terça-feira, outubro 19

A nova reforma agrária

35 anos depois da Reforma Agrária, surge no Alentejo, antigo “celeiro de Portugal”, novas apostas numa agricultura absolutamente inovadora.
Da cultura do cereal de sequeiro, passamos para a produção de vinho de excelência, azeites, cortiça e pecuária.
Mas de que forma um setor tão desgastado, mesmo em termos de imagem, pode ser novamente valorizado?
Que hipóteses tem um agricultor de competir num mercado globalizado onde imperam os baixos preços?
Por outro lado, que futuro os economistas preconizam para este setor?
A agricultura é mais do que produzir alimentos?
Qual a estratégia para o mundo rural? Como podemos competir com os atuais “celeiros da Europa”?

Convidados
Aníbal Martins, Diretor da Confagri
Luís Bulhão Martins, Vice-presidente da CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal
Firmino Cordeiro, Pres. AJAP – Ass. dos Jovens Agricultores de Portugal
Luís Peres de Sousa, Engenheiro Agrónomo

8 comentários:

BB disse...

A nível geográfico e já que estamos também a falar de aproveitamento de recursos naturais e o aproveitamento de bons espaços agrícolas costumo destacar a zona da Costa-da-Caparica
que foi inteiramente erguida pelos Pescadores e Agricultores locais e cujos terrenos agricolas estão hoje a ser inteiramente utilizados para a construção de prédios.
Ou seja no espaço de 20 anos estas duas importantes profissões ficaram praticamente extintas devido à ganancia da especulação imobiliária.
Falo de todas as zonas que fazem linha com o Monte-da-Caparica e que possuem inclusivamente verdadeiros veios de água debaixo da terra o que faz desta um excelente meio de produtividade que permitiria não só alimentar a Zona de Almada como também inclusivamente a zona da grande Lisboa.
Mas não existe nada como as pessoas testemunharem este género de casos com os próprios olhos.

Pedro disse...

A agriultura biológica, ao respeitar o ambiente, proporciona um maior contacto dos agricultores com a Natureza. Isto poderá levar mais jovens a optar pelo investimento neste sector. Será que esta pode contribuir para o afirmar da agricultura portuguesa de forma significativa?

Ass:Pedro Coito

Nuno disse...

Boa Tarde,

Uma pergunta aos participantes do debate: nos EUA muitas cooperativas agrícolas prescindiram totalmente da dependência das grandes cadeias de distribuição e vendem directamente ao consumidor os seus produtos, criando uma marca própria, um mercado na própria cooperativa e muitas vezes mesmo um restaurante abastecido pela cooperativa.

O que impede que este conceito de sucesso de vende directa seja implantado em Portugal?

Cumprimentos

Nuno Oliveira

Anabela disse...

Limões do Chile, maçãs da China e melão espanhol - no Pingo Doce, no Continente ou outro qualquer supermercado. Assim, é difícil apoiar os nossos agricultores.

Cristina disse...

Concordo em pleno que se deve aumentar a produtividade para fazer frente ao mercado. Mas como é que se justifica que paguem aos produtores vinicultores, por exemplo,10 cêntimos o kilo das uvas?? com todos os cargos que advém da própria produção.

Obrigada.
Cristina

Simple things disse...

Gostaria 1º que tudo dar os parabéns ao vosso programa. Aborda sempre temas actuais e que são realmente importantes para a nossa sociedade.
Em relação ao tema de hoje, gostaria de dizer duas coisas. Primeiro em relação aos apoios do Governo à não desertificação. Eu e o meu marido tentámos mudarmo-nos para o interior e queríamos realmente mudar de vida, pedimos informações com a Câmara municipal(sabendo que essa Câmara tinha apoios) para onde iríamos e não obtivemos resposta nem por telefone nem por e-mail... Resumindo: Ficámos na cidade e não mudámos de vida.
Segundo assunto, quando tinha 6 anos tive um livro, que ainda tenho comigo, que se chama "Como nasce... a lã, o pão, o leite..."etc. da Distri Editora, que tal editá-lo novamente?
cumprimentos
Ana Martins

Miguel disse...

Miguel Meireles

Saúdo este programa, os agricultores e suas instituições.

A pergunta é pertinente: "Que hipóteses tem um agricultor de competir num mercado globalizado onde imperam os baixos preços?"

Baixos preços ou pluralismo económico é sinónimo de despesa agregada elevada e nível baixo de receita, logo baixa a utilidade do produto. Porque para o mesmo número de consumidores as inúmeras unidades comerciais difundem a despesa mas repartem o investimento agregado ou consumo. Assim só há rentabilidade se o produto contiver sofisma económico (pouca qualidade - nível de utilidade esperado baixo).

Ora, o Capitalismo é a base da estrutura económica por ser função da distribuição em ordem à igualdade, o Comércio função da receita e o Salário Líquido função da economia.

Neste contexto, os preços sofistas combatem-se com apoio do Estado nos investimentos da produtividade e a informação diária ao consumidor sobre o circuito do investimento e a gestão certa, onde se deve incluir o preço sombra (incutir receio legitimo em relação ao consumo de produtos estrangeiros, sob pena de recessão económica e de impostos sobre o salário e as pensões, devido ao desvio da receita interna e das empresas nacionais para o exterior; porque a globalização não previu a existência de Orçamento Global (uma só economia).

Um abraço a todos.

Gonçalo disse...

Boa tarde, n sei se o programa já acabou mas...gostaria apenas de deixar uma pergunta para o representante da CONFAGRI:
O que dizer dos mais recentes estudos efectuados sobre o solo alentejano, que dão conta do empobrecimento e devastação de qualidades, acentuado sobretudo pela multiplicação de olivais (de resto explorados maioritariamente pelos nossos vizinhos espanhóis!), situação que está a hipotecar as possibilidades de recuperação de "capacidade agrária" daquela região, contribuindo para a disseminação de áreas desérticas? Obrigado. Gonçalo Correia