segunda-feira, maio 3

Medicamentos inovadores em risco nos hospitais

Há medicamentos, nomeadamente para doenças oncológicas, que não estão a ser ministrados nos hospitais devido a cortes com as despesas na Saúde, noticia a imprensa e acusam as associações de doentes. Os medicamentos inovadores são, por definição, os mais recentes, mais avançados e com uma capacidade terapêutica superior (ou pelo menos diferente) à dos fármacos que os antecederam.
Para este ano são esperados medicamentos inovadores para cancro da próstata, osteoporose e epilepsia. Mas por que razão os medicamentos não chegam mais depressa aos hospitais ou são impedidos de lá chegar? Demasiadas burocracias? Ou Estado deveria assumir que não há financiamento disponível e que não conseguimos competir com os outros países? Para que servem os medicamentos inovadores? Que qualidade de vida trazem aos doentes?

Convidados:
Jorge Félix
, Coordenador do estudo “Acessibilidade aos Medicamentos com Novas Moléculas ou Novas Indicações Terapêuticas”
Jorge Espírito Santo, Presidente do Colégio de Oncologia da Ordem dos Médicos
João Oliveira, Membro da Comissão de Avaliação de Medicamentos do INFARMED, Membro da Comissão de Aconselhamento Científico da Agência Europeia de Medicamentos e Director do Serviço de Oncologia Médica do IPO de Lisboa
Pedro Lopes, Pres. da Ass. Portuguesa de Administradores Hospitalares

4 comentários:

Anjos disse...

Olá boa tarde.
Conhecendo o drama da vida dos doentes crónicos com doenças incuráveis raras, ficamos logo com a sensação que a medicação percorre um caminho mais longo ainda que a maioria das outras doenças.
Ficamos em 5º plano...ou ainda mais abaixo, medicamentos orfãos...falta de interesse da indústria...depois mais burocracia para entrarem nos hospitais...enfim...triste!
Enquanto isso...a doença evolui, os doentes vão ficando cada vez mais debilitados e dependentes e mais caros ao Estado...se medirem os prós e contras chegamos à conclusão que se calhar compensava o investimento "em novos medicamentos"!

Vitor disse...

Portugal perdeu a moral.
Os desempregados são um estorvo,
Os analfabetos são um estorvo,
Os velhos são um estorvo,
As crianças são um estorvo,
Os doentes são um estorvo,
Enfim os pobres são um estorvo.
São um estorvo, porque declaram ao mundo o que realmente é Portugal, e isso é incomodativo para o governo, e para os interesses adjacentes.
Governa-se para dentro do estado e do governo, não para fora, para a realidade.
O controlo está nas mãos de incompetentes e ambiciosos, que se orientam para eles próprios.
Não querem aplicar medicamentos inovadores, porque a indústria farmacêutica controla a saúde em Portugal.

Mighty disse...

gostaria de saber se algum dos seu convidados alguma vez ouviu falar em cannábis? Jack herer falecido no dia 10 de abril estava a oferecer uma recompensa de 100.000 dollars a quem lhe indicasse uma doença que a cannabis não curasse...
Rick simpson, Run from the cure relatos de pessoas que lhes foi dado pelos medicos 6 meses e 12 meses de vida , hoje depois de 4,5, 10 e 20 anos continuam a tentar mostrar o que a cannabis fez por eles e mesmo assim a nossa SOCIEDADE continua a chamar lhes de drogados sem esperança nenhuma! As farmacêuticas continuam a ser chamados de deuses e a usar o dinheiro do contribuinte para o desenvolvimento dos ditos medicamentos inovadores!
Resposta o comentariu mais "positivo" a o cenhecimento vem em passos pequeninos? com esses passos pequeninos continuam a gastar o dinheiro do contribuinte...de passo a passo as farmacêuticas gastam nos o dinheirinho todo! esse comentario "positivo" na minha opiniao e mais uma tentativa de manter a sociedade ignorante em relaçao ao que se esta a passar no nosso sistema de saude...

Fonseca disse...

O que é estranho, embora eu saiba que a razão é estarem a fazer da saúde um mero negócio, os medicamentos mais eficazes e inócuos desaparecem em pouco tempo das farmácias e não são repostos. Indicam-nos outros mais prejudiciais e mais lentos ou ineficazes para manter a "clientela" nos médicos e a comprar nas farmácias...é a degradação humana!
Uma vez li numa revista há uns anos, acho que era a Super Interessante ou a desaparecida "Quo", acerca de um medicamento revolucionário eficaz e inovador preventivo das cáries e de quase todos os problemas dentários! Porém, isso ficou por aí, esquecido, e as informações na internet foram desaparecendo, para que os dentistas continuem a ter clientes... haja paciência para um mundo destes!