segunda-feira, abril 26

Escolas ao palco

Por que é que a música desperta emoções? Que áreas activa no cérebro? Que desenvolvimento cognitivo proporciona nas crianças? Como funciona o ensino de música nas escolas portuguesas? Aprender a ouvir e a fazer música é tão útil na formação de uma criança como aprender a falar ou a ler. A decorrer por estes dias no CCB, está a iniciativa “Escolas em Palco”, organizada em parceria com o Ministério da Educação e que leva a palco várias escolas de música dos vários pontos do país. São alunos entre os 10 e os 22 anos que subirão ao palco como solistas, pequenos coros, piano e canto. Conheça este grande evento no SC de hoje.

Convidados:
Madalena Wallenstein
, Coordenadora CCB – Fábrica das Artes
Catarina Molder, Direcção Artística do Projecto Educativo Descobrir – Música da FCG e Dir. Artística da Ópera do Castelo
Luísa Valle, Dir. Programa Gulbenkian de Desenvolvimento Humano – Orquestra Geração Juventude
Ponces de Carvalho, Director Escola Superior de Educação João de Deus

21 comentários:

João José disse...

Antigamente não havia musica nas escolas e as crianças criavam-se na mesma, mas havia os valores da verdade, educação, respeito, consideração e da ética e, só passavam se soubessem mesmo, agora desculpe arranjam terapias para tudo e passam as crianças com 9 negativas, arranjam as novas oportunidades e as pessoas fazem o copy paste na Internet e em 3 meses tiram o 9º e o 12º ano e depois andam as crianças a fazer o percurso normal da escola, ainda que a mesma é super facilitada o que é preciso é colocar Portugal nas estaticistas da inteligência artificial as gerações vindouras vão pagar bem caro este laxismo e facilitismos no meu tempo se tivesse 3 negativas reprovava e repetia o ano e ficava melhor preparado para o ano seguinte, agora andam 10 anos na universidades e chegam a andar no ultimo ano e ainda tem cadeiras para fazer do primeiro ano, é um escândalo, por isso é que este País não vai para a frente.

Vitor disse...

As crinças adoram música, e gostam de a aprender.
O pior é quando elas desejam fazer carreira profissional para o seu futuro.
Só as classes sociais previlegiadas é que podem ir para o estrangeiro fazer profissão.
Assiste-se continuamente a uma farsa, que motiva os alunos a tirar cursos superiores, que depois não tem saídas profissionais em Portugal.
Restam só as entidades pseudo-culturais, que só servem para dar empregos aos apoiantes do governo que esteja no poder.

Sergio disse...

Embora seja um factor cada vez mais esbatido pela evolução que sofreu o ensino da música em Portugal, não podemos esquecer o papel fundamental das Bandas Filarmónicas em Portugal. Com toda a certeza hoje temos em grupos de todo o tipo de música,orquestras clássicas e sinfónicas que têm nas suas fileiras músicos vindos de Filarmónicas.

Joana Vieira disse...

Tenho 16 anos e para além do ensino regular, estudo música. Faço parte de uma banda filarmonica e mais do que aprender musica, aprendemos a viver em grupo e a ajudar-nos uns aos outros.
A pratica de orquestra é fundamental, liderança, disciplina, responsabilidade e concentraçao, sao coisas que aprendemos e que fazem de nós jovens com uma visao diferente do mundo á nossa volta.
Com a musica aprendi nao so a executar um instrumento, mas tambem a conhecer-me.
"Só na música me perco, mas só nela me encontro"

PASSOP disse...

Música ou outra forma de arte é já uma prioridade nos países desenvolvidos, por várias razões.A música faz parte da vida, é como respirar é importantissima.Frequentei aulas em Portugal , na altura chamava-se educação musical, de música só tinham o nome..A arte é extremamente verdadeira e se não tivermos verdadeiros artistas então estamos a fazer de conta que ensinamos ´musica nas nossas escolas.

maria amélia disse...

Penso que a música não é imprescindível para a formação de uma criança, porque é algo natural e inato no ser humano, tal como a natação por exemplo. Gostaria de saber se existe alguma escola ou programa de música que, em vez de explorar o domínio de um instrumento, disciplina, etc, explore mais a composição musical, relação com a matemática ou outras áreas e que mostre mais os aspectos lúdicos da música que procurar atingir objectivos num percurso direccionado a uma carreira musical.

Maria, Lisboa

Sergio disse...

Em França, um determinado número de anos numa filarmónica dá direito a uma equivalência a um certificado idêntico ao dos nossos conservatórios...

Sara disse...

Gostava de referir que a perseguição do melhoramento através da música é uma ideia muito romântica mas à qual uma pequena percentagem de crianças tem a felicidade de aceder. (Apenas 3.000 e tal crianças frequentam as centenas de escolas existentes em PT). São muito caras e como todos sabem a maioria das famílias passam agora dificuldades...Depreende-se que a maioria das crianças não terá este benefício. Deviam concentrar-se em dar valores base aos putos que hoje em dia parecem estar desnorteados e com falta de exemplos a seguir...As escolas andam pelas ruas da amargura...todos os "extras" se pagam.

Martinha disse...

Sem dúvida que a música é importantissíma no crescimento saudável de uma criança. Nos meios mais rurais as bandas filarmónicas ocupam um papel fundamentalneste dominio. O meu filho toca clarinete numa banda de música e ele adora. Dá-lhe uma outra visão da vida. para além de o sensibilizar para a música ensina-lhe outros valores que a Joana Oliveira falou e muito bem.

carlos disse...

Boa Tarde:
Parabéns pelo programa.
O tema do programa é excelente, mas mais uma vez se vê a diferença entre o litoral (capital) e o interior. Está a decorrer a Mostra de Música do Eixo Atlântico que envolve grupos de música Portugueses e Espanhóis de Escolas Profissionais, do Ensino Articulado, do Ensino Integrado, Etc, e que teve uma etapa há cerca de 15 dias em Mirandela, sendo a final no próximo fim-de-semana em Espanha. Deste evento passou uma pequena reportagem e deste evento realizado em Lisboa passei o fim-de-semana a ve-l e ouvi-lo e depois aínda fazem este programa. Dêem mais atenção ao interior onde há projectos muito muito bons feitos com muitas dificuldades.

Fonseca disse...

Concordo com quem afirma que aprender a ouvir e a fazer música é tão útil na formação da criança como aprender a ler ou a contar.
A música ajuda a "ginasticar" o cérebro, a melhorar a concentração, a destreza manual ou a motricidade, é sempre útil mesmo que a criança quando crescer, resolva não seguir carreira musical. Conheço imensas pessoas que têm uma profissão vulgar, mas sabem tocar pelo menos um instrumento e gostam de ouvir música e usam-na até para combater o stress e no meu caso, até me ajudou a evitar uma depressão nos momentos mais críticos da vida.
O meu filho, como eu outrora, muitas vezes, faz os trabalhos de casa ou estuda com música de fundo. Eu não tive a felicidade de andar numa escola de música só porque a minha mãe era egocentrista e pouco sensível aos gostos dos filhos e não entendia bem os benefícios, mas o meu filho frequenta formação musical mal fez os 5 anos e aprende um instrumento desde os 6 anos. Desenvolveu muito melhor e recuperou de um problema de fala, depois de andar na Música. Já em casa a ouvia desde o ventre materno...
O meu marido andou numa escola de música, infelizmente os pais tiraram-no porque que para eles era mera diversão e perda de dinheiro, e chegou a pertencer uma banda filarmónica local e nunca se esqueceu das bases musicais.
Mas é lamentável a aprendizagem da música ainda esteja muito restrito a famílias com posses.
Conheço uma senhora que tem hoje cerca de 60 anos que vive triste por não ter seguido música. É que ela quando tinha uns 12 anos estava a aprender piano numa Conservatória da Gulbenkian no Centro Norte, e era boa aluna, mas a família era pobre, como a maioria das famílias da época, e ela tinha pouca roupa, pois eram 7 irmãos e a mãe era doente do coração, enfim, teve de desistir da música também por causa de umas meninas ricas gozarem com ela por levar quase sempre o mesmo vestido e um dia havia uma festa de gala na conservatória e ela só não foi porque os pais não tinham possibilidades de lhe comprar um vestido bom e "chique".
Ainda hoje em dia, detesto a atitude daquelas pessoas que rebaixam e desprezam os outros só por estes vestirem mais humildemente.
E têm razão aí no programa quando afirmaram que por vezes as famílias não dão incentivo nenhum, só sabem dizer "tu não tens jeito nenhum" ou "algum dia tu aprendes, nem penses, tu não prestas para isso", ou "deixa-te lá de sonhos", etc, etc.
Por exemplo, em África os escravos deram origem aos blues e depois ao jazz, quando nos campos cantavam para "esquecer" e aguentar a sua vida difícil. Em Portugal, temos os fado e o cantar alentejano que ilustram quão difícil era viver em Portugal especialmente há uns anos...
A boa música acalma, instruí, é terapêutica, promove o convívio social, em suma: só faz bem!

DominGoD disse...

É só olhar para a quantidade de álbuns que todas as semanas são lançados no mercado, é só olhar para o número de festivais, é só olhar para o número de rádios, para perceber o poder da musica e tudo aquilo que ela representa. A minha experiência demonstrou-me, numa altura da vida em que era "trabalho-dependente", que a musica pode e é muito mais eficaz de um "n" numero de psicólogos ou qualquer outro tipo de terapias. Foi na escola de musica em frente a uma bateria que muito do stress foi eliminado. Não só ficou mais barato do que ir ao psicólogo como hoje tenho a carteira profissional de baterista. Hoje em dia respeito a musica e não há dia que não ouça este ou aquele cd, esta ou aquela musica. Mesmo assim arrepia-me muitas das vezes constatar que a grande maioria das pessoas apenas ouve aquilo que lhes é oferecido e não procuram descobrir novos mundos musicais.

Marta disse...

Perante o tema aqui hoje abordado, não posso deixar de referir o Gabinete Coordenador de Educação Artística na dependência da Secretaria Regional de Educação e Cultura da Região Autónoma da Madeira, como um exemplo nacional no desenvolvimento da educação artística no ensino e que este ano comemora 30 anos de existência.

http://dre.madeira-edu.pt/gcea/index.php

Bem haja a todos.

Marta, Funchal

Marta disse...

Perante o tema aqui hoje abordado, não posso deixar de referir o Gabinete Coordenador de Educação Artística na dependencia da Secretaria Regional de Educação e Cultura da Região Autónoma da Madeira, como um exemplo nacional no desenvolvimento da educação artística no ensino e que este ano comemora 30 anos de existência.

http://dre.madeira-edu.pt/gcea/index.php

Mi disse...

Não sei se será permitido, e imagino que dificilmente poderão mostrar no programa, mas gostaria de deixar aqui uma demonstração de um dos grandes músicos actuais que é também um magnifico comunicador e grnade pedagogo. A demonstração passa-se no Festival Mundial de Ciência e mostra do poder da escala pentatonica na pessoa comum. Em pouco mais de 3m e nas palavras de Bobby McFerrin...:

http://www.youtube.com/watch?v=ne6tB2KiZuk

bonequinhoda bic disse...

A música (entenda-se a boa música) opera milagres a todos os níveis.
Ao nível humano,espiritual,social e.t.c.
Muito resumidamente apenas gostaria de dar um nome que para mim é quase uma palavra mágica :"Gustavo Dudamel"
Investiguem e maravilhem-se!
Obrigado Sociedade civil e Fernanda Freitas.

odete pinto disse...

Fiquei absolutamente perplexa ao ler que há pessoas que consideram, hoje, país europeu, Séc. XXI que a música não é imprescindível na formação de crianças!!!

Entendo justamente o contrário e até enviei um e-mail à anterior ministra da Educação, apelando à absoluta necessidade da música no ensino básico e mesmo no infantil.

Gostaria de partilhar com o programa e com os seus ilustres participantes, uma dúvida/sugestão/utopia que me surge frequentemente: a adopção duma disciplina "Respeito pelo Outro" (como Carlos Vaz Marques entitulou um seu blogue "Outro, Eu").
Porque a vida em sociedade é como uma grande orquestra: o agricultor semeia, colhe, vende; o padeiro faz o pão, etc., etc., etc.
Todos precisamos de todos!
Será utopia pensar que o ensino dessa disciplina poderia no futuro fazer diminuir a violência doméstica, os abusos sexuais, etc?
Talvez seja. Mas, como diz o ditado: água mole em pedra dura, tanto dá até que fura...
E, afinal, a esperança é a última a morrer!

Muito gostaria que este meu grito d'alma fosse entregue a todos os participantes no programa de hoje e particularme ao Dr. Ponces de Carvalho, et pour cause.
Se o puderem comentar e fazer alguma apreciação, favorável ou não, ficaria muito grata.

Obrigada
Odete Pinto
Alfragide

moonlover disse...

Boa tarde, sobre este tema eu tenho como facto provado ;^) que a música desperta a actividade cerebral para os números!

Quando o meu filho era pequeno li que a aprendizagem da música ajudaria as crianças a perceber melhor a matemática e efectivamente o meu filho que entrou para uma escola de música quando ainda não sabia ler e ao longo da sua vida de estudante teve sempre muita facilidade na disciplina de matemática!

Parabéns pelo qualidade deste programa,
elisabete

Paulo disse...

O Governo, em vez de gastar dinheiro em "sacos azuis" e inutilidades de milhões de Euros, devia criar condições para que todos alunos tivessem educação musical e de representação teatral; de preferência, a partir da pré-escola.
Isto é o que as crianças e jovens necessitam nas escolas, além de professores com vocação para leccionar.
Tenho dito.

Fonseca disse...

Também fico espantada, tal como a Odete Pinto aqui escreveu, quando sei que ainda há tantas pessoas que acham a música prescindível. Que mentes cinzentas e meio vazias, devem ser...
Acho que a música se fosse obrigatória a todos desde a Pré-escola faria maravilhas, não só a nível de aptidão matemática (o meu filho é um Ás a matemática e não só!), mas a nível motor e emocional, etc.
Eu acho que, o bom ensino da música, poderá ajudar a prevenir futuros comportamentos de risco tais como: a toxicodependência e ajudar a diminuir a violência doméstica, os abusos sexuais, etc.
E agradeço ao "bonequinho da Bic" ter mencionado Gustavo Dudamel, não sabia da existência deste maestro da Venezuela, que ensina nos E.U.A., aliás, eu sei muito pouco de música clássica, mas, em geral, gosto de ouvi-la. E de facto, ele coloca os jovens a tocar excelentemente, já fui ouvir e ver uns vídeos na net.
Porém, em Portugal também temos muitos bons músicos e alguns bons maestros...
Eu já disse isto noutra página, mas a música é algo que nos distingue mesmo dos animais irracionais e nos dá essa pretensa "superioridade". Um ser humano que nunca ouve musica, não gosta de estilo nenhum ou só gosta da pior música e nem sabe nada de música, nem sente nada quando lhe dão a conhecer uma bela melodia, devia interrogar-se se realmente está bem assim...
Ainda agora há pouco foi o 25 de Abril e a música teve tanto significado...

Fonseca disse...

Até parece que quase ninguém lê o que escrevo... mesmo quando falo, gosto que me corrijam quanto digo algo errado. Então ninguém me corrigiu quando disse que, nós os humanos, somos os únicos a fazer música? É que depois lembrei-me dos passarinhos, tal como o canto do rouxinol, e há outros animais que emitem vibrações sonoras, mas de facto não compõe música, quando muito imitam-nos, que eu saiba.
Mas se calhar isto não interessa à maioria...