quinta-feira, outubro 12

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA


Um tema de oportuna discussão numa altura em que a interrupção voluntária da gravidez volta a marcar a agenda nacional. Planeamento familiar, educação sexual e muitas outras sub-temáticas cabem dentro deste título.

4 comentários:

José Nunes - MSHC disse...

Se a gravidez na adolescência é um fenómeno social que se pretende combater. E que afecta jovens, quer nos meios urbanos, quer nos meios rurais. Penso que a culpa não parte apenas dos jovens que praticam sexo sem qualquer protecção e de forma irresponsável. Por vezes aos jovens é-lhes difícil terem acesso a métodos-contraceptivos por não quererem "dar a cara" numa farmácia a comprar preservativos.
Ainda que existam máquinas que prestam o mesmo serviço à porta das farmácias; a farmácia é um local que à partida é bem visível e iluminado!
Creio que parte dos jovens que recorre a estas máquinas, não o fará certamente na farmácia da sua rua, preferindo outras mais distantes, de forma a evitar olhares indiscretos, ou mesmo de conhecidos! E isto, se tiver opção de escolha, porque um jovem no meio rural, que só tem uma farmácia ao seu dispor, provavelmente prefere prescindir deste objecto a ser alvo de comentários.
As máquinas poderiam ser colocadas nos WCs de locais públicos, de fácil acesso a quem lhe interesse, evitando qualquer constrangimento provocado por terceiros. E como já acontece em algumas estações de serviço nas autoestradas, ou em alguns bares e discotecas, mas que infelizmente a maioria dos jovens ainda não tem acesso.

Anónimo disse...

Trabalho como Assistente Social na área da Gravidez Adolescente, e sou bastante interessada no tema. Gostava de desenvolver a minha carreira profissional criando um "Centro de Apoio à Vida" (entre outras coisas). No entanto, é frustrante perceber que não se consegue dar esse passo por falta de "abertura" e "sensibilidade" face ao tema por parte de entidades como a segurança social e câmaras municipais (pelo menos em alguns concelhos). A legislação que o possibilita foi impulsionada pelo Dr. Bagão Félix, no âmbito do Governo anterior, no entanto, desilude-me bastante perceber que em determinados concelhos é impossível passar o diploma à sua aplicabilidade, pois sem as entidades referidas apoiarem a iniciativa, difícil (impossível) se torna. Os Centros de Dia e outros equipamentos, são muito importantes, sem dúvida! Mas quando é que as entidades percebem que enquanto esses equipamentos vão proliferando, outros há que são completamente negligenciados? A maioria dos concelhos do nosso país não tem um único Centro de Apoio à Vida! Como se pode apoiar as tantas mulheres que acabam por muitas vezes recorrer ao aborto por falta de equipamentos desta natureza? Não seria mais oportuno haver um investimento concreto para ajudar bebés a "viver", mães em dificuldades e até, a natalidade a crescer tentando-se contrariar a tendência da inversão da pirâmide geracional? É lastimável a incoerência do funcionamento das coisas. Por muito que queria fazer algo enquanto profissional, só encontro barreiras.

Parabéns pelo programa e um bem haja a todos aqueles que conseguem criar respostas para as mães do nosso país.

Andreia de Jesus
andreiajesus@netvisao.pt

Anónimo disse...

Como posso ter acesso ao que foi discutido neste programa?? Foi mostrado livros interessantes. Gostaria de saber o nome desses livros.

Isabel disse...

Quero apoiar a Ana Líbano Monteiro. Já tinha ouvido falar do programa da ONU – ABC -, mas ouvir uma pessoa com experiência no apoio a grávidas adolescentes pôr a tónica na Abstinency nas devidas alturas foi o mais positivo do programa.