sexta-feira, junho 15

DESERTIFICAÇÃO E SECA

Sabia que em África, nos próximos 20 anos, irão existir cerca de 25 milhões de refugiados ambientais? Uma realidade que também afectará Portugal, que já sofre os efeitos da desertificação e da seca. Que medidas se estão a tomar para evitar que as questões ambientais provoquem uma maior deslocação das populações num futuro próximo?

36 comentários:

Anónimo disse...

Este é mais um tema complicado de se resolver, que tem origem essencialmente através das alterações climáticas, para além da deflorestação massiva, do desvio de rios, entre outros problemas ambientais que a humanidade tem feito ao longo dos anos.


A forte tendencia é que Portugal sofra também e muito com a questão da falta de chuva e de água nos rios (sem falar na qualidade das mesmas), a região mais afectada será o Alentejo, que se não se tomar medidas sérias, se tornará num deserto. Outra questão envolve a qualidade dos solos, sem plantas e sem chuva, os solos ficarão inférteis e isso criará graves problemas de fome.


Algumas das melhores e mais importantes formas de a medio e longo prazo combater a desertificação e a seca, são as seguintes:

- Criar mais parques/reservas naturais, em especial zonas com riqueza de biodiversidade de fauna e flora.

- Reflorestar MASSIVAMENTE o país com árvores nativas (carvalhos, sobreiros, azinheiras, etc).

- Não desviar rios de forma irresponsável e tentar aproveitar a máximo o potencial de cada rio/curso de água.

- Não poluir as águas com quimicos ou residuos orgânicos, pois isso provocará um efeito em cadeia que resultara na destruição de ecosistemas.

- Não privatizar a água, seja água canalizada, lagos, rios, lençois de água, etc, pois as empresas não se preocupam com o bem estar do ambiente e das populações, mas sim com o obter lucros.

- Distribuir melhor os recursos aquiferos, em zonas de maior seca e por pessoas mais carenciadas.

- Haver politicas SÉRIAS e de anti-corrupção que proteja VERDADEIRAMENTE os recursos florestais contra incendios (isto daria muito que falar).

Entre outros...


De todos os pontos aqui, poderia talvez dizer que o mais importante e urgente, será possivelmente a questão da reflorestação. É FUNDAMENTAL que isso se faça para poder ajudar a re-estebelecer o clima original e mais moderado de Portugal. as florestas ajudam a criar mais humidade, mais chuvas, "prendem" mais a água no subsolo e acima do solo, protegem os solos da erosão, criam biodiversidade e riqueza, entre outras ventagens.


O problema não é saber o que fazer, mas sim haver vontade politica, empresarial e social para começar a fazer a mudança que é vital para a nossa sobrevivência.

Os sinais do que o futuro nos reserva estão por todo o lado, basta abrir os olhos e ver.


Paulo

Gruppo69 disse...

Não creio que se tem feito grandes coisas para que esta realidade venha cada vez mais a ser notada.

Creio que o facto de vermos a poluição constante em zonas fluviais e as entidades locais nada fazerem para que sejam alteradas tais atitudes mostra a pouca preocupação dos organismos competentes para tais fenómenos.

Em Amarante, já faz bastante tempo, conhece-se um Rio Tâmega muito sujo e se realmente houvesse intenção de tomar alguma atitude, então já se teriam tomado medidas com o intuito de acabar com os esgotos que chegam ao rio e após isso far-se-ía a despoluição do mesmo.

Na Lixa, após obras no largo da feira, ainda se mantém os esgotos a desaguar nos campos.

É claro que o tratamento das águas residuais é demais necessário, mas também é preciso uma maior fiscalização.

Precisamos evitar que hajam essas descargas nocturnas, para que isso se consiga fazer é preciso fiscalização. Tudo começa com novas leis e com nova fiscalização.

Gruppo69

Maria disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

A poluição dos recursos aquiferos subterranios, é em especial da responsabilidade de agricultores que usam quimicos.

Além de esse tipo de agricultura destruir os solos, polui as águas, mata animais e plantas, entre outros problemas.

Deverá-se mudar para agricultura biológica.

roler33 disse...

Olá Fernanda Freitas,

Como é possível fixar populações e repovoar regiões, quando nesses lugares se fecham maternidades, escolas e urgências hospitalares?


Cumprimentos,
José Maria Bompastor/Vila do Conde

lady_blogger disse...

Este tema redunda quase no de ontem, a Ecologia e o aproveitamento de recursos.

Entenda-se de uma vez por todas: Portugal não é mais o país agrícola de outros tempos! Este sector perdeu para sempre a sua importância e tal consequentemente levará ao desinteresse pelo fenómeno da desertificação.

Porque não olhamos o exemplo do povo espanhol e acabamos com os minifúndios, por exemplo no Alentejo e apostamos numa agricultura economicamente competitiva com o resto da Europa?

E a água? Não poderá ser desviada de projectos megalómanos como o Alqueva para lugares muito mais férteis?


Maria Mendes - Lisboa

Quer poupar dinheiro?

Anónimo disse...

Os solos em portugal estão-se a tornar cada vez mais inférteis por dois motivos em especial:

Deflorestação de árvores nativas e plantação de pinheiros bravos e pinheiros, que são 2 árvores invasoras muito nefastas para os solos em Portugal.

O 2º motivo é o uso intensivo dos solos e o uso de quimicos, por parte dos agricultores.


Paulo

Eduardo F. disse...

Se continuamos a ver o crescimento urbano, com a associada impermeabilização dos solos, e práticas agrícolas e florestais sobreexploradoras dos mesmos, isso singifica que ainda não começamos a batalha contra a desertificação.

A perda de biodiversidade e a poluição também contribuem para a degradação dos solos. Daí, para uma maior erosão e perda destes.

Depois, é só esperar por milhares de anos para termos mais solo. Ah, e esperar que por algum milagre ele não seja levado para o mar.

Anónimo disse...

Desculpem, queria dizer pinheiros bravos e EUCALIPTOS.

às vezes acontecem erros :p


Paulo

roler33 disse...

Olá de novo,

Grande parte de todos os problemas é a forma como o nosso mundo está a ser dirigido.

Todos as políticas levam uma direcção economicista e não uma política de cariz social.

Quando os políticos e as populações derem uma tónica mais social e menos economicista, pode ser que esta e outras questões sejam resolvidas de uma forma, embora mais lenta, mas mais eficiente e eficaz.

Cumprimentos,
José Maria Bompastor/Vila do Conde

Eduardo F. disse...

Enveredar pela via espanhola, com a agricultura latifundiária, necessita de muita água.

Além disso, a produção intensiva - para certas culturas, chegam a fazer três colheitas por ano - está a deteriorar os solos a ritmo veloz, por causa do uso dos "aceleradores" de produção: os fertilizantes.

Rui Lopes disse...

Boa Tarde. Axo que para fixar mais pessoas no meio rural bastava lhes dizer que ganhavam dineiro com isso. Mostrem aos jovens que se ganha dinheiro no rural e irao assistir a uma grande volta. e como o devem ganhar.

paula viotti disse...

A desertificação em Portugal é um tema muito difícil de tratar, pois durante imensos anos foi negligenciado. Os cientistas criaram grupos de estudo sobre a evolução da desertificação no nosso pais e poucos os apoiaram e quiseram ouvir. Desde1993 tenho a honra de ter tido como professor o Senhor Engenheiro Eugénio Sequeira a cadeiras como Geologia, Ciência do Solos, Climatologia e Poluição dos Solos. Ainda nos deu palestras sobre Dinâmica de Paisagem, Ética e Conservação da Natureza onde a temática da desertificação sempre foi abordadanas e correlacionada com todos os factores ambientais. Este magnífico professor sempre fez questão de relacionar o homem com todos os factores da Natureza e, sempre, foi um firme defensor do Desenvolvimento Sustentável. Propôs-nos simulacros para o futuro, usando modelos de Penman e Thornthwaite em Climatologia, para aferirmos que pequenas alterações de temperatura e precipitação tinham impactos incríveis nas bacias hidrográficas, no empobrecimento dos solos e na vida humana. Obviamente o desenvolvimento deve acontecer, mas ponderando e defendendo zonas específicas de REN, RAN, e estas sim intocáveis, bem como a devida integração na Rede Natura. A desertificação é função de todos os factores humanos, desde as decisões politicas, desenvolvimento económico, acessibilidades, comportamento e respeito pelas leis que defendem o ambiente em todas as suas vertentes, entre muitos mais factores. Na realidade, o que faltou, e parece continuar a faltar, aos decisores do nosso pais, é uma visão futurista e conservadora da natureza como a tiveram Alvin Toffler e Al Gore.

Parabéns pelo programa

Paula Viotti

Anónimo disse...

"Como é possível fixar populações e repovoar regiões, quando nesses lugares se fecham maternidades, escolas e urgências hospitalares?"



Isso agora, é uma questão muito polémica e que por detrás tem muitos interesses e muita corrupção estatal e empresarial.
Teria muita coisa para dizer sobre o assunto, e mesmo evidências a apresentar, mas não será neste programa e local.



Nos últimos meses tem-se falado em se fechar escolas, centros de saúde, hospitais e outros apoios (vários) fundamentais em todos os níveis para as populações locais, em especial para os mais carenciados... entretanto o que acontece é que, abrem-se centros de saúde e hospitais PRIVADOS. E claro, as pessoas são forçadas a irem a esses locais e pagar um balúrdio.
Em vários casos que já aconteceram, será coincidência que antes mesmo do governo anunciar que o hospital ou centro de saúde X vai fechar, já alguma empresa está há meses a construir um hospital ou centro de saude para suprimir as necessidades locais (a preços absurdos claro)?? Não me parece.

Assim quem ganha? Ganha o governo que reduz os custos, baixa o défice, e ganham os seus amigos empresários que assim podem abrir hospitais (e outros) privados sem sequer terem qualquer concorrência.
Quem perde? 99% da população nacional, em especial os mais pobres.

Nas zonas mais pequenas, do interior do pais, isto tem a consequência de provocar a desertificação populacional.

Para além mais terá de se desviar de algum lado, os muitos milhões de euros (estimados em cerca de 20) que serão necessários para que o ESTADO (todos nós) financie e pague *todos* os abortos que serão feitos em clinicas PRIVADAS, num valor de 1000 euros por aborto como estipula a nova lei sobre o aborto, quando noutros países com aborto legal a média é de 300 euros, ou seja, 3x MENOS, nas mesmas condições e não são financiados pelo Estado, estranho não.
Ou seja, está-se também a fechar hospitais para se conseguir desviar dinheiro necessário para financiar o aborto gratuito pago pelo estado, em vez de se usar esse dinheiro para isso sim, financiar sistemas de apoios a pessoas (mulheres, crianças) carenciadas que poderiam resolver certos problemas de raiz e evitar este tipo de situações, pelo contrário alimenta-se um sistema que causa os problemas pois quantos menos apoios se tiver, maior é a procura da "solução final".

É uma vergonha ver-se tanta inconsciencia, incompetencia e especialmente corrupção.

Paulo

Marco Wallenstein disse...

As políticas agrícolas têm na grande maioria dos casos desresposabilizado/desautorizado os agricultores das melhores práticas agrícolas e ambientais através da subsidio-dependencia. Os empresários agrícolas são de certa forma quase que obrigados a produzir culturas em solos não apropriados dado que o risco é apoiado/anulado por subsídios.

A gestão sustentável dos solos não é uma questão política mas sim de técnicas e ferramentas que existem, mas que por falta de formação e informação não são aplicadas.

A sustentabilidade ambiental (de médio e longo prazo) só possível através da sustentabilidade económica através de práticas e técnicas que respeitem os ciclos biológicos e as necessidades dos solos. Estas boas práticas vão aumentar a qalidade e produtividade e assim fomentar o realojamento de famílias que efectivamnte podem subsistir a longo prazo pela agricultura e o agro-turismo.

O futuro da agricultura em Portugal passa pela identificação de nichos de mercado e de os os aproveitar produzindo com qualidade e produtividade. Para tal é necessário formar e informar os empresários agrícolas.

Portugal é dos primeiros 3 países na Europa que utiliza em excesso os agroquímicos provocando desequílibrios nos solos e poluição na maior parte dos lençois friáticos. Veja-se os excesso de nitratos e fosfátos nas nossas águas chamadas potáveis. Em qualquer parte do mundo quando não há condições de subsistencia verificam-se os exodos destas regiões. Em principios dos anos 70 havia a inserção de agro-químicos de cerca de 70Kg/ha agora estamos em muitas regiões com inserções de 700-800Kg por ha.

Agricultura biológica: na Alemanha esgotaram-se os produtos biológicos nos supermercados no mês de Novembro 2006. Não haverá aqui um grande mercado aínda por explorar?

A água potável irá ser o petróleo do séc. 21. Se não tomarmos medidas para a sua protecção teremos mais desertificação dos solos e assim das populações!

Anónimo disse...

O CO2 de que tanto se fala por causa do aquecimento global deve ser controlado, mas é essencial à vida e podemos combatê-lo com mais plantações de árvores em vez de as abatermos. As particulas (por exemplo) do diesel vão parar às águas fluviais ou são absorvidas pelo nosso organismo (directa ou indirectamente). E não vale a pena falar nos novos filtros de particulas, as particulas ao sairem mais pequenas mais rápidamente são absorvidas (opinião de cientistas e médicos que foi publicada em jornais).

Propostas para a redução de emissões de gases poluentes e consequentemente para a protecção do ambiente:
- Utilizar em detrimento dos combustíveis fósseis, as energias alternativas, sendo
elas o GNV, o GPL, e utilizar veículos híbridos/ eléctricos. Esta medida por um
lado vai diminuir a dependência económica em relação ao produtos derivados do
petróleo, e por outro lado vai diminuir as emissões de gases, já que estes são
menos poluentes.

Faltam os incentivos fiscais para a conversão dos automóveis usados (que são a maioria), para GPL.Nem todos podem comprar automóveis novos já transformados para beneficiarem dos 40%.

joana disse...

"Porque não olhamos o exemplo do povo espanhol e acabamos com os minifúndios, por exemplo no Alentejo e apostamos numa agricultura economicamente competitiva com o resto da Europa?"


Não sou desta opiniao e acho sem qq fundamento esta afirmação! pelo facto dos minifundios estarem a acabar, é q os agricultores cada vez estão mais pobres e os grandes latifundiarios cada vez mais ricos! é tambem por esta razão q cada vez menos gente tira cursos relacionados com agricultura, pq no fim do curso não têm qq poder economico para competir com os "grandes"!
Vivo no Cartaxo e conheço de perto a realidade de q estou a falar!!!

Fábio Coelho disse...
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paula viotti disse...

Boa tarde mais uma vez

É realmente interessante ouvir falar de PDM's, mas que já os alalisou e verificou as várias possibilidades que os autarcas têm para alegar interesses específicos para os alterarem e assim aprovarem mais um condomínio ou mais um centro comercial, sabe que temos muitas leis, regras e cadernos de encargos que levam demasiado tempo para se estudarem e por em prática. Mas o pior é que há sempre prevaricadores que vão levar mais tempo para serem punidos, quando não são absolvidos ou vimos os seus casos arquivados. Olhemos para o mau exemplo da PORTUCALE. Não se está a falar de catastrofismos mas se continuamos assim a catátrofe está garantida.

paula viotti

Anónimo disse...

"A água potável irá ser o petróleo do séc. 21. Se não tomarmos medidas para a sua protecção teremos mais desertificação dos solos e assim das populações!"


Isso é bem verdade, infelizmente.

Em certos locais isso já acontece, como no médio oriente, e já guerras foram travadas pela questão do controlo dos recursos aquiferos, no futuro será pior caso não comecemos a fazer alguma coisa AGORA.

A revolução é individual... a responsabilidade também.

Anónimo disse...

O problema é que ´só se fala.
Criam-se organismos para,dizem, ajudar na defesa aos atentados ambientais, nomeadamente o site que foi criado pela GNR-SEPNA?
Fizémos uma queixa do que julgamos ser um atentado ambiental numa zona de mata e floresta, com desvios de parte do curso de água de uma ribeira e até hoje nunca tuivémos qualquer informação das diligências efectuadas. Quando ligámos para lá um ano depois, foi-nos dito que não tinham lá qualquer participaçºao registada e pediram-nos para o fazermos directamente para o mail do SEPN, com a promessa de que o assunto teria o tratamento devido.Só que no decurso desse ano ligámos telefónicamente para saber o ponto de situação e a senhora que nos atendeu confirmou que tinha realmente lá aquela queixa e estavam à espera do resultado das diligências pedidas.Como é que passado um ano essa queixa não existia. Alegaram que o site tinha tido alguns problemas, blá...bl
a...blá!
E é com este blá...blá...blá...que as coisas más neste País continuam a fazer-se.
Um abraçio e Parabéns pelo programa
Maria

Anónimo disse...

Numa localidade como Arraiolos, onde ainda é possível ter a Natureza por perto, os últimos dois loteamentos municipais não contemplaram qualquer tipo de espaços verdes e neutros para utilização dos habitantes, principalmente pelas crianças. O último loteamento municipal do qual fazem parte mais 80 habitações, colocado na orla na localidade e bloqueado com a Estrada Nacional 4 como fronteira, não passa de construção em cimento com cimento como vizinho. Quem reivindica deve também dar o exemplo.

María disse...

Na minha modesta opinião, como alguém aqui já disse, devia desenvolver-se o interior, promovendo vantagens a todos os níveis, económicas, financeiras, sociais, culturais.....para fixar empresas e postos de trabalho para as pessoas poderem viver. Assim, a desertificação não faria sentido.

Anónimo disse...

A desertificação huana só se combate com desenvolvimento. Está provado que não existe sem regionalização.
É um imperativo nacional.

paula viotti disse...

A desertificação não me parece que dependa apenas dos políticos. Antes de serem decisores nacionais ou internacionais, foram crianças e jovens e como crianças e jovens foram alunos. Certamente existe uma lacuna enorme na nossa educação e formação, uma vez que se verifica que, no caso português, os nossos ministros mostram pouca ética no que diz respeito ao desenvolvimento do país. Pior, até mostram ter poucos conhecimentos de muitos assuntos que deveriam dominar. E nós, portugueses, estamos pouco alertados para o nosso poder como decisores do nosso futuro. Os jovens vivem uma inércia que incomoda. Parece não terem opiniões sobre o que se passa à sua volta, quando na realidade o Ambiente é o mundo que nos rodeia, desde os factores industriais, naturais e de todos os sectores do desenvolvimento. Daí ser interessante um estudo sobre o desenvolvimento da paisagem. O Professor João Paulo Almeida Fernades fez falta neste debate e o professor Sequeira não é catastrofista apenas tem dentro de si a sabedoria de quem já viu muito, lutou muito mas não sentado num gabinete. Andou pelo pais a recolher dados, a estudá-los, registá-los e a ensinar aos seus alunos a forma correcta de se actuar.

Gruppo69 disse...

Precisamos de muita água sim, para enveredar pela política espanhola. Mas nós temos essa água. Nós temos o mar que a Espanha não tem. Precisamos apostar nesse recurso, tornar a água do mar em água doce já é possível. É preciso é que o nosso governo deixe de pensar com a carteira e passe a pensar com o coração. Queremos evoluir, precisamos de leis que nos permitam evoluir.

Jorge disse...

Estas mudanças climáticas representam um problema urgente.

antoniomaia disse...

Uma verdade?
É preciso mudar, se estamos no caminho do lucro, como nos podemos admirar da destruição do planeta?
Então vamos mudar de politica, não basta mudar os políticos. Vamos lá ordenar o território, punir severamente quem polui, reflorestar mesmo e educar toda a gente, mostrando problema como deve ser, até fazer parte da nossa cultura.
Ao nível do planeta, bem... vamos mas é fazer uma grande revolução, é mais fácil e penso que a única forma alterarmos o que seja para bem da humanidade.
Um dia assim será!

Venerando-os

Bruno Nogueira disse...

É a vida,
Os humanos não compreenderam a palavra de DEUS e por vezes o que parece que está certo na "real" está realmente errado.
Não é com falsas teorias de seperar o lixo á ultima da hora que lá vamos,pois portugal incentiva esta práctica mas no fundo rouba nos á parva com o imposto autárquico para desconhecimento de algumas pessoas,
mas que se há de fazer!
O meio ambiente é tão perigoso quanto uma guerra,mas á locais que não nos dizem respeito mas continuamos com o nariz lá metidos para um dia ser mos medalhados como heróis neste caso ambientais.
Nós portugueses já demos mais do litro para africa renascer e no entanto expulsaram nos de lá e mais uma vez querem a mão,por mim não lhes estendo,além do mais o que não falta a áfrica é recursos acabem com a corrupção e logo veram a ajuda que tantos querem.
Acho mal portugal preocupar se com os de fora e não com os de cá de dentro,mas isso sempre se constatou e portugal encontra se como está.
Resumindo no meio ambiente cada um por si!
E agradeçam ao Mário Soares a perda de áfrica para nada(14 anos de guerra no ultramar que nada valeram)e a Sampaio por perda de Macau,
estes sim "devem" mesmo ser os herois consagrados de portugal.
O meio ambiente está na mão de cada um,chega de falsos protagonistas que tanto querem se fazer passar neste pequenino país!

Anónimo disse...

"Nós portugueses já demos mais do litro para africa renascer e no entanto expulsaram nos de lá e mais uma vez querem a mão,por mim não lhes estendo"



Tenho de desviar um pouco do assunto e desmistificar esta falsa ideia sobre a colonização.


Exceptuando casos muito raros, no geral Portugal não fez NADA (de bom) pelos paises africanos (e outros) que atacou, conquistou e ocupou durante centenas de anos, pelo contrário além de ter ocupado territórios que não eram de Portugal, ainda torturou, matou, expulsou, ameaçou e fez lavagem cerebral para mudar a cultura dos nativos, a milhões de pessoas inocentes, que sofreram imenso com a colonização.

Portugal impediu que eles se pudessem desenvolver no seu próprio ritmo e seguindo a SUA própria cultura, viveram centenas de anos sem liberdade em total ditadura, Portugal ainda explorou os recursos naturais dos países, dando muito pouco ou mesmo nada em troca. Enquanto que por isso mesmo Portugal ficava mais rico, esses países ficavam muito mais pobres.

Ainda bem que Portugal saiu das colónias porque aqueles povos mereciam finalmente viver em liberdade, só que a forma como se saiu é que foi a pior possível.

O principal motivo pelo qual África está um barril de polvora e mutissimo pobre, tem a ver com a colonização do continente, da manipulação de fronteiras na 1ª guerra, na exploração dos recursos e na escravização dos nativos.

Se não fosse a Europa e depois os EUA e a Russia durante a guerra fria, eles estariam muitissimo melhor do que estão actualmente, isso é certo.

A Europa (Portugal e outros)/EUA/Russia não levaram nada de bom para África, a não ser exploração, ditadura e morte.

Esse é o legado que nosso pais deu a esses povos, é por isso que ainda hoje existe todo esse caos e a extrema pobreza.


Assim, quem é que ainda tem orgulho das ditas "Descobertas" e dos genocídios perpetuados? Eu não.


Paulo

Bruno Nogueira disse...

Caro paulo,
Discordo plenamente de si,
pois para mim portugal deu muito de
si para evoluir um país que sempre foi de 3ª e no fundo foi maltratado e abandonado por novas politicas pós ditadura.
Africa ou melhor as ex-colónias de portugal devem nos lealdade,mudam se os nomes mas não as verdades!
Além do mais portugal abriu as portas para a miséria colectiva ao dar casas e terrenos aos ex-colonos,para mim 1ºportugal e depois os de fora,no entanto continuamos agarrados ás ex-colónias ao dar grandes somas de dinheiro todos anos aos "supostos" pobres africanos que agora são vitimas.
Dinheiro é que não lhes falta,
basta gerir bem os recursos que a natureza lhes proporciona,nada mais,no meio disto tudo quem perdeu foi portugal e seus portugueses e agora andam na rua da amargura,desses não tenho pena alguma pois quem escolheu o rumo de portugal de 25 de 74 condenou portugal á miséria,talvez agora com portugal a mandar na UE durante uns meses nos safemos!
A independência das ex-colónias está coberta de corrupção,era isso que eles queriam não era sr paulo?
A liberdade=libertinagem é o que dá nisto!
Devo mais uma vez dizer,
que o Brasil,guiné,moçambique,angola,
cabo verde,macau(exepto este),
não eram nada sem portugal apenas indios e mal formados,
mas a ganancia deu no que deu!

Os climas ambientais devem se somente ao mau uso da mente humana!

Anónimo disse...

Bruno


Se a ditadura, destruição de cultura e chacina são para si boas coisas, então por essa lógica distorcida, Timor Leste deve muito à indonésia, mesmo depois de terem sofrido genocidio e metade da população ter sido chacinada.

E tantos outros exemplos que se podia dar...




"não eram nada sem portugal apenas indios e mal formados"


Isso é descriminação e racismo.


Sem mais comentários que não vale a pena.

Sara disse...

"Brasil,guiné,moçambique,angola,
cabo verde,macau(exepto este),
não eram nada sem portugal apenas indios e mal formados"

Vivemos num Mundo variado de culturas (Felizmente)! Isso NÃO quer dizer que umas (no caso, a dos países ocidentais, os "mais desenvolvidos") sejam melhores que as outras! Simplesmente têm hábitos, costumes, crenças, perspectivas, modos de percepcionar e vivenciar tudo aquilo que experenciam de uma forma diferente. Nada nos garante que não seríamos mais felizes, mais "plenos" de nós mesmos e do Mundo que nos rodeia se fizéssemos parte de outro tipo de cultura. Só que agora estamos habituados à nossa e então tudo o que é novidade nos é estranho e pode parecer mau...
Claro que, normalmente, reprovamos tudo o que nos parece imoral e agressivo, que atenta à liberdade individual, e contra isso nada. Mas é bom tentar compreender e ter em conta o contexto.

Sara disse...

Nenhuma cultura tem o direito de "injectar" na outra, à força, as suas crenças, valores, costumes, etc.!

Anónimo disse...

Portugal está condenado á muito tempo e quem está contra que se mude!

José Araújo disse...

"...apenas indios e mal formados..."

Ó meu caro João...

Que tremenda falácia , instituida pelo ensino , quando diziam que os indios eram preguiçosos e burros...

Como também fizeram com a cultura azteca e hoje é uma das grande sculturas antigas da história...

Lembresse que os europeus não foram dar uma cultura aos seus colonados "indios" , mas instituir a cultura europeia como única , sobre quaisqueres valores já existentes...

Queime os livros do antigo ensino , porque são mera falácia do seio autoritário e imperalista