terça-feira, maio 3

Carro elétrico, gasolina, gasóleo ou GPL?

A União Europeia anunciou recentemente que quer eliminar os carros a gasolina e a gasóleo dos centros das cidades até 2050. Uma proposta que visa cortar em 60% as emissões de gases responsáveis pelo efeito de estufa provocadas pelos transportes públicos e veículos de passageiros e reduzir a dependência de petróleo. Mas já compensa investir em veículos movidos a eletricidade? Ou ainda são demasiado caros e devemos esperar que apareçam modelos mais económicos no mercado? Compensa comprar um veículo a gasóleo se se fizer menos de 20.000 km / ano? E adaptar o carro para GPL? Os híbridos são uma boa alternativa? Hoje, no SC, fazemos as contas e indicamos a escolha acertada para quem quiser trocar ou adaptar o seu veículo.

Convidados:
Mafalda Sousa, Quercus
Mário Alves, Especialista em Mobilidade e Transportes - ACA-M - Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados
Tiago Farias, Docente IST

10 comentários:

antonio disse...

só uma correcção:
neste momento já há veículos eléctricos com autonomia suficiente, bem como já há outros que batem ferraris e porsches em performance.
e esta tecnologia só ainda não está mais desenvolvida porque tem sido completamente bloqueada pelos bandidos que governam este mundo, que só vão desistir quando chegarmos à última gota de petróleo. isto, claro, se a Terra nos deixar, humanos, lá chegar.

antonio disse...

há vários anos que tento trazer para Portugal uma frota de karts eléctricos. isto porque, enquanto kartista, cada vez me incomoda mais andarmos a poluir para brincar às corridas. mas, infelizmente, ainda não consegui interessar ninguém. nem kartódromos, nem Câmaras, nem investidores.
as mentalidades não mudam...

Comissão de Residentes - Residência Universitária Alfredo de Sousa disse...

Um carro eléctrico precisa de petróleo para a sua construção. Isto quer dizer que quanto mais alto for o preço do petróleo, mais alto o será preço de um carro eléctrico.
A industria do automóvel eléctrico continua a basear-se no petróleo, sem apresentar alternativa, ou solução, para a escassez galopante do petróleo. Um pneu fura-se, e tem que ser substituído. A indústria do pneu vai continuar a funcionar. cada pneu precisa de 16,5 litros de petróleo para a sua produção. Como é que isto pode ser mobilidade sustentável?

Manuel Ribeiro

Comissão de Residentes - Residência Universitária Alfredo de Sousa disse...

Confiamos demasiado na competitividade na indústria para nos trazer carros eléctricos mais baratos. Se o petróleo só tende a ficar mais caro, e se o carro eléctrico precisa de petróleo para a sua construção e para os seus consumíveis (pneus), como é que podem ficar mais baratos?

joaomachado79 disse...

Em Portugal é necessário mudar a legislação antes de se pensar em carros electricos, hibridos e assim... porque se alguém em Portugal desenvolver e fabricar 1 carro novo, com 1 chassis e carroçaria leve e 1 motor electrico ou hibrido, depois não pode sair com ele para a rua nem o colocar no mercado porque em Portugal ninguem dá Homolgação a qualquer carro fabricado por alguém... Ninguém pode fazer 1 carro e andar com ele na rua!

DuarteNuno disse...

Falou-se no progama GPL e os problemas de segurança. esse problema é só aqui em Portugal, e esse senhor que falou nisso, que diga os problemas de segurança??? na França, alemanha e outros já se pode estacionar abaixo do nivel da terra... quando se fala, deve-se ter conhecimentos... quantos problemas já houve em portugal com carros a GPL.??..
Duarte Nuno

Mara disse...

Exmos Senhores
Antes de mais, peço desculpa por tomar a liberdade de me dirigir a V. Ex.ªs, para expor o seguinte assunto, que caso viavel julgo de interesse naciional:
Ao ouvir noticias de inovação no ambito de avanços tecnológicos, que muito me agradam, tomo a liberdade de expor uma ideia que julgo util.
Estamos no melhor caminho para a libertação gradual dos conbusiveis fosseis e da emissão de CO2.
Ocorreu-me que nessa mesma linha talvez fosse possivel estudar e criar, com algumas parcerias que felizmente já existem, um veiculo totalmente independente e auto alimentado, funcionando da seguinte forma:
O veiculo deverá ser munido de duas baterias que, enquanto uma o alimenta a outra armazena energia atraves de mecanismo alternador,(talvez uma torbina que impulsionada pelo motor gera energia), dispondo no painel de um mecanismo avisador identico ao que já existe quando ligamos os quatro piscas, que informa qual das baterias está em funcionamento, sendo completado com um dispositivo avisador do momento em que devemos inerter o processo.
A caixa de velocidades deverá ser automática, evitando desperdicio de energia que será preciosamente transferida para a outra bateria.
Temos na nossa circulação veiculos de várias gamas e motorisacões. Talvez fosse bom iniciarmos com uma gama baixa, passando a outras de acordo com os resulatdos
Este sistema viria libertar-nos da dependencia do petroleo e julgo a nossa economia na vanguarda.
Teria imenso prazer em ver esta ideia, que julgo rentavel e nao poluente, analizada no nosso pais antes de a apresentar a qualquer outro.
Pedindo mais uma vez desculpa pela ousadia, fico anciosamente aguardando desenvolvimento.
Aproveito para apresentar a V. Ex.ªs os meus melhores cumprimentos

Atenciosamente
Eurico Santos

Mara disse...

A zona Douro á pouco tempo foi vitima de grandes incêndios, eu sou da
Zona de Baião e reparo que as bermas das Estradas normalmente só são
limpas depois de eu ter feito algum alerta para a Entidades,
principalmente para a Entidade que gere as estradas Nacionais.

Há imensos terrenos que continuam abandonados sem serem limpos e não
por não serem conhecidos os Donos.

Se existem Entidades Públicas que não dão o exemplo como é que os
privados o vão fazer se também não são obrigados a fazê-lo. Para que
querem tanto pessoal nas Entidades públicas, qdo não querem saber do
bem estar das localidades.


Cumprimentos.

H.Barros

Sr. Mal disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
mm disse...

De facto têm-se verificado um grande entrave na comercialização de automóveis ditos alternativos. Curioso é o caso do GPL, que até ao momento a legislação esteve envolvida em polémica uma vez que a mesma é esperada há já algum tempo, mas não sendo significativo o número de utilizadores vai-se deixando a mesma à sua sorte. Agora, este ano iremos certamente verificar uma mudança de paradigma em consequência do aumento da oferta por parte dos fabricantes que começam a fazer chegar a Portugal modelos GPL Bifuel, um desses casos são os carros GPL da Fiat, entre outras.

Mal ou bem, mais cedo ou mais tarde, com maior pressão por parte dos cidadãos e das marcas será possível fazer face ao lobby das petrolíferas.