terça-feira, setembro 26

COMO FUNCIONA A ATRACÇÃO?


Porque é que nos sentimos mais atraídos por umas pessoas e menos por outras? A “cara-metade” é um mito?

20 comentários:

Anónimo disse...

Fernanda, por favor "cale" a Marg. R. Pinto, esse anátema da nossa literatura.
Já agora seria interessante que ela fizesse pelo menos um comentário utilizando a cabeça e não apenas interrompendo os seus pares com as fofoquices habituais das revistas côr-de-rosa. Este espaço na 2 não deve ser utilizado para auto-promoção!

António

Vereda disse...

Gostaria que comentassem:

O que procuram as pessoas que exibem o seu corpo nos 'portais de amizade'... ser engatadas, receber comentários lascivos, sentirem-se virtualmente desejadas [porque não o são na realidade]...?

Não sei porque razão os homens se preocupam com o tamanho do pénis, se o que elas medem é o tamanho do 'status'.

Vereda disse...

Realmente, essa moçinha escritora deve padecer do 'síndrome do estrelato', pois só se ouve a ela própria, sobrepondo-se aos restantes convidados [humildes e educados... além de investigadores].

Carla Ferreira, Gaia disse...

Boa tarde a tds , começei a namorar aos meus 15 anos , casei com 20....neste momento mt em breve faço os meus 30 anos...Devo dizer que sempre pensei que tive atração , desejo e amor qd conheçi a pessoa com quem ainda me encontro a viver...Qd tive opurtunidade de conviver com uma idd diferente com o sexo oposto ai sim descobri o que é atração, desejo..... sinto amor pelo marido mas é um amor ,mt calmo...sobre a internet as pessoas pela minha que tenho experiência só procuram por regra geral sexo ....tenho passado por lá pois encontro_me neste momento a passar por uma fase dificil uma depressão , e resolvi que esse não é o método melhor para se fazer amizades....
Com os meus cumprimentos e parabens pelo pograma...

Daniel Cardoso disse...

A ideia referida por um telespectador sobre o amor a três foi demasiadamente desconsiderada como apenas poligamia. A poligamia é apenas uma forma de organização que não é o cúmulo das relações com mais de duas pessoas. Esse tipo de relações também não tem que ser predominantemente masculina.

A questão é que a monogamia é erroneamente valorizada na sociedade ocidental contemporânea, e de forma hipócrita: o casamento é tão hiperbolizado e, ao mesmo tempo, a traição é tão vulgar. A problemática da fidelidade sofre de vários problemas: porque se dizemos como "lugar comum" que o corpo não interessa, aquilo que se faz com o mesmo corpo é considerado como traição in stadio ultimo. As relações pluri-amorosas existem já há muitos anos e só a mesquinhez da religiosidade ocidental e o uso de clichés ridículos (como o caso de M. R. Pinto, já desmascarada em "Couves e Alforrecas") permitem que as pessoas continuem a pensar o casamento como "normal" e "natural" e qualquer outra opção como "impossível" e "aberração", como já ouvi repetido ad nauseam.

Como referência aconselho a obra "The Ethical Slut", que até é escrito por duas mulheres.

Sofia Chaves disse...

Para além do amor romântico, as mulheres também procuram cada vez mais satisfação sexual.

Paula Jasmim disse...

A atracção não se aprende com técnicas. É algo físico e natural.

Pedro Monteiro disse...

O que procuram as pessoas que exibem o seu corpo nos 'portais de amizade'... ser engatadas, receber comentários lascivos, sentirem-se virtualmente desejadas [porque não o são na realidade]...?

Não sei porque razão os homens se preocupam com o tamanho do pénis, se o que elas medem é o tamanho do 'status'.

Evelyn Houard disse...

A atracção via net enquadra-se nas vertentes, cruzadas, da sinceridade e dos recalcamentos dos vividos ainda sofridos e não resolvidos. Por conseguinte apresenta um risco considerável

Gina disse...

A Internet abre-nos novos horizontes, à semelhança dos livros, desencadeando um "despertar" (atracção) pelo desconhecido.

Nuno, Coimbra disse...

Com o devido respeito por todas as vossas opiniões, deixem-me vos dizer que até ao momento tenho assistido às vossas conclusões ou comentários em relação ao assunto atracção e tenho achado tanta graça...

Gostava de vos deixar aqui a minha opinião em relação ao assunto básico
Atracção:

Atracção primeiramente deveria ter sido inicialmente dividida entre o Homem e a Mulher, mas é natural que hoje em dia as pessoas já nem liguem muito a esse pormenor pois a quantidade de Homens verdadeiros hoje é cada vez menor, a moda hoje está em ser sensível o que torna o conceito de igualdade neste tema possível, mas completamente ABSURDO...

A atracção imediata nos Homens atraiem-se pelo básico, pelo que veêm, pelo imediato ou seja pela Beleza, isso é que atrai os homens e isto é indiscutível está mais que comprovado desde o ínicio dos nossos tempos.

Homens olham uma mulher e pensam: "Meu Deus, que peitos, que nádegas, que cinturinha escultural, que boca mais lasciva...", e já começa o devaneio e o desejo de abater.

As Mulheres não ao invés, é impossível uma mulher (minimamente inteligente,
claro) olhar para um homem esteticamente interessante e, sem nenhuma conversa, desejar ser invadida. Eis aqui a diferença: o desejo de invasão da mulher não prescinde do intelecto e quanto melhor for o instrumento pensante do sujeito, maiores as chances de acolhida de um outro também interessante e mais mecânico agente.

Porque a mulher gosta mesmo é de ser surpreendida, e isso só acontece quando se depara com alguém mais esperto do que ela. Todos sabem o jogo que estão jogando, esse interminável gato-atrás-do-rato que motiva nossa vidinha. E é preciso reconhecer as suas regras, o que requer maturidade. Homem que baba demais, SEM chance. Os que bajulam e não convencem, também.
Os cafas, cruz-credo! Elas têm olho clínico pra eles e passam longe quando os vêem. Os demasiadamente (ou precipitadamente) românticos têm grande chance de morrer na praia, porque acaba o desafio. Os posudos e pretensiosos não duram mais do que uma noite. Restam então quem os inteligentes.

Estes, sim, sabem do que as mulheres são feitas. E sabem que, por trás de toda empáfia, vaidade ou sedução, está um bichinho indefeso em busca de acolhimento, louco por um colo. A consciência masculina de que não são assustadoras nem lascivas, mas apenas mulherzinhas assustadas e ávidas por um olhar que as descubra. E as devore, de preferência.

Mulheres que têem vários homens, não têem verdadeiros Homens de certeza e não passam de mulheres frustadas porque não encontram um HOMEM A SÉRIO e é por esse motivo que os casos de SWINGS e outros exemplos aumentam de dia para a dia, a culpa meus amigos é simples é que os HOMENS pagam caro por aquilo em que se estão a tornar, mas culpa única e exclusiva deles próprios, não se deviam esquecer que as mulheres são seres emocionais antes que racionais e portanto qualquer emoção lhes abate a razão, ao contrário do homem que é um ser racional antes de emocional, mas que se torna fraco quando aceita ser EMOCIONALEMNTE MALEÁVEL e como tal um mero objecto como uma utilidade ESPECÍFICA...

Quanto aos perfumes, e outras substâncias por muito que possam mentalmente influenciar o sexo oposto nunca serão solução porque ninguém quer de verdade na vida usá-los durante a vida inteira porque viverá sempre na angústia e na incerteza que aquilo que conseguiu na verdade é falso.

Quanto à cara metade a razão é simples, quanto mais parecidos menos as chances de haver confusão... ou seja chatices, porque isso ninguém quer...
mas sermos exactamente iguais nos traz monotomia, e a monotomia se torna numa chatice logo é controverso e já toda à gente sabe no que a monotomia dá... :)

Como devem reparar decidi falar mais sobre a Mulher porque sou Homem, não faria sentido fazê-lo falando do meu sexo porque são cada vez menos os Homens verdadeiros hoje em dia.

Prometeu disse...

O Nuno apoia-se numa data de clichés que podem ser verdade em alguns casos (afinal de contas, os clichés nascem de algum lado) mas que depois, com uma análise mais profunda, se tornam demasiado superficiais para analisar a complexidade do comportamento humano quando se trata de amor, atracção e afins.

Prometeu (Daniel Cardoso)

Vereda disse...
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Anónimo disse...

Gostaria de saber os titulos e os respectivos autores, dos livros recomendados,pelo biólogo, no programa de 3ªfeira "Como funciona a atracção".
obrigada Paula Maria

Anónimo disse...

Gostei de ler os comentários. Num caso surpreendem-me as certezas tão convictas. Como cientista tenho mais dúvidas do que certezas e duvido muito das certezas absolutas, especialmente se baseadas numa experiência individual e subjectiva.

Respondendo a uma solicitação, os livros recomendados foram:
O gene egoísta - Richard Dawkins, Gradiva.
Y. A história do Homem - Steve Jones, Gradiva
A rainha de Copas - Matt Ridley, Gradiva

Tomo a liberdade de sugerir mais três
Porque gostamos de sexo - Jared Diamond, Temas e Debates
A história do Homem - Robin Dunbar, Quetzal
Consultório sexual da Dra. Tatiana para toda a criação - Olivia Judson, Quetzal

PGM

Jorge Silvério disse...

Gostaria de saber os titulos e os respectivos autores, dos livros recomendados pelos intervenientes no programa de 3ªfeira "Como funciona a atracção".
Parabéns a toda a equipa pelo programa e em especial á Fernanda Freitas que está sempre á altura dos temas e dos seus convidados

Paulo Lopes disse...

Quais os estimulos que motivam tantas separações,ou mudanças de parceiros?

Não se conseguem manter uma única relação,porquê?

Vereda disse...
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Vereda disse...
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Vereda disse...

Sra. Evelyn Houard, pelo que tenho vivenciado nos 'chats', sou levado a concordar com o seu ponto-de-vista. De facto, raramente me cruzo com mulheres 'resolvidas', pois a maioria revela depressão e instabilidade emocional, procurando nas 'amizades virtuais' um refúgio e nos relacionamentos fugazes um 'escape' da sua vida amargurada. É curioso que a maioria apresenta Transtornos da Personalidade e sintomas da Doença Bipolar, pelo que considero extremamente arriscado alimentar este tipo de 'amizades'. Involuntariamente, estamos a ser cúmplices do seu mecanismo de negação, alimentando-o. Além disso, o facto de nos tornarmos solidários com o seu sofrimento torna-nos mais vulneráveis à manipulação emocional, aumentando o risco de sermos arrastados para uma espécie de 'limbo psicótico', pactuando com determinados 'jogos', cujas regras desconhecemos.