quarta-feira, junho 9

União Ibérica: ficção ou realidade?

No ano passado, o Barómetro Hispano-Luso, revelava que 40% dos portugueses era a favor da união entre os dois países, ideia que agradava igualmente a 30% dos espanhóis. Um ano após o inquérito, os dados alteram-se: 45,6% dos portugueses e 31% dos espanhóis respondem sem dúvidas à união ibérica.
Ambos os países vêem nesta união asolução para preocupações comuns: criminalidade, terrrorismo e crise económica.
Mas o que une mais portugueses e espanhóis de forma a aceitarem uma Ibéria? Que cedências seriam feitas? Que língua se aprenderia na escola? Ficaríamos mais fortes economicamente?

Convidados:
Guillermo Llera
, Presidente da Casa de Espanha
Nicolau Santos, Director-Adjunto do Jornal Expresso
Nuno Mocinha, Vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas
João Ferreira do Amaral, Economista e Professor ISEG

16 comentários:

joão disse...

Ficção claramente porque os espanhóis que a defendem são aqueles que querem a independência de Espanha Catalunha, Galicia, pais basco etc.
Depois numa união Ibérica Portugal entraria claramente numa situação de submissão já que é o país mais pequeno e aí grande parte dos apoiantes deixam de o ser.
O grande apoio a esta união tem em Portugal é motivado pelo grande crescimento espanhol e mais do que isso é o descontentamento com a classe governante portuguesa seja ela de que partido politico for.

Pedro_D disse...

Ficção. Se a União Europeia no verdadeiro sentido é uma utopia, uma União Ibérica também é uma utopia. Pois o que ocorre é uma invasão silenciosa por parte de Espanha, com a conivência do Estado e dos gestores portugueses. Isto de ser uma União, para umas coisas e manter a soberania noutras, ñ resulta. E a UE vai pagar por isso e de já certa forma já começa ocorrer. Como explicar países que ñ aderiram ao EURO, continuarem na UE. Para mim, Inglaterra e outros, ñ faziam parte da UE. Ou fazem parte do mesmo barco ou ñ fazem. Para opinar fazem parte da UE, mas no resto, põem-se de parte, para ñ perder a soberania. Embora de certa forma, ñ tenha nada haver com o tema, é uma forma de disser, que ñ ia resultar, qualquer tipo de União. Pois a culpa disso é a falta de vontade de empenho e genuíno por parte de todos e ñ só de alguns.

fenixway disse...

Continua e continuará actual o dito: De Espanha nem bom vento nem bom casamento.
Portugal deverá continuar para sempre independente, principalmente de Espanha

ﻣﺤﻤﺪ Rachid disse...

olá Fernanda:-)
Acho que há muito que separa Portugal de Espanha: Os espanhois só podiam olhar para os outros povos como sendo inferiores, os espanhois são xenófobos pela sua natureza...
Essa união pode não beneficiar tanto os Portugueses como esperam. pelo contrário acho que ainda pode criar mais problemas: aumento drástico de preços, que não vai conicidir com o aumento dos salários (um mercado desequilibrado). E a exportação portuguesa ainda não estaria preparada face aos preços mais baixos dos produtos de Espanha.
E sobre o terrorismo acho que é um problema de Espanha e tem que ficar lá, nos não devemos envolver nesse problema, porque o terrorismo(geral)acontece nas zonas onde é dificultada a integração.

Miguel disse...

O iberismo é incompatível com a independência de Portugal. É uma tese que atenta contra a integridade portuguesa. Portugal deve virar-se para o Atlântico. Temos a mais longa faixa atlântica. Pensemos em Portugal, dos portugueses para os portugueses. As sondagens valem o mesmo que 0. Não são credíveis por várias razões...

fenixway disse...

De espanha nem bom vento nem bom casamento, é, e será sempre um ditado actual. A propósito há uma dúvida que me assola: que língua se fala nas famosas coordenações entre os 2 paises? Já que sabemos que os nossos vizinhos se recusam a entender o português.

fenixway disse...

De espanha nem bom vento nem bom casamento, é, e será sempre um ditado actual. A propósito há uma dúvida que me assola: que língua se fala nas famosas coordenações entre os 2 paises? Já que sabemos que os nossos vizinhos se recusam a entender o português.

miguelvieira disse...

a favor, a começar por um elemento muito básico da sociedade: o salário mínimo.

juanna Inês Pontes disse...

Concordo plenamente! É mais fácil, faz mais sentido e, acima de tudo, permite retirar melhor benefício do que a pseudo união europeia (com a qual, países como Portugal ou Espanha não se identificam).
A língua não é um factor negativo, ser "bilingue" não só está na moda como fornece aos nossos cidadãos maior autonomia, cultura, etc. Na suiça há mais do que uma língua e não é por isso que não se sentem como pertencentes aos estado. tudo o resto (políticas, normas, etc) só há tendência a melhorar tudo se faz em benefício de todos e para todos, por exemplo, talvez a nossa justiça tivesse uma melhoria qualitativa, a educação (em particular entradas no ensino superior, etc.).
Uma união em benefício da qualidade de vida e dos principais orgão estatais (justiça, legislação, seguraça, saúde, etc) sem interferir na identidade de ambos os povos só pode ser bem-vinda! jÁ PARA NÃO FALAR NA VANTAGEM DAS FORNTEIRAS ABERTAS, DUAS LÍNGUAS OFICIAIS.. etc.

miguelvieira disse...

o salário mínimo é imposto por lei, e o critério não varia de acordo com a produtividade, não existe um salário mínimo para o norte, outro para lisboa, e outro para as regiões autónomas, portanto o salário seria certamente igual em portugal e em espanha. vejam o recente sucesso que foi a federação das duas alemanhas, portanto claro que sim estou a favor por motivos económicos da união ibérica.

Miguel disse...

Se se aprende Português em Badajoz, mais especificamente na autonomia chamada Extremadura é porque Espanha está a administrar ilegitimamente Olivença e Villarreal (Vila Real). É principalmente por essa razão. Os estados não se devem ingerir nos outros estados, mas Espanha continua a desrespeitar Marrocos (Ceuta) e Portugal.

Graza disse...

Acabo de chegar ao programa e ainda mal ouvi e mal li o que está a ser dito e escrito, e estou espantado! Como é possível eleger um tema destes numa Canal público? E como se prerstam as pessoas que aí estão a entrar neste debate?

Agora tenho a certeza de que esxiste uma "agenda" sobre o tema originária sempre das mesmas origens.

Teria muito que dizer sobre isto, acrescento apenas que tenho a certeza que a ETA basca seria uma insignificância face a ETAs que aqui surgiriam. O tema é sério e acho uma irresponsabilidade que alguma Com. Social venha de vez em quando dar guarida a quem está por detrás destas sondagens. Não brinquem com o fogo porque há por aí mais portugueses do que estas sondagens sugerem - "sondagens", só isso, perceberam - prontos para tudo.

Nada disto é uma ameaça, é apenas uma opinião.

M disse...

A união ibérica é uma utopia dadas as relevantes diferenças entre os 2 países da Península Ibérica: seja nível cultural, económico, social, histórico, línguistico, etc., para não falar que Espanha não é um país mas sim, um conjunto de países.

Deus nos livre!!!

Á semelhança, no Passado, um bando de tolos idealistas quiseram criar os "Estados Unidos da Europa" á semelhança dos EUA, o que se revelou infrutífero e culminou na actual União Europeia, na união de políticas a muitos os níveis, inclusivé economicamente, na Moeda Comum - o Euro (que se tem mostrado desde o início, como um fiasco para os todos os países).

Se nós e os nossos governantes não aprendem com os erros do Passado e com os erros do Presente, Portugal irá até ao fundo do poço se for encostar-se a um país mais forte.

Graza disse...

Fernanda Freitas, vejo com regularidade o seu programa embora não entre no blog, parabéns por ele, mas caramba! Que raio de tema! Passa-lhe pela cabeça algum país da Europa a discutir um tema como este? Haverá algum país por aí que disponha a baixar-se de tal forma.

Dou-lhe outra sugestão: um programa que debata exactamente o que acabei de dizer em cima, ou seja, o que é que leva que haja portugueses a disporem-se a abordar temas como este.

Fonseca disse...

Espero que a união Ibérica seja só ficção, senão emigro! Por algum motivo Portugal se formou e manteve separado de Espanha, mesmo com a dinastia Filipina que para bem de todos nós fracassou.
Para além das indesejáveis ETAs, de matarem os touros em público nas touradas, divertindo-se, são um povo agressivo e ganancioso, no geral. Os Galegos não gostam da Catalunha e vice-versa, e há os Vascos e os não sei das quantas que andam às "turras"... como querem envolver Portugal, que até nem se importa com o João Jardim na Madeira e outros, e metermo-nos nas zangas espanholas?! Nem pensar!
E de novo a monarquia, num país como o nosso não resultaria, acho eu. Economicamente, até acredito que funcionasse, mas somos culturalmente tão diferentes!

Lembrem-se do tempo dos Descobrimentos, há cerca de 500 anos: os portugueses, normalmente, eram curiosos por saber de outros povos, aceitavam os indígenas, cristianizando-os e conquistavam pacificamente. Já os espanhóis, exterminavam como uns brutos qualquer civilização que lhes aparecesse, ávidos por conquistar o mundo.
Já uma vez o Herman José (o nosso inteligente humorista) comentou isto que vou referir: já pensaram se os espanhóis (o polémico Colombo) não tivessem conquistado a América do Norte, mas, ao contrário, a do Sul, era esta que seria a mais endinheirada nação...
Porém, note-se que na América do Sul, onde impera o Brasil, são um povo mais alegre e boa vida, já os americanos do Norte só pensam em enriquecer, acharem-se superiores aos outros países, beber coca-cola e comer, acho que eles inventaram a "pandemia da obesidade" e querem globalizar tudo!
Deixem estar os espanhóis quietinhos.
Não gostei deste tema. Mexe-me com os nervos!

RúbenMarquêss. disse...

espanhã não existe, é um trapo de retalhos, cose um país daqui outro dalí..., eles que deêm a Liberdade devida à Galiza, País Basco, e todos os outros que em nada lhes pertencem!!!
eles não são nada, NADA!
e eu viria a ser possívelmente o criador ou mais um membro de uma espécie de ETA PORTUGUESA...