sexta-feira, fevereiro 2

AS FACTURAS DA IVG

“Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?”Concluímos uma semana de debate e esclarecimento sobre a interrupção da gravidez falando sobre a Factura de um aborto: quanto custará ao estado um aborto legal e o preço actual de um clandestino são algumas das contas feitas no sociedade civil.

85 comentários:

Anónimo disse...

CONFISSÃO DE UM MÉDICO EX-ABORTISTA

Por Dr. Bernard Nathanson

Confissão de um ex-abortista Dr. Bernard Nathanson
Uma explicação da estratégia pró-aborto dada por um dos maiores promotores da sua liberalização nos EUA, actualmente pró-vida.
Esteve presente em Portugal no "Congresso pela Vida"



Eu sou pessoalmente responsável por 75.000 abortos. Isto legitima as minhas credenciais para falar com alguma autoridade sobre este assunto. Eu fui um dos fundadores da NARAL (National Association for the Repeal of the Abortion Laws) nos EUA, em 1968. Nesta época, uma pesquisa de opinião fiável descobriu que a maioria dos americanos eram contra o aborto permissivo. Em cinco anos nós tínhamos convencido O U.S. Supreme Court a promulgar a decisão que legalizou o aborto nos EUA em 1973 e tornou legal o aborto até ao momento anterior ao nascimento. Como fizemos isto? É importante entender as tácticas utilizadas porque as mesmas têm sido usadas em todo o Ocidente com algumas pequenas mudanças, sempre com o intuito de mudar as leis do aborto.

A 1ª TÁCTICA ERA GANHAR A SIMPATIA DOS MEDIA

Nós persuadimos os meios de comunicação que a causa de permitir o aborto era uma causa liberal, esclarecida, sofisticada. Sabendo que se uma pesquisa fiável fosse feita, nós seríamos derrotados, nós simplesmente fabricámos resultados de pesquisas fictícias. Anunciámos aos meios de comunicação que tínhamos feito pesquisas e que 60% dos americanos eram favoráveis à liberalização do aborto. Esta é a táctica da mentira auto-satisfatória. Poucas pessoas gostam de fazer parte da minoria.

Nós adquirimos muitos simpatizantes para divulgarmos o nosso programa de permissividade do aborto ao fabricármos o número de abortos ilegais feitos no EUA anualmente. Enquanto este número era de aproximadamente 100.000, nós dizíamos repetidamente aos meios de comunicação que o mesmo era de 1.000.000. A repetição de uma grande mentira várias vezes convence o público. O número de mulheres que morriam em conseqüência de abortos ilegais era em torno de 250, anualmente. O número que constantemente dávamos aos meios de comunicação era 10.000. Estes números falsos criaram raízes nas consciências dos americanos, convencendo muitos da necessidade de revogação da lei contra o aborto. Um outro mito que demos ao público através dos media era que a legalização do aborto seria a única forma de tornar legais os abortos que então eram feitos ilegalmente. O aborto está a ser actualmente utilizado como o principal método de controle de natalidade no EUA e o número de abortos feitos anualmente cresceu em 1500% desde a legalização.

A 2ª TÁCTICA ERA ATACAR O CATOLICISMO

Nós sistematicamente difamámos a Igreja Católica e suas "ideias socialmente retrógradas" e colocámos a hierarquia católica como o vilão que se opunha ao aborto. Esta música foi tocada incessantemente. Nós divulgávamos aos media mentiras tais como: "todos sabemos que a oposição ao aborto vem da hierarquia e não da maioria dos católicos" e "pesquisas comprovam que a maioria dos católicos quer uma reforma na lei contra o aborto". E os media martelavam tudo isto sobre os americanos, persuadindo-os que alguém que se opusesse ao aborto permissivo devia estar sob a influência da hierarquia Católica e que católicos favoráveis ao aborto eram esclarecidos e progressistas. Uma inferência desta táctica foi a de que não havia nenhum grupo não-Católico oposto ao aborto. O facto de que as outras religiões Cristãs e não-Cristãs eram (e ainda são) monoliticamente opostas ao aborto foi constantemente suprimido, assim como as opiniões de ateístas pró-vida.

A 3ª TÁCTICA ERA DENEGRIR E SUPRIMIR TODA EVIDÊNCIA DE QUE A VIDA SE INICIA NA CONCEPÇÃO

Muito me perguntam o que me fez mudar de pensamento. Como mudei de proeminente abortista para advogado pró-vida? Em 1973 eu tornei-me director de obstetrícia de um grande hospital na cidade de Nova Iorque e tive que iniciar uma unidade de pesquisa pré-natal, no início de uma nova tecnologia que usamos agora para estudar o feto no útero. Uma táctica pró-aborto favorita é insistir em que a definição de quando a vida inicia é impossível; que esta questão é uma questão teológica, moral ou filosófica, nada científica. A fetologia tornou inegável a evidência de que a vida se inicia na concepção e requer toda protecção e o cuidado de que qualquer um de nós necessita. Porque, podem perguntar, alguns médicos americanos, cientes das descobertas da fetologia, desacreditam-se fazendo abortos? Simples aritmética: a US$ 300 cada, 1,55 milhões de abortos significam uma indústria de US$ 500.000.000 anuais, dos quais a maior parte vai para o bolso do médico que faz o aborto. É claro que a permissividade do aborto é claramente a destruição do que é, inegavelmente, uma vida humana. É um inadmissível acto de violência. Todos devem reconhecer que uma gravidez não planeada é um dilema difícil. Mas, procurar a sua solução num deliberado acto de destruição é desprezar a vasta quantidade de recursos do génio humano e abandonar o bem-estar da população a uma clássica resposta utilitarista aos problemas sociais.

"COMO CIENTISTA EU SEI - NÃO APENAS ACREDITO - QUE A VIDA HUMANA SE INICIA NA CONCEPÇÃO"




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Um grito de silêncio - Nascituro luta pela sua vida

Um documentário comovente a não perder:
http://video.google.com/videoplay?docid=6632732813222390835

Mr Eko disse...

O aborto livre irá extinguir o aborto clandestino?
Claro que não a mediocridade irá sempre existir, o custo destes novos abortos é irrelevante é apenas mais um imposto que o governo nos quer aldrabar como sempre,este aborto tem apenas um custo humano de uma ou mais vidas em que estas ASSASSINAS têm têndencia a fazer!
Se DEUS quiser irão ser castigadas um dia nesta vida ou noutra!
Acabem com esta pouca vergonha de matar vidas inocentes e de proteger estas ASSASSINAS que têm medo de dar a cara!
VOTEM NÃO!

Anónimo disse...

A questão da factura do aborto, apesar de não ser a mais importante para mim, pois para mim a questão da vida é sem dúvida o ponto fulcral em todo este debate, é ainda assim sem dúvida muito relevante, porque explica os verdadeiros e mais fortes motivos (embora não os únicos) pelo qual existe muita pressão para liberalizar o aborto, como por exemplo, em alguns movimentos pró-aborto

O governo já fez de forma muito estranha que considero fortemente suspeita, contractos com clínicas (muitas espanholas já a abrirem escritórios em lisboa), para que estas façam abortos pagos pelo estado, a pelo menos 1000 euros por aborto.

Na realidade a maioria dos abortos certamente acontecerão em clinicas privadas, o governo dirá que será para impedir que os hospitais públicos fiquem com serviços a funcionar acima da capacidade, mas a questão é que certamente será para providenciar riqueza para as clínicas e médicos privados. Seria muitíssimo mais barato que o aborto fosse feito num hospital público. E quem vai pagar toda esta factura? Os contribuintes.

Todo este dinheiro poderia ser bem utilizado para apoiar mulheres, familias e crianças, apoiar pessoas carenciadas, que são alguns dos males que dão origem a abortos, no entanto não é nada disso que acontece, pois isso de prevenir e apoiar pessoas carenciadas não iria beneficiar nenhuma empresa, pelo contrário.

Para além do mais, existe outra questão muito relevante, que é o que fazem com o corpo do bebé abortado.

Os pedaços do corpo serão vendidos a empresas farmacêuticas para investigação de células estaminais, assim as clínicas ficaram a ganhar em dobro.

Só nos EUA, o preço mínimo que as clínicas de aborto recebem, ronda muito mais de 500 milhões de euros por ano, ou seja, uma verdadeira indústria milionária.

Como mostrado acima, um médico ex-abortista que é dos mais experientes e conhecedores do aborto em todo o mundo, arrependeu-se do que tinha feito no passado e começou a desmascarar as manipulações e interesses económicos que os movimentos pró-aborto têm na sociedade...

É ler para ver o quão criminosa é toda esta questão, dos fortes interesses que existem por detrás.


Paulo

Anónimo disse...

Realmente estranho.

Então em Portugal, se o sim ganhar, o governo irá pagar a clínicas em portugal (na maioria espanholas) 1000 euros por aborto, e no entanto vimos agora mesmo que em espanha, nas mesmas circunstâncias (e se calhar mesmas clínicas) o aborto custa 400 euros?

Se isto não é um forte indício de corrupção, nem sei que mais dizer...


Paulo

nelson disse...

o primeiro comentario nao tem fonte, logo não é credivel.

Anónimo disse...

Caro Nelson,

A fonte estava logo abaixo:

http://video.google.com/videoplay?docid=6632732813222390835

Anónimo disse...

Claro que sou a favor da interrupção voluntária da gravidez assistida pelos serviços nacionais de saúde. Penso se as mulheres que procuram a I.V.G. forem encaminhadas para esses serviços estarão mais à mão para que se possa fazer com ela um trabalho de prevenção contra futuras recaídas, caso a caso. Dizer não é virar as costas ao problema. Como é proíbido já não existe e podemos continuar a viver as nossas vidas sem pensar nas mulheres que acabam com as suas gravidezes muitas vezes por razões bem reais como a falta de condições económicas, ou familiares ou psicológicas. E poder não pensar em como vivem as crianças nos orfanatos orfanatos durante os penosos anos que dura um processo de adopção, não pensar nas que vivem nas ruas, a cheirar cola e a aprender o que é a VIDA.

Anónimo disse...

Para não variar, o Sr Paulo faz comentários enormes e basicamente a dizer sempre o mesmo, todos os dias...acho que toda a gente já percebeu que é a favor do não, mas podia ao menos tornar o debate aqui mais interessante, sem recorrer a discursos desse tamanho...

nelson disse...

caro, anonimo, esse link não funciona..

e gostaria de ver uma fonte credivel do texto, não um documentario.

Anónimo disse...

Caro Nelson,

O link funciona na perfeição, tem é de saber copiar para o navegador:

http://video.google.com/videoplay?docid=6632732813222390835

(tudo junto, está claro)

nelson disse...

peço desculpa já consegui utilizar o link, mas continuo a querer verificar uma fonte do texto, não o documentário.

Angela disse...

Eu gostava que do lado do sim me respondesse se aquilo que eles querem com a despenalização é acabar com o aborto ilegal, se não seria mais fácil em vez de liberalizar o aborto, fizessem uma lei que punisse quem efectua o aborto (eu estou a falar no habilidoso ou o médico ou a parteira) porque esses sim é que são os responsáveis pelo aborto ilegal,
e assim nenhuma mulher era penalizada.
Conforme se faz com a droga, quem consome não é penalizado, quem é penalizado é quem trafica.
Não acham que é muito simples retirar a pena á mulher e ao mesmo tempo acabar com o aborto ilegal, sem liberalizar.
Só que esta medida não interessa, porque esta lei não deixa que aqueles que defendem a liberalização ganhem dinheiro, nem que as clínicas Espanholas venham para Portugal.
Sejam claros e verdadeiros. A única coisa que querem é ganhar dinheiro á custa da fragilidade das mulheres.

Ângela

Anónimo disse...

Os defensores do não são todos os que estão dispostos a “atirar a primeira pedra”

Anónimo disse...

Não é através da proibição do aborto que se resolve a questão. O que se devia discutir é "o depois do eferendo." Quais serão as políticas que se vão implementar para aumentar a maternidade e acabar com a situação da crianças sem família.
1 - Se forem criadas políticas estimulantes da maternidade haverá menos abortos.
2 - Se fizermos contas ao custo mensal da educação e manutenção num organismo oficial de uma criança abandonada e se dermos nem que seja 80% desse custo a quem adopte crianças, haverá menos crianças sem família.

Ana disse...

Cara Angela,
De certo modo estou de acordo consigo...
Acho que essas pessoas devem ser punidas, e responder SIM é umas das maneiras, uma vez que deixariam de ganhar tanto dinheiro com o aborto ilegal. E é por esta razão que muitos médicos, parteiras, etc., querem votar NÃO e deixar tudo como está para continuarem a ganhar o seu dinheirinho...

Anónimo disse...

"Cara Angela,
De certo modo estou de acordo consigo...
Acho que essas pessoas devem ser punidas, e responder SIM é umas das maneiras, uma vez que deixariam de ganhar tanto dinheiro com o aborto ilegal."

Cara ana, muito pelo contrário, irão ganhar muitissimo mais por vários motivos, basta ler os dois primeiros posts.

No fundo no fundo, é por haver a imensa pressão desses lobbies económicos do aborto que estamos a fazer o referendo.

Paulo


PS: Os dois comentadores do sim no debate, dão a entender que como uma criança custa mais que 1000 euros de aborto, que é mais um motivo para abortar... é literalmente estar a por um preço na vida, o que é moral e eticamente reprovável e condenável.

Anónimo disse...

"Não é através da proibição do aborto que se resolve a questão. O que se devia discutir é "o depois do eferendo." Quais serão as políticas que se vão implementar para aumentar a maternidade e acabar com a situação da crianças sem família."

O imenso dinheiro do aborto que será gasto em portugal, se fosse para apoiar essas questões, seria a todos os níveis benéfico para a sociedade e em especial para as pessoas em questão.

(Leia os dois primeiros posts)

Paulo

Rosária Ferreira disse...

Gostaria de colocar algumas questões/observações:
- Julgam execuível criar uma disciplina de educação sexual nas escolas? Eu acho-o importantíssimo e não vejo ninguém a falar disso.
- O argumento de que não há aconselhamento prévio não me parece honesto, porque penso que qualquer profissional de saúde falará com a mulher/casal/envolvidos.
- Dra. Maria José Nogueira Pinto: há informação mas é a suficiente quando falar sobre relações sexuais ainda é tabú? O país é muito pequeno mas muito diferente e a realidade de Lisboa não é a do interior!
- Cartazes a dizer que os nossos impostos irão pagar abortos é desonesto! E os casos em que há negligência na saúde e vão também parar ao hospital (bebida por exemplo).
Bom programa.

Tiago disse...

Mas como podem saber esses negócios futuros entre o Governo e empresas espanholas? Esse documentário é tão propaganda como a que denuncia. Não sei se foi assim ou não. Não vivia nos USA nessa altura nem nunca ouvi falar disso. Ainda que tivessem mentido nos números de abortos isso parece-me irrelevante.

Porque não olham também para o exemplo da Alemanha nessa matéria como foi relatado neste programa?

A aplicação e regulamentação do resultado do referendo está em aberto. Terá que ser discutido posteriormente, provavelmente na Assembleia, não? Acho que a Assembleia não pertence a Sócrates.

Esperemos que a oposição não se comprometa com opções para mais tarde aparecer a dizer que são enganosas.

Espero também que quem se vangloria de tanto ajudar em condições adversas não se demita quando poderá ajudar no atendimento de mulheres que procuram abortar em locais apropriados, quando poderão ter mais apoios e inseridos numa estratégia que recebe a totalidade ou quase das mulheres que procuram abortar.

Quanto às células estaminais, talvez se possa criar um mecanismo em que as mães que abortam possam impedir que o embrião seja usado nesse sentido, tal como algumas pessoas fazem para impedir transfusões sanguíneas em si próprias e os seus filhos.

Anónimo disse...

Uma criança é uma dádiva!
Uma criança existe desde que as duas células se juntam numa só...
Um casal que toma precauçoes e que mesmo assim gera uma vida, deveria olhar para o acontecimento com ALEGRIA e contar com o apoio do estado, como acontece noutros paises!
Esses 1000€, p.ex., seriam um bom prémio para ajudar no nascimento... seria um incentivo também à inversão da piramide demografica envelhecida! ...é claro que assim já não ganhariam os sr.s doutores nem as suas clinicas obscuras, mas "legais"!

...já agora espreitem este site, tem bastante informação, testemunhos e fotografias:
http://aborto.aaldeia.net/

Magui

Anónimo disse...

Sou mãe de um bebé agora com 14 meses. Estou desempregada e amamentei até pouco tempo atrás.
Por estar a amamentar não tomava a pílula normal e a pílula da amamentação já não me protegia convenientemente, uma vez que a amamentação já não era exclusiva na altura em que voltei a engravidar.
Utilizava o preservativo mas este não foi efectivo, uma vez que se rompeu, o que levou a uma gravidez indesejada, não planeada e completamente fora dos meus planos e do meu marido. Estando em procura activa de emprego e em casa desde o nascimento do bebé, já me sentia com princípios de depressão. Não me conseguia ver mais um ano e meio em casa, com dois bebés pequenos, sem condições financeiras ou psicológicas para lhes dar o melhor que eles merecem. No entanto, considero que sou óptima mãe e quero mais filhos, mas não agora.
Por estes motivos decidi tomar a mais dificil decisão da minha vida e recorri a uma clínica espanhola para interromper esta gravidez que tinha 6 semanas.
Nesta clínica legal, estavam como eu muitas outras mulheres, quase todas acompanhadas dos seus companheiros ou familiares, e a maioria delas portuguesas.
Recorri a uma anestesia geral, pois pensei que o trauma já era tão grande que não me queria lembrar dele no momento mais decisivo da intervenção. O processo foi rápido, profissional e não doloroso fisicamente, mesmo depois de estar concluído. Custou cerca de 450€. embora me custe muito falar disto e lembrar (porque tento esquecer todos os dias) penso que foi a decisão mais acertada naquela altura, tanto para mim, como para o meu filho.
Penso que dizer sim, neste referendo é acabar com a hipocrisia , uma vez que casos como o meu existem e vão sempre existir. Quem quer terminar uma gravidez indesejada falo-á em Portugal ou no estrangeiro, e embora seja uma decisão difícil que nos acompanha para o resto das nossas vidas, será mais viável do que não dar as condições que um bebé merece para o seu bom desenvolvimento físico e principalmente emocional.
Considero que o acompanhamento de que ouvimos falar por parte daqueles que defendem o não é importante, para tentar evitar esta decisão, e que esse acompanhamento deve sempre existir, sobretudo com a IVG legalizada.
Tenho ouvido falar no número de abortos que foram evitados com esse acompanhamento, mas também no grando número de mulheres que o concretizaram.
Gostaria de perguntar a essas pessoas, que tão acerrimamente defendem que a legislação está bem como está, e que o aborto deve continuar a ser considerado crime, mesmo até às 10 semanas de gestação, se denunciaram às autoridades essas mulheres que aconselharam, mas que não conseguiram persuadir a continuaram a sua gravidez. Será que estas instituições firam cumprir a actual lei em vigor e denunciaram estas mulheres? Porque isso é o que esta lei implica, ou de outra forma deixa de fazer sentido, é uma hipocrisia que só pode ser combatida votando sim neste referendo.

Maria, Lisboa disse...

Sou COINTRA O ABORTO e acho que TODOS A FAVOR DA VIDA!
Voto SIM pq acho que a mulher não deve julgada por ter feito um aborto!
No entanto, não acho que ainda há muito a fazer. Há que apoiar a maternidade, informar, dar gratuitamente os contraceptivos, etc... Isto tudo para que as mulheres não tenham que recorrer ao aborto.

mariana arrobas disse...

Que pena tenho ao verificar que o vosso programa, que convida a assistência a participar no seu blog e exprimir as suas opiniões, proceda depois à eliminação de comentários não ofensivos mas inconvenientes... como tem sido o caso das criticas feitas à parcialidade da moderadora Fernanda Freitas.

Leiam este comentário antes que seja abortado!!

Mr Eko disse...

Tenho convicção de que o SIM vai ganhar,
Sei tb que novas clinicas espanholas brevemente estarão abertas a estas ASSASSINAS,
E deus queira que esses abortos sejam de 1000€ para cima e que esses médicos assassinos tb deixem marcas e mazelas a todas as ASSASSINAS para sempre nas suas vidas!
Todas as ASSASSINAS têm um preço a pagar mesmo que não seje atrás das grades(só me apetece rir desta situação que não existe em portugal)...
VOTEM NÃO!

Angela disse...

Cara Ana,
Está enganada. Esses que querem legalizar o Aborto só o querem fazer para puderem ganhar o dinheiro que agora ganham com o Aborto ilegal, e passarem a fazê-lo a luz da lei e á custa da fragilidade das mulheres.
Agora se a lei for alterada de forma a quem fosse penalizado fossem que o efectua, assim diminuía a prática do aborto ilegal e a mulher já não tinha tantas facilidades de o efectuar e pensava duas vezes em praticar um crime.

Ângela

Anónimo disse...

Fiz uma interrupção da gravidez quando estava a acabar a minha licenciatura. Fiz uma escolha reflectida e ponderada, optei por fazer uma interrupção porque não saberia e não poderia ser mãe naquela altura. Não fui atormentada por sentimentos de culpa, nem me considerei assassina. Tomei uma decisão que só me cabia a mim. Registo com pena os pretensos moralismos e hiprocisia que grassa em todos os sectores. As mulheres com poder de compra e as "tias" que populam nas revistas cor-de-rosa e na política estão, naturalmente, imaculadas...

Anónimo disse...

Mantenho a anonimato porque ainda posso ser presa e condenada...

Maria disse...

Parabéns pelo seu testemunho e só tenho a desejar-lhe as maiores felicidades.

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...

O aborto é uma realidade. O aborto clandestino é uma realidade que, curiosamente, os defensores do Não querem continuar a preconizar - em defesa da vida vamos deixar as coisas como estão!!! Curioso... É que, desta forma, liberaliza-se o aborto tal como acontece hoje, desregrado, clandestino, sem apoio, criminoso. E a realidade, escondemo-la debaixo do tapete?? É mesmo melhor fingir que não acontece...

Anónimo disse...

Será que a Dr.ª Maria J. Nogueira Pinto não sabe que há dias em que nas maternidades portuguesas fazem mais abortos do que nascimentos? Muitas mulheres compram medicamentos para provocar o aborto e acabam nos bancos dos hospitais do SNSaúde à custa dos contribuintes. Esse tipo de aborto sai muito mais caro do que uma interrupção voluntária normal, onde o paciente fica apenas algumas horas no hospital.
Já agora senhores do NÃO. Deixem de manipular com a imagem do feto de 10 semanas. O aborto pode ser feito muito antes das dez semanas com muito menos efeitos psicológicos e físicos.
Posted by Carlos

Sociedade Civil disse...

Comentários anónimos e ofensivos a qualquer convidado ou outro blogger serão ignorados e posteriormente apagados pela equipa do Sociedade Civil. Agradecemos também que os comentários sejam sintéticos e que coloquem preferencialmente questões. O objectivo do blog (além de ser um espaço de discussão sobre o tema emitido pelo SC) é levantar questões pertinentes e sérias face ao tema do programa. De outra forma é impossível ler, em directo, os comentários que nos deixam no blog. Fazemos esta salvaguarda porque achamos que o blog do Sociedade Civil deve ser livre e como sabem até hoje não houve a priori qualquer censura de opinião aos comentários que surgiram.


Saudações civis,

Anónimo disse...

As pessoas que votam NÃO, possivelmente nunca tiveram contacto com o drama que é receber nas urgências dos hospitais mulheres com complicações após terem feito abortos clandestinos; não tiveram contacto com uma instituição onde são "largadas" crianças "à sorte" (já para não falar as que são largadas no lixo).
É mais que lógico que uma mulher que decide abortar, não tem prazer em fazê-lo e é claro que se pudesse não abortaria. É uma decisão muito dura, mas isso é uma coisa que os apoiantes do NÃO não conseguem perceber...

Anónimo disse...

Tenho uma peninha das falsas mães em terem dado há luz um ser indesejado e depois terem ganho uma depresãozita......
tenho uma penita das mães que gostam do truca truca e desconheçam dos riscos de gravidez
ohhhhh que peninha tem ser castigadas ohhhhhh.........

Um militante da JCP!

Paulo disse...

Sou estudante e tenho 35 anos, tenho dois filhos com idades de 10 e 9 anos. Gostava que expilcassem como é que a dispenalização do aborto vai devolver a dignidade à mulher, quando temos politicas para o SNS deploráveis e ao votar no sim estamos a enganar as mulheres portuguesas com o falso aceno de que tudo pode ficar bem depois de fazer um aborto, mas eu gostava como é que o Estado vai apoiar essas mulheres depois dos momentos traumáticos, pelos quais ela passou?
Na minha cinsera opinião, penso que estamos a tratar de problemas sociais com soluções finais e não estamos a olhar para além do horizonte. O governo para nos perguntar se o aborto deve ser despenalizado, acho que o governo deveria primeiro pensar em politicas sociais para travar o envelhecimento da sociedade portuguesa e criar incentivos para os jovens casais que pensam em constituir familia. Deve-se primeiro pensar em soluções e apoios concretos aos jovens, para que o aborto não seja a primeira opção. Portanto nos moldes em querem aprovar uma lei que provávelmente não irá responder às necessidades das mulheres que procuram fazer o aborto. A evolução das sociedades não pode fazer-se à custa da destruição do principio da vida, sim pela sua valorização.

xico disse...

Caras Senhoras, (Ângela e Ana)se isso fosse possível, para que é que estavamos aqui a discutir, vivíamos numa sociedade perfeita, onde não existia droga, criminalidade, corrupção!Pois, era tão bom, não era?Vamos mas é parar com a demagogia e pensar realmente o que sucederá se o "não" ganhar outra vez!Vamos continuar como um pais de terceiro mundo, com manias de grandeza!
mr eko:
Aquela sua expressão "graças a Deus" diz tudo acerca das suas motivações, você ou muito me engano ou só vota não porque o pároco que era mau e que deus estava a ver quem cometia tal heresia,francamente!!
Acerca do pseudo-argumento dos impostos, é ridículo que este ponto seja colocado, já que se virmos os problemas com que as "ASSASSINAS" ficam depois de abortar, verificamos que os custos desses tratamentos, são talvez mais dispendiosos que a realização de um aborto propriamente dito!
Por outro lado basta olhar para a cor partidária da maioria dos apoiantes do "não", para ver porque é que eles prezam o ponto de vista financeiro!

Anónimo disse...

a vida humana inicia-se inegavelmente na concepçao. Como é possivel irmos legalizar um homicidio in-utero?!.

Angela disse...

E já agora digam-me uma coisa, será que alguém pode dizer que o aborto não é matar uma vida humana?
Se é, porque é que temos de despenalizar quem comete um crime de morte?
Por essa ordem de ideias o melhor é acabarem com os tribunais e com todas as leis que existem, porque penso que matar é muitas vezes mais grave do que qualquer outro crime que possa existir.

Ângela

xico disse...

Errata:
(...)só vota não porque o pároco disse que era mau (...)

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...

as necessidades financeiras que um bebé, depois criança, depois adolescente, exige são muitíssimo maiores que as necessidades financeiras de um aborto. se a alternativa ao aborto clandestino fôr dar condições financeiras à existência do bebé, será que estou disposta a, com o esforço do meu trabalho, dar dinheiro para esses filhos de quem não tem possibilidades de ganhar dinheiro mas tem possibilidades de ter relações sexuais descomprometidas? parece-me muito mais fácil dar muito menos dinheiro para se fazerem abortos e não ter que viver num país cheio de crianças famintas na rua.
maria, odivelas
(votante pelo não no referendo)

Tiago disse...

Se os custos de investigação criminal são baixos, não será porque a lei actual não é cumprida na totalidade?

Anónimo disse...

"As pessoas que votam NÃO, possivelmente nunca tiveram contacto com o drama que é receber nas urgências dos hospitais mulheres com complicações após terem feito abortos clandestinos; não tiveram contacto com uma instituição onde são "largadas" crianças "à sorte" (já para não falar as que são largadas no lixo)."


São os movimentos do não e pessoas anónimas que acreditam no valor da vida, que criaram associações e projectos que ajudam mulheres e crianças, tanto antes, como durante e depois da gravidez, quase sem apoios do estado.

O que é que os movimentos do sim fizeram? NADA.


Paulo

Anónimo disse...

"São os movimentos do não e pessoas anónimas que acreditam no valor da vida, que criaram associações e projectos que ajudam mulheres e crianças, tanto antes, como durante e depois da gravidez, quase sem apoios do estado.

O que é que os movimentos do sim fizeram? NADA."

Quem disse?
Por acaso o Paulo conhece todas as instituições deste país?
Por acaso sabe em que é que as pessoas que lá trabalham vão votar?
Não vale a pena especular...

Torrão disse...

Eu sou contra o aborto. Quem o faz deve ser punido. É um mal social que ainda ninguém conseguiu explicar. Se na alta sociedade é feito para não atrapalhar a carreira, nas classe baixas é um problema cultural; em ambos os casos é um problema de educação. No dia em que se fala de custos, ainda não ouvi ninguém apontar soluções para a resolução do aborto em Portugal. Façam contas meus senhores: o referendo vai custar 10 milhões de euros; somos 10 milhões de habitantes.

Anónimo disse...

Caso o Paulo não tenha reparado, todos defendemos o valor da vida, duvido que haja alguém que não seja. Se não, dê-me um exemplo de alguém...

Tiago disse...

Ainda ontem a Clara Pinto Correia disse que adoptou duas crianças abandonadas e que fazia parte de várias associações de ajuda a crianças. é uma só pessoa, mas é provável que hajam mais que não fazem em publicitar a ajuda que prestam.

Anónimo disse...

Exactamente, o Tiago tem toda a razão.

nelson disse...

Eu acho que o movimento pelo não tem um argumento deveras interessante, de facto ajudar as mulheres em alternativa ao aborto é importante, mas segundo os numero nos ultimos 8 anos cerca de 2000 mulheres e respectivos filhos foram ajudadas, no entanto durante o mesmos 8 anos 150 000 abortos CLANDESTINOS foram feitos, nao quero menosprezar o esforço para ajudar estas mulheres mas do ponto de vista numerico 2000 mulheres é um resultado absurdo, diria mesmo ridiculo, logo um arguemento a favor do nao comletamente desprezivel..

Alem disso ajudar mulheres economicamente, que seria talvez a melhor forma de ajuda pois nem todas as mulheres que abortam sao jovens desprotegidas que podem ir para uma casa de acolhimento, está fora de questão no nosso pais.

Angela disse...

Caro xico

Eu gostava que me explicasse porque é que defendendo a vida, faz com se esteja num pais de terceiro mundo. por essa ordem de ideias então, só num pais em que sejam permitido cada um matar quem lhe esteja a estragar os planos é que seria um pais desenvolvido?
Ora eu é que digo, deixe-se de demagogias, e lutei por um pais em que se respeite o outro como ele deve ser respeitado e não se olhe só para o próprio umbigo e para se lhe vai estragar os planos ou não.
Sejam mais responsáveis quando querem passar um bom bocado. e protejam-se, porque a gravidez é um "mal menor" que pode acontecer a uma mulher que não tomou as devidas precauções, porque se em vez de uma gravidez ela ficasse com SIDA eu queria ver se ela faria. Uma aborto à SIDA não o podia fazer. não lhe ia alterar todos os planos?
Ora sejam responsáveis e lutem pela vida e não pela morte.
Ângela

Anónimo disse...

"Eu acho que o movimento pelo não tem um argumento deveras interessante, de facto ajudar as mulheres em alternativa ao aborto é importante, mas segundo os numero nos ultimos 8 anos cerca de 2000 mulheres e respectivos filhos foram ajudadas"


Foram pelo menos 10.000 mulheres e não 2 mil

nelson disse...

gostei da sua citação caro anónimo, mas porque nao citou o meu comentario todo em vez de só a parte em que elogiei o trabalho das asssociações? acabou por transformar o meu comentario num argumento a favor do nao quando a totalidade do meu comentario dizia precisamente o oposto. Deixando a sua demagogia de lado e partindo do principio que teram sido 10 000 mulheres ajudadas, 1/15 do total de abortos clandestinos portanto, o meu argumento mantem-se intacto, pois o numero de ajudas face ao numeros de abortos clandestinos continua ridiculo.

Tiago disse...

Mas não têm nenhumas garantia se impediram qualquer aborto, ou todas as mulheres com baixos rendimentos são obrigatoriamente mulheres predispostas a abortar? Precisam de ajuda independentemente de quererem abortar ou não.

Não desvalorizo a ajuda que prestaram e prestam. Acredito que já antes de 1998 existiam organizações para ajudar as mulheres, mas só a partir de 1998 é que são mais faladaa e outras criadas?

Para fazer parte dessas associações é requisito votar no NÃO em qualquer referendo que contenha as palavras interrupção voluntária da gravidez?

Na minha opinião esta proposta integra esta actuação na ajuda que se exige a mulheres que vão abortar de qualquer forma. Não acham que o aborto já é em sim a sua própria pena?

Anónimo disse...

se a gravidez fosse no homem, o aborto era um sacramento

Anónimo disse...

A 1ª TÁCTICA ERA GANHAR A SIMPATIA DOS MEDIA

Nós persuadimos os meios de comunicação que a causa de permitir o aborto era uma causa liberal, esclarecida, sofisticada. Sabendo que se uma pesquisa fiável fosse feita, nós seríamos derrotados, nós simplesmente fabricámos resultados de pesquisas fictícias. Anunciámos aos meios de comunicação que tínhamos feito pesquisas e que 60% dos americanos eram favoráveis à liberalização do aborto. Esta é a táctica da mentira auto-satisfatória. Poucas pessoas gostam de fazer parte da minoria.

Nós adquirimos muitos simpatizantes para divulgarmos o nosso programa de permissividade do aborto ao fabricármos o número de abortos ilegais feitos no EUA anualmente. Enquanto este número era de aproximadamente 100.000, nós dizíamos repetidamente aos meios de comunicação que o mesmo era de 1.000.000. A repetição de uma grande mentira várias vezes convence o público. O número de mulheres que morriam em conseqüência de abortos ilegais era em torno de 250, anualmente. O número que constantemente dávamos aos meios de comunicação era 10.000. Estes números falsos criaram raízes nas consciências dos americanos, convencendo muitos da necessidade de revogação da lei contra o aborto. Um outro mito que demos ao público através dos media era que a legalização do aborto seria a única forma de tornar legais os abortos que então eram feitos ilegalmente. O aborto está a ser actualmente utilizado como o principal método de controle de natalidade no EUA e o número de abortos feitos anualmente cresceu em 1500% desde a legalização.

Anónimo disse...

Perplexidade é a única palavra que me vem à mente para expressar esta campanha. Numa acção que esperávamos ser objectiva e esclarecedora das mentes mais confusas, na minha opinião está a revelar-se um puro jogo semântico. Como é que alguém, em pleno século XXI, exorta ao voto no "Sim" simplesmente porque isso sim é ser Europeu!?!? Como é que alguém, com elevado grau de instrução, afirma que Despenalização, nos termos em que é proferida, não é o mesmo que liberalização?!?!...
Por esta ordem de ideias só falta afirmarem: "Caros Portugueses: não pensem, estamos cá é para isso; apenas precisamos que peguem nas vossas lindas mãozinhas e votem "Sim"". Um pouco fascista, não?

Tiago disse...

Oh Paulo, isso não é uma estratégia de contra-propaganda?

Ao surgir-me uma sensibilidade que me é estranha, poderíamos comparar um dos últimos massacres no Iraque, em que o exército americano quando respondeu a um apelo de forças iraquianas para conter o que pensaram ser um ataque terrorista.

Chegando ao local espalharam papéis que diziam: terroristas rendam-se. Como ninguém se rendeu (talvez tenham entendido que por não serem terroristas não teriam necessidade de se renderem) começaram aos tiros.

xico disse...

Ângela:
Continuo a dizer que um país que persegue as mulheres por causa de uma opção que só a elas diz respeito, é terceiro-mundista, para mim perseguir uma mulher por abortar é tão grave como lhe cortar o clitóris, prática, que como deve saber é muito comum nesses países!Além disso, como já foi referido anteriormente, o facto de uma mulher abortar uma vez, não quer dizer que não goste de crianças, ou que não as virá a ter, simplesmente é uma questão de oportunidade!
E depois confesso-lhe que fiquei algo chocado quando referiu que se querem passar um bom bocado protejam-se.Protejam-se?Já deve ter ouvido, aliás, penso que foi falado no debate, que não existe nenhum método contraceptivo 100% eficaz!Sugiro que leia o testemunho da mulher que confessou já ter abortado, quando tinha ainda uma criança de colo e veja porque que é que ela abortou, rompeu-se não foi?Então?

Anónimo disse...

"Continuo a dizer que um país que persegue as mulheres por causa de uma opção que só a elas diz respeito"

Sim, só lhes diria respeito caso se tratasse de apenas um ser em questão (a mulher), mas na gravidez, envolve DOIS SERES HUMANOS. E é aqui mesmo que resido TODA a questão sobre o aborto, porque não diz apenas respeito a uma pessoa (duas, pois o pai também conta), mas também envolve directamente a vida ou morte de outro ser humano.

E como está bem expresso na carta dos direitos humanos e da criança, esse ser no útero tem o direito de viver.

A liberdade de uns termina onde começa a liberdade de outros.


Há aqui alguém que, caso a mãe perguntasse se gostava de ter sido abortado, responde-se sim?

Paulo

Anónimo disse...

Aborto é uma palavra, é um acto, uns dizem que é um direito. Mas de quem será o direito?
Para mim não passa de um acto brutal de por fim à vida. A criança nada fez para nascer mas tem direito à vida. De sentir de pensar, de errar e tambem de fazer coisas boas. O aborto vecta-lhe tudo isto.
Falam em democracia, mas que democracia é esta, que tira o direito a uns para o dar a outros, que realmente são os culpados pelo que aconteceu. À QUE ASSUMIR AS COSEQUÊNCIAS DOS NOSSOS ACTOS!!!

Angela disse...

Xico:
Como é que decidir a vida ou a morte de uma ser humano só á mulher diz respeito? Pode dizer respeito á mulher, ela engravidar ou não, mas desde o momento que ela engravida, é uma outra vida, que tem todos os direitos assim como a mulher, de viver e NINGUEM TEM O DIREITO DE LHE TIRAR A VIDA.
Terceiro-mundista é aquele que se acha superior ao outro para decidir se ele vive ou morre por uma questão de oportunidade.
Quanto aos métodos, tenho a informa-lo que existem dois, completamente infalíveis: a vasectomia e a laqueação de trompas.
Quanto ao depoimento tenho-lhe a dizer que se por acaso aconteceu ter rompido e a outra criança era muito pequena, não vejo ai nenhum problema. Ia ser difícil? Concordo. Mas se quando engravidou do primeiro, tivesse engravidado de gémeos, teria abortado um deles? Com certeza que não. Então não era a mesma coisa?
O problema é que havia essa hipótese e como era mais fácil, há que optar pela mais fácil, mas nem sempre o caminho mais fácil é o correcto e o melhor. Como ela própria diz ainda hoje não consegue esquecer. Se o não tivesse feito, de certeza hoje podia ser mais pobre em termos materiais, mas muito mais feliz e rica em termos afectivos e familiares.
Não pense que falo sem conhecimento, não.
Eu há cerca de 6 anos atrás, tive que deixar de tomar a pílula porque me foi detectado um problema cardíaco, e eu e o meu marido começamos a usar o preservativo, nessa altura nós já tínhamos dois filhos e eu também estava desempregada e houve uma altura que engravidei, foi um choque, mas nunca pensamos em aborto, pensamos sim que ia ser difícil mas que o que contava era que aquela vida tinha que viver. Mas passadas 7 semanas, tive um aborto espontâneo, e isso foi muito mau, mesmo eu não tendo tido culpa, porque foi espontâneo, foi muito triste, porque depois do choque inicial, esse pequeno ser já fazia parte de nós. Passada esta situação e como a minha doença não permitia que tomasse nada, decidimos que não podíamos passar pelo mesmo e decidimos que meu marido faria a vasectomia. Só que entre uma consulta e outra, eu voltei a engravidar, desta vez nasceu uma menina que é hoje a princesa da casa. Depois disto e como ia ser submetida a uma cirurgia, fui eu que efectuei a laqueação e não o meu marido, porque não havia a necessidade de ficarmos os dois hospitalizados.
Como vê existem muitas outras coisas para se fazer, sem matar ninguém e tudo se resolve, o mais importante é o respeito pelo outro, mesmo que esse outro seja mais fraco e não se possa defender.
Havendo amor para dar tudo o resto se resolve e somos hoje uma família muito feliz.

Ângela

Tiago disse...

Mais uma vez não contam toda a verdade que já está confirmada, preferem fantasiar conspirações futuras que ninguém garante que já não se passem hoje.
Em aborto-sim-nao.blogspot.com:
"Todos estes métodos contraceptivos têm a vantagem de serem reversível. Um método irreversível é a esterilização feminina (laqueação de trompas) e masculina (vasectomia)."

Mais:
Vasectomia
Laqueação de trompas

Sei que existe um método de vasectomia que pode ser considerado reversível, mas não tem uma garantia segura de ser reversível. Pelo que li em vez de se cortar os canais deferentes que ligam os testículos ao resto do aparelho reprodutor, que torna a religação extremamente difícil, podem ser dobrados e seguros nessa forma com uma espécie de anilhas ou algo parecido. Mas não é um método seguro quanto à reversibilidade.

Por isso, vasectomia e laqueação de trompas não é uma solução para todos. Ou por alguém não poder garantir condições económicas, afectivas, ou outras que consideram importantes ao seu filho num dado momento terá que aceitar não poder ter mais nenhum filho no futuro?

A vasectomia não necessita de hospitalização.

Tiago disse...

Os dois casos podem ser reversíveis, mas em qualquer um dos casos pode ser impossível.

Anónimo disse...

Há uma coisa que estes comentaristas se esquecem: cada mulher, individualmente, abortará, ou não, consoante a sua consciência. Não há, nem haverá, nenhuma lei ou religião que alterará isso hoje ou no futuro.
Votar sim ou não é apenas um proforma para decidir se congestionamos os hospitai$ ou os tribunai$.

Helder

De Arievilo disse...

É muito difícil!
Se é difícil explicar a alguém a beleza de um pequeno trecho musical, e só possível com um pequeno curso auditivo!
Explicar a alguém de ideias feitas, e contra os seus interesses pessoais, o hediondo que é conceber um ser e não permitir que ele venha ao mundo, é malhar em ferro frio!
E no entanto tudo parece tão simples!
Mas na realidade teria de ter havido uma educação básica toda virada para o respeito e valorização da vida!

Anónimo disse...

"Há uma coisa que estes comentaristas se esquecem: cada mulher, individualmente, abortará, ou não, consoante a sua consciência. Não há, nem haverá, nenhuma lei ou religião que alterará isso hoje ou no futuro.
Votar sim ou não é apenas um proforma para decidir se congestionamos os hospitai$ ou os tribunai$."


Se formos por essa lógica, então poderiamos dizer o mesmo dos homicidas, dos pedófilos, do trabalho de crianças, das agressões a crianças, etc etc etc.

Se isto NUNCA irá terminar, significa que o melhor a fazer é despenalizar estes crimes ?

sem comentários...

Angela disse...

Por isso, vasectomia e laqueação de trompas não é uma solução para todos. Ou por alguém não poder garantir condições económicas, afectivas, ou outras que consideram importantes ao seu filho num dado momento terá que aceitar não poder ter mais nenhum filho no futuro?

....

Uma solução definitiva não é solução e matar alguém alguma vez foi solução?
Quem lhe garante que depois de ter um filho, toda a sua situação económica, afectiva, ou outras importantes para dar ao seu filho (como disse) não se alteram?
Então por essa ordem de ideias, se ficar desempregado, lhe surgir uma doença grave que não possa trabalhar e não possa dar tudo o que pretende ao seu filho, a única solução é mata-lo?
Não me parece. Então se se efectuam abortos só porque se engravida num dado momento da vida em que não vem a calhar, também não pode ser solução matar esse filho.
Há que lutar para lhe conseguir dar o que ele merece, que acima de tudo é o AMOR, CARINHO E RESPEITO.
Há muitas coisas que nos surgem na vida e que não são oportunas, mas não as podemos eliminar, temos que as saber contornar, como é o exemplo de uma doença grave, que muitas vezes nos traz grandes transtornos e nós não nos matamos por isso tentamos é resolver o problema.
Agora quando realmente por qualquer motivo não se pode mesmo ter mais filhos, opta-se por uma solução definitiva. Em qualquer outra situação tomam-se precauções, se essas precauções falharem e não for oportuno, há que lutar para que a situação mude, mas não ás custas da morte de ninguém.

Ângela

Angela disse...

Há ia-me esquecendo de dizer que eu sei perfeitamente que a vasectomia não precisa de hospitalização, mas não deixa de ser uma intervenção cirúrgica que também tem as suas complicações. E o que eu quis dizer foi que uma vez que eu já tinha que ser submetida a uma intervenção (cesariana), efectuava as duas num só. não era necessário ser o meu marido a ser submetido a uma intervenção.
E que elas são irreversíveis eu também sei, mas entre não ter mais filhos ou matá-los, é preferível não os ter mais.
Eu considero que uma mãe ou pai que mata um filho por opção, deixa de ser digno de ser tratado como tal.

Anónimo disse...

olha xico se não acreditas em Deus ou em nada, ainda devias dar mais valor à vida pois é a unica que tens!!!...mas se no fundo acreditas e só dizes isso por despeito digo-te tu não estás na cabeça nem no coração das outras pessoas. E já agora não estamos na idade média, a inquisição já não existe,e se há uma pequena fracção que se deixa enfluenciar pelos padres, diz-me qual é a pretenção do direito de antena?
Anabela

Anónimo disse...

Era maravilhoso se nós podessemos dizer eu estou num pais em que temos verdadeiramente liberdade, as mulheres poderem ser donas do seu corpo, nós não termos de preencher aquelas papeladas borucráticas, não haver fome no mundo porque todos nós tinhamos a liberdade de se tivessemos fome, tirar!!!...Onde não houvesse castigo... Mas o mundo não é perfeito, o ser humano não é perfeito e erra!!! Ora eu não posso ouvir e calar-me quando essa liberdade pode levar ao assacinato de outro ser humano, talves para muitos um feto, mas não vos esqueceis todos nos já o fomos.
PARA MIM ESTE É O PIOR DOS ASSACINATOS POIS É FEITO PELA PRÓPRIA MÃE, À QUAL SE PEDE QUE AME OS SEUS FILHOS E ACIMA DE TUDO POR TIRAR AO SER A OPORTUNIDADE DE EXPERIMENTAR ESTE MUNDO.

À muitos que dizem a mulher tem o direito de ser mãe, mãs não o dever!!! É verdade minguem o pode negar, mas uma coisa é certa quando engravida torna-se mãe e apartir desse momento tem o dever de proteger o seu filho!!!... devem-se lembrar da menina que foi morta pela propria mãe, ela tinha o cabelo curto e castanho e era cheia de vida...só a imagem daquela menina ...só a história chocou Portugal. Mas será que só porque nós não vermos a criança, não vermos o seu soriso, ou por não estar tão bonita já não é um ser vivo, será assim tão superficial o ser humano?

Eu já ouvi chamar coisa a estas crianças, e sabem doi...

Anabela

Anónimo disse...

O meu nome é Anabela M. A. Morgado, e sou pela vida, por isso voto não.
A unica coisa que não tem solução é a morte. Pode ser uma ideia um tanto platónica mas a verdade é que a morte põem um ponto final, e é a unica que nos dá a certeza de que nunca terá solução. Até posso ser capaz de perceber que algumas mulheres fiquem desesperadas, e ainda mais por não o poder fazer, para muitas seria um alivio...ou não! mas há coisas mais importantes que um sentimento que pode nem durar para sempre... A VIDA!!! A oportunidade de viver nem que sejam 5 minutos neste mundo, ser acariciado, chorar, fazer birra e depois ser perdoado, mas acima de tudo sentir!!! E mais tarde ou até desde o principio, quem sabe ser Amado por aquela que não o queria, e que agora o quer com todas as suas forças... bem só o tempo o poderia responder...

Anónimo disse...

A Hipocrisia que existe neste país: só se fala do direito à vida... direitos a mulher não tem.
Esclareçam-me: quem tem é o filho é a mulher ou a sociedade?
Só a mulher é que tem poder de decisão para saber se quer continuar ou não com uma gravidez. No caso do nascimento, quem vai tratar do filho é a própria e não esta sociedade machista e hipócrita que a critica, que a vê apenas como procriadora e nao como mulher que é.
Dar a mulher a dignidade de um aborto realizado em condições, de uma forma legal e num estabelecimento de saúde é o minimo que podemos fazer votando SIM.

Anónimo disse...

Contribuir com os meus impostos para patrocinar clinicas de aborto? SIM SIM SIM SIM, obrigado!
Afinal, eu não contribuo também com os meus impostos para a casa pia? No entanto, eu nunca abandonei os meus filhos.
Não contribuo com os meus impostos para a metadona dos toxicodependentes? No entanto, eu nao sou drogada.
Não contribuo com os meus impostos para os sectores de oncologia, para os sectores de psiquiatria, para os sectores de tudo e mais alguma coisa?! No entanto, não os uso.
Contribuir com os meus impostos para a IVG com condições, é tão legitimo como qualquer outra actividade médica ou não médica, para a qual eu contribuo todos os meses, todos os anos. Ou não?!
SIM, no dia 11 de fevereiro, claro.

Jo

Anónimo disse...

"Há uma coisa que estes comentaristas se esquecem: cada mulher, individualmente, abortará, ou não, consoante a sua consciência. Não há, nem haverá, nenhuma lei ou religião que alterará isso hoje ou no futuro.
Votar sim ou não é apenas um proforma para decidir se congestionamos os hospitai$ ou os tribunai$."


"Se formos por essa lógica, então poderiamos dizer o mesmo dos homicidas, dos pedófilos, do trabalho de crianças, das agressões a crianças, etc etc etc.

Se isto NUNCA irá terminar, significa que o melhor a fazer é despenalizar estes crimes ?

sem comentários... "

Exactamente.
Você percebeu exactamente o que eu quis dizer.
É essa a lógica, as leis são para orientar os cidadãos que aceitem ser orientados. Os crimes são cometidos pelos que acham que estão acima da lei, mesmo podendo serem apanhados e condenados por essa convicção. Apenas o individuo decide se cumpre ou não a lei. É por isso que as prisões são estabelecimentos tão concorridos. Não quero, claro, dizer com isto que não tenham que haver leis, mas não se esqueça que as leis não são (felizmente) eternas, e antes que discorde, lembre-se também das leis civis e não só das criminais.

Helder

Anónimo disse...

"A Hipocrisia que existe neste país: só se fala do direito à vida... direitos a mulher não tem.
Esclareçam-me: quem tem é o filho é a mulher ou a sociedade?
Só a mulher é que tem poder de decisão para saber se quer continuar ou não com uma gravidez."

Então indo por essa lógica, se alguém por algum motivo achar que se destruir a sua vida resolverá algum problema (da pessoa que o fizer), será que terá direito a tirar a sua vida só porque o quer?

Tem tanto direito de o fazer como alguém matar o seu filho por razões que são regra geral, egoístas.

Anónimo disse...

Saudações a todos.

Já fiz alguns comentários nos dias anteriores, pelo que hoje venho aqui deixar apenas duas observações:

- Hoje, em comentários, afirmaram que apesar do "Sociedade Civil" ter solicitado comentários mais curtos, apareciam comentários igualmente grandes e até REPETIDOS. O Paulo, pessoa bastante assídua e participativa no Blog, teve o "cuidado" de colocar um frase a esclarecer que voltou a publicar neste dia, factos que já tinha publicado em dias anteriores. E eu venho APOIAR e REFORÇAR esse acto, pois como o próprio refere, dessa forma mais pessoas têm acesso à informação que disponibiliza e que bastantes contributos tráz. De outra forma, muitas pessoas não teriam acesso, visto que muita gente não tem tempo de ler CENTENAS de comentários e acaba por ler só os do último dia, por exemplo.

- Felicito o "Sociedade Civil", pela vinda ao Blog e pelo facto de mostrarem que estão ATENTOS. De facto, tenho-me deparado com alguns posts anónimos, muito pouco cordiais e alguns até ofensivos. Podemos divergir em opinião, mas há algo que mostra o civismo de muitas pessoas: o RESPEITO e CORDIALIDADE. Acho muito bem que o quanto antes sejam IGNORADOS e RETIRADOS do Blog, todos esses posts que em nada nos acrescentam no debate e partilha. Aguardo.

Continuação de boas reflexões a todos.

Andreia de Jesus.

Anónimo disse...

Tenho ainda de colocar aqui uma OPINIÃO minha, para concluir a minha participação neste tema:

Refere-se ao que diz respeito à ADOPÇÃO!

Muito pouco se tem falado sobre isso neste Blog. Talvêz por ser algo sensível de se abordar.

Não vou tão longe, ao ponto de chamar "assassina" ou outras formas de agressão como penso ser esta, a mulheres que já praticaram abortos, aliás, como defensora do NÃO, tenho a dizer que aquilo que realmente pretendo ao votar não, é não só proteger o bebé, como a própria mulher! E para quem não saiba, da parte do não no referendo anterior, além de terem surgido as Instituições de apoio à maternidade (que não têm feito mais, a mais mães/mulheres, porque infelizmente a falta de vontade política assim não tem permitido, pois para se abrirem mais associações destas é preciso verba e abertura do Estado, algo que não tem havido, aliás, agora até tem é dimimuido, pois algumas instituições que existem têm sentido a diminuição das verbas estatais que tanto precisam, ao ponto de se tornar inviável o apoio que prestam - esse dinheiro está a ser diminuído justamente nesta altura PORQUÊ? - para ser canalizado para a outra via, a via das clínicas abortivas? - claro, o dinheiro tem de sair de algum lado, e para se "apoiar" uns, "desapioam-se" outros, pena é a escolha que é feita no apoio - apesar das muitas medidas impopulares que têm sido criadas por este governo, tenho-o apoiado pois considero que tem realmente "mexido" em muita coisa e que se não é fácil gerir uma casa muito mais difícil é gerir um país, mas francamente, vir o Primeiro Ministro fazer campanha por isto??? Que tivesse a sua opinião pessoal mas que não fizesse campanha com ela, pois tem uma imagem pública, de governo que deveria preservar - é por isto, é "apenas" por isto, que nas próximas eleições PERDERÁ o meu voto), também surgiram associações de apoio a mulheres que abortaram e que sofreram e ainda sofrem com as consequências de tamanha decisão (ex.: "Vinha De Raquel", a pesquisar no motor de busca). Como vêm, QUEREMOS AJUDAR AS MULHERES, considero que não se combate o mal com o mal, a agressão com a agressão, a morte provocada com o "atirar de pedras", mas sim, com misericórdia, com o bem e com apoio efectivo.

Agora realmente também não podemos é desresponsabilizar a mulher (e o homem, pois são certos parceiros que ao "abandonarem" uma mulher, estando ela grávida, que conduz a mulher ao desespero; e as famílias, que muitas vezes "pressionam" a mulher ou adolescente a fazerem-no; e as entidades patronais que na sua sede de lucro e produtividade, fazem o mesmo, encostando as mulheres à parede, e até por vezes não lhes dando um lugar apenas porque no futuro respondem afirmativamente à pergunta se querem ser mães). Como se pode ver, temos sim de responsabilizar a mulher pelos seus actos (pois não é só ter a liberdade), mas não só! É uma responsabilidade de TODOS! Do Pai da criança (que a par da responsabilização, justamente deve ter voz, e com o sim, essa voz é calada!), Da Família, dos Empregadores, do Estado, no fundo de toda a Sociedade.

Mas a verdade é que de facto, a "sociedade" não é perfeita e muitas vezes PRODUZ situações de agonia que leva muitas mulheres ao desespero total. Mas agora trago a questão que poderá não ser "simpática" a muita gente, mas que trago na mesma, porque existe e é UMA OPÇÃO que a mulher/mãe também pode tomar! Fala-se da opção de abortar, de ter e criar em más condições, como se só houvesse estas duas saídas, mas NÃO HÁ! Existe outra, a adopção. Na minha humilde opinião, vale mais uma mãe fazer o sacríficio de dar vida a um filho, mesmo sabendo que não o pode criar (em última instância, pois já se sabe que muitas vezes até é possível, o mal é que a sociedade actual está virada para dar TUDO à criança, às vezes até demais, quando na realidade, importa mais a crinça poder nascer e ter de comer um prato de sopa do que lhe tirarem o direito a nascer porque não lhe poderão dar as roupas de marca, os 100 jogos q pede e afins...) e depois entregá-lo para a adopção, do que abortar uma criança(e tem havido mães que têm tido a CORAGEM e o AMOR de o fazer, partindo da Maternidade sem os filhos a quem meritoriamente deram a vida), pois, mesmo que a criança tenha de estar em instituição até ser adoptada, ou sempre, ela acabará por crescer e autonomizar-se (coisa que não poderá fazer se não a deixarem nascer), e temos visto casos (quem está atento) de pessoas que foram criadas em instituições e que têm a sua escolaridade, o seu curso superior, a SUA PRÓRPIA FAMÍLIA construída, e são pessoas felízes por terem nascido e terem colocado outros no mundo - às vezes parece que há pessoas que se esquecem que as crianças não são crianças sempre - nunca ninguém pode adivinhar o que uma criança poderá vir a ser).

Claro que agora muitos rematarão: mas uma mãe sofrerá muito mais "dando o seu filho"! Claro que sim! E é por isso que me revolta muito ver mães serem questionadas e estereotipadas por terem dado os seus filhos, pois sofreram ao fazê-lo e deviam ser reconhecidas por isso e não olhadas de lado. ESSAS MÃES NÃO FORAM EGOÍSTAS!!! Preferiram elas sofrer mais, mas por amor, consideração pela outra pessoa que têm dentro de si, e um altruísmo notável, darem ao seu filho, pelo menos, a vida, já que foi concebida.

Deixo este meu comentário para reflexão de todos: havendo a possibilidade da adopção (EM ÚLTIMO CASO), não é preferível ao egoísta acto de abortar uma criança (por muito má situação em que a mãe esteja)?

Não é só uma questão religiosa, é uma questão de ética, VALORES (são estes que sustentam uma sociedade), e de DIREITOS HUMANOS!

A quem já praticou aborto, se precisar de ajuda, contacte a "Vinha de Raquel".

A quem nunca abortou e um dia possa vir a estar numa situação de gravidez desprotegida, contacte, por exemplo, a Instituição "Ajuda de Mãe" em Lisboa (se for de outra zona do País, basta telefonar para lá e pedir que lhe indiquem a associação mais próxima da sua zona de residência).

A quem realmente esteja sem mais opções possíveis por algum motivo, eu apelo: não abortem, pelo vosso filho que também não pode ser esquecido na situação, por favor, ponderem a adopção, será sempre melhor (PARA A CRIANÇA) do que não nascer.

E se alguém conhecer alguma mãe grávida que estiver numa situação de risco, eu deixo aqui o meu contacto de e-mail, pois estou ligada a várias possibilidades de auxílio (intituições, associações, etc.), além de que posso ajudar com informação (visto estar ligada à àrea ao nível profissional), ou até a ponderar decisões.

Desejando uma feliz VIDA a todos, deixo ficar os meus melhores cumprimentos.

Andreia de Jesus.
andreiajesus@netvisao.pt

N.B.: Lamento o incómodo da grande dimensão do post, mas se servir para ajudar alguém, então, terá valido a pena.

Anónimo disse...

Primeiro, existem instituições que acolheM crianças, depois há tantas familias que queriam um filho e não o podem ter. Enganem-se aqueles que pensão que esses pais não chegam para todas as crianças, a infertilidade crece de dia para dia...e os pais que querem adoptar esperam anos por uma criança, outros só porque não são casado não o podem adoptar. E PORQUÊ QUE NÃO PERMITEWM QUE OS HOMOSEXUAIS ADOTEM PELOS MENOS A CRIANÇA CONTINUA A VIVER... SE ASSIM É!!!.
Por isso a mãe não é obrigada a ficar com o filho, e se mais tarde se arrepender sempre tem a oportunidade de procurar o seu filho.

E se muitas veses a criança não é adoptada, a culpa só é da brucracia.

Anabela

Anónimo disse...

Saudações a todos!

Tenho ainda de colocar aqui uma OPINIÃO minha, para concluir a minha participação no tema sobre o aborto que percorreu a semana anterior:

Refere-se ao que diz respeito à ADOPÇÃO!

Muito pouco se tem falado sobre isso neste Blog. Talvêz por ser algo sensível de se abordar.

Não vou tão longe, ao ponto de chamar "assassina" ou outras formas de agressão como penso ser esta, a mulheres que já praticaram abortos, aliás, como defensora do NÃO, tenho a dizer que aquilo que realmente pretendo ao votar não, é não só proteger o bebé, como a própria mulher! E para quem não saiba, da parte do não no referendo anterior, além de terem surgido as Instituições de apoio à maternidade (que não têm feito mais, a mais mães/mulheres, porque infelizmente a falta de vontade política assim não tem permitido, pois para se abrirem mais associações destas é preciso verba e abertura do Estado, algo que não tem havido, aliás, agora até tem é dimimuido, pois algumas instituições que existem têm sentido a diminuição das verbas estatais que tanto precisam, ao ponto de se tornar inviável o apoio que prestam - esse dinheiro está a ser diminuído justamente nesta altura, PORQUÊ? - para ser canalizado para a outra via, a via das clínicas abortivas? - claro, o dinheiro tem de sair de algum lado, e para se "apoiar" uns, "desapioam-se" outros, pena é a escolha que é feita no apoio - apesar das muitas medidas impopulares que têm sido criadas por este governo, tenho-o apoiado pois considero que tem realmente "mexido" em muita coisa e que se não é fácil gerir uma casa muito mais difícil é gerir um país, mas francamente, ver o Primeiro Ministro fazer campanha por isto??? Que tivesse a sua opinião pessoal mas que não fizesse campanha com ela, pois tem uma imagem pública, de governo, que deveria preservar - é por isto, é "apenas" por isto, que nas próximas eleições PERDERÁ o meu voto), também surgiram associações de apoio a mulheres que abortaram e que sofreram e ainda sofrem com as consequências de tamanha decisão (ex.: "Vinha De Raquel", a pesquisar no motor de busca). Como vêem, QUEREMOS AJUDAR AS MULHERES, considero que não se combate o mal com o mal, a agressão com a agressão, a morte provocada com o "atirar de pedras", mas sim, com misericórdia, com o bem e com apoio efectivo.

Agora realmente também não podemos é desresponsabilizar a mulher (e o homem, pois são certos parceiros que ao "abandonarem" uma mulher, estando ela grávida, conduzem a mulher ao desespero; e as famílias, que muitas vezes "pressionam" a mulher ou adolescente a abortar; e as entidades patronais que na sua sede de lucro e produtividade, fazem o mesmo, encostando as mulheres à parede, e até por vezes não lhes dando um lugar apenas porque no futuro respondem afirmativamente à pergunta se querem ser mães - com a "liberalização" a mulher fica muito mais frágil se quiser defender a sua gravidez).

Como se pode ver, temos sim de responsabilizar a mulher pelos seus actos (pois não é só ter a liberdade), mas não só! É uma responsabilidade de TODOS! Do Pai da criança (que a par da responsabilização, justamente, deve ter voz, e com o sim, essa voz é calada!), da Família, dos Empregadores, do Estado, no fundo, de toda a Sociedade.

Em último caso, há muitas coisas na vida que acontecem de forma imprevista. Não podemos controlar tudo. Com uma gravidez, não é diferente. Podemos ter um acidente, surgir-nos uma doença, perdermos alguém, ser despedidos do emprego, etc.. Nesses casos, todo o ser humano tem de lutar, ADAPTANDO-SE E ADAPTANDO A SUA VIDA face ao imprevisto, de forma a seguir em frente. Com uma gravidez inesperada, será diferente?

Mas a verdade é que de facto, a "sociedade" não é perfeita e muitas vezes PRODUZ situações de agonia que leva muitas mulheres ao desespero total. Mas agora trago a questão que poderá não ser "simpática" a muita gente, mas que trago na mesma, porque existe e é UMA OPÇÃO que a mulher/mãe também pode tomar! Fala-se da opção de abortar, de ter a criança e criá-la com mais ou menos dificuldades, como se só houvesse estas duas saídas, mas NÃO HÁ!

Existe outra, a ADOPÇÃO. Na minha humilde opinião, vale mais uma mãe fazer o sacríficio de dar vida a um filho, mesmo sabendo que não o pode criar (em última instância, pois já se sabe que muitas vezes até é possível, o mal é que a sociedade actual está virada para dar TUDO à criança, às vezes até demais, quando na realidade, importa mais a crinça poder nascer e ter de comer um prato de sopa do que lhe tirarem o direito a nascer porque não lhe poderão dar as roupas de marca, os 100 jogos que pede e afins...) e depois entregá-lo para a adopção, do que abortar uma criança (e tem havido mães que têm tido a CORAGEM e o AMOR de o fazer, partindo da Maternidade sem os filhos a quem meritoriamente deram a vida), pois, mesmo que a criança tenha de estar em instituição até ser adoptada, ou até ser adulta, ela acabará por crescer e autonomizar-se (coisa que não poderá fazer se não a deixarem nascer), e temos visto casos (quem está atento) de pessoas que foram criadas em instituições e que têm a sua escolaridade, o seu curso superior, a SUA PRÓPRIA FAMÍLIA construída, e são pessoas felízes por terem nascido e terem colocado outros no mundo - às vezes parece que há pessoas que se esquecem que as crianças não são crianças sempre - nunca ninguém pode adivinhar o que uma criança poderá vir a ser - antigamente muitas crianças eram criadas com muito menos condições do que hoje o são em instituições, e fizeram sociedade, contribuiram para chegarmos onde estamos hoje - tem de haver um equilíbrio entre o "primado da criança" actual, e o primado da "austeridade" de outros tempos).

Claro que agora muitos rematarão: mas uma mãe sofrerá muito mais "dando o seu filho"! Claro que sim! E é por isso que me revolta muito ver mães serem questionadas e estereotipadas por terem dado os seus filhos, pois sofreram ao fazê-lo e deviam ser reconhecidas por isso e não olhadas de lado. ESSAS MÃES NÃO FORAM EGOÍSTAS!!! Preferiram elas sofrer mais, mas por amor, consideração pela outra pessoa que têm dentro de si, e um altruísmo notável, darem ao seu filho, pelo menos, a vida, já que foi concebida.

Deixo este meu comentário para reflexão de todos: havendo a possibilidade da adopção (EM ÚLTIMO CASO), não é preferível ao egoísta acto de abortar uma criança (por muito má situação em que a mãe esteja)?

Não é só uma questão religiosa, é uma questão de ética, VALORES (são estes que sustentam uma sociedade equilibrada), e de DIREITOS HUMANOS!

A quem já praticou aborto, se precisar de ajuda, contacte a "Vinha de Raquel":
Igreja de Nossa Senhora do Carmo – Alto do Lumiar, Av. Maria Helena Vieira da Silva, 12, Ig. 1750-182 Lisboa - TM: 917354602 - http://www.rachelsvineyard.org/contact/international/port02.htm

A quem nunca abortou e um dia possa vir a estar numa situação de gravidez desprotegida, contacte, por exemplo, a Instituição "Ajuda de Mãe" (808201139, 213862020, 213827850 ou http://www.ajudademae.com/) em Lisboa (se for de outra zona do País, basta telefonar para lá e pedir que lhe indiquem a associação mais próxima da sua zona de residência). Existe uma lista de algumas instituições de apoio de Norte a Sul do País em: http://www.juntospelavida.org/institui.html

A quem realmente esteja sem mais opções possíveis por algum motivo, eu apelo: não abortem, pelo vosso filho que também não pode ser esquecido na situação, por favor, ponderem a adopção (em último caso), será sempre melhor (PARA A CRIANÇA) do que não nascer.

E se alguém conhecer alguma mãe grávida que estiver numa situação de risco, eu deixo aqui o meu contacto de e-mail, pois estou ligada a várias possibilidades de auxílio (intituições, associações, etc.), além de que posso ajudar com informação (visto estar ligada à àrea ao nível profissional), ou até a ponderar decisões.

Desejando uma feliz VIDA a todos, deixo ficar os meus melhores cumprimentos.

Andreia de Jesus.
andreiajesus@netvisao.pt

N.B.: Lamento o incómodo da grande dimensão do post, mas se servir para ajudar alguém, então, terá valido a pena.

xico disse...

"E já agora não estamos na idade média, a inquisição já não existe (...)"Ó anónimo das 19:53, obrigado por dares razão ao "SIM"!Acho que nem vale a pena dizer mais nada...
VOTA SIM!!!!!

Anónimo disse...

Antes de mais, julgo que esta questão nem deveria ser referendada. os hipócritas que impedem a existência de crianças saudáveis, lá porque acham que o 'bater do coração' é vida, deveriam ter vergonha pelo seu fascismo... Vida não é saúde. E a saúde quer-se em todos os aspectos: social, psíquico e físico. Antes ter um filho a quem dar tudo o que for necessário para que seja saudável, do que ter cinco a passarem privações... Há que apoiar todas as mães para que possam sentir-se, acima de tudo, apoiadas. E só após esgotadas as alternativas elas irão recorrer a tal experiência traumática. Espero que o Governo tenha o bom senso de despenalizar o aborto e de criar maternidades/clínicas onde apoiar as mulheres.

Angela disse...

Em resposta a estes dois ultimos comentários, queria dizer que quem aqui é hipócrita são os senhores e a inquisição é o que voces querem fazer ao legalizar o aborto.
Porque dessa maneira aquilo que voces estão a defender é que a mulher realmente não tenha outra hipótese, senão o aborto e quando os homens quiserem fugir as responsabilidades de assumir um filho (porque na maior parte das vezes é por isso que a mulher recorre ao aborto) vocês tem sempre a opção de lhes dizer "se quiseres esse filho vais te-lo sozinha, se não ABORTA, é tão simples é só ir ao hospital, por isso só o tens se quiseres...", e assim sacodem a água do vosso "capote".
E agora vem com essas balelas de que é para proteger a mulher!
Que é para darem tudo ao vosso filho, ele só quer é que o deixem viver, uma vez que o fizeram.
Agora uma pergunta, perguntem as vossa mães, se sempre tiveram tudo para vos dar? de certeza que algumas vezes não, mas vocês ainda aqui estão? Porque será?
Eu respondo, porque as vossa mães são dignas de serem chamadas de MÃE e sempre lutaram para que não vos faltasse o essencial, porque é isso que é fundamental para se viver.
Ora tenham vergonha! E pensem naquilo que dizem.
NÃO É LIBERALIZANDO O ABORTO E CRIANDO CLÍNICAS PARA OS EFECTUAR QUE SE ESTÁ APOIAR A MULHER, É CRIANDO CONDIÇÕES PARA QUE ELA POSSA TER ESSE FILHO, DANDO-LHE INCENTIVOS TANTO ECONÓMICOS, QUANTO PSICOLÓGICOS.
Mas se mesmo assim ela optar por fazer o aborto, então aí terá que pagar pelo acto que cometeu.
retirar a vida a um filho esteja ele dentro ou fora da barriga É CRIME, a única diferença é a idade.
Está mais que provado que existe um ser humano dentro da barriga as 5 , as 10 ou as 30 semanas, é o mesmo ser só difere em tamanho e peso.
Retirar uma pena ao crime maior que pode existir que é o de uma mãe MATAR O SEU PRÓPRIO FILHO, é que é uma atrocidade. fazendo isso podemos fechar as cadeias e os tribunais, todos os outros crimes são toleráveis.

Sejam coerentes!

Anónimo disse...

olha chico não ponhas palavras na minha boca que eu não disse. Sabes o que era a Inquisição?
Era uma instituição da igreja que, matava e torturava pessoas que diziam algo que ia contra a sua doutrina, ou então que acusavam de bruxari mas isso não tem nada a ver com o aborto pois não? Por isso visto que ela já não existe, nós não somos obrigados a dizer sim, sim a tudo o que a igreja diz....

xico disse...

Ângela:
Estou comovido com esse discursinho da treta!pelos vistos, quem não passou das duas ou três semanas de desenvolvimento foi o teu cérebro!Ganha mas é juizo e abre os olhos!
Anabela:
Com a actual lei, o que temos é um regime semelhante à inquisição, por isso se o não ganhar vamos continuar na idade média, em que a mulher vai continuar a ser tratada como um ser menor!
Espero que todas as mulheres que hoje defendem tão acérrimamente o "não", tenham consciência de que ao votar "nâo" estão a ir contra os seus próprios direitos!
Tenho dito!

Angela disse...

olha xico
a única coisa que tenho para te dizer é que é pena que a tua mãe não pensa-se como tu pensas, na altura em que engravidou de ti.
se calhar era mais feliz...