terça-feira, janeiro 2

CASAMENTOS E DIVÓRCIOS

Portugal em 2010 será o país europeu com maior número de divórcios. O “pret a porter” chegou ao casamento? Como ultrapassar as crises conjugais? Como preparar a sociedade para as novas famílias de “os meus, os teus e os nossos”?

25 comentários:

Anónimo disse...

Na minha opinião, antes de um casal se casar pela igreja e/ou registro civil, deveriam viver algum tempo juntos e em união de facto, para terem a certeza se realmente querem viver um com o outro. Só dessa forma terão certezas do que pretendem fazer e dos sentimentos que sentem um pelo outro.

Acho que as vantagens da união de facto são maiores que o "casar de imediato".


--

Em relação ao divórcio e casais de namorados que se separam, isto acontece muitas vezes porque em primeiro lugar, os casais juntam-se por razões que podem ser consideradas egoistas e fúteis, como por exemplo, a outra pessoa ser atraente ou ter muitos recursos monetários.

Em geral, só pessoas que amam a outra pessoa por aquilo que ela é verdadeiramente, em termos emocionais e psicológicos, em vez do que é exteriormente e da vida que tem, é que têm maior probabilidades de conseguir terem uma relação estável, forte e duradoura.


Verdadeiro amor é aquele que ama incondicionalmente.

Anónimo disse...

Verdadeiro amor é aquele que é incondicional e livre, não aquele que prende.

O amor que prende é o amor egoista.

Muitas vezes, quando amamos, por uma razão ou outra, poderemos ter de deixar sair da nossa vida a pessoa que amamos, porque assim poderá ser mais feliz, porque é esse o desejo da pessoa, porque é esse o seu destino.

Bruno Dinis disse...

Um pequeno reparo à equipa de produção.

Reparei num erro de português que vocês deixaram passar.

No sentido de existir, o verbo haver é, pois, sempre impessoal: não tem sujeito e, por isso, apenas se emprega na 3.ª pessoa do singular. "houve mais de 10 mil" e não: "houveram mais de 10 mil"





Atenção a isto! O vosso programa também um carácter educativo e a vossa equipa não pode cometer erros destes!

cummprimentos virtuais!
Bruno Dinis, 21 anos, Aveiro

Anónimo disse...

Parabéns ao programa Sociedade Civil, que é muito informativo, didático e diverso, e um verdadeiro serviço público que existe na TV portuguesa.

Parabéns também ao programa BIOSFERA, que é também de excelente qualidade.

Infelizmente é raro encontrar programas deste género na televisão, só mesmo o Canal Odisseia e História é que escapam a esta critica.

Anónimo disse...

Acho que se comete alguns erros de análise sobre estas matérias, principalmente na visão mais individualista em detrimento da compreensão societal dos modelos de relacionamento sexual-afectivo.
Mas sobre isto e para não ser demasiado exaustivo aconselho uma leitura no meu blog sobre estas matérias:
http://caracoleta.blogspot.com/2006_07_01_archive.html que tem aqui 2 textos sobre: COMPORTAMENTO SEXUAL: DADOS DA PSICOBIOLOGIA e Novamente a questão da monogamia cristã
http://caracoleta.blogspot.com/
Neste momento estou a passar por um processo de separação onde a mãe da minha filha tem demonstrado uma incapacidade de lidar com os seus sentimentos em relação à minha pessoa, reagindo no sentido de me tirar quase todos os direitos de estar com a minha filha. Resultado: tribunais.

Anónimo disse...

Este ano a minha filha pediu-me de prenda de Natal uma 'barbie' 'divorciada'!
Divorciada?!?? - perguntei. Mas já tens tantas barbies...não é mais uma?
-Não pai, a barbie divorciada vem numa caixa muito grande e traz: o carro do Kan, o barco do Kan, a casa do Kan, muitas coisas!!!

De um duplo divorciado

orlando disse...

Porque não há casamentos a prazo? como os contratos de termo certo? Acho que o o assunto casamento é mais o assunto divórcio. Acho que a sociedade nos casa e algo mais individual nos divorcia.
Claro que há quem não se divorcie... mas não há divorciados sem terem sido casados...

Anónimo disse...

Era uma vez um rapaz que não conseguia arranjar noiva... ninguém lhe ligava, as miudas não iam muito na 'bola' dele. Nunca conseguiu casar o coitado.... e foi feliz toda a vida.

Anónimo disse...

Só um pequeno resumo:
o Amor é uma invenção simbólica intimamente ligada à questão económica da propriedade privada, consequentemente à posse. Muitos dos conflitos comportamentais e simbólicos advém dessas contradições entre a essência da relação nomogâmica no mundo ocidental e o universo simbólico que ainda pertence ao passado.

Depois, o Homem não é um animal monogâmico, é indefinido. Talvez a sua maior característica é promiscuidade. Qualquer enquadramento cultural e histórico que tente controlar esses comportamento gera contradições.

Terceiro: toda a economia ocidental acenta num modelo de monogamia, sendo a moderna fundada geracionalmente. Qualquer alteração neste modelo dominante que não admite a diferença traria profundas transformações económicas e sociais. Todas as mudanças nesta área ao longo dos séculos sempre foram paulatinas.

Quarto: lutar pela mudança deste modelo dominante de relação é lutar pela liberdade e tolerancia na liberdade de escolha de relação (monogâmica, poligâmica) e de género (hetero, homo ou bisexual). Trata-se mais do que uma análise da monogamia em si, trata-se de uma reflexão sobre o modelo de sociedade, que intensificou o sentimento de posse e individualismo nas relações dada a natureza do sistema Capitalista.
Mas muito mais haveria para dizer: remeto novamente para o meu blog.

orlando disse...

....o Preço do casamento (financeiramente falando) é um negócio.
Quantos mais convidados mais facturação q dá lucro. O custo da boda é normalmente muito inferior ao das 'prendas'.... é um negócio. é só fazer as contas!

Anónimo disse...

Os casais antes de casar tem que saber o que o que e o casamento a maoria nao o fazem

Anónimo disse...

boa tarde a todos!

tenho uma pergunta muito concreta:

um casal muito apaixonado que vive em união de facto descobre que a vida profissional de cada um lhes provoca necessidades diferentes, um trabalha em casa e ao fim do dia precisa de sair para apanhar ar, o outro trabalha o dia inteiro fora e ao fim do dia precisa de ficar em casa a descansar...
como é que se resolve este problema???

carla disse...

Parabéns pelo vosso programa! Tem uma grande apresentadora e trata de temas muito importantes e interessantes para o nosso dia-a-dia.

Espero que continuem com este excelente programa,

Feliz 2007 para todos

Anónimo disse...

Sou casada há um ano e meio e está a ser muito difícil levar "isto" até ao fim.
O meu marido não é uma pessoa exigente, o que faz com que se sinta realizado com muito pouco, poucas palavras, poucas iniciativas, poucas conversas...
Sinto quase que vivo com uma pessoa amiga, do que com um marido.
Já tentei falar, mas acusa-me sempre se ser uma pessoa muito crítica e que não faço outra coisa senão criticar.
Sinto que talvez tenha cometido um erro ao casar e penso sempre que este casamento não vai durar muito tempo... não queria dar o braço a torcer e talvez leve isto uns anos para a frente, mas sinto que já sei qual será o nosso fim!

Anónimo disse...

o processo de divórcio esta completamente desatuaçlizado e é absurdo. Deveria bastar um dos conjujes querer o divórcio para o conseguir! Não o/a amo não quero mais e pronto!
agora a concordancia dos dois??? pok?

LisbonLover disse...

O problema das relações, especialmente nas do Casamento, é que cada indivíduo se esquece que deve ter e deve dar um ESPAÇo, que só partence a Si e ao outro/a... É o Nosso espaço que nos traz a refer~encia de Quem somos e de para onde vamos...

Anónimo disse...

Quero apenas dizer que, tendo 23 anos, uma das melhores coisas que me aconteceu na vida foi o divórcio dos meus pais. Tendo assistido uma vida inteira à exploração financeira e à violência verbal e emocional a que a minha mãe estava sujeita, posso dizer que em nossa casa nunca se dialogou e que o meu pai tratava-me como se não existisse...
Não insistam em casamentos que não existem. Aquilo que conta é a sobrevivência e a saúde de cada um, e não o que os outros pensam!

Joaldi disse...

Logo no início falou-se na nossa herança judaico-cristã. O casamento na sua raiz significa união. Tenho 26 anos namoro há quase 7 anos, sempre com esta perspectiva e em breve irei-me unir, em todos os aspectos com a minha namorada, através do casamento. Este será o momento de partida e não de chegada como costuma suceder.
Temos vivido um relacionamento feliz, assente no dar altruísta. Dialogar sobre tudo, de uma forma calma, e não deixar pequenas coisas tornarem-se barreiras no relacionamento.
Convivo de perto com situações de divórcios e sucedem devido
à ausência do sentido de união e à falta de diálogo genuíno. Confiamos as nossas incertezas a terceiros quando o casal deveria ser uma fortaleza onde juntos pudessem resolver dificuldades, de modo consensual.
Nada me faz mais feliz do que estar ao lado de quem amo. E a vocês?

joaldi disse...

Em resposta a algumas perguntas e comentários:

Procuram a vossa própria felicidade ou a felicidade do vosso companheiro/a?

Se procurarem fazer o outro feliz, encontrarão a felicidade.

Alguém falou como fazer quando um quer sair e outro ficar em casa. Falamos de um acto egoísta ou de uma atitude de amor?
Solução: Falem sobre o assunto, mas talvez o melhor seja ficarem em casa e sairem para passear, alternadamente. Assim ambos ficam felizes. E se quem gosta de ficar em casa pedir para irem passear, o que acham que sucede com a outra pessoa?

Menina_marota disse...

Boa tarde.
Estava a ver em directo o vosso programa e ouvi, sinceramente, algumas considerações que me deixam de certa forma, cada vez mais desiludida, tanto com a sociedade civil, como com a Igreja!

Ouvi da boca de um padre, que casamento civil, não é casamento! Que barbaridade! Então uma pessoa não tem que se casar primeiro pelo civil e só depois é que se casa pela igreja?
Se o casamento for só religioso o que vale juridicamente?
Acho que a posição da Igreja desvirtualiza de muitas formas o conceito de moralidade!
Não aceita divórcios, mas aceita maus-tratos, espancamentos, violações e uma série de circunstâncias, em nome de que moral?
Poderá continuar casada por exemplo uma mulher, sabedora que seu marido dá maus-tratos e violentações em si e em seus filhos, como tanto acontece por esse mundo fora?
Que Igreja é esta que obriga a moralidades, que afinal ela própria não tem? Não vou aqui explanar os “erros” e “pecados” da Igreja ao longo de anos e anos. É do conhecimento geral e cada vez mais, porque não pode ser abafado, esses “erros”.
Porque não são autorizados os padres a casar? Porque confrontados com a realidade, seria tudo muito diferente, não é?
Ninguém vai para o divórcio de ânimo leve! E não acredito que por se namorar pouco ou muito tempo, isso influencie uma relação. Concordo que a vida a dois é a melhor forma de cada um, se conhecer melhor. Conheço jovens que enquanto viveram junto se deram bem, se respeitavam e se entre ajudavam. Quando acontece o casamento, ao fim de pouco tempo, muda tudo e não tarda a haver a separação. Creio que é a própria instituição do casamento, como acto obrigatório, que muda muito a personalidade de cada um. Porque se sentem “donos” um do outro e sabendo-se “seguros” já não têm com que se preocupar com muita coisa. Muitos jovens casam pressionados pelos Pais, pela Sociedade onde estão inseridos, pela vontade de terem a tal independência a que acham que têm direito. É este o erro, da Igreja e da Sociedade! Não deixarem as pessoas escolherem livremente! Se um casal quer filhos é-lhes recusado o baptismo, se não forem casados! Cristo quando baptizou os seus crentes, perguntou qual o estado civil deles?
Acho que a Igreja vive num passado e já agora numa “opulência”, que não se justifica com as realidades do Mundo actual. E enquanto isso não mudar, não ajudará realmente a mudar mentalidades, nem ajudará de forma alguma a despertar consciências.

Um abraço e um feliz 2007 para todos

Pedro de Azevedo Peres disse...

Foi no final do ano passado que tive a oportunidade de ver o vosso programa e gostei.

Tanto o apreciei que logo o marquei como um favorito a ver.

Hoje fiquei um pouco desiludido.

Da sociedade civil, que eu gosto, por democrática, curiosa, descomprometida aberta e laica, tivemos, em directo, um momento, felizmente breve, do que é a negra intolerância, apesar se apresentar num look azul celestial.

Não que me tenha feito dano, apenas ligeira irritação, ter que escutar tais diatribes, sobre o casamento civil e sobre o casamento entre homossexuais.

Aliás o jovem prosélito só vem justificar as razões do recuo da Igreja Católica em Portugal e no mundo moderno. Não é a falta de valores do mundo moderno que marca tal recuo, mas antes a sua descentragem nos valores ensinados por ECCE HOMO.

Mas daqui não vem mal ao mundo, antes pelo contrário.

Agora o que me desiludiu foi não ter notado, nem que esboçada, uma reacção de distanciamento da Fernanda de Freitas em relação a tão enxofrada prédica.

Já agora uma sugestão. Quando convidarem representantes de religiões, no tocante à Igreja Católica, pensem no Anselmo Borges, Padre, professor de Filosofia e cronista aos Domingos no DN, ou noutro de igual craveira intelectual e humanística, que os há.

Anónimo disse...

Ah, o Casamento é um marco único na vida de uma pessoa mas, infelizmente, poder-se-á tornar rapidamente num sofrimento muito grande se não resultar, claro, porque, primeiro que tudo, ter-se-á que ter o cuidado de conhecer muito bem o parceiro, sobretudo interiormente, para dar esse passo importante na vida que é o Casamento;

Até porque em seguida vem a questão do planeamento familiar - se desejam ter filhos e quantos - dos adultérios, violência doméstica, drogas e álcool - problemas negativos, do qual o maior será sem dúvida o divórcio já com filhos nascidos e criados - a eterna questão de: quem ficará depois com eles, o pai ou a mãe?;

O filme Kramer contra Kramer, com Dustin Hoffman e Meryl Streep é bem o exemplo disso; além disso, um filme obrigatório para quem adora o cinema, assim como eu...


Manuel Garcia

Anónimo disse...

Ah, o Casamento é um marco único na vida de uma pessoa mas, infelizmente, poder-se-á tornar rapidamente num sofrimento muito grande se não resultar, claro, porque, primeiro que tudo, ter-se-á que ter o cuidado de conhecer muito bem o parceiro, sobretudo interiormente, para dar esse passo importante na vida que é o Casamento;

Até porque em seguida vem a questão do planeamento familiar - se desejam ter filhos e quantos - dos adultérios, violência doméstica, drogas e álcool - problemas negativos, do qual o maior será sem dúvida o divórcio já com filhos nascidos e criados - a eterna questão de: quem ficará depois com eles, o pai ou a mãe?;

O filme Kramer contra Kramer, com Dustin Hoffman e Meryl Streep é bem o exemplo disso; além disso, um filme obrigatório para quem adora o cinema, assim como eu...


Manuel Garcia

Anónimo disse...

Ah, o Casamento é um marco único na vida de uma pessoa mas, infelizmente, poder-se-á tornar rapidamente num sofrimento muito grande se não resultar, claro, porque, primeiro que tudo, ter-se-á que ter o cuidado de conhecer muito bem o parceiro, sobretudo interiormente, para dar esse passo importante na vida que é o Casamento;

Até porque em seguida vem a questão do planeamento familiar - se desejam ter filhos e quantos - dos adultérios, violência doméstica, drogas e álcool - problemas negativos, do qual o maior será sem dúvida o divórcio já com filhos nascidos e criados - a eterna questão de: quem ficará depois com eles, o pai ou a mãe?;

O filme Kramer contra Kramer, com Dustin Hoffman e Meryl Streep é bem o exemplo disso; além disso, um filme obrigatório para quem adora o cinema, assim como eu...


Manuel Garcia

Manuel Garcia disse...

Também gostaria que reflectissem um pouco sobre uma frase proferida por Yves Saint-Laurent que é a seguinte:

«Não interessa o tamanho do vestido da mulher. O que interessa é o tamanho dos braços do seu marido»;


Linda frase, não crêem?...