sexta-feira, fevereiro 1

Bebés, precisam-se


A população portuguesa vai começar a diminuir fortemente se a média de 1,36 filhos por mulher se mantiver. Aliás, por cá desde 1982 que os índices de fecundidade são sempre inferiores a 2,1 filhos, a média considerada necessária para a renovação de gerações.

Esta meta para a substituição de gerações está bem mais próxima de ser atingida em países como a França, o Reino Unido ou a Islândia.

Porquê? A diferença está nas políticas de natalidade? Ou é mais do que isso? O que falta fazer em Portugal?

Convidados:
Cristina Sousa Gomes, Professora da Universidade de Aveiro
Ana Spranger, Instituto das Ciências da Família da Faculdade de Ciências Humanas – Universidade Católica Portuguesa ~
Goreti David, Confederação Nacional das Associações de Família e Coordenadora do Pré-Escolar da CEBI - Fundação para o Desenvolvimento Comunitário de Alverca
Padre José Maia, Fundação Filos

9 comentários:

Elektrica disse...

Boa tarde. Sou enfermeira e tenho 28anos. Desde que comecei a exercer à 5 anos, ainda continuo a contratos a termo sendo que com os novos cortes, a esperança que tenho que me renovem o contrato no hospital público é pouca ou nenhuma. O meu marido é licenciado em criminologia, e o IEFP não reconhece o curso, portanto está desempregado, sem subsídio de desemprego.

Isto tudo para dizer o quÊ? Tenho 1 filho de 3anos, gostaria de ter mais 1 ou 2. Estou deslocada da minha cidade, sendo que os meus pais e sogros vivem a 2000km de distância. E o ESTADO, considera-nos ricos e nem direito a abono de familia temos...

Onde estão os incentivos?
Querer filhos queremos. Mas capacidade para os ter, em Portugal, não existe.

Dinis Resende disse...

Não estaremos nós tambem na presença de um igoismo, assim como uma pouca vontade de abdicar de pequenos "modus vivendo" desta nova geração altamente igoista..?

susana disse...

embora o nosso pais tenha esta necessidade ha cerca de pelo menos duas decadas o assunto veio a debate principalmente por razões economicas (segurança social)
se em portugal as familias e as mulheres tivessem o mesmo apoio do estado que os paises nordicos provavelmente as coisas não estavam tão mas no que respeita a natalidade.
os estudos são interessantes mas discutir o problema so per si não ira resolver nada enquanto não forem criadas politicas de apoio a natalidade.
com a vaga de emigração que temos as coisas irão piorar nos proximos anos. os nossos governantes sabem disto e eu pergunto que medidas foram tomadas ?

Silvino Figueiredo disse...

O desenvolvimento da sociedade moderna mata a natalidade! Os bens disponíveis da sociedade moderna e o desejo dos adquirir leva quase à ocupação plena da mulher e do homem, que não veem vantagens em ter filhos, antes pelo contrário, vêem-nos como ónus impeditivos de cursos ou carreiras profissionais, assim como a insegurança do futuro na sua criação. Antes, se os filhos eram fontes de rendimento para os pais, hoje são fontes de despesa!
Silvino Taveira Machado Figueiredo
Reformado da TAP, 72 anos
Gondomar

Dinis Resende disse...

* Egoismo *Egoista

Silvino Figueiredo disse...

O desenvolvimento da sociedade moderna mata a natalidade! Os bens disponíveis da sociedade moderna e o desejo dos adquirir leva quase à ocupação plena da mulher e do homem, que não veem vantagens em ter filhos, antes pelo contrário, vêem-nos como ónus impeditivos de cursos ou carreiras profissionais, assim como a insegurança do futuro na sua criação. Antes, se os filhos eram fontes de rendimento para os pais, hoje são fontes de despesa!
Silvino Taveira Machado Figueiredo
Reformado da TAP, 72 anos
Gondomar

Silvino Figueiredo disse...

O Homem, tende, cada vez mais, a viver só para si e não para a Humanidade, que é vista como coisa estranha ao eu interesse. A pequena temporalidade da nossa existênca leva-nos ao interesse imediato, não do Futuro!
Silvino Figueiredo
Gondomar

Mateus Leão disse...


Parabéns,pela postagem.
Aproveite e participe do meu blog.
http://wwwmateusqfleao.blogspot.com.br/

G.R. disse...

~Quem se casa tarde, como no meu caso, não tem direito a ajudas para a fertilidade. somos como que excluídos. Temos de recorrer ao particular , temos de ter um bom fundo financeiro. Assim, mesmo querendo ter filhos e podendo fisicamente, não há qualquer hipótese para muitos. Afinal, bébés não se precisam??!!
Partabéns pelo programa. Agradeço que se debrucem sobre esta ideia, hoje ou futuramente.
Obrigada!