quinta-feira, maio 5

Ciência: o setor de excelência em Portugal?

Na última década Portugal cumpriu os objetivos que a Comissão Europeia impôs e conseguiu subir em número de diplomados – cresceu cerca de 193,2%, a maioria nas áreas primordiais para o desenvolvimento de um país: matemática, ciência e tecnologia. O número de patentes ou inventos cresceu em proporção semelhante, a par com o número de publicações científicas e de subsídios e bolsas para investigação e desenvolvimento atribuídos por entidades de renome, como a Fundação Bill & Melinda Gates ou a Comissão Europeia. Poderá estar na Investigação e Desenvolvimento o salto qualitativo que Portugal precisa para recuperar do défice de desenvolvimento crónico? Ou os cérebros portugueses formam-se em Portugal com o apoio do Estado e vão trabalhar para o estrangeiro?

Convidados:
Maria do Carmo Fonseca, Dir. Executiva do Instituto de Medicina Molecular
João Caraça, Director Serviço de Ciência Fundação Calouste Gulbenkian
Helena Pereira, Vice-reitora Universidade Técnica de Lisboa e Pres. AMONET - Ass. Portuguesa de Mulheres Cientistas
Maria Arménia Carrondo, Vice-reitora Universidade Nova de Lisboa

2 comentários:

Captain disse...

Tenho 23 anos e estou neste momento no último ano da licenciatura em biologia na Universidade do Porto. Um dos principais problemas que a ciência enfrenta em Portugal é o modelo de financiamento economicista que apenas atribui verbas a pesquisas para cura de doenças (nomeadamente sida, cancro, alzeimer e parkinson). Os restantes investigadores apenas conseguem financiamento conforme o número (e não qualidade) de artigos publicados. E como é que um investigador publica 10 artigos num ano? Muito fácil vai às Universidades buscar estagiários que trabalham só para incluírem o estágio nos curriculos e quando o trabalho está pronto o orientador publica ó com o seu próprio nome garantindo financiamento para o próximo ano. pescadinha de rabo na boca? Pois está claro que sim...

Hábitos disse...

Parabéns pelo programa,cumprimentos a todos em particular para a Profª. Doutora Maria do Carmo Fonseca, sobretudo pela sua humildade que transvasa para a forma como olha para todo o trabalho que desde sempre desenvolveu.
Sendo que a presença de todos os campos da Ciência é um lugar comum neste programa, lamento que hoje não veja ninguém da Sociologia, Antropologia, Psicologia etc, sendo certo que não registamos patentes não é menos verdade, que muito do que está ser discutido e dito são conhecimentos destas áreas.
Registo o facto de ter apresentado algumas referências bibliográficas provindas das Ciências Sociais.
Destaco ainda o facto de neste momento a pessoa que está a dirigir os destinos da European Sociological Association ser uma portuguesa Anália Torres.
Gostaria que os fundos que financiam a Ciência portuguesa fossem distribuídos de forma mais equitativa, em que as Ciências Sociais pudessem ser vistas entre iguais.

João Leitão