quinta-feira, maio 24

PREPARAÇÃO PARA OS EXAMES

Os exames estão à porta e todos os alunos do 9º e 12º anos preparam-se – alguns com a antecedência necessária, outros recorrendo a truques mais ou menos válidos. O que importa saber nesta altura? Como ajudar os filhos a ultrapassarem esta fase de stress, vivida em dias cheios de sol e convidativos para actividades ao ar livre? E como devem preparar-se os maiores de 23 anos para a frequência do ensino superior?

57 comentários:

maria disse...

Tirei o meu curso no Alentejo e a altura de exames era horrível, não só pelo stress que nos causa, mas também pelo calor exagerado que se faz sentir nessa altura.
A escolha de lugares para estudar não era fácil, se por um lado a biblioteca era o sítio mais fresco para se estar, por outro lado era movimentado e havia sempre algum barulhinho, razões suficientes para desconcentrarem as pessoas que gostam do sossego para estudar. Na “sala de estudo” da residência de estudantes também não era melhor opção, pois para alem do barulho e movimento, era também um sítio quente (pois não tinha ar condicionado). Apenas restava o quarto, que era o único lugar mais sossegado (mesmo ouvindo o barulho que vinha do exterior), e embora quente era o que tinha de melhor…desde que a colega de quarto não se lembrasse em ir para ali causar distracção.

Nos exames também acontecem coisas giram causadas pelos nervos…eu fico sempre muito nervosa, até ao ponto de numa oral ir cerca de 5 vezes à casa de banho enquanto esperava pela minha vez…E isso também acontece nos escritos. Por vezes os professores pensam que queremos sair da sala para fazer tudo menos aquilo que era suposto, que é ir realmente à casa de banho. Dou-lhes razão e vi muitos colegas fazerem isso, o que não quer dizer que sejam todos assim.

Falando das formas menos correctas de obter bons resultados nos exames, eu tentei, é verdade, mas não consegui…via sempre os meus colegas a fazer e usar “cábulas” e eu não conseguia…e se por um lado os bons resultados acabam por ser injustos para aqueles que usam “cábulas”, por outro lado dá um grande mérito ao outros que não as usam. Mas na busca de emprego quem é que quer saber do mérito para alguma coisa? É por saberem disto que muita gente usa as “cábulas” sem nenhum remorso, e é também por isso que tentei fazer o mesmo…só tenho pena de não ter conseguido, porque assim tinha tido muito mais sucesso nos exames e a minha média teria sido melhor. Não sei se os professores têm consciência ou não, mas por vezes mandam-nos fazer tantos trabalhos e que duram o semestre inteiro, que o estudo para os exames acaba sempre por ficar para trás. Quantas e quantas vezes não tivemos até quase à altura dos exames e ainda com trabalhos por entregar? Não é “pêra doce”, tantas vezes que tivemos que fazer noitadas e até directas para acabar os trabalhos mesmo antes de começarem os exames. Depois viram os exames e como é lógico, já estávamos cansados e desgastados (já para não falar do calor insuportável)…e ai era o “salve-se quem puder”, e aqueles que faziam “cábulas” safavam-se sempre!

Enfim…memórias de um tempo passado, embora não tão longínquo assim…

roler33 disse...

Olá Fernanda Freitas,

Tenho pessoas na família que estão a preparar-se para os exames de acesso ao ensino superior, para os maiores de 23 anos.
Uma minha cunhada está a preparar-se para os exames, dentro deste regime (23 anos), para o curso de criminologia da Universidade de Direito do Porto. Ela tem-se preparado através da leitura das bibliografias aconselhadas e através da apresentação cuidada de um bom curriculo vitae, exigido para este efeito.

A motivação na entrevista de acesso, também é muito importante.


Cumprimentos,
José Maria Bompastor/Vila do Conde

Anónimo disse...

Permitam-me discordar do que foi dito, nem sempre é necessário apenas compreender, mas sim memorizar. No meu curso era é muito importante compreender, mas nos exames também saíam definições e para isso é necessário memorizar e não só compreender.

Anónimo disse...

Qual é o remédio para a desmotivação?

Anónimo disse...

Sempre estudei disciplinas das áreas das matemáticas, físicas e químicas a ouvir musica e nem por isso que me fez mal, pois adorada estar a ouvir musica e a fazer os exercícios. Claro que as disciplinas que implicavam compreensão e memorização não fazia isso.

Pedro disse...

Porque razão quereis que os vossos filhos estejam bem preparados num todo se os pais não se preparam a eles próprios?

Os filhos não precisam de pais extraordinários, mas de seres humanos que falem a sua linguagem e sejam capazes de penetrar no seu coração.

Será que estamos a informar e não formar?

Será que a vida é uma grande escola que pouco ensina a quem “não sabe ler”?

Não acham que educar é ser um artesão da personalidade, um poeta da inteligência, um semeador de ideias?

Concordam?

Pedro Marinho

Pedro disse...

A Natação é a melhor vitamina b12 para a época de exames.
Prof. de Natação

Anónimo disse...

Concordo que a natação é um excelente remédio.

Pedro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lina disse...

Gostei da iniciativa que tiveram de colocar um computador portátil para a Fernanda ler os comentários em vez de os imprimir evitando assim gastar papel (como apelaram numa das dicas ambientais). Obrigada por protegerem o ambiente! :)

No entanto acaba por ser um “pau de dois bicos”, porque estão a gastar electricidade, por isso não se esqueçam de plantarem uma árvore um dia destes. ;)

Anónimo disse...

olá fernanda e parabéns pelo tema.
Tenho um filho que no ano passado se apresentou ao exame nacional do 9º ano com média de 3 e sem qualquer negativa durante a avaliação contínua ao longo do ano. No entanto reprovou o ano escolar por ter obtido a classificação de 1 nos exames nacionais (português e matemática).
Gostaria de ouvir alguém comentar por que razão se submetem alunos de 14/15 anos à pressão de um período de provas globais, exames nacinais, decisões de opção para orientação no seguimento da carreira, sem que tenha anteriormente existido alguma forma de treino ou adaptação ao processo.
Obrigado.

Joel Teixeira dos Reis disse...

Olá Fernanda Freitas.

Eu gostaria de saber e que perguntasse aos seus convidados se os programas introduzidos no 12º estão realmente preparados para serem avaliados em exames.

Na minha opinião, os porgramas são muito extensos e aborrecidos e creio que estes sejam umas das principais causas do insucesso nos exames.

O programa de Matemática do 12º ano é muito extenso, demasiado específico e, diria até, aborrecido.

Só queria acrescentar que nos exames de 11º de Biologia & Geologia e Física & Química A, nós, alunos, tivemos de estudar no total oito livros (4 para cada disciplina e para cada disciplina, dois por ano) e no exame só saiu 1/3 da matéria dada.

Concluindo: Ou são os exames que não estão de acordo com os programas; ou então, os programas não estão preparados para serem submetidos a exames.

Quais as conclusões?

Joel Teixeira dos Reis. 12º ano, Lamego

Anónimo disse...

Boa tarde!Eu ando no 12ºAno e gostaria de saber a razão dos exames de portugues, matemática, Físico-quimica e biologia-geologia da 1ª fase serem todos feitos numa semana e o porquê do exame de físico-quimica ser no dia depois do exame de matemática. Além disso, porque é que o exame de matemática é ás 11.30, quando este exame tem duas horas e meia de duração, ou seja, estamos a faze3r exame à hora de almoço. Obrigado

Anónimo disse...

A minha filha está no 4º ano e nunca acaba os testes porque, apesar de ser muito trabalhadora e esforçada, é também muito lenta. Que posso eu fazer?

Anónimo disse...

Gostaria de dizer que constato, com tristeza minha, que as crianças do pré escolar estão a ser muito mal preparadas para a vida escolar e futura. Nas escolinhas publicas, da mesericórdia e mesmo em quase todas as particulares as competências académicas das crianças deveriam ser melhor trabalhadas. Há alguns casos em que isto não acontece, como o vosso convidado pode testemunhar mas essas escolas não estão acessíveis a todos. Sou mãe de duas crianças e vi-me forçada a abdicar de muita da minha actividade profissional para apoiar melhor os meus filhos uma vez que isto acontece. Desde a educação para uma alimentação saudável, regras de educação, treino de trabalho, de controle, iniciação aos numeros e á leitura; treino da motricidade fina com lápis... em minha casa os meus filhos estão a aprender as letras, os numeros, pequenos cálculos, muito treino de categorização, de resolução de problemas... mas penso que isso deveria ser mais treinado na escola. Sei que o colégio que está aí representado é uma excepção mas essa não é a realidade de todos.

Sónia

Anónimo disse...

Olá, Fernanda!gostaria que nos respondesse ao porquê dos exames de matemática,biologia, fisico-quimica e portugues da primeira fase serem todos feitos em apenas uma semana, quando podiam estar distribuidos em duas semanas, pelo menos.Além disso, não entendo porque é que na segunda fase, o exame de portugues está no mesmo dia que o de fisico-química.Além disso o exame de matemática A é feito á hora de almoço.Com estas condições, como é que querem que os alunos tenham bons resultados?!Também não fazemos milagres....

roler33 disse...

Olá de novo,

Na questão da motivação para o estudo e para a questão do mercado de trabalho, os alunos têm de pensar da seguinte forma:

Mais vale ter um curso do que não ter!

Pode parecer uma verdade de Lapalisse, mas é muito útil ter isto sempre presente.

Cumprimentos,
José Maria Bompastor/Vila do Conde

Anónimo disse...

Que comentário para o desfasamento/diferenças de notas entre as classificações internas nas disciplinas de matemática, Física e Química e os exames nacionais. As primeiras com classificações bem melhores do que os exames. Os exames restrijem o acesso ao ensino superior numa sociedade democrática, as universidades têm que ser elitistas em nome da qualidade e do acesso à profissão?

fabiola disse...

Estou no 3ºano de Analises Clinicas e Saude Publica, e estou agora em altura de exames, que é uma época muito stressante para mim, chego a fazer directas para o exame no dia seguinte e até a perder bastante peso apesar da ansiedade ser muita e comer imenso, o meu cabelo caí desmedidadmente por causa do stress. Este ano o stress é ainda maior porque sou finalista e com o tratado de bolonha as épocas de exame foram alteradas, o que veio afectar todo o sistema. gostava de colocar a seguinte pergunta aos professores aí presentes se é verdade que estudar de manha dá mais rendimento e se apartir da 1h da manha se deixamos de ter rendimento. Obrigado e uma boa tarde. Fabíola Rodrigues

ana disse...

Sempre fui motivada pelos meus pais para tirar um curso para poder ter um melhor futuro que eles não puderam ter. Nunca fui má aluna, nunca reprovei de ano, mas também nunca gostei de estudar. Acabei por decidir ir tirar um curso e não ficar por ali, com a motivação de conseguir um emprego bom e conseguir dar uma vida melhor aos meus pais (pois sei a vida dura que tiveram), bem como à minha futura família. Na recta final do curso, já procurando emprego, deparo-me com portas fecharas ou a fecharem e as minhas motivações foram todas por água abaixo… Fiz imenso esforço para tirar este curso e ainda assim acabo desiludida e pensando que foi só tempo perdido.

Anónimo disse...

ATENÇÃO FERNANDA:
Foi aí dito que um aluno no 9º ano só reprova se tiver negativa a várias disciplinas. Convém informar de que o aluno no 9º ano reprova com negativa CONJUNTA a portugês e matemática.

Carlos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos disse...

Boa tarde, antes de mais parabéns pelo forúm. Gostaria de vos colocar as seguintes questões: Mais escola significa melhor escola? Não estaremos nós a colocar uma pressão desmedida sobre os nossos jovens esquecendo qual é o significado de ser criança ou ser adolescente? Talvez a chave para a motivação não esteja no reforço do chocolate, como disse um dos senhores, mas sim tornando a escola mais interessante e próxima dos jovens. Será que é esse o caminho que estamos a seguir?

Obrigado

Ana disse...

Estou no 11º ano e vou ter exames. Acho que os professores devem fazer testes à imagem dos exames para haver uma boa preparaçao. Penso também que o problema dos alunos é o de não estudarem todos os dias.

Anónimo disse...

Penso que o grande problema da motivação escolar no secundário prende-se com a frustração dos professores que actualmente leccionam no nosso ensino básico e nos nossos liceus.

Fui aluno do professor Estanqueiro na Secundária da Amadora e apesar de não ser um aluno com uma grande nota da cadeira de psicologia leccionada por ele, devo dizer que sempre foi um professor muito inteligente na forma como geriu o estudo e relação com a turma. Conseguiu o mais importante, toda a turma o respeitava.

No meu ver o grande problema trata-se simplesmente de falta de pedagogia. Muitos professores terminaram os seus cursos, pretendiam trabalhar em outras áreas, infelizmente não conseguiram emprego e em ultimo recurso tornaram-se professores.

Com os melhores cumprimentos, Joao Pedro Ramos José - 21 anos

Anónimo disse...

Sou estudante do Secundário.Chumbei no exame de Física do 12.º ano. Este ano estou matriculado em uma turma para terminar o 12.º. O que acho engraçado é que este é o último ano da disciplina e que mesmo assim só irá existir um exame...o do programa novo. A incompetência daqueles que podem fazer algo para melhorar o desempenho académico dos estudantes, influencia muitos a perderem a esperança. Não é o meu caso mas isto ilustra um pouco a situação ridícula em que o nosso sistema educacional se encontra.

Anónimo disse...

sera que o exame de matematica e assim tao difixil cmo m ser

Anónimo disse...

Olá boa tarde. A minha opinião acerca dos exames deste ano é que estão muito mal distribuídos, sendo alguns deles feitos no mesmo dia, o que, na minha opinião é muito injusto. Além disso,no exame de físico-quimica do ano passado saiu matéria que não estava no programa, sendo isto também referido pelos próprios professores.

Anónimo disse...

ola!!

sou aluno do 12ºano. no ano passado fiz exame a duas disciplinas das quais só tive a certeza de que ia fazer exame às mesmas no segundo período! foi uma experiência muito desagradável pois nos sentimos autenticas cobaias...

por abordarem o aspecto de o aluno ter de desenvolver competências penso que isso terá muito de que se falar pois os manuais não preparam os alunos para isso. visto que a minha entrada no ensino secundário foi atingida pelo novo plano de reforma penso que se deve ter mais atenção sobre os programas de estudo e sobre os manuais!!

Anónimo disse...

A propósito de gestão da motivação e tolerância à frustração: como motivar uma criança de 11/12 anos para a necessidade de estudar e se esforçar para obter bons resultados, quando à sua volta só vê exemplos de facilitismo e de tolerância face a baixos níveis de desempenho?

Carlos disse...

Eu acho que na educação em Portugal há muitas coisas a rever. Eu fiz o 12º ano sem reprovar nenhum ano com media final de secundaria de 14.
Li os Mais, não usei auxiliar e apesar de ter sido um pouco chato durante a leitura no final até gostei de o ter lido.
Já tenho 21 anos mas não esqueci uma nota que até hoje nao aceitei. No 8º ano tirei S. Bastante nos dois primeiros testes do 1º periodo foi me dado 4, no 2º periodo um S. Bastante e um Não satisfaz, o professor deu-me 3, no 3º periodo com um comportamento exemplar no que diz respeito a forma de estar na sala, trabalhos de casa, e todos esses itens classificativos e com um 97% e um 93% nos testes não me elevou a nota para 5, deu-me só 4 não terá sido injusto?

Paula disse...

Parece-me um exagero toda esta aflição com os exames, qd ainda por cima não contam...
São fundamentais quer p/ alunos, professores como para o sistema. Dantes havia exames na 4ª classe, 2º, 5º, 7º anos e 10 no propedeutico e não nos aconteceu nada. E aí chumbava-se mesmo! Se estudassemos ao longo do ano poderiamos dispensar no 5º com média de 12 e no 7º com média de 14, o que era uma prémio pelo esforço. E dava jeito porque na faculdade há exames a tudo...
E no emprego somos avaliados, cada vez mais com maior concorrência e com consequências mais dramáticas e temos de gerir o stress....

Carlos Palmeiro disse...

Estou neste momento a frequentar um curso no ensino superior no qual tenho vindo a obter resultados que considero bastante satisfatórios ao ponto de estar a concluir o 2º ano de uma licenciatura sem nunca ter feito exames, apenas frequências, contudo ocorre comigo um espécie de fenómeno que por vezes me causa profunda irritação e sei que partilho com colegas meus. Na altura de frequências ou exames quando tenho de estudar, muitas vezes de forma irracional, redirecciono a minha concentração e atenção para assuntos que nada têm a ver com a disciplina... cheguei, na semana de uma importante frequência, a comprar por impulso um romance com 600 páginas que tive de ler, de forma doentia nessa mesma semana... porque é que se verifica esta desresponsabilização mental, quase que involuntária... porque é que apesar de gostar imenso da matéria de frequência, nessa semana em que tenho de me preparar, dá-me vontade e os meus interesses são impulsionados para sentidos completamente contrários...

Carlos Palmeiro

Anónimo disse...

Penso que para se falar do tema Preparação para os exames se deve falar de todo o processo de treino e aprendizagem e não desse momento como sendo um momento isolado. Por isso gostaria de dizer que noto, pela minha experiência, que há muita falta de apoio em casa para as crianças desenvolverem as suas competências. Os pais centram-se muito nos resultados ou "no final do caminho" (ter boas notas, passar de ano e ter uma profissão) mas raramente os pais se preocupam com o processo: são pouco interventivos na vida escolar; têm pouco tempo com os filhos, têm muitas preocupações... Penso que depois da revolução feminina, industrial, 25 de Abril, melhoria das condições de vida,uniões de facto, divorcios, mulheres independentes financeiramente, etc, etc DEVIA ACONTECER A REVOLUÇÃO DA FAMILIA: aqui incluo as mulheres, os homens e as crianças. Gostaria de ver menos crianças no colégio dos meus filhos ás 19 da tarde e menos carros novos no parque de estacionamento! Os pais têm que ajudar a escola e os filhos!Penso que muita da ansiedade nos exames pode ser explicada por estas razões.
Cristina

Vitor Ferreira disse...

Parabéns pelo programa.
Parabéns em particular ao Prof. Ponces de Carvalho que tem uma lucidez extraordinária sobre a educação.
De facto é pena que a maioria dos professores não tenham sido seus alunos, pois certamente teriam muito a aprender com ele.
Sou um estudante do ensino superior, apesar de ter entrado este ano com 42 anos, sou pai de duas crianças lindas e estou quase sempre de acordo com os pensamentos deste ilustre professor, que infelizmente só o conheço deste programa.
É sem demagogias, sem preconceitos, sem vaidade e com determinação, sabedoria e inteligência que o Prof. Ponces de Carvalho aborda os assuntos apresentado no programa. Dá gosto ouvi-lo.
Aproveito para colocar uma questão. Não deveria este programa ser ajustado para um horário “nobre”?
Bem Haja.
Vitor Ferreira

Artur disse...

Parabéns pelo programa!
O essencial é não estudar apenas na altura das avaliações. Fazer as leituras aconselhadas, tentar relacionar as matérias com o quotidiano - em suma, ter iniciativa para aprender em vez de ser meramente ensinado - é muito importante.
Fico contente por haver menos exames. para o secundário. Há 9 anos tive de fazer Português, Inglês, Alemão, História, Filosofia em menos de 2 semanas. Na Universidade, optava, sempre que possível, por trabalhos escritos para poder procurar temas que me motivassem.

Catarina disse...

Boa tarde!
Estou em plena época de exames e por vezes a vontade não é muita... poderiam dar-me alguma dica para evitar aqueles momentos em qué preciso estar sentado e só nos apetece levantar de 5 em 5 minutos para comer uma bolacha, olhar à janela... e entretanto o tempo está a contar decrescente?
Obrigada e parabéns pelo programa!

Carlos Palmeiro disse...

Estou neste momento a frequentar um curso no ensino superior no qual tenho vindo a obter resultados que considero bastante satisfatórios ao ponto de estar a concluir o 2º ano de uma licenciatura sem nunca ter feito exames, apenas frequências, contudo ocorre comigo um espécie de fenómeno que por vezes me causa profunda irritação e sei que partilho com colegas meus. Na altura de frequências ou exames quando tenho de estudar, muitas vezes de forma irracional, redirecciono a minha concentração e atenção para assuntos que nada têm a ver com a disciplina... cheguei, na semana de uma importante frequência, a comprar por impulso um romance com 600 páginas que tive de ler, de forma doentia nessa mesma semana... porque é que se verifica esta desresponsabilização mental, quase que involuntária... porque é que apesar de gostar imenso da matéria de frequência, nessa semana em que tenho de me preparar, dá-me vontade e os meus interesses são impulsionados para sentidos completamente contrários...

Carlos Palmeiro

Joel Teixeira dos Reis disse...

Queria por mais uma pergunta: além de estudar muito para o exame de Matemática, o que é preciso fazer?

Muito obrigado por esta socidade civil!

Joel Teixeira dos Reis. 12º ano - 19 anos

Joel T Reis disse...

Uma boa forma de estudar, é o seu programa!

Joel Teixeira dos Reis

Anónimo disse...

Boa tarde...

Na sequência do que foi dito sobre o programa PISA, e contrapondo ao que foi falado sobre a necessidade em treinar a memória, entendem então que em Portugal está no bom ou mau caminho para a memorização ou o que falta é memso raciocínio, no qual se deve apostar mais?

jose chaves disse...

Eu estou do 12º ano decorrente.E o meu metodo de estudo é a memoração das aulas.Quero dizer,memorizo o que o professor diz e os apontamentos que dita.Não bebo bebidas alcoolicas ou outras coisa que prejudica a memoria.Tenho sempre 10 valores,mas a minha letra é má.
A minha pergunta é a seguinte como posso escrever para uma pessoa perceba a minha letra?
A minha opinião sobre o tema de hoje,é o seguinte o estado está a criar meninos que antes do 9º e 12ºanos não precisam de provar as suas competências ,basta fazer cabulas e pronto passa de ano.Em vez de do final do ano prepararem para o futuro.E depois chegam ao 9 e 12ºano pensam que tem a papinha toda feita perdem por uma simples afirmação "As cabolas ajudam a memoria."está errado.

Maria Gonçalves disse...

Agora que sou professora, sou uma aluna muito melhor. Na minha 1ª licenciatura, apesar de não ter reprovado nenhum ano, foi mais difícil fazer os exames e de estudar para os mesmos. Hoje, com o trabalho e outras actividades que faço além dos estudos, reconheço que o meu rendimento escolar é maior.Estudo pouco tempo seguido, não deixei as aulas de música nem a ginástica e tenho de tratar da casa. Contudo as minhas notas são melhores. Claro que reconheço muito mais facilmente quais os assuntos que poderão ser alvo de questões nos exames e não deixo de comer nem dormir por causa deles. Penso sempre que, se reprovar, poderei fazer outro exame mais tarde. Não tenho pressa... e tudo acaba por se resolver bem.

Anónimo disse...

Gostaria de contar que sempre fui muito boa aluna, entrei na faculdade que quis e terminei o curso com média de 17, por isso estou á vontade para falar: sempre gostei de ler, de compreender a matéria e aprofundar para além do que era dado no programa mas isso nunca foi valorizado nos exames ou mesmo nas notas de final de período. Tinha boas notas, sem dúvida, porque tinha um bom treino e desenvolvi as minhas estruturas e competências mas era mérito meu e não era nem incentivado e nem contabilizado. Aliás aprendi rapidamente que deveria de dizer nos exames somente o que constava nos resumos, não levantar questões, não apresentar ideias contrárias ás defendidas pelos professores universitários e sobretudo nunca falar em nenhum assunto que os professores desconhecessem. Quando fui trabalhar aprendi também que não se deve ser muito inteligente e que aliás este meu perfil de leitura, estabelecimento de relações, etc era muito ameaçador. Sei que se trabalhasse numa área científica, de concepção de projectos, etc estas minhas competências seriam valorizadas mas isso no nosso país é raro.

A pergunta é: como querem educar e treinar para o perfil de competências competitivo se desde sempre nos treinam para o conformismo?
Sónia

Maria João disse...

desde o 8ºano tive explicações a matemática e graças á professora que tive ganhei o gosto pela matemática

Anónimo disse...

Nunca memorizei nada para testes ou exames e nunca vi essa caracteristica valorizada por professores pelo contrário trouxe-me até alguns dissabores sobretudo na faculdade de letras de lisboa onde me licenciei em Geografia, e onde me apresentavam constantemente testes de escolha multipla e teste onde se priveligiava o chamado decorar, foi de tal modo que no primeiro ano chumbei!tal nunca me tinha acontecido!

Sara

são disse...

Tenho 41 anos, vim do Algarve para Lisboa quando entrei para a universidade. Como muita malta da minha geração fiz o curso a estudar no velho café ribamar, de algés. Na zona "dedicada" ao estudo ocupavamos as mesas durante todo o dia, cruzavamos apontamentos, ajudavam-mo-nos mutuamente entre colegas de diferentes cursos e anos,criando-se assim fortes relações que ainda hoje se revelam quer a nível pessoal quer profissional.
Sinto que actualmente este tipo de entreajuda e relacionamento pouco existe, quer porque a competição está mais presente quer pela presença tecnológica.

Anónimo disse...

sera que e preciso as alunos precisao de ir para a explicacao para studar para os exames?

Anónimo disse...

Da forma como o ensino está neste momento, apenas os alunos do 12º ano têm alguma preocupação com os exames. Até ao 9º ano, os alunos portugueses sabem que podem fazer o que bem entenderem, que os seus professores vão ter receio de os reprovar, e mesmo que tenham todas as razões para o fazer, terão que o justificar. Para isso irão enfrentar o Conselho de Turma, o próprio Conselho Executivo, podendo como tal ser responsabilizados pelo insucesso de um aluno que passou o ano inteiro na paródia, não demonstrou qualquer interesse pela disciplina, causou o máximo de disturbios na aula, procurou de todas as formas destabilizar a sala de aula e muitas vezes foi agressivo e mal educado com o professor e colegas. Mas é claro que em Portugal toda a gente (mesmo quem não quer) termina sempre com aproveitamento a escolaridade mínima obrigatória.
Professora Anónima naturalmente Desempregada.

Micael Mendes disse...

Boa Tarde,

Pessoalmente, quando tenho um exame ou teste importante, o método que eu uso é criar um ambiente 'depressivo' ou seja, ouço música de ambiente mais triste, fecho a janela do quarto e escondo todos os relógios!
Este método permite-me ter uma concentração que de outra forma qualquer não me era possível.

Anónimo disse...

ola
tenho uma filha que gosta de estudar no cafe. o ano passado fez os exames no 11ºano e estudou sempre no cafe teve optimos resoltados e no exame que por motivos força maior nao se preparou no cafe mas em casa por muito barulho que nos tenhos arranjado como abrir as janelas musica ela dizia que nao era o mesmo o resoltado do exame foi mais baixo, este ano esta no 12º e esta no cafe a estudar nao sai de la. mas ela diz que quer entrar na faculdade sem stress e tem que estar no cafe. e normal isso?

Anónimo disse...

Qual a maneira mais eficaz para se fazerem os trabalhos escolares?

carlos disse...

Mas o que acontece aos meninos que não vão ao pré-escolar?
Até agora não é obrigatório, não vão ficar atrasados ou atrasar os colegas que veem do pré-escolar?(sobre o que disse nas visitas a escolas na Espanha)

Daniel Dornelles disse...

O meu pai é brasileiro e a minha mãe portuguesa. Eu andei em um jardim de infância no brasil e quando cheguei a portugal já sabia ler e escrever ao entrar para a 1.ª classe. A minha irmã entrou para o jardim de infância aqui em portugal e na 4.ª classe não sabia ler nem escrever fluentemente...e ainda hoje notam-se diferenças.O Sistema educativo em portugal deveria aprender com outros países para se tornar melhor.

tx disse...

Ouvi agora falarem das melhores horas para os exames, a minha duvida é o que acham de o exame nacional de matematica ser realizado as 11h30 até as 14h, precisamente durante a hora de almoço...

Obrigado


Joao Maltez

Isabel disse...

Sociedade Civil tem temas muito importantes, ensinam-nos a viver melhor e a compreender a nossa sociedade. Deste modo, e porque nem sempre tenho horário disponível para o ver, venho pedir que disponibilizem todos os programas já transmitidos, em video, na página oficial.

Obrigada.

Continuação do excelente trabalho.

Google disse...

ESTE PROGRAMA É MUITO INSTRUTIVO...

MASS MUITTOOOO SECCAAAA....


CUMPS.....
FIQUEM...