quarta-feira, abril 4

PORQUE É QUE NOS APAIXONAMOS PELAS PESSOAS ERRADAS?

Os motivos emocionais ou racionais que levam duas pessoas a unirem-se são cada vez mais estudados, nomeadamente para analisar os motivos que levam as mesmas pessoas a separarem-se. Numa vertente clínica e científica, também se analisam os mecanismos neurológicos para perceber se paixão e amizade ou amor são muito diferentes. É na Primavera, associada ao despontar do romance, que queremos falar sobre o tema.

86 comentários:

roler3 disse...

Olá Fernanda Freitas,

Penso que grande parte do problema, reduz-se á seguinte questão:

- a pessoa errada é sempre aquela com quem estamos, e a pessoa certa é aquela com quem não estamos!


No amor há que fazer cedências, é uma eterna negociação amorosa.

Pensem nisto.

Um abraço,
José Maria Bompastor/Vila do Conde

xico disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Existe sempre a atracção física. Isso é um dos factores que não escapa ao "amor". O estudo do "amor" é nada mais um série de reacções químicas que acontece dentro de nós que nos leva a uma série de reacções a que não estamos acostumados. A "paixão" também é nada mais nada menos do que, por outras palavras, o "vício" a uma coisa a que estamos pegados. O "amor" é talvez uma necessidade por algo. Umas vezes algo que nunca tivemos, que queremos ter, ou que como disse é uma "paixão", um "vicío".

Parabéns já agora, pelo 1º ano de vida! :)

Helder Fraguas disse...

Numa situação de terapia de casal, em conversa individual com um dos cônjuges, o terapeuta verifica que ele tem uma relação extra-conjugal.



Deve o terapeuta suspender (ou terminar) a terapia familiar, no pressuposto de que só se terminar o affaire é possível salvar o casamento?



Ou, pelo contrário, deve assumir que o terceiro é amante dos dois membros do casal? Se o cônjuge infiel procura um terceiro, é porque o traído não faz tudo para manter o casamento? Deve, portanto, ser uma questão a resolver em sede de terapia familiar?

xico disse...

o amor pela pessoa errada e o maior axar do mundo...
douvos o meu exemplo apaixonei-me pela mesma rapariga ke o meu melhor amigo

Anónimo disse...

Eu penso que nos apaixonamos pela pessoa errada porque nós idealizamos a outra pessoa e como é natural nunca será como nós a idealizamos, será sempre diferente.

É por isso que é a pessoa errada... não?
É uma visão simples...
(Parabéns pelo vosso programa)

Anónimo disse...

A explicação para a questão dos "opostos que se atraem", regra geral tem a ver com o facto de que a pessoa que se apaixona pela outra, vê nessa pessoa certas caracteristicas que aprecia e que gostaria de ter ou ser, mas que por alguma razão não tem ou é, por exemplo, por não conseguir mudar.

Paulo

N / Lisboa disse...

Deixei de acreditar no amor das mulheres... e isso é muito triste. As mulheres são emocionalmente instáveis e não sabem ver e compreender quem as ama verdadeiramente.

Anónimo disse...

Infelizmente muitas relações são baseadas em questões superficiais, como o dinheiro e a aparência. Em princípio estas relações podem durar um certo tempo mas certamente não durarão e/ou o casal não consegue ser inteiramente feliz.


Talvez o maior problema que impede que as relações perdurem, tem a ver com a capacidade de poder sentir e dar amor incondicional.

Paulo

António Nogueira disse...

Olá

Eu sinceramente ache que é verdade que nos apaixonamos pelas pessoas erradas sempre.
Eu sou apologista de uma musica de Sam The kid - Hereditário onde ele diz "Porque quem amamos mais é quem nos mais magoa".

Obrigado
António Nogueira - Cacia

Thashepineric disse...

Será fruto da minha imaginação?
Não sei, mas às vezes ao olhar para a cara de uma rapariga, vejo a cara de outra muída que esteve presente na minha vida mas que nunca mais a vi, talvez um psicólogo me possa explicar melhor o que isto quer dizer!

Daniel disse...

Seria possível falarem de amores homossexuais e não apenas de amores heterossexuais? O amor não escolhe orientações sexuais...

Anónimo disse...

não existe a pessoa errada mas sim pessoas diferentes que procuram aconchego um no outro,são mundos opostos que tentam encontrar um ponto de equilibrio,tendo em conta os factores externos(familia,amigos,etc)mas pergunto o "amor para sempre" é para sempre?ou o amor é mutavel,maleavel e daí poder ser eterno?

Anónimo disse...

Eu sou psicologo, e reparo que na nossa sociedade passa-se a vida a falar de relações a 2 (namoro ou casamento), mas passamos a vida a pensar numa outra pessoa. Todos nos já traimos (quanto mais nao seja em pensamento).
A questão é a seguinte: porque não assumir relações a 3?
Na Holanda já se podem casar 3 pessoas !!!!

Alvim

Filipe Daniel disse...

Olá! Boa tarde!

Sou um jovem de 21 anos. Durante os últimos 2 anos mantive uma relação com uma pessoa, que terminou a semana passada. Terminou porque nós eramos o casal errado, nunca funcionamos juntos... em nada. Mas no entanto não tenho dúvidas de que amei e fui amado. Só que amei e foi amado pela pessoa errada. Isto parece estranho...

Nunca pensei que isso fosse possível, mas foi... só não sei é como.

um abraço,
Filipe Daniel, Torres Novas

roler3 disse...

Olá de novo,

Podemos estar apaixonados, sem estarmos apaixonados por ninguém.
Nem sempre o amor é uma opção de vida. Podemos optar por outras formas de amor, como por exemplo o sacerdócio e a entrega a causas humanitárias.


Um abraço,
José Maria Bompastor/Vila do Conde

Anónimo disse...

hoje em dia está na moda o amor virtual, ter um manorado virtual ou conhecer alguem virtualmente.depois de muito andar e de conhecer amigos virtuais acabei por me apixonar por alguem virtual.hoje tento descobrir essa pessoa em tempo real e ele diz que todas eu deveria ter um manual de instruções mas mesmo assim ñ o saberia ler,porque virtualmente eu era menos complicada.discordo com ele.sou a mesma mas em carne e osso, com reacções e predisposições. será dificil para os homens lidarem com uma mulher de carne e osso depois de passarem pelo virtual? parabéns pelo programa. Francisca

Pedro disse...

As mulheres sentem muita mais insatisfação numa relação porque se sentem inseguras!
Não existem pessoas certas ou erradas, existe sim é a capacidade de amarmos e de nos adaptarmos aos defeitos do outro.
Uma relação é um jogo de equilíbrios e quando alguém se entrega mais do que o outro ela entra em desiquilíbrio e depois dá-se a ruptura...

Anónimo disse...

acho tambem que em parte a emancipação femenina , que aceito e comprendo alterou o desenrolar de papeis que as relaçoes nessecitam e que deixou em parte de existir .

Ricardo disse...

Muitas vezes me apaixonei mas nunca fui capaz de mostrar tal sentimento a essas pessoas, só que no entanto em matéria de amor a desilução foi muito grande nas mulheres porque davam mais interesse ao dinheiro do que própriamente ao que eu podia oferecer de amor e afectos, a verdade é que nos homens conheci pessoas que estavam dispostas a uma relação, demonstravam um grande romantismo, e a verdade é que já estou numa relação com o meu companheiro á mais de dois anos e amor não falta entre nós.

Anónimo disse...

Boa tarde

Parabéns pelo Programa.
Gostaria de saber qual a base científica que a vosso Psicóloga convidada utiliza nas suas considerações, dado que me parece que a sua intervenção se situa ao nível do senso comum e do politicamente correcto à semelhença dos outros Psicólogos televisivos em Portugal. Gostaria de a ouvir referir estudos sociológicos e psicológicos para a fundamentar as suas intervenções de forma profissional.

Obrigado

Luis Duarte disse...

Olá Fernanda Freitas,

Sou o Luis Duarte,tenho 22 anos e moro em Lisboa. Eu neste momento tenho uma relação que nunca pensei em ter,acho isto também porque nunca tive uma pessoa que me fizesse tão bem como ela. Eu acredito em amor eterno e almas gemes,acho que todos nós temos uma pessoa que é a certa para vivermos o resto da nossa vida. Eu acho e sinto que encontrei a minha alma gemea e acho que ninguem pode ter medo de ser feliz. Como diria o Vinicius de Moraes: "Que seja eterno enquanto dure."

Cumprimentos

Luis Duarte

fernanda disse...

Infelizmente muitas relações são baseadas em questões superficiais, principalmente a aparência.Estas relações podem durar 20...25 anos..mas na realidade o casal não é feliz...mantem uma relação unica e exclusivamente porque a "sociedade" irá "apontá-lo" caso se divorcie...será correcto manter uma relação assim...pelo que os outros pensam??um casal não consegue ser feliz....está a perder anos de vida...tendo medo de arriscar uma nova vida...por vezes existem esposas que sabem que sao traidas...e preferem se-lo...em vez de terminarem essa relação...valerá a pena viver assim??

Fernanda

Anónimo disse...

Olá, sou uma adolescente de 16 anos. Namorei durante 6 anos. Desde o primeiro ano da primaria até ao sexto ano. Depois namorei no sétimo ano durante uns meses. A partir daí nunca mais namorei com ninguém, embora tenha tido umas pequenas paixões. Hoje ponho-me a pensar se eu alguma vez gostei de alguém e se alguma vez vou gostar. Cheguei a pensar que era lésbica, no entanto, penso que não seria capaz, hoje, de namorar nem com rapazes nem com raparigas. Talves por eu ser uma pessoa muito perfeccionista penso que nunca encontrarei ninguem ideal, visto que ninguem é perfeito. Também penso que a amizade é mais produtiva que uma relação amorosa. Se temos um bom amigo não precisamos de um namorado, pois daí resulta uma substituição. Talvez os divorcios resultem de amizades que foram confundidas com paixão. Uma realização espiritual será melhor que uma realização carnal?

Obrigada pela atenção,

Ana Isabel

n / Lisboa disse...

As mulheres estragam a magia do amor.
Nunca sabem o que querem, e não temem em magoar quem está do lado delas.

Anónimo disse...

lamentavelmente na sociadade de hoje, o amor ñ se sente, mas faz-se!



Miguel

nelson disse...

o grande problema é que actualmente nas relaçoes amorosas, o homem faz papel de mulher e a mulher faz papel de homem. o homem é romantico, luta, faz sacrificios, enquanto a mulher apenas escolhe o que lhe parece melhor.

Helena Leiria disse...

Boa tarde!

mesmo relacionado com crise que estou a sentir...
namorada de um homem casado, homem da minha vida, discutimos ontem...
relação de amor intenso mas onde não há objectivos comuns, sonhos e partilha...
eu, solteira, dou tudo... família, amigos, casa...
ele casado... esconde tudo
Quero ter filhos... ele tem dois...

beijos e parabéns Fernanda!

Maddix disse...

O verdadeiro amor inclui defeitos, erros, enganos, juntamente com perfeição, simbíose, pureza e unificação de corpos - e almas... -

Porque para verdadeiramente darmos valor ao que amamos, teremos, inevitavelmente, um dia de o/a perder... Fisica e/ou espiritualmente.


Cumpz!

P.S. Essas calças ficam-te a matar, Fernanda! ***

Anónimo disse...

Não são as mulheres que estragam a magia do amor mas sim os homens que, simplesmente, não a sabem fazer.

Ana Isabel

Anónimo disse...

Estou separada há quase 1 ano e o casamento durou 6 anos.
Embora a decisão do divórcio tenha sido do meu ex-marido, a separação foi amigável... para além de termos uma filha que merece ter uns pais, no mínimo, amigos, a verdade é que nunca nos demos mal! A pesar disso e de ter consciência que não era feliz com o nosso casamento, não consigo perdoar o facto dele ter "desistido" da nossa família...
Raquel

Anónimo disse...

Não nos apaixonamos pela pessoa errada, simplesmente apaixonamo-nos, mas nenhum amor sobrevive à monotonia, o amor precisa de ser alimentado, diariamente, por isso erradamente e como atribuição de uma causa ao problema surge a problematica de pessoa errada.
A pessoa errada é apenas uma explicação interna para o insucesso, fracasso amoroso.

Anónimo disse...

O Amor existe, é um facto, porque senão não se perdia tanto tempo a falar dele.
A durabilidade do amor depende das partes que estão envolvidas. O que acontece, muitas das vezes, é que as pessoas já se acomadaram à ideia de que o amor não é eterno e que mais cedo ou mais tarde vai acabar. A solução está em acreditar e lutar para que seja eterno.
O Amor é um projecto como outro qualquer, só dará frutos se acreditarmos nele.
Eu acredito.

Luis Duarte disse...

Olá outra vez,

Eu acredito em almas gemeas,porque sou um eterno romantico e acho que o romantismo faz-nos encarar a vida afectiva e não só de outra maneira. Eu como disse,num post anterior, encontrei a pessoa certa para mim, pelo menos é o que eu sinto neste momento, acredito que seja com esta mulher,que eu quero passar o resto da minha vida e como ja mencionei, uma letra do Vinicius de Moraes diz tudo "Que Seja Eterno Enquanto Dure" e espero que a minha relação seja eterna,pelo menos até durar.

Cumprimentos,

Luis Duarte

Anónimo disse...

Não tenho dúvidas, concordando com a Ana que hoje cada vez mais as pessoas, têm vergonha de ser felizes. Existe alguma tendência por parte das pessoas não casadas em troçar das relações duradouras e estáveis.

Anónimo disse...

Sou casada e em um certo momento de meu casamento que já não estava bem, conheci um homem que estava separado de um relacionamento de 18 anos e acabei me apaixonando perdidamente por este homem, mais ele não consegue esquecer sua ex mulher seráque vale a pena largar meu marido e tentar conquistar este homem que amo tanto!

Anónimo disse...

Ola fernanda... sou uma menina com uma deficiencia motora devido a um acidente de carro e desde entao sempre que me apaixono por um rapaz sofro sempre e cada vez mais estou a deixar de acreditar no amor! Gostaria de saber se é possivel um rapaz se apaixonar por uma rapariga assim visto que eles se apaixonam mais pelo fisico, e pessoas como eu com deficiencia tambem tem amor para dar mas infelizmente nao nos dao essa possibilidade e gostaria de saber o porque de os homens serem assim. Pois veem se muito mais mulheres casadas com homens deficients que o contrario :( sera que existe uma explicaçao?? adora ter uma resposta e muito obg!! bjs

Sr.Palavras disse...

Boa tarde Fernanda Freitas eu acho que é um pouco redutor o tema do vosso programa de hoje porque não nos apaixonamos por pessoas certas ou erradas. O ser humano apaixona-se por pessoas que são ou não compatíveis consigo. Esse amor deve é ser vivido intensamente para sentirmos o odor na nossa alma dessa palavra tão bonita chamada amor!!!
deixo só um pequeno pensamento como forma de despedida: amor é aquilo que preenche o vazio que temos dentro de cada um de nós e que nos faz ser homens e mulheres melhores.
bom programa e continuem com o bom trabalho,

joão miranda

Anónimo disse...

Olá Fernanda Freitas,
penso que isto também tem muito a ver com as pressões que se sofrem no dia-a-dia e que não conseguimos evitar de levar para a relação, e que a acaba por danificar a pouco e pouco.
Também temos sempre a "mania" de que conheçemos o outro quando na verdade é mentira.
Também penso que às vezes se entra num circulo vicioso, pois conheço pessoas que se divorciaram e desde daí não conseguem uma relação estável. Acabam sempre por atrair pessoas com problemas emocionais que não conseguem dar estabilidade umas às outras. Algumas delas oportunistas, pois sentem que o outro está fragilizado e aproveitam-se disso.

Maria

Anónimo disse...

Eu tenho 19 anos e ha nove que gosto de uma rapariga, começámos a namorar mas passado um tempo acabamos pk ela nunca queria estar cmg, era muito fria e so ligava aos amigos, o que fzer para lidar com uma situação como esta? gostaria que me ajudassem...obrigado

Keia disse...

Será que amar é dar sem desejar necessariamente receber?

Ou será que quando se ama, deseja-se sempre ser amado de volta?

Quando se ama, criam-se expectativas em relação ao outro e às suas atitudes.

Sentir que se ama a pessoa errada é sentir que se ama quem não é como nós desejamos, quem não corresponde ao nosso par ideal e idealizado...

Mas será que podemos exigir de alguém que seja o ideal?

O ideal existe?

Cumprimentos a todos e parabéns pelo programa!

Raquel Reis

Anónimo disse...

Olá outra vez.

Mas afinal o que é esse sentimento a que chamamos de amor? Não será apenas uma amizade levada ao extremo? Existirá mesmo um sentimento para a palavra: amor?
De qualquer maneira penso que o que acaba com um casamento é a pouca importância que uma pessoa dá à outra. Obviamente o exagero tambem estraga tudo mas a indeferença é o maior dos abismos numa relaçao.

Ana Isabel

João Cavaleiro disse...

Uma frase carinhosa e para os corações apaixonados, não é o meu caso mas adoro o amor e todo o ardor que ele envolve:

"Não há viagem mais linda, do que ir devagarinho, do nariz até ao queixo, parando pelo caminho."

Assim, o amor é lindo!

Anónimo disse...

É-nos obrigatória "a pessoa certa" na nossa vida... seja ela quem for, como for... seja ela uma pessoa hoje, outra amanhã... pede-se apenas que ela nos ame.
Por mais triste e desesperante que o fim seja, há a certeza de um amor que existiu e, caramba, esse fim não significa "o nosso fim".

O que há-de eterno nesta vida?

Faça-se sempre o favor de ser feliz!

Sofia

Anónimo disse...

Eu ainda não percebi qual a razão??

Qual a resposta à questão em estudo:

"pq nos apixonamos, então, pelas pessoas erradas"????....

Anónimo disse...

As pessoas apaixonanm-se pelas pessoas erradas porque, na maioria das situações o amor é encarado como possessão...daí que não haja entrega mas mais tentativa de domínio; um jogo de forças...
Penso que é muito importante antes de mais o qué o amor, para isso, se me permitem, aconselho a lerem a primeira parte da recente Encíclica do Papa Bento XVI - Deus caritas est - onde se faz muita luz sobre o tema.

Um abraço
Pe. Fernando

Luis Paulo Freitas disse...

Acho que não nos apaixonamos pelas pessoas erradas, acho que procuramos um ideal que não existe na vida real; hoje em dia filmes, livros tudo tem o tal final feliz e viveram felizes para sempre, mas na vida real há obstaculos a serem ultrapassados e que existem mesmo pois a vida não é um mar de rosas.
Certamente será pela não espera desses obstaculos que pensamos logo que a relação não é especial não é aquela que procuramos, mas à que perceber que a nem tudo é como os filmes... talvez passo a dizer que os filmes romanticos são publicidade enganosa só mesmo pra "coração ver"...
Como uma frase minha que costumo dizer... "Não existe a mulher ideal mas sim o ideal de mulher..."


Um abraço,
Luis Freitas / Madeira
17 anos

Anónimo disse...

Li uma vez um artigo de uma psicanalista e sexóloga, Regina Navarro Lins, que dizia que a tendência é as pessoas transitarem entre dois sexos, ou seja sermos bissexuais. O contrato casamento e o amor por uma pessoa só deixarão de existir. As relações serão mais livres e deixarão de existir as pessoas erradas...

Anónimo disse...

Há que ter em conta que falar pela internet e falar pessoalmente são duas coisas totalmente diferentes. Há que ter cautela com as paixões que são alimentadas por palavras que podem ser vazias.

Ana Isabel

Anónimo disse...

Porque é que tem de existir uma pessoa certa ou errada?
Porque é que não se pode simplesmente amar e ser amado livre de preconceitos ou das normas da sociedade?
Carreira, namorado, marido filhos netos…tudo tem uma ordem previamente estabelecida porque assim nos foi imposto através da educação que recebemos. Porque consideramos que aquelas pessoas que preferem continuar solteiras são consideradas “tias” por uma simples opção de vida.
Pergunto o que é a fidelidade? Um sentimento de que possuo uma alma e um corpo que não são meus… penso que as pessoas não sabem amar.
Eu que amo, não posso pedir à pessoa amada para mudar pois estaria a mudar a pessoa pela qual me apaixonei e acho que é isto que as pessoas não compreendem. A meu ver não existem pessoas certas ou erradas, existem apenas pessoas que nos compreendem e nos fazem sentir bem, com as quais partilhamos momentos de alegria e somos confortados na tristeza.

Anónimo disse...

Boa tarde

Parabéns pelo Programa.
Gostaria de saber qual a base científica que a vosso Psicóloga convidada utiliza nas suas considerações, dado que me parece que a sua intervenção se situa ao nível do senso comum e do politicamente correcto à semelhença dos outros Psicólogos televisivos em Portugal. Gostaria de a ouvir referir estudos sociológicos e psicológicos para a fundamentar as suas intervenções de forma profissional.

Obrigado

Anónimo disse...

Os encontros virtuais são alimentados pela habitual preguiça portuguesa de não sair de casa.

Ana Isabel

Anónimo disse...

conheci o meu amor num verão...mas o só nos apaixonamos "falando" por mensagens escritas no telemovel. como somos de cidades diferentes...ele acabou por me visitar no natal e pediu-me em namoro, durante ano e meio mantivemos um namoro À distância... nos passados seis meses eu mudei-me para a cidade dele... a verdade é que a relação já não funciona, pois o interesse já não é comum... ele sente-se pressionado pela minha presença e proximidade... e eu já me cansei de "correr atrás" e me adaptar.
QUE RELAÇÕES SÃO ESTAS QUE SÓ FUNCIONAM À DISTAÂNCIA?

Antonio Ferreira disse...

Ola, Boa tarde Fernada Freitas.
A minha grande duvida continua a ser a mesma de sempre...
QUANDO É QUE SABEMOS QUE A PESSOA POR QUEM NOS APAIXONAMOS É A PESSOA ERRADA?? ou QUANDO É QUE SABEMOS QUE REALMENTE ESTAMOS APAIXONADOS?
È que neste momento estou numa situaçao complicada, em que nao sei com qual de duas raparigas ficar, porque gosto muito de uns aspectos de uma, e tambem gosto muito dos aspectos da outra...mas qual delas é a pessoa errada?????

Anónimo disse...

olá fernandinha estou a adorar o tema de hoje,a mim também já me aconteceu apaixonar-me pla pessoa errada mas depois aprendi com o grande erro que cometi ao ter gostado dessa pessoa porque em vez de me fazer bem, no fim fez-me sofrer.pensava que ele gostava de mim e enganei-me ele brincou com os meus sentiments e isso não perdo-o.beijinhos grands

Anónimo disse...

Apaixonamo-nos pelas pessoas erradas porque procuramos a certa. E como em todo o caminho existem pedras que nos magoam, tambem numa vida amorosa existem contratempos. Penso que nunca existem pessoas erradas, simplesmente existem pessoas que nos vão aprefeiçoar e ensinar.

Ana Isabel

Anónimo disse...

Olá Fernanda Freitas,
Parabéns pelo seu excelente programa.
Sou nova, mas vivo há muitos anos em angústia e depressão. Tenho um grande amor pela pessoa com quem vivo há 12 anos, e que conheço quase há 20 anos, mas não é aquele amor que é suposto haver num casal. Não consigo pôr fim à relação. É como se banisse da minha vida um familiar muito próximo e muito querido. Mas...não sou feliz. De longe a longe vou-me apaixonando e isso faz-me, de certa forma, sentir-me viva. Contudo, é uma paixão vivida no "singular".
Cumprimentos

Anónimo disse...

Aqui vão algumas frases da Encíclica do Papa Bento XVI:

"Ao amor entre homem e mulher, que não nasce da inteligência e da vontade mas de certa forma impõe-se ao ser humano, a Grécia antiga deu o nome de eros.
O eros degradado a puro « sexo » torna-se mercadoria, torna-se simplesmente uma « coisa » que se pode comprar e vender; antes, o próprio homem torna-se mercadoria.
« agape » este vocábulo exprime a experiência do amor que agora se torna verdadeiramente descoberta do outro, superando assim o carácter egoísta que antes claramente prevalecia. Agora o amor torna-se cuidado do outro e pelo outro. Já não se busca a si próprio, não busca a imersão no inebriamento da felicidade; procura, ao invés, o bem do amado: torna-se renúncia, está disposto ao sacrifício, antes procura-o".

Penso que vale a pena reflectir sobre elas.....

Pe. Fernando

Rita Santos disse...

Nao existe a pessoa errada nem a pessoa certa. Mas sim pessoa que idealizam o seu companheiro, como nao tendo defeitos. O companheiro ideal! Mas como se sabe ninguem e perfeito. e assim se julgam as pessoa certas e erradas. No fundo sao todas erradas porque nunca correnpondem as expectativas do companheiro. Porque esse fez questao de pintar o seu retrato sem qualquer defeito. Entao acaba por sofrer por sua propria culpa!


Gostei do programa, acho que aborda temas interessantes.

Rita Santos/15anos/

Anónimo disse...

Apraz-me partilhar convosco uma citação genial que Eça de Queiroz sensata e sabiamente escreveu no “O Primo Bazilio, embora correndo o risco de muitos de vós já ter sublinhado esta deixa genial. “É que o amor é essencialmente perecível, e na hora em que nasce começa a morrer. Só s começos são bons. Há então um delírio, um entusiasmo, um bocadinho do céu. Mas depois!... Seria pois necessário estar sempre a começar, para poder sempre sentir?” Certamente Eça referia-se à paixão. Essa sim acontece à 1ª vista... na minha opinião o amor não, este flui do conhecimento do outro c qualidades e defeitos...

Fátima Diogo

Anónimo disse...

Existem vários estudos no campo da Psicologia relativos ao "amor virtual", à violência doméstica,etc., teorias sociológicas relativas ao amor "romântico", etc.,e várias abordagens baseadas nos vários modelos terapêuticos da Psicologia. Gostaria de ouvir a Dra. Ana referi-los e assim dar uma perspectiva psicologica científica dos assuntos aí discutidos, em vez de se situar ao nível do senso comum. Se não está aí como profissional e sim como pessoa, retiro o meu comentário. Obrigado.

Anónimo disse...

Relamente o povo portugues é muito fecahdo e torna-se bastante complicado conhecer pessoas novas. Estão todos nas suas casas em frente ao computador ou à tv. Foi por isso que aderi à moda do Speed Dating onde as pessoas têm a oportunidade de se conhecer cara-a-cara.

Cristina

Anónimo disse...

que fazer quando ainda se gosta... mas a ausência torna-se insuportável...quando nos dizem que gostam de nós mas não querem estar connosco?

Anónimo disse...

A pessoa errada surge do fracasso de um relacionamento, se tudo corre bem chamamos-lhe cara metade? Poderemos falar de pessoa errada? Devemos chamar-lhe erro? Ou devemos encontrar sempre uma boa recordação de um relacionamento?
Uma relação não acaba sem que ambos tenham culpa, é realmente bonito atribuir-lhe uma boa recordação e não chamar-lhe errada.

Nurse Anesthetist disse...

"Se não fosse a vida...tu serias a minha vida!"

É assim que muitos justificam as suas relações menos positivas...

Creio que tudo passa por tentar conhecer as pessoas e deixar que a "Vida" faça o resto...

Um grande abraço!
Nuno

Anónimo disse...

Devido a uma paixao errada, uma vida cheia de acontecimentos negativos... desisti de voltar a amar, pura e simplesmente desisti de viver...
Quem quiser que seja feliz e que lute pela felicidade..

Ricardo disse...

Uma frase que se enquadra perfeitamente neste tema é: "É fácil conquistar mas difícil manter". Todos nós nos apaixonamos seja de maneira espontânea sejam a pouco e pouco, mas quando duas pessoas se comprometem tudo muda quando problemas aparecem, seja de saúde, financeiros, zangas de casal, etc...

E aí vemos o verdadeiro desafio, se somos capaz de se maduros e ultrapassar essas barreiras, ou achamos que não tem emenda e acaba-se o filme. Felizmente tenho como exemplo os 30 anos de casados dos meus pais em que eu vejo constantemente o amor entre eles a ajudá-los a ultrapassar muitos problemas.

Anónimo disse...

Entre a psicóloga (?) Ana Cardoso de Oliveira e a escritora (?) Margarida Rebelo Pinto quais são as hipóteses de escolha de um homem se "poder apaixonar"?

Anónimo disse...

Apaixonamo-nos pelas pessoas erradas porque procuramos a certa. E como em todo o caminho existem pedras que nos magoam, tambem numa vida amorosa existem contratempos. Cada "pedra" ensina-nos algo que nos ajudará a não tropeçar nas seguintes.
Penso que nunca existem pessoas erradas, simplesmente existem pessoas que nos vão aprefeiçoar e ensinar.

Ana Isabel

Anónimo disse...

Penso que não nos apaixonamos por pessoas erradas, partimos sim, de um princípio errado que é do penasr que "aquela" pessoa é a pessoa certa e,como tal pre-definimos inconscientemente padrões de conduta. Quando, a dita fase de encantamento termina, começamos realmente a ver o outro e, então surge a realidade. Realidade essa que exige trabalho, dedicação, inteligencia e muita generosidade.

Anónimo disse...

Mais uma resposta possível, e grande:

"Nos apagamos as palavras, os gestos e tudo o que vemos nos outros de que não gostamos. E as coisas que mentalmente gostamos mais deixamos. Vendo apenas o que na verdade é um reflexo de nossos desejos".

Ou seja, o amor envolve maturidade, partilha de tudo e mais alguma coisa, escuta e diálogo sem agressões antes do tempo...E o perdão...

Ao passo que a paixão, envolve ilusão, temura, sentimento de posse associado (por querer que esse alguém não nos large, não nos deixe o que nos completa...dado que não estamos completos por nós próprios...), envolve um mar de rosas; e um mar de desilusões.

Depois do choque com a realidade de todos os defeitos e espinhos do companheiro/a a virem ao de cima do inicial pintado/idealizado e famoso: "Mar de Rosas"....às areias e lamas movediças, das quais por vezes não nos conseguimos libertar. Seja por hábito, ou por falta de coragem. De mudar. De arriscar por procurar um melhor eu. Um eu mais satisfeito. Mais auto-realizado...

Por isso o meu conselho é: não se iludam? Abram os olhos, e aceitem ou não, todos os defeitos inerentes aos que vos rodeiam, a vocês mesmos; e aos que escolheram para companheiros "de vida". E boa sorte!!!...

Ana Filomena.

Anónimo disse...

Não acredito em "pessoas erradas", mas pessoas diferentes com objectivos diferentes. Olhando para o meu passado vejo que já senti muitas vezes paixão, mas nunca senti amor! Talvez porque nunca quis investir na relação para chegar a esse estádio! Nunca consegui manter uma relação estável. Nunca pretendi alterar o meu estilo de vida para acomodar outra pessoa, como já me foi pedido, nem poderia pedir a outra pessoa para alterar o seu estilo de vida para se acomodar ao meu. Acho que só conseguirei manter uma relação duradoura quando encontrar uma companheira por quem sinta que vale a pena mudar de estilo de vida, e que ela sinta o mesmo! Não para um se acomodar ao estilo de vida do outro mas para iniciarmos juntos a construção de uma vida a dois, assumidamente diferente da vida solitária, e que trará hipoteticamente uma vida a três, a quatro, a cinco, à medida que os filhos, os pais, os sogros, os amigos, aparecem na relação! Será esta uma perspectiva fria, ou será que isto é que será sentir amor? Será que isso nunca acontecerá porque eu nunca vou investir numa relação? Será que é melhor casar e ter filhos aleatoriamente, sem pensar em conquistar ideais, como me parece que a maioria das pessoas faz, na prática, apesar de ter esses mesmos ideais? Perguntas retóricas...

Miguel

Anónimo disse...

o amor não se sente, faz-se. faz-se através de sexo, festas e beijos, e também através de elogios, ajudas e presença, através do olhar e de muita muita conversa porque na sociedade de hoje como na de ontem e certamente na de amanhã, não há mais eficiente maneira de comunicar que pela conversa. quando me apaixonei o sentimento mais forte que tinha era o de compatibilidade perfeita com o apaixonado. "encaixamos tão bem..." o encaixe perde-se porque as peças se vão moldando com outras formas. é então necessário manter franca comunicação para uma actualização ao pormenor do contacto do encaixe. isto é o amor pelo outro que se faz. o amor por nós próprios é continuar com o outro porque se continuar sozinho é pior. o "mais vale sozinho que mal acompanhado" não é assim tão fácil de concretizar... precisamos de sentir que há alguém ligado a nós, mesmo que mal ligado.
p.s.: monólogo não é conversa.

maria / odivelas

Filipe Daniel disse...

Olá outra vez...

Há uma frase bonita que diz:

"A amizade é o amor sem asas"

Então, como alguém já referiu, porque não pode o amor ser a amizade levada ao extremo?

Assim parece-me que deixaria de haver a questão da pessoa errada/certa...

cumprimentos

Anónimo disse...

Eu acho que nos apaixonamos sempre pelas pessoas certas, mas ... as pessoas mudam, os contextos mudam, logo muda a base onde num dado instante e lugar "assentou" uma paixão (estado hipnótico transitório). Para que haja continuidade e reciprocidade no fluxo amoroso (estado semiconsciente mais ou menos duradouro) é preciso que os actores disso tenham vontade, depois é preciso trabalhar na reconstrução contínua das bases onde o amor se equilibra e finalmente terem a inteligência suficiente para o executarem bem.
Se essa reconstrução falhar chegamos à conclusão que era a pessoa errada. Enquanto essa reconstrução se fizer satisfatoriamente (não entro em pormenores) temos a pessoa certa.

Ivo, Póvoa de Santa Iria, 4 de Abril de 2007

Fabiana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Eu acho que nos apaixonamos sempre pelas pessoas certas, mas ... as pessoas mudam, os contextos mudam, logo muda a base onde num dado instante e lugar "assentou" uma paixão (estado hipnótico transitório). Para que haja continuidade e reciprocidade no fluxo amoroso (estado semiconsciente mais ou menos duradouro) é preciso que os actores disso tenham vontade, depois é preciso trabalhar na reconstrução contínua das bases onde o amor se equilibra e finalmente terem a inteligência suficiente para o executarem bem.
Se essa reconstrução falhar chegamos à conclusão que era a pessoa errada. Enquanto essa reconstrução se fizer satisfatoriamente (não entro em pormenores) temos a pessoa certa.

Ivo, Póvoa de Santa Iria, 4 de Abril de 2007

18:04

Cookinha disse...

Olá Fernanda Freitas,

Em primeiro lugar, queria dar-lhe os meus parabéns pelo programa!
Gostei bastante do tema de hoje...porque me interesso muito pela evolução do ser humano, enquanto ser espiritual , em crescimento! Talvez o amor seja isso mesmo, um estado evolutivo da paixão! Penso, tal como escreveu esta última participante que é "preciso trabalhar na reconstrução"...quer seja no amor ou numa simples amizade!
Confesso que o perfeccionismo e uma talvez "constante" insatisfação feminina, faz querer mais e mais...daí que muitas vezes ouço, "és exigente demais". Talvez, mas prefiro ser assim e sentir-me totalmente satisfeita, do estar mais ou menos! Numa relação a dois, a pessoa certa ou errada é aquela(e) com quem partilhamos, evoluímos e no fundo...aprendemos a viver a ser felizes...e isso esige muita dedicação, esforço, inteligência e, como alguém disse: " O amor é um projecto", e se não acreditarmos nele, não resultará...!

Não devemos desistir...é ir em frente sempre e acreditar que há uma tampa para a cada panela! Se não a encontrarmos, há sempre tantas outras formas de felicidade, depende do que procuramos!

No fundo, a busca da perfeição do ideal que sonhamos, impede-nos muitas vezes de ser felizes!

Saudações
Ana

Alvaro disse...

Será que os amores e desamores, casamentos e divórcios, não parte de uma das maiores hipocrisias da sociedade ocidental que se pretende afirmar como uma sociedade monogâmica?
Quantos homens existem monogâmicos?
Porquê contrariar o que é cientificamente comprovado?

Alvaro disse...

Será que o homens é monogamicos ou querem obrigá-lo a ser monogâmico?
Será que a sociedade ocidental não é hipocrita quando diz que é uma sociedade monogâmica?

USINA DAS BONECAS disse...

Que tal um poemetozinho sobre o tão apaixonante e polémico «amor-amar» que anda por aí cada vez mais aturdido de boca em boca?

AMAR?...

Amar?...
É ser pensamento
doutro corpo à mesma hora,
sentir-lhe a alma por dentro,
sentir-lhe a alma por fora...
Amar?...
É sentir agora
todos os pontos vitais
de um corpo que foi embora
e não volta nunca mais...
Amar?...
É sentir os ais
e os golpes da mesma dor
num corpo longe de mais
que nos sufoca de amor...
Amar?...
É muito pior
após a dor consumada,
porque amar fingindo amor
não é nada, não é nada!...

Eugénio Bragal
Porto - Portugal

USINA DAS BONECAS disse...

Há 40 anos mais ou menos ouvia-se muitíssimo na rádio a cantiga, da qual transcrevo alguna versos, que de imediato insiro:

Quem eu quero não me quer,
quem me quer mandei embora
e por isso eu já não sei
o que será de mim agora...

Não sou capaz de ser feliz
nos braços de um amor qualquer,
ai se uma fosse a outra
que eu amo tanto e não me quer.


À volta e sob o teor que emana destes singelos versos, presumo que gira a problemática do «amor errado» que afecta um grande número de indivíduos. De resto o amor é como é. Não tem padrão. Cabe a cada pessoa gerir os seus sentimentos conciliando-os com a razão que lhe garanta uma existência satisfatória e tranquíla. O que para aí se vê em queixumes é tão-só uma lástima que revela uma enorme falta de personalidade e incapacidade mental, algo do foro psiquiátrico.

Eugénio Bragal
Porto - Portugal

Fernanda Freitas disse...

Amei a tua inquietação; e disseste-me que
te amei sem saber porquê, que as marés anunciavam
o luar que não chegou, que não foi preciso
olhar o fundo transparente das palavras
para que a sua verdade nos tocasse, que a tua mão
colheu o fruto da primeira árvore sem que nada
o impedisse.

Amei-te sem ter a certeza da manhã, sem ouvir
o vento que fez bater as janelas num eco do passado,
sem correr as cortinas do mundo para que
ninguém nos visse, sem apagar do teu rosto
o brilho da vida, enquanto as aves dormiam,
e o licor do sonho se derramava sobre os corpos
que cortavam a noite.

Mas ao seguir o seu rumo, o azul
floresceu das cinzas, a música despontou
dos silêncios da madrugada, e os teus olhos
amanheceram quando me disseste que
te amei, sem saber porquê.

de Nuno Judice

USINA DAS BONECAS disse...

À consideração de FERNANDA DE FREITAS

Trata-se de uma voluntariosa proposta que não busca mais do que o implícito efeito: uma página adjacente ao blog da Sociedade Civil, paradigma de rio Sousa, que fornecendo água putável ao Porto desagua no Douro.

O que pretende fazer? Tão só provar que a Poesia entra e fica bem em todas as vertentes da vida, constituindo o mais excelente dos balsamos para amaciar e confortar as vicissitudes da alma.

Uma pedra, uma flor,
o mais pequeno ser vivo,
um pedacinho de amor,
tudo-tudo é relativo.


Com simpatia e admiração

Sociedade Civil - Poesia

Eugénio Bragal
Porto - Portugal

Sara disse...

Penso que, antes de tudo, se deve distinguir, por ordem crescente: atracção, desejo, paixão e amor.
É claro que não se resume a isto, cada sentimento de uma pessoa por outra é sempre diferente e único e muito complexo.
Mas penso que a base fundamental de qualquer casal é sentirem-se bem com o outro, gostarem de se descobrir mutuamente, compreenderem-se e respeitarem-se, gostar das características um do outro (personalidade, maneiras de pensar e de agir, opiniões, princípios, etc.).
Obviamente que ninguém é perfeito e há sempre aspectos que não gostamos naquele que amamos, mas quando o balanço geral que fazemos do parceiro é suficientemente positivo, acabamos por tolerar esses aspectos que não apreciamos tanto.
Quanto ás separações, na minha opinião acontecem porque cada um de nós muda ao longo do tempo. Eu, por exemplo, sou muito diferente daquilo fui há anos atrás.
E, porque, felizmente, temos esta capacidade de mudar, ás vezes acontece que o casal ou um dos parceiros não se adapta a essas alterações que se vão dando gradualmente e acabam por se separar.
Outra coisa importante a referir é que, em qualquer relação com alguém, para haver harmonia, é preciso ceder numas coisas e impôr-se noutras. Não podemos fazer tudo e fazer com que o outro nos siga sempre da maneira que nos apetece nem vice versa, porque senão deixa de ser uma relação a dois e passa a ser individualista, logo, não tem futuro. Torna-se insuportável.
Além disso, quando se ama, esse jogo de ceder e determinar dá-se naturalmente porque quando existe amor queremos ser felizes e que o nosso amado também seja feliz. Não há espaço para egoísmo. Viva a vida! Viva o amor! Viva a mudança! E viva a nós!

Anónimo disse...

"na vida tudo é um momento fora desse momento ja nada interessa " isto para dizer que um amor nao consta nos dias k passam juntos nos meses anos etc... costa na afinidade k se tem um pelo outro ,se a pessoa é errada ou certa o importante é tentar e perceber que fizemos tudo ou de tudo para amarmos e nos sentirmos amados "se nao deu flor valeu a intesao da folha ,se nao deu folha valeu a intencao da arvore,se n der arvore valeu a intencao da semente"
Duarte Ferreira