2 vezes por semana entre outas coisas, temos que ter uma disciplina de carteira/bolso... pq senão "ai Jesus que n me aguento"...
Desemprego, trabalho com Restauração e não encontro ninguém q queira trabalhar, nem aqueles q são enviados pelo fundo de desemprego o querem, os funcionários com quem trabalho são pessoas com mais de 10 anos de casa, tudo q provou do Rendimento mínmo garantido n quer nada com trabalho...existe desemprego?!Ninguém quer trabalhar ao fim de semana, toda a gente quer receber salários incomportáveis e trabalhar q é bom nada!
As pessoas n juntam dinheiro e queimam-no literalmente!

Zeta Draco disse...

Os mercados não querem saber de retórica política; eles exigem medidas concretas. Mais, os mercados reagem melhor a reduções de despesa do estado, do que a promessas de aumentos de receitas - que inevitavelmente se transforma em aumentos de impostos, que afogam sempre o crescimento económico.

Tenham juízo! Estamos nós sector privado e as gerações futuras a pagar juros altíssimos pelo despesismo dos socialistas. O estado que aperte o cinto!

Eduardo F. disse...

Ah, esqueci-me de um pormenor. Um pormenorzito:

A corrupção e o défice democrático: individual, do Estado (que prega o emprego mas promove recibos verdes, por exemplo, nas Universidades), das autarquias (os lóbis do betão), das empresas e, sobretudo, dos bancos.

Faltava esse pormenor... Coisa pouca, obviamente.

eug disse...

o problema de Portugal são os portugueses.

Atena disse...

Eu quero acreditar que Portugal conseguirá ultrapassar esta crise, sem cair em bancarrota. Porquê? Talvez porque sou uma optismista, e prefiro pensar assim, mas não só...
Na minha modesta opinião, de mera cidadã tentando observar o meu País, verifico que embora hajam grandes dificuldades e uma enorme parte da sociedade com serissímos problemas de sobrevivencia, penso que muitas outras partes da sociedade se "choram" naquela espécie de choradinho meio aproveitador da fase em que se está... Na verdade, verifico que para além de todas as crises, não páram de se erguer os condominios fechados de luxo e verifico que a vida de muitos continua a prosseguir com sinais exteriores de riqueza que em nada são compatíveis com a tal grave crise que nos assola. È responsabilidade de todos que o país enfrente a crise e a supere com sucesso, mas há entidades na sociedade com maior responsabilidade! A Banca; os grandes empresários mas também os médios e os pequenos; por fim o Estado é obviamente preponderante... Organizem-se, que haja ordem no que se gasta, quer no que se refere a quem menos tem -que se limitem a gastar apenas o que podem, mas também os ricos que esbanjam futilmente tantos milhões acusando quem vive do trabalho, de acumular dividas e querer viver acima das suas possibilidades. Que se puna a corrupção vergonhosa que encerra sempre em si milhões, e que não apontem tanto o dedo aos tostões que o Rendimento mínimo provoca de impacto na economia nacional. Dividam mais justamente os lucros, pensem que não poderão viver bem num mundo com diferenças abismais entre ricos e pobres, fruto de disparatados vencimentos tanto àqueles a quem se paga melhor, como aos que se acha muito pagar 475,00 euros/mês. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. É urgente um equilibrio neste distribuir de valores para poder haver movimentação da economia - este é um ponto importante, depois claro, apartir daqui surgem um rol de motivos: baixo indíce de aproveitamento escolar (quem não tem recursos, pouco pode proporcionar aos filhos); sem estudos não há oportunidades, nem inovação, nem especialização técnica... não há qualificações que permitam um avanço na sociedade em todas as àreas. Sermos bons no que fazemos para poder exportar mais, marcando a diferença através da qualidade. E numa nota final que a mim (que ñunca tive de viver com isso) me incomoda: Como é que alguém pode viver normalmente com 475,00 Euros/mes e por outro lado, será justo uma única pessoa auferir 10.000,00 euros nesse mesmo mês? Talvez devamos reflectir sobre aonde é que conduzem coisas deste género.

António disse...

Apesar de saber que esta pergunta dificilmente será feita no programa, eu gostaria de saber quantos empregos o Sr. Francisco Madelino criou à custa do seu dinheiro? Quantas empresas criou? Quais são as suas capacidades para estar à frente do organismo que preside?

Fazer o que se sabe em vez de se falar do que se sabe fazer, é que falta a Portugal.

Temos um volume excessivo de "sabichões" em toda a hierarquia do Estado que nunca fizeram nada à custa do seu dinheiro e, infelizmente, chegam às posições que ocupam à custa das suas teorias e amizades políticas.

Zeta Draco disse...

Fantástico comentário, Frederico Gomes! Não exageremos a «subsídiodependência». O que se passa é uma enorme falta de dignificação salarial do trabalho, não uma falte de vontade de trabalhar. Se pagar ao trabalhador português tanto como se paga em Espanha e restantes países europeus desenvolvidos, verá que a produtividade sobe em flecha. Agora, se insistir em pagar salários «chineses», obviamente só vai conseguir empregar imigrantes de países pobres ou alguns portugueses muito contrariados. Claro que a produtividade será baixa. Estou farto de dizer a mesma coisa: o «português preguiçoso» não passa de preconceito de certos patrões! A produtividade está intimamente ligada à política salarial, e os portuguese não são parvos e sabem ver os salários que se pagam nos outros países.

António disse...

Tenho 32 anos e desde sempre ouvi dizer que o nosso país está em crise...

Esta crise é uma crise contínua.

O Português habituou-se ao microondas, aos dois carros na garagem, ao plasma, enfim... ao estilo de vida de um sociedade consumista e liberal.

Mas esqueceu-se do outro lado da moeda:

O "faz-te à vida" e a ausência de zonas de conforto socialistas (subsídio dependencia).

Se queremos o bom do liberalismo temos de aceitar adaptar-nos.

Portugal não está em risco de bancarrota. Portugal já está em bancarrota.

Como é um país em vez de ser uma empresa, mantem-se no activo - mas à custa da venda "lenta" do país, quer a outras nações, quer a entidades empresariais.