terça-feira, fevereiro 5

Saber “vender” o Mar português

Será que aproveitamos mal as nossas riquezas marítimas atendendo a que temos a maior Zona Económica Exclusiva da EU? O mar português é um importante espaço e um dos clusters mais falados e procurados nos últimos tempos.
Há dentro e fora dos oceanos riquezas incalculáveis, ligadas às energias renováveis, pescas, turismo e investigação científica.
Que ativos o mar português ainda tem para dar? Que indústrias ainda podem florescer no seu embalo? Quantos postos de trabalho pode criar? Será que estamos a explorar o mar em áreas absolutamente inovadoras? Ou ainda privilegiamos as áreas de negócio tradicionais?

Convidados:
Rita Oliveira, Especialista em Criação e Gestão de Marcas
António José Correia, Presidente da Câmara Municipal de Peniche
Sónia Ribeiro, Consultora na Sociedade de Avaliação Estratégica e Risco e Coordenadora da Linha de Investigação em Assuntos do Mar - Maria Scientia da Universidade Católica Portuguesa – Lisboa
Miguel Sequeira, Responsável pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental

2 comentários:

Paulo Landeck disse...

Boa tarde a todos,
Formei-me em Turismo, estou a concluir um Mestrado em Ecoturismo e trabalho há 10 anos na área da Biologia Marinha.Desde muito cedo que senti e reforcei a minha ligação ao mar.Andei pela pesca do bacalhau, pelo mundo do petróleo, actividades maritimo-turísticas e da conservação ambiental.Sou desde muito novo amante e praticante de todas as actividades náuticas ao meu alcance (surf, mergilho,etc)e para além da forte paixão que teima em agravar-se, acredito que o futuro de Portugal é MAR! Temos História e temos potencial.Da ciência à indústria alimentar,passando pelo desporto, a energia,a pesca, o turismo, a arqueologia, a gestão estratégica do nosso espaço, ...é urgente aprendermos a preservar a nossa identidade cultural e saber potenciá-la. Não concebo um país virado para o Turismo de qualidade e sustentável sem uma política de pescas adequada (num país com as nossas características)por exemplo,não só na defesa da pesca artesanal como também na questão da gestão sustentável dos nossos recursos. É importante ver o mar como um conjunto de mais-valias. Inovar sim, mas nunca sem esquecer que o cluster do mar deve ser pluridisciplinar!Cumprimentos: Paulo Landeck

Paulo Landeck disse...

Creio que também seria importante o apoio a artes e ofícios tradicionais que correm o risco de desaparecer, assim como uma maior ligação entre o desporto escolar e clubes náuticos locais. Também não consigo entender a falta de apoio para quem pretenda reabilitar as embarcações tradicionais (vejo o caso do Tejo)seja de que tipo forem, assim como o acesso a espaços adequados. É essencial traçar um caminho que recupere tradições e potencie o futuro sem esquecer o passado.