quinta-feira, janeiro 14

Casamento entre pessoas do mesmo sexo

Há cerca de um mês era aprovada pelo Conselho de Ministros a lei que permite que pessoas do mesmo sexo possam casar.
Nos comunicados do CM pode ler-se: “a lei visa remover as barreiras jurídicas à realização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, colocando fim a uma velha discriminação e constituindo mais um passo na consagração de uma sociedade mais tolerante e mais justa.”
Em resposta, a sociedade civil reuniu dezenas de milhar de assinaturas para pedir um referendo. A AR terá que pronunciar-se sobre uma petição com tal nível de signatários. Ainda não é o fim da polémica? O processo pode retroceder? O que está em causa?

Convidados:
Carlos Pamplona Corte-Real
, Professor da Faculdade Direito da Universidade de Lisboa
João Mouta, Ativista pelos direitos humanos
Pedro Pestana Bastos, Advogado
Rui Tabarra de Castro, Advogado e Mandatário da Petição para a realização do referendo

73 comentários:

Liliana F. Verde disse...

Parabéns por trazerem este tema ao Sociedade Civil.

Não me parece de todo democrático, ainda para mais no ano de comemoração dos 100 anos da República, e com a recolha de 90 mil assinaturas, que a Assembleia da República não queira um referendo. Eu quero o referendo, pois, como cidadã, quero ser “ouvida” sobre este tema. Estou no meu direito de exercer o sufrágio. Caso isso não aconteça, terei de concluir que vivo numa “democracia ditatorial”.

Acrescento que não concordo com o casamento entre pessoas do mesmo sexo, pois não posso consentir que os homossexuais tenham os mesmos direitos (todos)que os outros casais. Julgo estarmos a dissolver uma instituição de sumo valor para a Sociedade, em qualquer parte do mundo e em qualquer cultura. (Devo dizer que não excluo outra forma de registo de união civil para quem a queira realizar.)

Tenho duas dúvidas que gostaria de ver esclarecidas, neste programa, para o caso de o casamento gay ser aprovado:

- A interdição à adopção será mais uma “discriminação” para os homossexuais. Poderão os políticos aprová-la sem ouvir as/os Portuguesas/es, numa questão tão frágil? (Até que ponto o apadrinhamento civil não foi já uma figura jurídica criada com a intenção de se ir ganhando terreno na questão da adopção por casais homossexuais?)

- Em caso de doação de uma criança para adopção pode escolher-se entre “dar” a criança a um casal heterossexual ou a um homossexual?

Muito obrigada,
Liliana F. Verde

Pedro disse...

Não acho que seja possível colocar uma questão sobre direitos de minorias a uma maioria! Sou, obviamente, contra o referendo ao casamento homossexual.

Referendar uma questão de direitos desta ordem seria o mesmo que referendar a escravatura numa sociedade de "brancos", o direito de voto das mulheres num Portugal de 1900...

Não podemos esquecer que esta alteração dá-se numa lei civil e não existe nenhuma mudança legal para os restantes casais, ou seja, os casais heterossexuais terão os mesmos direitos antes e depois de aprovada a lei. Trata-se apenas de um alargamento da categoria do casamento a um outro grupo de pessoas. Um alargamento que já foi efectuado quando se permitiu o casamento de escravos, quando se estabeleceu o casamento civil, quando se permitiu o casamento inter-racial, etc.

Não consigo entender como tantas pessoas se mostram preocupadas com a alteração da definição de casamento. O casamento, tal como o conhecemos hoje, é uma instituição em permanente mudança e não é, de todo, uma visão tradicional. Note-se o casamento inter-racial ou a falta de referência ao "pai de família" na lei. Não sei se essas pessoas sentem falta de um casamento apenas para e entre brancos e onde o Homem seja, por lei, o chefe da casa...

RENATOGOMESPEREIRA disse...

antes de mais é sabido e publico que não concordo com a lei da paridade, com a do aborto e agora com a lei do casamento homossexual...E porque por detrás disto está um amorfo antropófago conceito de femininíssimo e larvar não esquecer que o movimento gay é mais mulher / mulher do que homem / homem - Claro que se optasse por uma questão de quotas teria que dizer que o "macho latino" está SUB-REPRESENTADO na AR actual...e pela legislação da cidadania europeia, arremessada e desvirtuada da declaração universal dos direitos do homem e cidadão, que não permite a discriminação e m função do sexo, logo não permitindo leis de paridade ou de sub-representação dum sexo em relação ao outro, etc, etc...admito que nesta matéria de homossexualidades tudo se resolverá com um referendo mas não com aquela pergunta das 91 mil assinaturas..mas com outras duas ...um casal homo pode adoptar crianças enquanto casal? Um casal homo será considerado parente ou apenas afim dos demais elementos da família do outro cônjuge?

As questões tem pertinência pois a adopção é a razão jurídica especial para se criarem artificialmente laços de parentesco...hoje em casais hetero o cônjuge não é família (leia-se parente) do outro cônjuge...mas os filhos sim, sejam adoptados ou sanguíneos...
questão pertinente coloca-se na questão de qualquer dos cônjuges homossexuais poderem ter filhos (embora não do outro que tem o mesmo sexo - sendo tal impossível) ora a lei presume a paternidade do filho nascido dentro do casamento ao outro conjuge... como é que vai ser????

Idalina disse...

Sim, porque a maioria do povo português não quer o casamento homossexual. E eu não sou a favor do casamento homossexual porque é algo que é prejudicial para os próprios e para a comunidade, pois quando um país legaliza um comportamento prejudicial, assume carmicamente esse comportamento colectivamente. Tudo é energia. O simbolo do Tai-Chi exemplifica que para haver harmonia e integridade a energia tem de fluir entre polos diferentes e não iguais, e é por isso que quando duas pessoas se encontram sexualmente e se forem de polaridades iguais não existe um fluxo (por mais "amor" que exista), mas uma estagnação prejudicial para os dois. Criam então uma poluição espiritual.
Eu não sou Católica e tenho procurado por respostas em várias fontes, algumas milenares, de Mestres Espirituais que explicaram sobre a profundidade da alma humana, aquilo que agora a Física Quântica começa a comprovar em passos muito lentos. Pois para se poder compreender este assunto, temos que olhar para ele de uma perspectiva muito mais abrangente e não de uma forma limitada.

Rax disse...

Quero começar por dizer que tento sempre ouvir os argumentos de quem é contra a união de pessoas do mesmo sexo. Mas entristece-me que alguém considere que possar ter mais direitos do que outros cidadãos (refiro-me à opinião de Liliana F. Verde).
A união de um casal constituído por pessoas do mesmo sexo ou por pessoas de sexo diferente deve reger-se pelos mesmos direitos e obrigações. Afinal, a base dessa união é a mesma: Amor

fantomette disse...

Pág. 62,
Adam Weishaupt, fundador da ordem dos iluminados da Baviera, tinha cinco objectivos essenciais, irei resumir os mais importantes.

Fim dos Governos :
Erradicar e abolir as monarquias ou outra forma de governo que não se ajustasse aos seus preceitos. Para isso, os membros da
seita , valendo-se do seu poder económico, social e político, teriam a missão de originar os conflitos que fossem necessários.
Só havia lugar para um governo, o deles.

Fim das propriedades:
O objectivo consistia em conseguir que o poder económico residisse nos membros da irmandade e nas redes que esta gerou.
A propriedade privada e os direitos sucessórios correspondiam, portanto, a um perigo.
Os illuminati encarregar-se-iam de ocupar os postos de controlo de onde seria manobrado o poder económico.

Fim do conceito de nação:
Era preciso erradicar a multiplicidade de nacionalidades. Era melhor um grande império, uma grande pátria,, do que muitas difíceis de controlar.
Eliminar-se o conceito de patriotismo e nacionalismo. O objectivo era encontrar uma nova ordem mundial.

Fim da família:
Os illuminati não acreditavam no matrimónio, nem no conceito cristão de família, nem nos sistemas educativos.
O objectivo era falar de famílias livres, nas quais o amor ou o desejo de união entre duas pessoas devia prevalecer sobre o vínculo sacramental marcado pela igreja.
A educação deveria ficar reservada a sistemas comunitários em que os educadores tivessem sido previamente formados por membros da Ordem illuminati.


Fim das religiões:
As crenças religiosas e espirituais eram consideradas como uma forma de distracção, ao mesmo tempo que um perigoso elo com o poder inimigo. Erradicar as religiões significava conseguir que apenas as ideias da sociedade secreta podiam servir de esperança e consolo na vida.

tatiana disse...

sendo uma questão de direitos, de maneira alguma, deverão quaisquer pessoas decidir sobre outras.
legalmente, devemos sim, garantir que tod@s tenham os mesmos direitos.

fantomette disse...

Olá Fernanda :)
gostaria, se possível, de ver esclarecidas as seguintes questões:

. Em toda a natureza, desde o início da humanidade, o factor natural existente quer de procriação quer de relacionamento conjugal é o de macho - fêmea. Quando alguém nasce com trissomia livre ou um cromossoma 21 a mais é rotulado com síndroma de down, mas quando alguém nasce com prédisposição genética para ter atracção física e emocional por pessoas do mesmo sexo, rotula-se de homosexual! Ao primeiro caso, chamamos-lhes deficientes e ao segundo?
. A homosexualidade é uma deficiência?

Pedro disse...

A única condição para um casamento devia ser o amor e não o sexo ou o preconceito, mas os que contestam o casamento homossexual são basicamente os mesmos que contestavam o divórcio independentemente do factor amor.
Pedro Matias

karreira disse...

Toda a gente fala por aí que os homossexuais não têm os mesmos direitos que os heterossexuais. Pois eu discordo...eles têm os mesmo direitos. Eles podem-se casar à vontade com uma pessoa do sexo oposto. Do mesmo modo que os heterossexuais o podem fazer.

Portanto o que eu acho, é que os homossexuais querem é ter mais direitos que naturais heterossexuais.

Pegasus disse...

Sou heterosessual e já com idade para ter juizo, o mesmo juizo que deveriam ter muitas pessoas que discutem estes assuntos, mas que se prendem a questões reliosas, ideológicas ou sei lá o que lhes chamar para classificar esta falta de respeito pelas liberdades dos outros.

Acho que com estas palavras é fácil perceber que sou absolutamente a FAVOR do casamento homosexual.
Façam esta pergunta a vós mesmos (aqueles que são contra o casamento homosexual): "mas que direito tenho eu de mandar na vida dos outros, mas que direito tenho eu a prejudicar a felicidade dos outros, mas que direito tenho eu a dizer que alguem só porque gosta de pessoas do mesmo sexo terá que ser tratada de forma diferente?"

Quanto a referendar ou não referendar, acho que esta questão então nem tem lógica nenhuma.
Vamos imaginar que eu até poderia ser contra o casamento homossexual (mas repito que não sou contra), mas de FORMA ALGUMA TENHO O DIREITO DE PROIBIR quem queira de o fazer.

Falou-se ai numa democracia ditatorial por não ser feito um referendo, pois é precisamente o contrário, sendo feito um referendo é que estariamos numa democracia ditatorial, onde todos tinham direito a expressar a opinião, mas havia a ditadura da maioria.

Deixem-se de hipocrisia, deixem-se de olhar para o próprio umbigo, respeitem as decisões dos outros.

Tenho amigos e amigas homosexuais, e a meu ver eles tem o mesmo direito que eu a ser felizes, da forma que quiserem, não estão a tratar mal ninguem, não estão a fazer mal a ninguem, e só se sente ofendido mesmo quem está mais preocupado com os outros do que consigo mesmo.

Esta discussão já parece a típica aldeia, onde todos sabem da vida de todos, e todos querem mandar na vida dos outros.

Já estava na hora de crescermos um bocadinho na mentalidade, e passarmos a ter mais respeito pelos outros.

Boa tarde

marta morais disse...

Gostava de saber a opinião dos convidados a favor do casamento homossexual sobre o casamento poligamico. Obrigado

Andreia disse...

Boa tarde! Graças à vossa preciosa informação sobre como é fácil ajudar a população do Haiti, fazendo uma doação à Cruz Vermelha Portuguesa, já contribui!
Obrigada e bom programa

Manuel disse...

Não concordo com o casamento entre pessoas do mesmos sexo. Nesta sociedade doente é pseudomoderno aceitar situações que quebrem tabus antigos, no entanto a homossexualidade e a celebração de casamentos entre homens não é uma invenção dos nossos dias, na antiga Roma já acontecia e foram estas e outras manifestações que levaram à desagregação social.

Iris disse...

Eu acho que este assunto mexe totalmente com o conceito de sociedade que conhecemos, e que nunca deveria ser tomada uma decisão destas sem fazer um referendo.

Depois ser homosexual deveria ser tratado como um bem de luxo. Quem quer ser diferente deve pagar essa diferença. Nunca deveriam ter os mesmos direitos de um casal normal.
Isto só contribui ainda mais para acabar com o conceito de familia que é muito importante no crescimento das crianças, que são o futuro da raça humana!

Não tenho nada contra as pessoas homosexuais...mas não podem ter os mesmos direitos das pessoas que pertendem continuar a espécie.

Rafael Marques 22 anos.

Flávio disse...

Não sou de acordo com o referendo, por achar que ninguém tem o direito de julgar as escolhas do próximo, embora ache que se use a palavra casamento erradamente, (acho que foi mencionado num dos vossos programas se não estou em erro um senhor que falou disto mesmo) devido a esta palavra ter historial episcopal e como é sabido na igreja o único acto de casamento é entre homem e mulher, agora quanto aos homosexuais poderem ou não constituir familia com os seus parceiros, ninguém tem direito de julgar e merecem ter os mesmos direitos que qualquer pessoa tem, referente aos bens que foram acumulando ao longo de uma vida junta. Cada qual tem o seu direito de escolha e ninguém é um ser "todo poderoso" para poder julgar as escolhas dos outros, e esta lei foi muito bem aprovada em parlamento. Embora na minha opinião nem devia de ser constituida LEI mas sim um dado adquirito pela liberdade que todos adquirimos com o 25 de Abril (E quando falo de todos é todos sem qualquer tipo de excepção)

fantomette disse...

karreira: estou completamente de acordo!!! disses-te tudo em poucas palavras!!! é isso mesmo, os homosexuais querem na realidade ter mais direitos que os heterosexuais!!! pois eles poderão casar-se com pessoas do sexo oposto como com pessoas do mesmo sexo!!! daqui a mais e como tenho a certeza que muitos dos homosexuais que trouxeram isto à baila, são também pedófilos, vão querer aprovar uma lei que lhes permite casar com pessoas com idade inferior a 16 anos!!! acham que estou a brincar? porque é que acham que eles querem a adopção a todo o custo??? acordem!!!!!!!!!!!

O Lugar da Rosa disse...

Casamento entre pessoas do mesmo sexo, não existe. Casamento é derivada de "casa", enquanto que matrimonio tem origem no radical mater ("mãe") seguindo o mesmo modelo lexical de "patrimônio". Também pode ser do latim medieval casamentu: Ato solene de união entre duas pessoas de sexo diferente, capazes e habilitadas, com legitimação religiosa e/ou civil.
É incrivel como temos professores de direito como o Sr.Carlos Pamplona Corte-Real, lamentável.

Ana disse...

Não compreendo a aflição e repulsa que causa a algumas pessoas o facto de os casais heterossexuais poderem casar. A liberdade de cada um, assim me ensinaram na Faculdade de Direito do Porto, termina quando interfere com a dos outros. Ora, a mim em nada me afecta que um casal heterossexual case ou deixe de casar, e a ninguém deveria afectar. É um direito igual ao que eu, heterossexual, tenho e me é devido pela nossa Constituição.
Atendendo ao princípio da igualdade, também os homossexuais terão esse direito.
Costumo confrontar quem argumenta em contrário com esta simples questão: e se fosse teu filho? Também achas que lhe deveria ser oposto esse direito?

Excelente debate.

Ana Sá

brunomiguel disse...

Alguém lembre os opositores do casamento entre homossexuais que a igreja só permitiu casamento entre o povo a partir séc. XII. Um pouco de história nunca fez mal nenhum.

O Lugar da Rosa disse...

Casamento entre pessoas do mesmo sexo não existe!
A palavra casamento é derivada de "casa", enquanto que matrimonio tem origem no radical mater ("mãe") seguindo o mesmo modelo lexical de "patrimônio". Também pode ser do latim medieval casamentu: Ato solene de união entre duas pessoas de sexo diferente, capazes e habilitadas, com legitimação religiosa e/ou civil.

É incrivel como o Sr.Carlos Pamplona Corte-Real é professor de direito!?

tiago disse...

uma questão importante convem lembrar que as mesmas pessoas que querem o referendo do casamento homossexual não o quiseram no caso do aborto. portanto sera que os motivos não são os mesmo.

Ainda mais acho fantastico que certas pessoas se acham donas e detentoras do que é o casamento e o significado do mesmo.

e não é por abrir a instituição casamento a outros generos que vamos dissulver a instituição mas sim enriquece-lo.

não podemos esquecer que fizeram o mesmo quando foi o casamento inter racial os motivos foram os mesmo.


e é super engracado constatar que agora são os que são contra os casamentos homossexuais, são os que estao preocupados que nos casados não podemos adoptar......

fantomette disse...

manuel, bem visto! isso de roma é bem verdade!!! eu sou completamente a favor da homosexualidade como deficiência que é! mas isso não quer dizer que eles tenham ter mais direitos do que a própria natureza que é em toda ela, macho fêmea!!! o homem é realmente um ser estranho e cada vez mais!!! Senão vejamos bem:
hà 500 anos atrás, as famílias reais, naturalmente, praticavam uma das atividades favoritas deles, após os sacrifícios, comiam a carne, os corações, canibalismo! depois temos também actividades como necrofilia!!! isto acontece mais vezes do que pensamos! e só um humano é que o faz em toda a natureza! um rato pode fazer coisas nojentas mas não fará amor com um cadáver!!! Nós devemos ser as criaturas mais estranhas deste planeta e depois ainda perguntamos porque é que o ETs ainda não aterraram cá para dizer olá! Os seres humanos fazem de tudo, de tudo!!!

Bento disse...

Gostava de perguntar à assembleia se do ponto de vista fiscal fossem garantidos os benefícios fiscais para união de facto entre pessoas do mesmo sexo e jurisdicionalmente fossem garantidos todos os direitos, nomeadamente no que diz respeito à transmissão de bens, justificar-se-á o casamento entre homossexuais?

No caso de ser autorizado a adopção, qual será a prática ensinada aos filhos? Será que os heterossexuais é que vão estar errados na sua opção sexual?

Num país pequeno como o nosso, de tradições fortemente enraizadas, será sensato o sim

Rui Ferreira disse...

Boa tarde,

Relativamente ao casamento entre pessoas do mesmo sexo não creio que seja constitucional a utilização do termo casamento para tal, porque o termo casamento é distintivo inegável de uma união entre pessoas de sexo diferente com o objectivo de constituição de uma familia.

Relativamente à adopção por pessoas 'casadas' do mesmo sexo, sou da opinião de que sendo essa uma relação em que biologicamente não é possível a procriação não vejo qual o objectivo da adopção.

Rui Ferreira

Sandra disse...

Penso que a questão da liberdade passa pela concessão de direitos das sociedades actuais a TODOS os cidadãos. As leis, por não serem estáticas, têm necessariamente de acompanhar a evolução social contra a discriminação e segregação da natureza e pessoa humana.

Natrina disse...

Querida Liliana,

"Democracia ditatorial" seria o que a senhora deseja instalar. A Democracia, literalmente, "Poder do Povo", considerada geralmente como "Poder da Maioria" não tem, ainda assim a legitimidade de retirar ou limitar direitos a minorias, da mesma maneira que se a maioria fosse racista o Parlamento não deveria nunca aceitar medidas racistas.

Dee disse...

Boa tarde
O meu nome é Diana Marques. Sou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas sou um pouco reticente a respeito da adoção. Percebo que um casal homossexual possa ter uma estabilidade emocional, financeira (...) que o torne apto a educar uma criança, mas também penso que a nossa sociedade não está preparada para lidar com esta situação. Do mesmo modo também não está preparada para lidar com o casamento, mas neste caso não está em jogo o bem estar de uma criança.
Obrigada e parabéns pelo programa!

Fernandinis disse...

Mas porque um gosto tem de ser enfiado num caixote? porque gostar de um ser humano, independente homem ou mulher, seja digno de uma preocupaçao face á ignorancia e ao bem estar dos em redor? é apenas amor... vejo muita hipocrisia.. como falar de tai chi, energias, quando nao compreendemos que todos encerramos o mesmo objectivo de sermos felizes? O amor será dado tanto a uma criança que precise de ser adoptada, como a um homossexual que queira ser amado!! O centro de toda a confusão dentro destas cabeças ocas, é como pode um homem e outro homem coexistir na mesma cama?? isto é o grande máximo de toda esta ignorancia e desprezo que se esta a ter com o cuidado do Homem e Universo...

Hiper disse...

Muito boa tarde a todos. Quer parecer-me que se está a falar demasiado dos casais e da legislação, passando ao lado do que realmente é importante neste assunto - as crianças. Será que existe, a nível mundial, conhecimento suficiente para que se possa, mais do que alargar o direito de adopção aos Gays, entregar a educação de uma criança aos mesmos? Em Portugal, estamos a transformar o assunto numa questão de retórica, procurando apenas saber se os acontecimentos estão a acompanhar o conceito de casamento, em vez de adquirirmos uma postura dinâmica.

Marco Azevedo disse...

Deixo os meus parabéns por mais um debate acerca de um tema tão delicado, no entanto, Portugal continua a colocar o carro à frente dos bois. Primeiro, assina-se o acordo de casamento e depois namora-se o parceiro.
Quanto ao tema em si, poucos países do mundo inteiro, aceitam o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Já alguém se perguntou porquê? Eu adianto, que no mundo, a sociedade não está preparada para aceitar "licenciadamente" este tipo de junção, enquanto houverem outras questões que não conseguimos desmistificar. Existem guerras civis, tráfico de seres humanos, tráfico de orgãos, prostituição ao ar livre, toxicodependência, etc, etc.
Esta questão deveria ter sido referendada, muito bem discutida, analisada pelas entidades mais competentes do país e depois de chegarmos a um consenso, aprovar aquilo que os portugueses consideram melhor para os seus interesses, direitos e deveres.
Causa-me algum formigueiro também, como é que mais de um terço da bancada socialista estaria disposta a "promulgar" a adopção e foram literalmente silenciados pelo seu "chefe".
Estaremos nós num estado de direito democrático a sério?

bruno is back disse...

Estamos a viver tempos de angustias, medos e tudo o mais.
A sociedade não anda bem é facto!
Mas não podemos descarregar em cima de pessoas homossexuiais ou bissexuais que apenas querem ver os seus afectos e familias reconhecidos na lei!
Aos que apregoam os ensinamentos cristãos( e eu sou um deles porque tenho Jesus Cristo como exemplo), que deixem os dogmas de lado e que procurem realmente um dialogo verdadeiro com os outros seres humanos que tanto julgam criticam,ofendem e magoam!
Podem estar a magoar sem saber pessoas da vossa familia ou amigos que não tenham coragem de assumir a sua verdadeira orientação sexual.

Quanto ao se isto for para a frente contagiar toda uma sociedade e absolutamente falso!!
O racio de homossexuais/heterossexuais vai se manter a sociedade não se destroi por causa disto.
Não somos doentes e quem me conhece pode atestar isso e milhares de familiares e amigos de homo/bissexuais poderão atestar isso sobre eles tambem.

Deixemo nos de dogmas e de medos irracionais
Tentem pelo menos uma vez na vida abrir os olhos para o que esta a vossa frente.
Seres humanos como quaisquer outros.Amamos,sofremos,odiamos tal como todos os que nos criticame julgam.

Tiago Baleizão

M. disse...

A polémica envolvida na legalização do casamento homossexual é uma triste demonstração de que “uma sociedade mais tolerante e mais justa” está muito longe de ser conseguida.
O casamento é uma instituição que assenta em dois factores, o legal, e o moral.

No legal, não permitir o casamento homossexual é um acto intolerável, visto que se baseia em exclusão com base no sexo dos participantes.

A moralidade do casamento homossexual tem de ser observada à luz dos princípios que regem uma sociedade laica, e, infelizmente, este é o ponto em que a nossa sociedade falha.

Tenho ouvido comparar o casamento homossexual a "casar com um cão", legalizar o incesto, ou a poligamia (que uma comunidade que não fosse maioritariamente Cristã poderia muito facilmente querer fazer).

Este desconhecimento e confusão patente no discurso das pessoas, junto com a necessidade de consagrar legalmente o que são apenas princípios morais e irreflectidos de uma parte significativa da sociedade faz com que seja impossivel fazer um referendo sobre a matéria.

Penso que, por vezes, cabe ao poder político o dever e a responsabilidade de tomar certas medidas que alteram a sociedade. Não vejo a não realização de um referendo como algo abusivo mas como a necessidade de tomar a iniciativa e começar um ciclo de renovação social e de valores de que há muito precisamos.

Por último, tenho que destacar a união destas pessoas que exigem um referendo. Num país que tem uma situação politica e económica caotica e até embaraçante sem que se oiçam vozes de protesto, conseguir mobilizar tanta gente para destruir aquilo porque uma uma minoria dos portugueses luta há tanto tempo... É obra.

Tiago Vaz Osório disse...

Eu gostaria de aqui levantar um ponto... será que o povo português é preconceituoso...ou se habituou a ser para agradar o vizinho???

É muito simples dizer que se é a favor ou contra...é como decidir se se vota ou não... a questão é que quando nos acontece a nós, quando temos alguém que conhecemos, algum amigo, algum familiar que se assume homossexual...tudo muda.

Acho que acima de tudo as pessoas criaram uma imagem errada da comunidade gay...uma ideia preconceituosa, um preconceito de promiscuidade...que não se adequa de todo à realidade...ou pelo menos a toda. Mas a realidade também é promíscua na heterossexual...ou estarei enganado???

Acho que com a possível promulgação desta lei se dá um passo em frente, para uma sociedade mais equiparada, mais humana, mais livre... Ainda bem que alguém teve coragem de dar a cara por esta causa...será uma questão eleitoralista??? Há a possibilidade de tudo ficar na mesma se a lei for considerada inconstitucional (mas pelo menos tentou - talvez apenas para ficar com os louros de ter tentado). Prefiro n acreditar nisso.

Quanto à adopção penso que é um caso que exige mais cuidados... estamos a falar de crianças... como homossexual gostava de ser pai...mas n sei se seria fácil...nem para mim...nem para um filho meu...

marta morais disse...

Discriminação/igualdade, dignidade e liberdade são as palavras chave dos defensores do abertura do conceito de casamento à homossexualidade. Insisto, e a abertura do conceito também ao casamento poligamico e consanguineo? Qual a vossa opinião?

fantomette disse...

Fernanda, por favor, encosta-os à parede! o que está aqui em causa, é o fim do conceito familiar!!! não percebem isso? a discriminação, o casamento, os direitos são tudo manobras de distracção! eles querem acabar com a família!!! a UNESCO lançou recentemente um documento que o comprova! com isso, acabam também com a procriação descontrolada! conseguirão dessa forma controlar não só a fertilidade e procriação como também as linhagens de sangue pois não poderão procriar entre eles! a adopção é o mais perigoso de tudo e é o verdadeiro objectivo deles!!! as crianças necessitam do Amor entre uma mãe e um Pai! ponto final!!! Um homosexual também teve na sua maioria esse Amor, de uma mãe e de um Pai! Os psicólogos sabem perfeitamente que uma criança para crescer saudavelmente a nível emocional e social tem de ter o amor de ambas as pessoas de sexo diferente, neste caso de mãe e pai, mesmo que separados!!!

tiago disse...

os casais que são inferteis tambem não podem casar.?

porque não vão poder procriar....

e então o amor.?


sera que as pessoas não querem casar so porque se amam.?

Raquel Martins disse...

Tenho 14 anos e por estranho que parece não concordo com o casamento entre homossexuais. Se formos bem à génese da palavra, saberemos que "casamento" está intimamente ligado com "acasalar", sendo que esta último só pode acontecer entres um ser do sexo feminino e outro do sexo masculinos. Contudo, isso é o menos.

Em relação à adopção de crianças por casais homossexuais, acho que essa é uma questão que nem devia ser posta. Ainda tenho um pouco de criança, e já um pouco de jovem-adolescente, e posso garantir que se quando crescesse não iria aceitar bem o facto de ter duas mães ou dois pais.

Quando um bebé começa a falar vai chamar pelo pai... E a mãe? Esse facto vai contra a Natureza da própria vida e a biologia do ser. Quando entrar na escola o mais provável é a criança ser gozada pelos colegas, visto as crianças serem mesmo assim. A nível psicológico, esse facto irá afectar a pessoa, em alguns casos talvez de tal forma que a pode mesmo perturbar.

POR FAVOR, DEIXEM AS CRIANÇAS PASSEAR COM UM PAI E COM UMA MÃE. NÃO CONTRARIEM OS NOSSOS INSTINTOS.

tiago disse...

sera que as pessoas não podem ser ensinadas na diferença, na multiplicidade de escolhas e de vidas e de realidades em que vivemos.

Ainda bem que os meus pais me educaram um ambiente de respeito e tolerancia pela diferencia e me mostraram o mundo.

Mariana disse...

"Mas de repente querem-se casar? Para quê?"
Ninguem ganha dignidade ou felicidade só por se casar!
A questão é esta: a dignidade e a felicidade só são possíveis quando nos é permitido ESCOLHER casar ou nao casar, divorciar ou nao divorciar, ter filhos ou não ter, adoptar ou não adoptar... etc etc. Para ESCOLHER é necessário que a lei que nos permita, fazê-lo. E é a isto que a chamo Igualdade. Mariana Botelho, 19 anos.

F disse...

Tenho estado com muita atenção a assistir à discussão sobre casamento de pessoas do mesmo sexo. E estou chocado com algumas afirmações proferidas pelo Prof. Carlos Corte-Real, enquanto defensor da sua posição,apesar de não concordar com ela, aceito-a. No entanto não posso deixar de assinalar que todo o discurso e argumentação desse senhor caia por terra quando: 1) chama casal à relação de duas pessoas do mesmo sexo (casal é claro e está definido como um conjunto macho fêmea ou homem mulher) e 2) quando refere deixem as pessoas (supostamente do mesmo sexo) serem o que são - nada mais errado pois efectivamente o que elas são é definido pela informação cromossomática e não comportamental.
Miguel.

Rita disse...

Olá, desde já queria felicitar o programa pelo serviço público de qualidade que prestam aos cidadãos , com temas actuais e pertinentes.

Claramente um tema Polémico no programa. E a questão da discriminação existe devido a uma sociedade pouco desenvolvida que insiste em não aceitar outras opções de vida. Sou claramente a favor do casamento homosexuail, e sendo o ser humano racional e igual e a questão em causa um direito, temos necessariamente que considerá-lo como tal, e permitir a todas as pessoas que usufruam do mesmo, quer seja ele entre casais homosexuais ou heterosexuais.

samuel simoes fruta disse...

Portugal esta a viver um grande momento, a sociedade discute abertamente a homossexualidade, a adopção por casais do mesmo sexo, o casamento homossexual. Anoto este momento como histórico, nas gerações futuras será recordado e estudado. Em quase 200 países no mundo, Portugal é o 8º a institucionalizar o casamento entre indivíduos do mesmo sexo. Pioneirismo pelo qual nos regozijámos. Ontem um senhor do PSD, Castro Almeida, num debate na RTPN , programa Pontos de Vista, 11/01/2010, dizia, como me podem chamar retrógrada ou conservador por estar de acordo com mais de 180 países do mundo que não aprovam estes casamentos. Eu pergunto a esse senhor.
Portugal foi o primeiro Estado do Mundo a prever a abolição da pena de morte na Lei Constitucional, após a reforma penal de 1867. Os outros é que estavam certos?
Falo em meu nome e de várias realidades que conheço. Quando oiço os críticos da igualdade de direitos para homossexuais, arrepio-me.
Para a direita para os católicos e para a maioria da sociedade portuguesa, inegavelmente conservadora nos costumes, os homossexuais não podem casar, não podem adoptar, não podem dar sangue. Existem pessoas a sofrer pela sua orientação sexual, quando são insultadas gratuitamente na rua ou mesmo agredidas, quando são despedidas do trabalho, quando as famílias não as aceitam, quando na escola sofrem terríveis pressões, quando sabem que não podem viver um amor de forma livre. Esses senhores já se prenunciaram sobre isso? Não lhes interessa o sofrimento alheio? Além de preconizarem um carácter jurídico que roça a aberração para um homossexual não defendem e não protegem os direitos que um cidadão respeitador deve poder exercer.
A igreja o maior veículo instigador da homofobia é fervorosa a patrocinar movimentos contra casamentos entre pessoas do mesmo sexo. As entidades católicas são incasáveis a lutar contra esses casamentos, e o sofrimento dos homossexuais já nada lhes interessa? Estamos perante uma hipocrisia que a história vai recordar como o afundar da igreja católica actual. Quem acredita em Deus não acredita que as pessoas têm que ser agredidas fisicamente, psicologicamente e legalmente pela sociedade porque apenas tem uma orientação sexual diferente, sem disso terem culpa.
Sou incapaz de não chamar de carnificina social os pensamentos que sustentam tais correntes de opinião. Estou disponível para debater mas sou incapaz de discutir através do insulto e de faltas de respeito

bruno is back disse...

Ah uma criança precisa de amor de Pai e Mãe? Se não o tiver torna se disfuncional e isso?
Então digam a todas as pessoas que so foram criados por uma pai ou por uma mãe que são disfuncionais!

Por amor a Deus!Vejam o que andam a dizer e não me venham com tiques dogmaticos.

tiago disse...

deixem me perceber uma coisa as pessoas que são contra casamento então devem achar que a homossexualidade é uma doença...


porque que eu saiba os homossexuais tiveram um pai e um mãe e isso não os impediu de serem gays.


custa-me ver as pessoas a rejeitarem tantas variaveis...

e digam-me quais criancas nao sao gozadas na escola por diferentes motivos.....

e novidade os homossexuais podem adoptar ja....

fantomette disse...

as palavras mais sábias e simples vêm sempre das crianças que de criança não têm nada a não ser a sua pureza. com isso, Raquel Martins: CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP

bruno is back disse...

Fantommete são esses os seus argumentos?E assim que acredita na democracia? a discutir assuntos serios dizendo"clap, clap,clap"?!!!???
A serio??

Pois olhe as verdades que as crianças dizem sao "eu gosto de ti" e tanto podem dizer auma mae como a um pai, a duas maes , a dois pais, a um tio ou tia ou a uma avo...resumidamente a quem as amar e lhes souber dar uma familia!
Tiago BValeizão

Rui Ferreira disse...

Esta discussão não pode ser tomada por pessoas com o tom de quem discute a selecção nacional ou os jogos do campeonato!

Todos temos o direito à nossa opinião é verdade, mas por favor! o casamento não é algo que possa ser alterado sem uma maioria clara através do mecanismo do referendo.

Não estamos a discutir todos os aspectos mais ou menos evidentes de um casamento mas a definição do mesmo.

Obrigado.

tiago disse...

desculpem estamos falar de casamento gay certo'

e pelo que eu saiba em portugal não existe a tradição da poligamia. mas por exemplo na africa do sul existe e nos paises mulcumanos e não foi por isso que a sociedade foi destruida.....

portanto quando se fala dessas coisas tem de ser atenção ao aspecto sociologico e antropologico

fantomette disse...

sim, a homosexualidade não é uma doença mas uma deficiência!!! porque é que acham que hitler fazia experiências em homosexuais? sim ele era doente sim! queria a raça perfeita! mas há mais coisas sobre hitler do que dizer que ela apenas um lunático e que exterminou milhões de judeus! as agendas de hitler não só foram apoiadas pela própria igreja e governos como também têm tido seguimento até aos dias de hoje! mas agora, os homosexuais estão a ser usados como arma para acabar com o conceito familiar entre homem e mulher, que é o padrão da própria natureza não só humana mas em todo o ser vivo!!! dêm lá um exemplo onde um macho acasala com um macho, uma fêmea acasala com uma fêmea, onde está isso na natureza a não ser no próprio homem? por favor, tentem compreender isso! eu sou a favor da homosexualidade porque além de ser homosexual sou também heterosexual! se sou bisexual? Não, mas sei reconhecer amor num rapaz ou numa rapariga, sou capaz de beijar quer um homem ou uma rapariga, sou capaz de me apaixonar quer por um rapaz, quer por uma rapariga! mas reconheço a maternidade como a lei natural da vida e da procriação e continuação da espécie! casal, maternidade, a mãe é essencial ao crescimento saudável de uma criança!!! perguntaram-me se então as outras crianças que nasceram sem a mãe ou sem o pai se tornam disfuncionais? ao qual eu responde com toda a certeza científica e médica, pois sou psicóloga, sim sem dúvida, crescem com disfunções emocionais sim!!! porque é que acham que uma rapariga de 16 anos, que quase nunca teve um pai ao seu lado, viveu sempre sem o amor de um pai, se sente atraída por um rapaz de 33 anos ao ver nele a maturidade, o carinho e amor que não teve durante o seu crescimento no Pai ausente? Porque é que acham que um rapaz de 16 anos se sente atraído de igual forma por uma mulher de 32 anos? as razões são as mesmas, ausência da mãe durante o seu crescimento!!! coincidências? não, não existem coincidências!!! existem sim padrões que nos levam a compreender melhor como a nossa mente funciona e as crianças funcionam!!!

Sebastião disse...

O casamento resulta da decisão consciente e livre de um homem e uma mulher entregarem mutuamente a sua masculinidade e femenilidade para realizarem o conjugal. Quem se casa recebe o outro e contrai a obrigção de o ajudar a realizar-se como pessoa única e irrepetível. Não é apenas uma simples questão de espontaneidade dos afectos . A realidade do amor mantem-se e fortifica-se nos encontros e desencontros do quotidiano.
Por estes motivos o divórcio é, de facto, sempre um falhanço e uma contradição na medida em que significa a desistência de prosseguir um projecto comum em que algum dia se acreditou
António

Pnunes disse...

Sou heterossexual, tenho amigos homossexuais e heterossexuais. Não sinto diferenças, todos são pessoas respeitadoras e que cumprem com os seus deveres cívicos.

Sou apologista que todos deveriam ter os mesmos direitos... Casamento e adopção...

Penso que quem ainda tem preconceitos dos homossexuais é apenas porque nunca contactou, conversou com eles... Acredito que se um dia fizerem um esforço para conhecer um pouco melhor os homossexuais todos os preconceitos irão desaparecer porque irão chegar à conclusão que não têm base racional para os fundamentar...

Desejo que o casamento seja legislado e posteriormente também a adopção...

Desejo viver num país justo e igualitário... Este é um passo importante para que isso aconteça...

M. disse...

Olá Raquel Martins

Não acho nada estranho em seres contra o casamento homossexual, e muito menos contra a adopçãomas creio que é importante reflectires sobre algumas coisas que, pelo que dizes, te parecem óbvias, mas não são óbvias para mim.

Primeiro, há algumas palavras cujo uso perdura na nossa língua mas cujo sentido muda ao longo do tempo. Casamento não é sinónimo de acasalar para aí desde que o homem deixou de ser nómada. :) Suponho que quando falas de acasalamento queres chamar a atenção para que o casamento entre homossexuais não poder resultar numa família com crianças. Mas o casamento entre casais hetero inférteis é "menos casamento" por isso?

Onde eu quero chegar é que tu podes ver o casamento do ponto de vista puramente sexual (e nesse caso deveria haver gente aí a exigir o direito de se casar com certos brinquedos a pilhas =) ) ou do ponto de vista amoroso. Eu creio que se vires de ambos os pontos de vista compreenderás que tanto um homem como uma mulher podem ser os teus companheiros e vida e dar-te o afecto e o apoio de que (talvez ainda não saibas) virás a precisar. Nenhum deles é mais ou menos capaz do que o outro, e lá porque tu tens a tua preferência, outras pessoas poderão sentir diferente de ti. Não é justo condenares uma pessoa a viver à margem da sociedade só porque não entendes a escolha dela.

Quanto à adopção, é importante que tenhas em conta que não estamos a falar de crianças afortunadas, ditas "normais". Estamos a falar de meninos que foram abandonados ou mal tratados e vivem numa instituição. Eles não chamam mamã nem papá a ninguém até terem uma família, e muitos nunca vêm a ter.
Como é que achas que uma criança cresce melhor? Com dois pais, ou duas mães que as amam só a elas, ou cuidadas pelas pessoas que vêm e vão da vida delas e nunca ficam?

O processo de avaliação dos casais para adopção é muito exigente, e tenho a certeza que só pessoas muito dedicadas são escolhidas. Se a sociedade aceitar este "casal estranho" e a criança, ela viverá uma vida normal e equilibrada, não será privada dos modelos tradicionais de família nem de formas saudáveis de afecto, porque estará integrada na sociedade.

Como dizes, ainda tens um pouco de criança (temos todos). Talvez tenhas um(a) colega que seja homossexual. Talvez não tenha dito ainda a ninguém, ou talvez tenha dito e tenha tido sorte. Mas imagina o que é para ele ou ela ser rejeitado pela família e pelos amigos e imaginar à frente dele uma vida inteira de preconceito e rejeição, por algo que não se vê e que não faz dele melhor nem pior pessoa?
O que é que achas que faz maior dano psicológico a alguém?

Por último, os teus instintos são como um lobo dentro de ti. O instinto de sobrevivência, de reprodução, de propriedade e pertença a uma matilha. O que te faz humana é a capacidade de estares acima desses instintos: A tolerância e a solidariedade são formas de te ergueres acima deles.

Mais uma vez, não há nada de errado em estares contra o casamento homossexual, mas tens que ter melhores argumentos :)

Abraço

Idalina disse...

Pois é, o problema é que, quem é a favor destes casamentos e da adopção por pessoas do mesmo sexo, não quer, repito, não quer saber das necessidades de uma criança: necessidades psicológicas comprovadas de precisar de uma mãe e de um pai.

Tenho também pena que este programa tenha favorecido muito mais os que estão a favor do casamento do mesmo sexo (pois logo no princípio passaram uma entrevista a uma associação a favor, mas, não passaram nenhuma entrevista a uma associação contra, tiveram depois um painel com 2 pessoas de cada lado, mas o desiquilíbrio já estava feito). Isto é um sintoma da "democracia" que vem aí. Mas não é surpresa, aliás, o que estamos a ver é uma autêntica lavagem ao cérebro feita pelos nossos media para que o povo português aceite à força que a homossexualidade é algo saudável, mas não é! Se as forças no universo seguissem princípios homossexuais haveria o caos! A continuar assim (se a sociedade aceitar), mais tarde ou mais cedo ela (a sociedade) num todo vai pagar a factura desse desiquilíbrio.

Idalina disse...

Pois é, o problema é que, quem é a favor destes casamentos e da adopção por pessoas do mesmo sexo, não quer, repito, não quer saber das necessidades de uma criança: necessidades psicológicas comprovadas de precisar de uma mãe e de um pai.

Tenho também pena que este programa tenha favorecido muito mais os que estão a favor do casamento do mesmo sexo (pois logo no princípio passaram uma entrevista a uma associação a favor, mas, não passaram nenhuma entrevista a uma associação contra, tiveram depois um painel com 2 pessoas de cada lado, mas o desiquilíbrio já estava feito). Isto é um sintoma da "democracia" que vem aí. Mas não é surpresa, aliás, o que estamos a ver é uma autêntica lavagem ao cérebro feita pelos nossos media para que o povo português aceite à força que a homossexualidade é algo saudável, mas não é! Se as forças no universo seguissem princípios homossexuais haveria o caos! A continuar assim (se a sociedade aceitar), mais tarde ou mais cedo ela (a sociedade) num todo vai pagar a factura desse desiquilíbrio.

luís disse...

Primeiro direitos de minorias não devem ser referendados, logo não fazia sentido fazê-lo acerca deste tema. Por exemplo, antigamente as mulheres não tinham direito ao voto, se houvesse um referendo na altura para elas passarem a ter esse direito, com certeza que se mantinha tudo na mesma.
Os argumentos em relação à procriação são claramente inválidos, se os casamentos existissem com o objectivo de procriação, as pessoas estéreis e as mulheres com idade superior a 40 anos eram proibidas de casarem.
A legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo irá dar a opçao a todos os portugueses de casar ou não. É só isso, não vai estragar a vida a ninguém, deixem de ser egoistas e deixem os outros serem felizes!!!

R|P disse...

Não li os comentários todos, mas percebo numa leitura diagonal que os argumentos contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo (há que salvaguardar TODAS as orientações sexuais que não a heterossexualidade) se repetem.

Para aqueles que dizem que não é natural, informem-se! Os comportamentos homossexuais existem na natureza! E puxando este fio da naturalidade, já mais alguém se deu conta que muitas espécies apesar de vivendo em sociedade não têm um núcleo familiar como o Homem? Que comparação prosaica é esta? Irrita-me, para além da minha dimensão homessexual que as pessoas não vejam a falácia que é confundir AMOR com SEXO!

Não precisamos de ir à China ou ao Tibete, beber do conhecimento milenar que já para aí vi apregoado, para saber que o ser-humano mete tudo o que existe de normal na natureza num bolso! Só o simples facto de nos apercebermos da nossa inteligência e dimensão é uma aberração! A Moral e a Justiça, as Instituições que tanto para aqui se arremessam não existem na Natureza!

Admito como pessoa falível que sou, poder estar errado. Por isso peço, quando alguém vir um bando de pardais a crucificar um papagaio devido à exuberância das suas cores, por favor, telefone-me!

Mais uma irritação, a insistência de alguns em chamar à família, Instituição? Em que mundo? Cá em casa, quando mandamos um postal aos amigos não enviamos um impresso todo aperaltado com direcção, número de identificação fiscal, tão pouco faxe/telefone! A família não é uma Instituição, não é Maria, José e o menino nas palhas! É a avó que cria os netos, o pai viúvo que perdeu a mulher atropelada na passadeira (como aqui o vizinho), é mãe, e o marido ou a esposa da mãe, é toda aquela gente que está ali para a criança dando-lhe AMOR. AMOR! Família é amor não é sexo... aconselho a que repitam todos os dias antes de se deitarem.

O casamento a que os todos os não-heterossexuais (salvaguarda novamente para os bissexuais em relações heterossexuais) irão ter acesso é tão somente um contrato, a três: dois indivíduos e o Estado. Dispam isto de romantismos, desconsiderem se foi uma decisão ponderada ou se é uma união para durar, INDEPENDENTEMENTE, são direitos que duas pessoas têm de oficializar perante a sociedade civil (e não da religiosa, ou cultural, para não manchar a tão preciosa "Instituição") que estão juntas e merecem por isso todas as regalias e compromissos implicados.

Por último, e porque é uma seca gastar o meu Latim a ouvidos que se revelam invariavelmente moucos, não temam pelas crianças! Graças a Deus têm uma boa capacidade de se adaptar e sabem destinguir o essencial do acessório. Têm a cabeça bem menos cheia que a gente crescida e necessitam de carinho, afecto e sensibilidade. Se adoptadas ou filhas de uma figura parental numa relação homossexual, não lhes vai fazer falta contacto com o género (masculino ou feminino) em falta no casal, porque ninguém vive isolado, e existem mais familiares fora da reclusão das quatro paredes em que os mais limitados insistem em pintar a dita família do F maiúsculo...

A menina Raquel Martins que descanse, filho meu nunca há-de gozar ninguém por ser homossexual. O mesmo não garanto relativamente a gozar quem tem opiniões limitadas como a do senhor que sabendo-a com 14 anos a acha AINDA uma criança!

Rita P. disse...

Gostaria de dizer às pessoas que falam de psicologia, de impacto negativo para as crianças de crescerem com pais homossexuais, de deficiência, etc etc, para pararem de inventar. Quantos de vocês já leram o resultado de um único estudo sério feito sobre o assunto? Pois eu, enquanto psicóloga, já o fiz, já estudei até bastante o assunto e posso-vos dizer que cientificamente os vossos argumentos são nulos. Não há para as crianças mais risco de doença mental, não há mais risco de distúrbio, nem sequer há mais probabilidade de a criança crescer para ser homossexual. O mesmo não se pode dizer de crianças que crescem com pais intolerantes/ignorantes ou que crescem institucionalizadas. A opção sexual não é algo que se ensine e mesmo que fosse não me parece que os homossexuais estejam a tentar criar crianças para formar um exército para acabar com a "sociedade tal como a conhecemos". Caso não tenham reparado todos os homossexuais nasceram de um homem e de uma mulher e no nosso país poderei dizer com segurança que todos tiveram um pai e uma mãe e mesmo assim homossexuais é o que são, quer os outros aceitem ou não. As únicas pessoas que criam danos nas crianças são os de fora, que gozam, criticam e julgam. Essas sim podem prejudicá-las, não os pais delas. E se estão tão convencidos de que a única forma correcta de educar uma criança é com um pai e uma mãe, porque é que não fazem um referendo para retirarem das suas famílias todas as crianças que vivem com apenas um deles, seja por divórcio, viuvez ou qualquer outro motivo? Afinal de contas, segundo alguns de vocês, uma criança cujo pai ou mãe morra não tem outra hipótese senão crescer "defeituosa". Então e as que crescem em orfanatos, muitos geridos por freiras? Esses devem ser autênticas aberrações por crescerem com tantas "mães". Quanto à religião, se Jesus vivesse hoje em dia tenho a certeza de que ele não seria intolerante como vocês, os opositores da felicidade dos outros. Jesus sempre falou de aceitação e de amor, fosse para os pecadores ou para as prostitutas. Sempre pregou respeito e aceitação. Não faças aos outros o que não queiras que te façam a ti. Se calhar devia era proibir-se o casamento para todos e acabava-se o assunto de uma vez por todas. 'Bora fazer um referendo?

Atena disse...

Referendar a opção sexual e amorosa de cada um?! Era o que mais faltava. Isto nem devia ser tema de tanta opinião. O que é que as pessoas têm a ver com as opções sexuais e os gostos amorosos dos outros? Se o problema é casar, também gostava de saber em que é que os casamentos alheios interferem na vida de quem os critíca? Se também não é disto que se trata e se justifica a preocupação com a possibilidade de adopção das crianças como se isso constutísse comprovadamente um mal às crianças por adoptar, ainda alguém me há-se explicar - se é positivo para as crianças sem afectos familiares, nem perspectivas de futuro, como as dos orfanatos e instituíçoes, essa condição. Esta preocupação pelas crianças deveria era servir para MUITAS DAS PESSOAS QUE CRITICAM, IREM TRATAR DE ADOPTAR MAS ERA UMA DESSAS CRIANÇAS e fazerem alguma coisa de útil na vida, que não criticar. Até podem não concordar, respeito, mas expliquem-me só porquê, e nesse caso se concordam com as vergonhas que se passaram e secalhar se passam em muitos orfanatos? Então não é de criticar mais a relutância das pessoas em adoptar dando amor e uma oportunidade de futuro? Então não é de criticar mais que muitas pessoas "pudicas que gastam rios de dinheiro em spa's, operações estéticas, roupas de luxo, joias, e etç... gastassem o seu dinheiro em coisas verdadeiramente importantes como adoptar uma criança que as preocupa ser adoptada por uma casal de homens, que por certo não são pedófilos? Desculpem as minhas questões, até porque detesto criticar... as pessoas que façam o que muito bem entenderem com o seu dinheiro, mas então deixem que outras pessoas também façam as opções sexuais que entenderem, e eventualmente se se mostrarem disponiveis para dar um lar e futuro digno a uma dessas crianças, que sejam benvindos.

ricardo disse...

Boa noite

Sendo totalmente a FAVOR do casamento entre pessoas do mesmo sexo fico perplexo ao ler certos e determinados comentários feitos sobre esta matéria!
Como é possível em pleno século XXI ainda existirem pessoas que confundem termos civis com termos religiosos?! (para as pessoas menos cultas Casamento é o nome dado ao contrato celebrado civilmente; Matrimónio é o nome que designa a cerimónia religiosa (para os católicos)).

Deparo-me com a maioria dos comentários das pessoas que são contra ao casamento entre pessoas do mesmo sexo a dizerem que estas pessoas são diferentes, logo deveriam ter um tratamento diferente! Concordaria com essas pessoas se esse tratamento fosse diferente em todos os aspectos!!
Pergunto a essas pessoas porque razão não são a favos dos gays não pagarem impostos, deixarem de pagar consultas nos hospitais (já que há por ai muita gente a dizer que a homossexualidade é uma doença), porque não dissolver os homossexuais de todos os encargos com a segurança social, o IRS, entre tantas outras coisas com que têm de contribuir para este país????
Para terem acesso ao casamento já são considerados cidadãos de segunda, mas para os encargos públicos já são de primeira?!?!
Tenham mais consideração por todos os cidadãos!!!

Aos pais e mães deste país pergunto o que tanto os repugna com o casamento?
Se vocês tivessem um filho ou uma filha que fosse homossexual não gostavam que eles tivessem os mesmos direitos que vocês têm? (Possivelmente não! Assim que soubessem da orientação sexual deles internavam-nos numa clínica psiquiátrica ou então expulsavam-nos de casa! Caso fizessem a segunda, nunca mais lhe falariam porque não era digno de pertencer à família, mas se por acaso ele/a morresse seriam os primeiros a recorrer aos tribunais para ficarem com os bens deixados por ele/a).

Quanto à questão do referendo sou totalmente discordante porque ninguém deve interferir na vida das outras pessoas e também porque ninguém pergunta através de referendo se o país está de acordo se o “Manel” pode casar com a “Joana”!!
Vivam as vossas vidas e deixem de se meter na vida de quem se ama!

Mas para os mais sépticos e defensores da não aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo pergunto se por acaso isso não será medo que os vossos maridos ou mulheres peçam o divorcio para depois poderem casar com pessoas do mesmo sexo?!?!

Deixem-se de hipocrisias e de falsos moralismos!
Não se metam na vida alheia porque ninguém deve interferir na vida dos outros!!

José Maria André disse...

O casamento de pessoas do mesmo sexo é profundamente errado porque:

-- É exigir à sociedade que concorde com um comportamento privado e a sociedade não tem de se pronunciar sobre os afectos privados ou as opiniões.

-- Não vem reconhecer nenhum direito novo, porque já existe o total direito à privacidade.

-- Institui claramente uma discriminação: Em igualdade de todas as outras circunstâncias, duas pessoas podem mudar o seu estatuto à face da Lei se fizerem festinhas homossexuais uma à outra. Em igualdade de todas as outras circunstâncias! Isto não é discriminar com base no comportamento sexual?!

E não acabava a lista, se escrevesse aqui todos os argumentos pelos quais esta lei é um erro grave e deve ser chumbada...

double_speech disse...

bora suprimir o direito ao voto a pessoas com idades superiores a 50 e depois oferecer à sociedade civil a fantástica oportunidade de votar em referendo a oportunidade de o devolver (ou nao). realmente, faz todo o sentido.

Zunkruft disse...

1) A esmagadora maioria das pessoas que quer este referendo é contra o casamento entre PMS e só o quer ver realizado pois sabe que a xenófoba e homofóbica sociedade portuguesa iria votar contra com uma percentagem bem expressiva;

2) O Tribunal Constitucional há bem pouco tempo afirmou que a AR tem toda a legitimidade para decidir o que quiser sobre esta matéria;

3) O PS e a restante esquerda tinham este ponto nos seus programas eleitorais e, portanto, têm toda a legitimidade democrática para acabar com esta vergonha;

4) Felizmente, vivemos numa democracia representativa o que significa que o poder não está, nem concentrado numa pessoa ou num só órgão, mas também não anda "ao Deus dará" e nas mãos de um povo apetrechado dos mais variados preconceitos;

5) Significa isso que, segundo a Constituição Portuguesa, ao referendo só se deve em casos extremos. Mais(!), a CP proíbe o recurso ao referendo em matérias de direitos humanos;

6) E para os que acham que podem decidir estas matérias através de um referendo, volto a usar uma frase que já usei neste site e que faz ainda mais sentido neste caso: «Democracia não é Ditadura de Maioria».

7) Triste são os comentários e dúvidas de alguns dos comentários que por aqui li. Uns revelam homofobia (sim, estou a falar de uma fobia e essas pessoas, sim, são doentes e deviam esta a receber acompanhamento), outros revelam a pior da ignorância. Chega a roçar a burrice e a falta de raciocínio mental e filosófico.

8) Pior do que isso é o facto de, uma vez mais , como já aconteceu tantas e tantas outras vezes na História, os homossexuais verem (ou alguns quererem isso) a sua vida e a sua identidade expurgada no debate público e esventrada neste mesmo através das maiores atrocidades que se ouvem nos mesmos. Mas parece-me que os homossexuais já estão tão habituados a ser insultados e diminuídos (de todas as formas possíveis e imaginárias), já nem ligam a isso.

9) E, sim, apartir do momento em que se diz "tratar diferente o que é diferente", está-se a fazer uma discriminação (e uma "diferenciação" é o mesmo, Bacelar Gouveia!). E apartir do momento em que se diferencia, ou discrimina, dois tipos de relações afectuosas com base em determinados pressupostos (afecto!), revela-se a homofobia.

Anatilde disse...

Acho bem que o tema seja exposto visto que está na orde do dia.
Penso que o casamento homossexual deve estar garantido na lei visto que a lei está em discriminada a casais heterossexuais exclusivamente, e sinceramente pouco me importa se há referendo ou não, o que é certo é que nã devem ser pessoas que nada percebem de leis a dar opinião no assunto pessoas leigas que se sentem afectadas pelos direitos que são negados a homossexuais, não tem a ver com democracia tem a ver com direito, o ministério da justiça é dessociado de politica supostamente o estado é dissociado da religião e portanto nenhum dos argumentos apresentados para referendo são arguementos defenitivos que façam diferença. E mais a adopção não tem nada a ver com o casamento até porque uma pessoa sozinha consegue adptar uma criança a lei da adopção visa os interesses em prol das crianças e não de casais que querem desesperadamente um filho heterossexuais ou homossexuais, o que interessa é o bem estar da criança , casais podem adoptar assim como pessoas que vivem sozinha se reunirem condições psicologicas e monetarias de assim o fazer, portanto a desculpa da adpoção ser descriminação é ridicula e despropositada, a instituição de casamento deve abrangir todos os tipos de relaão de modo a não haver injustiça de partilhas em caso de separação , ou mesmo em caso de decisões de casos médicos e etc, se fazemos todos descontos e temos as mesmas obrigações porque não podemos ter os mesmo direitos isso sim é descriminação e ditadura que vem há anos a ser disfarçada pela democracia ditada por pessoas retrogadas e sem bom senso comum. E para concluir todas as minhas opiniões são fundamentadas pelo direito que é o meu objecto de estudo.
De certo quando havia escravatura de pessoas de cor e não lhes era tambem permitido casar e muitas outras coisas deve ter havido oposição das pessoas que estavam confortaveis com a situação mas devemos evoluir e ainda bem ue estamos na vanguarda de uma evolução há tanto esperada.

Zunkruft disse...

Atena, só uma correcção sobre um detalhe no qual a maioria das pessoa cai frequentemente e que determina o discurso das mesmas: a orientação sexual - seja ela homossexual, heterossexual, bissexual, assexual - NÃO É uma opção.

José Maria André disse...

Os comportamentos humanos são obviamente OPÇÕES. Se não fossem opções livres, não seríamos responsáveis.

Os comportamentos homossexuais são decisões individuais com as quais não temos nada a ver. Por outras palavras, não compete ao Estado tomar conhecimento oficial desses e de outros afectos de natureza estritamente privada.

Tenho dificuldade em me lembrar de algo mais privado, no sentido de mais irrelevante para a sociedade, do que as relações homossexuais.

O Parlamento exorbitou claramente ao negar aos portugueses o direito ao Referendo. Isso sim, era um direito!

Mal vai a democracia destes «democratas» que recusam ouvir o povo...

Zunkruft disse...

Gostava de perguntar ao José Maria André se acredita mesmo se, por exemplo, um heterossexual escolhe, de livre vontade, ter relações sexuais com pessoa de sexo diferente.

Acredita mesmo que a orientação sexual é uma opção? Se assim fosse, tendo em conta a homofobiae heteronormatividade social da nossa cultura, se a um homossexual fosse dada a opção de escolher, tem a certeza de que optaria por permanecer homossexual?

José Maria André disse...

Respondo às perguntas do Zunkruft:

1. A meu ver, todas as relações sexuais devem ser escolhas conscientes e responsáveis.
Em concreto, pergunta-me se os heterossexuais escolhem de livre vontade as relações sexuais: acho que é esse o dever de qualquer ser humano...

Temos de promover comportamentos responsáveis, em vez de impulsos instintivos, porque não somos animais espontâneos, somos seres livres e racionais.

2. Se a um homossexual for dada a opção de escolher, ele optará por superar as suas dificuldades? A resposta não será a igual para todos, mas numa grande percentagem dos casos as pessoas agarram mesmo as ajudas que lhes derem.

Sei de muitas pessoas que, graças à ajuda de psicólogos clínicos, ultrapassaram completamente a sua orientação homossexual e são muito mais felizes.

Defendo com todas as forças o direito dos homossexuais a procurarem ajuda.

Zunkruft disse...

Pois então diga a essas pessoas que consultaram esses falsos clínicos que não deixaram de ser homossexuais. Apenas pagaram a alguém que os convenceu também a recalcar da melhor maneira possível a sua orientaçãi sexual, mas que não será por isso que deixarão de ser homossexuais.
Informe também essas pessoas que esses supostos clínicos estão a violar uma das principais regras do código deontológico da Psicologia Clínica.
E mais não digo, porque casos como o seu e o desses supostos profissionais, nem sei se com terapia lá iriam ao lugar.

É por aqui que se vê o quão infelizes são as pessoas que não conseguem viver com a o facto do "outro" não ser igual a elas e, logo, fazem o possível para tornar o "outro" tão ou mais infeliz quanto elas.

José Maria André disse...

1) É preciso enfrentar a realidade: há pessoas (e não são poucas) que, graças a uma ajuda terapêutica adequada, ultrapassaram completamente a sua anterior orientação sexual e têm uma vida muito mais feliz e equilibrada. Isto é um facto.

2) A homossexualidade não tem a ver com o hermafroditismo, que é uma doença somática e que exige uma abordagem totalmente diferente, nos casos em que é possível corrigi-lo medicamente. Julgo que a afirmação de que uma pessoa que deixa de ter orientação homossexual continua a ser homossexual resulta de uma confusão entre os dois conceitos.

A referência ao código deontológico não tem qualquer fundamento. Recusar-se a ajudar os homossexuais é que seria uma atitude ideológica contrária a todos os princípios básicos de humanidade.

As pessoas que têm orientação homossexual têm direito a ser ajudadas!

Zunkruft disse...

A trapalhada de conceitos e preconceitos que vai nessa cabecinha fazem-no partir do princípio que a orientação sexual pode ser "alterada" através da psicologia clínica. Deixe-se de disparates e consulte o senhor um psicoterapeuta decente. Fale com alguém da APA ou da OPP sobre os disparates que acabou de dizer e logo vê a resposta que leva.

Os homossexuais devem ser ajudados por profissionais, sim, mas devem ser ajudados de forma a desmistificar disparates como os que o senhor diz e a fazer crescer a auto-estima que é arrasada todos os dias desde crianças por causa de pessoas como o senhor (que incute ideias como essas) e como algumas pessoas que comentaram este tópico.

José Maria André disse...

Só há um pequeno problema: a realidade...

Por mais rude que seja a linguagem, a realidade vale um pouco mais. Que há muitas pessoas que foram ajudadas e superaram a sua orintação homossexual é um facto.

Tenho pena que isso lhe pareça uma «traição à causa».

Em todo o caso, não deixa de ser um facto.

Zunkruft disse...

Não vou entrar em mais detalhes consigo. Da minha perspectiva, o senhor é que até devia recorrer à terapia, far-lhe-ia muito bem, acredite.

Fico-me por aqui, não tenho mais nada a dizer-lhe.