sexta-feira, junho 22

O QUE FAZ UM PAI MODERNO?

O estereótipo da divisão de tarefas que assumia que era a mulher que tratava dos filhos, já era. A divisão de tarefas nas novas gerações de casais ou a divisão do tempo com os filhos nos indivíduos divorciados, por exemplo, tem vindo a alterar o relacionamento entre pais e filhos. Mas afinal, o que faz um pai moderno? Vamos saber, no Sociedade Civil de hoje.

62 comentários:

Sara disse...

Antigamente, quando só os homens é que trabalhavam fora de casa (quando as mulheres ainda não se tinham expandido no campo laboral), as mulheres ficavam em casa cuidando dos filhos e dos afazeres domésticos (uma divisão justa de trabalho, embora redutora no caso da mulher pela falta de alternativa).

A partir do momento em que se deu a emancipação da mulher e que esta pôde, finalmente, alargar o seu papel na sociedade e trabalhar fora de casa como o homem (apesar de durante muito tempo ter sido discriminada pelo género e ter tido que lutar pelos mesmos direitos que o homem (ainda hoje, por vezes, se nota preconceito)), o trabalho doméstico e o cuidar dos filhos dereria ter sido dividido entre homem e mulher, visto que ambos trabalham fora de casa.
Mas não, a mulher passou a estar sobrecarregada com o seu trabalho, a lida doméstica e o cuidado dos filhos.

Felizmente, hoje em dia vê-se muitos homens que partilham com a companheira essas tarefas que anteriormente cabiam exclusivamente à mulher. Mas ainda assim é pouco e isto tem que se expandir cada vez mais.

Anónimo disse...

Quais as actividades ou acções que fazem um pai moderno?Gostava que lança-se esta pergunta no programa Dr.Fernanda Freitas

Paulo,Porto

lady_blogger disse...

O conceito de modernidade é ambíguo e tudo depende de percepções individuais.

Eu posso considerar moderno aquele pai que para si pode estar muito aquem da sua ideia de modernidade.

Se dissessem que os pais de hoje se aproximam dos valores e práticas mais comuns das mães... aí sim já concordamos!

Por que não colocar a questão desta maneira, em vez de se falar de pais modernos?

Maria Mendes- Lisboa

Maria disse...

O pai moderno DEVERIA fazer TUDO o que as mães fazem e faziam sozinhas antigamente. Deveria haver igualdade de direitos e deveres, embora ainda haja muitas mentes retrógradas...infelizmente.

pedrocarlos disse...

Um pai POS-MODERNO - no Modernismo as mulheres e que cuidavam dos filhos - e aquele que:

gosta de abracar e beijar os filhos - e andar com eles ao colo ou as cavalitas;
muda a fralda ao bebe e limpa-lhe o rabito;
da banho aos filhos;
veste ou despe;
adormece os filhos contando historias;
brinca com os filhos;
ensina os filhos a terem ordem e disciplina;
ajuda nos estudos;
leva-os a concertos, museus e galerias;
nao fica aqui a mandar mensagens quando tem de ir ajudar o filho a dar um concerto na escola.

pedrocarlos disse...

Ja agora nos parques os pais envolvem-se muito mais nas brincadeiras com os miudos do que as maes.
Elas ate sao muito mais rigidas!

pedrocarlos disse...

Recomendo a todos os pais a maes a irem aos cursos pre-parto!
Podeis ir na Alfredo da Costa ou no Egas Moniz.
Sao ligeiramente diferentes pois no Egas ainda continua apos o parto.
Nos fomos aos 2!

Anónimo disse...

Olá,
acho que a tão pedofilia e desaparecimento de crianças veio influenciar o pai na questão de ser "moderno". Por exemplo, o que dirão as outras pessoas se verem um pai que está ser carinhoso para um filho ou filha.

Vânia

pedrocarlos disse...

Homens afastados?
Isso e que era bom!
Mas em Portugal, ao contrario da Inglaterra, muitas vezes os medicos nao deixam os maridos acompanharem as mulheres as consultas.
Gostava muito que essa parvoice mudasse!

Renata Paulo disse...

"O que faz um pai moderno?" o que o meu marido faz! Isto é tudo o que fôr necessário para o bem estar da sua filha. Qaundo a minha filha nasceu, de cessaria por pre eclampsia grave, o meu marido foi quem viu a criança em primeiro lugar, era ele que falava com os médicos e enfermeiros para saber o estado da criança, pois eu estava de rastos!
Hoje a menina tem 6 mese e o pai foi smepre às consultas, às vacinas, quando chega a casa dá a papa e dá o banho.
Ser pai é criar, é acompanhar,é amar, é estar presente.
Felizmente a minha filha tem um pai moderno

pedrocarlos disse...

Eu brincava e cantava para o meu filho no ventre materno.
Quando ele nasceu reconheceu a cancao!

Pedro disse...

Nunca fui a um curso deste género e não me fez assim tanta falta.
Apesar disso, apoiei a minha mulher e, por exemplo, a minha filha mais velha só se sentia segura no banho se fosse eu a dar-lho.
Mas havia coisas que as diversas mulheres da família me impediam de fazer, não por outra razão que não fosse manter o seu poder que têm porque controlam a educação das crianças.
Quando peguei nas minhas filhas ficou tudo em pânico e tive que me impor. Afinal, até tinha "geito", seja lá o que isso for.
Os estereótipos sobre esta matéria são mantidos por:
1º preguiça de muitos pais que não se dão ao trabalho de educar os filhos.
2º medo das mulheres em perderem o monopólio.

lady_blogger disse...

O meu marido sempre que pode acompanha os diversos percursos da nossa filha.

Lembro-me dum episódio engraçado, em que ele me acompanhou a uma ecografia. A emoção dele foi tanta que em vez de filmar o ecrã com as imagens em que ela chuchava no dedo do pé acabou por filmar a parede. Esqueceu-se completamente que conseguiria ver essas imagens na própria câmara de vídeo.

Ele é ainda hoje um pai babado.
Só ainda não repetimos a experiência de sermos pais devido a conjuntura económica mas sobretudo porque a nossa filha supõe-se que seja hiperactiva.

Maria Mendes

ANTONIO disse...

B. Tarde
Penso que o HOMEM na tentativa de afastar-se do resto do reino animal vai-se esquecendo que bem la no fundo não deixa de ter todos os instintos básicos animais, e não deveria ter vergonha disso, e isto para dizer que olhando para o comportamento do resto do reino animal ficamos a perceber tantos comportamento femininos e masculinos.

Pedro disse...

Eu sou um pai que estou em casa a 100% com a minha filha que sofre de sindrome de intestino curto. Necessita de cuidados médicos continuados e optamos por ser eu a deixar o emprego e tomar conta dela. Tenho 30 anos e apesar de adorar o tempo com ela penso com frequência nas consequências profissionais que me podem advir. Sou psicólogo social com pós-graduação em hig e seg no trabalho. Estou em casa com a minha filha ao colo…

Anónimo disse...

ola senhra fernanda freitas e muito Bonita
so queria perguntar se na proxima sexta feira podiao fazer um programa sobre o bulling por favor
gostava mesmo muito

se tiver visto isto passe com a mao pelo cabelo adeus

joao 13 anos

João disse...

Eu, como pai (moderno?), tento fazer o melhor que sei e que posso (dentro da minha disponibilidade temporal) garantir um presente feliz às minhas filhas, tendo sempre presente a necessidade de lhes dar uma educação equilibrada.

Acho que, à sua maneira, o meu pai fez o mesmo comigo, foi ele que andou a correr atrás de mim, para me ensinar a andar de bicicleta. Da mesma forma, por exemplo, comprei uns patins em linha e, quando possível, eu e as minhas filhas vamos andar de patins.

De facto, não sei até que ponto os pais (pai e mãe) agora são tão assim mais sensíveis e preocupados com os seus filhos, por exemplo, eu conheço muitos casos de pais que não têm qualquer peso na educação dos seus filhos e a forma como transmitem o seu amor é apenas dando-lhes bens materiais (telemóveis, leitores de MP3, computadores, PS2, etc.) sem qualquer critério.

lady_blogger disse...

Para o menino de 13 anos.
Se estiveres a ser vítima de bulling não o silencies, porque se levado ao extremo podes sofrer graves consequências.

Conselho de amiga!

Maria Mendes

Anónimo disse...

devia dar atençao akilo k uma vania disse

Anónimo disse...

obrigado pelo conselho lady blooger

Anónimo disse...

no meu caso nao e assim tao grave apenas chato ne sinto me muito mal por estarem sempre a gozar komigo por tudo e por nada

Paulgi disse...

Tempos de paz e estabilidade, sempre proporcionaram um aumento dos tais "pais modernos". A actual igualdade profissional e participação mutua do casal na economia do lar também ajuda na disponibilidade do pai.

pedrocarlos disse...

Os 4 meses + 1 devem ser dados a mulher por causa da amamentacao!
Lamento mas os homens nao a podem fazer!
O leite materno e essencial!

E acabo por hoje.
Bom fim de semana.

Pedro disse...

Sou licenciado em História e há uma coisa que considero erradíssimo: antigamente as mulheres não ficavam em casa.
Só as de uma certa classe média e alta, que eram uma minoria. Nos centros urnanos talvez houvesse maior concentração deste grupo social. Mas a grande maioria da população não se podia dar ao luxo de prescindir do trabalho da mulher. Esta, normalmente, trabalhava no campo (há 50 anos havia uns 40%, ou mais, de população rural).
O estereótipo da mulher que ficava em casa é tão redutor quanto o estereótipo que diz que só as mulheres devem tratar das crianças e tão redutor do esterótipo que diz que antigamente os homens estavam ausentes da educação das crianças.
A realidade era e é muito mais complexo.

lady_blogger disse...

Voltando ao tema de hoje, e sem querer vitimizar-me, só tenho a acrescentar o meu pai é o exemplo daquele que em nenhuma óptica pode ser considerado um pai moderno, apesar da ambiguidade do termo.
Ele abandonou-me logo que nasci, sabendo que fiquei sem mãe logo no parto. Isto é ser um pai cruel.

Maria Mendes

Bento disse...

Eu fui impedido de assistir ao nascimento na minha filha agora com 3 meses. Fiz um curso de preparação para o parto de 8 semanas. Acompanhei a minha esposa em todas as fases da maternidade de uma filha muito desejada, mas a Maternidade Alfredo da Costa não de autorizou a assistir ao nascimento. Eu sei que foi com forceps, mas nos EUA até se assiste às cesarianas. Os clínicos ainda não consideram o Pai como parte integrante do paciente. Nos casos em que o Pai de facto existe o paciente no parto são 3 seres vivos: a mãe o pai e o bebé.

pedrocarlos disse...

Ele nao e o unico!
Eu tambem deixei o emprego!

Xau!

Filipe Albuquerque disse...

Gostava de colocar 1 questão a vossa covidada com formação em psicologia.Há ou não há diferenças neurológicas entre homens e mulheres?...

...e se há, que estudos existem em relação ao comportamento tendencial ou natural de ambos no que respeita a educação da sua prole...

...note-se que se por um lado, a cultura é defenitivamente 1 produto da sociedade, por outro, tambem é verdade que a cultura não se pode sobrepor á Genética...

Milhares de anos de Evolução não podem ser postos em causa com tanta leveza...

Não se trata de gostar + ou gostar -, de ser + ou - presente...

...trata-se de perceber as diferenças se as há, e de que forma devemos encaminhar para lá das modas giras o papel dos pais e das mães na educação das crianças...

Estudante de Ciencias da educação

COIMBRA

Joana disse...

O meu pai, hoje com 54 anos, sempre foi um pai presente que nos deu banho (a mim e irmã, com 25 e 30 anos), ajudou nos estudos, contou histórias e levou-nos a passear.
Tenho uma ligação mais forte com o meu pai do que com a minha mãe e sei que ele está sempre lá para me dar carinho e amor.
Mas tenho de concordar que as principais culpadas da diferença dos homens são as mulheres devido à sua independência e desenvolvimento.
Pessoalmente não consigo imaginar que o pai do meu filho não lhe dê banho, carinho, amor e apoio. Para mim isso é um dado adquirido, é fundamental para o desenvolvimento de um ser humano.
Felicidades para o excelente programa.

Joana, Vila Nova Gaia

Joana disse...

O meu pai, hoje com 54 anos, sempre foi um pai presente que nos deu banho (a mim e irmã, com 25 e 30 anos), ajudou nos estudos, contou histórias e levou-nos a passear.
Tenho uma ligação mais forte com o meu pai do que com a minha mãe e sei que ele está sempre lá para me dar carinho e amor.
Mas tenho de concordar que as principais culpadas da diferença dos homens são as mulheres devido à sua independência e desenvolvimento.
Pessoalmente não consigo imaginar que o pai do meu filho não lhe dê banho, carinho, amor e apoio. Para mim isso é um dado adquirido, é fundamental para o desenvolvimento de um ser humano.
Felicidades para o excelente programa.

Joana, Vila Nova Gaia

Anónimo disse...

sem kerer interferir no tema do forum keria perguntar ao pedro formado em historia o k é um esterotipo??

joao

lady_blogger disse...

Pedro e Pedro Carlos, juntai-vos ao clube dos que abdicam dum trabalho pelos filhos.
Eu também optei por ficar este ano em casa por esse mesmo motivo.

Maria Mendes

Maria disse...

“ola senhra fernanda freitas e muito Bonita
so queria perguntar se na proxima sexta feira podiao fazer um programa sobre o bulling por favor
gostava mesmo muito

se tiver visto isto passe com a mao pelo cabelo adeus

joao 13 anos”


João (ou qualquer outro menino(a)), se estás a ser vítima de algum tipo de agressão, denuncia, não fiques calado, senão as coisas podem-se agravar…
Aqui estão os telefones que podes contactar:

Criança Maltratada: 213 433 333
SOS Criança: 800 202 651

Se precisares de ajuda, não exites em pedir, há pessoas especializadas que podem resolver esses problemas.

Anónimo disse...

obrigado sr fernanda

Cármen disse...

Olá!

Antes de mais queria dar-vos os parabéns pelo excelente tema, o que, aliás, não é novidade neste programa.

Não concordo com a ideia que os pais devem fazer exactamente o mesmo que as mães.

Tem de haver diferenciação de papeis... papéis complementares.

Normalmente é atribuído disciplina e autoridade ao pai, e mais afecto e tolerancia à mãe. Mas sinceramente, não é importante quem desempenha o quê... mas sim que os dois papéis sejam desempenhados.

Anónimo disse...

obrigado sr maria

Filipe Albuquerque disse...

É necessário que os pais tenham 1 presença mais assidua no processo educativo das suas crianças mas não necessariamente de 1 forma exatamente igual as das mães...

Anónimo disse...

A sociedade está em mudança e hoje o pai pode desempenhar praticamente as mesmas tarefas que a mãe. Um pai que não cumpre as suas tarefas é simplesmente um pai negligente. Não se trata de uma questão de machismo, porque isso é um mito.
Não existem pais machistas, que não fazem nada em casa e que se furtam aos deveres de pai. Existem é maus pais...

Parabéns Fernanda por mais este tema muito interessante.

Pedro.
VN Famalicão

Anónimo disse...

adeus

Filipe Albuquerque disse...

pedrocarlos disse...

" Ja agora nos parques os pais envolvem-se muito mais nas brincadeiras com os miudos do que as maes.
Elas ate sao muito mais rigidas! "

Olhe Pedro é isso mesmo que eu pretendo enfatizar...há diferenças entre homens e mulheres que não podem ser negligenciadas nos modelos modernos de educação...

Silvia Biscaia disse...

Enquanto estava a ouvir o programa surgiu me uma dúvida, a de como classificar o meu pai. Sendo que a minha é doméstica ele é que sempre trabalhou, mas em bébé ele trocou me muitas fraldas, deu me muitos banhos, alimentou me muitas vezes, e me adormeceu, em suma um pai a 100%. Mas, foi também ele que durante a infância me repreendeu muitas vezes, me deu as ditas cujas "palmadas" e era dizendo "olha que eu chamo o teu pai" que eu obedecia a minha mãe. Assim, pergunto me o meu pai é moderno ou não?

Nuno disse...

Muito sinceramente por vezes creio que são os próprios media que fomentam ou não este tipo de divisões... o que fazem os pais modernos?? O mesmo que as mães será obviamente a resposta acertada. Mas não caminhamos para a divisão de tarefas entre o casal, para um papel cada vez mais importante das mulheres na sociedade (a nível profissional e em todos os outros). Este tipo de tópicos em pleno século 21 penso que já não deveriam de ser colocados!

Tenho 30 anos, sou pai de uma criança com 3 anos e desde o primeiro dia tive a felicidade (e a infelicidade, não nos iludamos. Existe sempre a parte negativa da “coisa”) de o acompanhar 24 horas por dia já que trabalho em casa. Não tive qualquer tipo de aprendizagem antes do seu nascimento, apenas o querer aprender. É incrível como ainda hoje vejo pais em que o primeiro filho parece cair de paraquedas... hoje em dia o acesso á informação é facilitada, basta o querer saber!! Basta estar disponível para querer fazer e não criar um bicho de sete cabeças nas tarefas mais básicas, como dar banho, mudar fraldas, etc, etc.

De todas as formas penso que persiste ainda hoje a ideia de que os homens só servem para trabalhar e colocar o pão na boca da sua família, ideia muita das vezes fomentada pelos proprios avôs e pais/casais supostamente modernos (na minha faixa etária).

SOCIALWARE: disse...

Há uns anos as mulheres confrontaram-se com a dificuldade de conciliar os seus papéis de mãe, de mulher e de profissional. Os homens começaram a sentir essa tensão mais tarde e estão, ainda, a meio do caminho que as mulheres têm vindo a percorrer.
Tenho observado em muitos homens uma pressão enorme que resulta do facto de quererem corresponder às expectativas de, em casa, ser um pai e um marido completamente implicado e, no trabalho, ser um profissional totalmente disponível. O preço dos estereótipos é elevado. Se durante muito tempo (e ainda hoje) os maridos não levavam a sério as carreiras das suas mulheres, actualmente são os empregadores que vêem com desconfiança qualquer interferência da vida familiar dos homens sobre o seu trabalho. Para agravar, os homens têm que viver esta pressão sem fraquejar do ponto de vista emocionar porque, afinal, os homens não choram.

Paulo

Anónimo disse...

Creio que se deve falar em "Pais-de-Hoje" e näo em Pais modernos, Pós-Modernos, ou mais correctamente Pós Pós-Modernos.

Os papeis desempenhados pelos "Pais-de-Hoje", ou antes, os papeis da Parentalidade-de-hoje, constituem uma mais valia face para as crianças face a um passado ainda recente.
Hoje, por ex., pode ser-se Pai e em simultâneo ser-se uma entidade Parental de afectos, facto do qual a criança é o 1º ganhador...
Hoje pode ser-se Mäe e näo se sentir obrigado a ser-se o único afecto necessáriamente omnipresente por inexistência de outro, e aqui igualmente ganha a criança e tb a Mulher.

Näo confundir que nós homens qd cuidamos das crianças, o fazemos no masculino, e as mulheres o fazem no feminino, o ganhador destas experiências e do benefício desta adiçao mais uma vez säo as crianças.

Näo sei mesmo o que é um Pai Moderno, sei que o exercício da parentalidade tem 2 pessoas na génese, e sei que enquanto Homem que se "encontrou" Pai um dia, reagi de acordo com o esperado numa sociedade que se quer de igualdade de géneros, ...assumi as responsabilidades de cuidar das (meus Filhos) crianças assim como o fizeram as Maes, sem com isso nunca quebrarmos papeis parentais ou pretendermos trocar de papeis... afecto é afecto, banho é banho, dados no masculino e no feminino... até aí somos diferentes...!!!

Rogério Lopes Soares (Pais para Sempre) (lopes.soares@madrid.com)

Pedro disse...

Posso aconselhar um programa sobre pais de crianças em ambulatório (crianças que por alguma razão necessitam de cuidados médicos continuados mas estão em casa). As diferenças com outros países são abismais. Para esclarecimentos tinha um emprego numa empresa multinacional, estável, bem remunerado. Decidimos mudar pelo desgaste psicológico que estes casos suportam (a minha esposa teve o 1 ano com a nossa filha, e estava completamente esgotada emocionalmente). Ora em Portugal, apesar das associações que existem (muitas delas completamente inoperantes) não existe qualquer apoio sócio/afectivo.

Sara disse...

Para o João de 13 anos:

Bulling é algo que prejudica imenso. Por isso, não nos devemos calar quando somos vítimas ou mesmo quando sabemos que alguém está a ser vítima desse tipo de coisas, por mais medo que tenhamos de denunciar.

Eu mesma já fui vítima, não por agressões físicas, mas fui gozada, humilhada, ofendida e posta de lado muitas vezes porque gaguejava. Sentia-me muito triste, sozinha (nessa altura só tinha 1 amiga), muitas vezes ia para um canto sozinha chorar porque tinham gozado comigo e eu sentia-me mal... Cheguei inclusive a pensar em suicídio (porque eu guardava isto para mim, não contava, não desabafava com ninguém)...

Por isso, defende-te, denuncia, conta a alguém. Não te deixes destruir por ninguém! Sê feliz! =)

Bruno disse...

Sou pai desde o inicio deste mês e para infelicidade minha ainda não consegui ver a minha filha pois a mãe não me deixa vê-la.
Sinto-me revoltado com esta atitude e sem saber o que fazer pois sei que enquanto não se efectuar o registo da minha filha nada poderei fazer para accionar o direito paternal. O que fazer entretanto? Esperar, desesperar?

joao rafael disse...

eu compreendo-a sra sara e ja me inscrevi no blog para ca vir mais vezes

Anónimo disse...

Agora em época de férias escolares, também deveriam dedicar alguns temas aos mais novos, como foi sugerido pelo João de 13, Bulling, Droga, Sexualidade (doenças sexualmente transmitidas, etc.), Saúde, Alimentação, etc., etc., etc.

Anónimo disse...

infelizmente há coisas que não mudam: é sempre a mulher a passar pela gravidez e parto (já agora parturientes não são pacientes, muito menos o nascituro e o pai). e um filho é tanto ou mais trabalho que amor. há muitos pais que facilmente se demitem de amar um filho. falem dos casos em que o tribunal estipula visitas de 15 em 15 dias e os pais não aparecem durante meses... ninguém consegue obrigar um pai a amar um filho. como a mãe o carrega, e socialmente está mais obrigada a cuidá-lo, é mais difícil demitir-se dos seus cuidados.
maria, lisboa

ana disse...

Força ai João, não te deixes intimidar e pede ajuda sempre que for preciso.

Anónimo disse...

ATT BRUNO (post das 15h10mnts)

Contacte-nos logo que possa, contactos disponíveis em:

www.paisparasempre.org

envio-lhe este post uma vez que está a passar por algo incorrecto e algo ilegal e tb por reparar que já está equivocado face à situaçao que vive e refere do registo...

um abraço


Rogério
lopes.soares@madrid.com

joao rafael disse...

adeus

Bento disse...

Continuando o blog anterior. Depois de 16 horas dentro da MAC a aconpanhar a minha esposa, orbigaram-me a sair durante da epidural (que a minha esposa queria muito a minha companhia) e mandaram-me sair na fase da expulsão. Fiquei muito revoltado e a revolta não deveria ser o sentimento para aquele momento, mas foi assim que a MAC me fez sentir. Nas memórias que escrevi durante a espera ficou: "Fico imcompleto na experiência de Pai." Senti que a sociedade considera o pai como um acessório, alguém que não necessita de lá estar, o qq«ue é espantoso.

Anónimo disse...

Fernanda,

aqui vai uma sugestão (bem a propósito) para um próximo programa:

- A humanização dos partos hospitalares.
- Maior intervenção do acompanhante em todo o processo de parto.
- A dificuldade da mudança dos procedimentos médicos instalados (vide entrevista com o chefe do serviço de urgência de obstetrícia do Hospital de S. João na edição de Maio da revista Pais e Filhos).
-As organizações e grupos que lutam e divulgam estes procedimentos (www.humpar.org , www.bionascimento.com )

Bons programas !

J.Pedro

Anónimo disse...

Li o livro da Leonor Balancho: Ser Pai hoje, entre muitos outros de carácter social e comportamental.
Estou separado da mãe da minha filha à 5 anos. A minha filha, agora com 12 anos, tinha acabado de fazer 7, quando nos separamos.
Sempre fui eu a educá-la, a ir buscá-la ao infantário, a vesti-la e a comprar-lhe roupa, etc. A minha filha queria viver comigo. Disse-o a quem a ouviu, incluindo psicólogos e testemunhas. De todos os tribunal teve conhecimento, a todos ignorou por completo.

A mãe sempre criou (e continua a criar entraves) à relação com a minha filha. Estive dois anos e meio sem qualquer tipo ou espécie de contacto com ela, porque a mãe simplesmente não deixava, e o tribunal NADA FEZ de concreto! Deu-se ao luxo de se permitir desautorizar pela mãe (que não cumpria o decretado pelo tribunal) mas mesmo assim nunca a puniu por rigorosamente nada. Fiz LITERALMENTE muitas dezenas de queixas, comprovadas documentalmente. De nada adiantou.

Contactei instituições com a Comissão de Protecção de Menores, que pouco ou nada fez, pois estava de mãos atadas do ponto de vista judicial.
A mãe impedia-me de educar a minha filha, impedindo-me de ter acesso À escola, e mesmo aos seus cadernos escolares, chegando ao cúmulo de indicar como pai da minha filha, na caderneta escolar dela, o nome do homem com quem vive actualmente! E ainda teve o descaramento de dizer à minha filha, durante dois anos e meio, que era eu que não queria ver a minha filha, quando na realidade foi a mãe que sempre me impediu (e tenho provas materiais e judiciais disso). Eu que sou educador profissional, com formação superior (e modéstia à parte, comprovadamente bom), nem isso pude ser para a filha. Educava e bem, com muitos elogios os filhos dos outros, mas não podia educar a minha própria filha, por quem tudo eu deixei, quando ela nasceu. Não há palavras.

Os resultados viram-se logo que passei a ter acesso à minha filha, no final do ano passado. Ajudei-a a recuperar de Negativas para Excelentes, em disciplinas como matemática, e inglês e melhoramentos gerais em tudo. Ela frequenta o 6º ano.

Muito mais poderia dizer, mas como não posso, podem consultar algo mais aqui:
http://o-meu-farol.blogspot.com/

Anónimo disse...

PARA ANONIMO DE O-MEU-FAROL.BLOGSPOT


www.paisparasempre.org

contacte-nos
abraço
Rogerio
lopes.soares@madrid.com

Anónimo disse...

Gostaria de louvar a posição da Psicóloga professora do ISPA (lamento, mas não pude ver o seu nome) quer pela sua frontalidade, quer pelo seu acerto em muito daquilo que disse, demonstrando conhecer muito melhor a realidade do que a Dra Leonor Balancho, que apesar de escrever um livro Ser Pai hoje, que li, continua a dizer que foram as mulheres que mudaram e não os homens (como se ela não tivesse assistido a provas contrárias a isso no programa e como se fosse possível uma coisa sem a outra), e ainda por infelizmente pedir que os homens (pais) respeitem as mães dos seus filhos... em vez de dizer antes de mais, para que as mães respeitem os pais dos seus filhos, pois são elas (e não eles) que ficam com a custódia das crianças em 95% dos casos. Logo são elas que podem desrespeitar (e desrespeitam!) os homens em 95% dos casos, e não o contrário. Mas atenção: há muitas mulheres boas! Mas infelizmente não são essas que são defendidas... são aquelas que mentem e se sabem fazer de vítima. Eu sei do que falo. Lamento que se continue somente a tentar defender as mulheres, só pelo facto de o serem, mesmo quando todos os factos comprovam que elas são as mais beneficiadas com o actual sistema, e que muitas abusam dele usando as crianças como meros objectos e armas de arremesso...
Se falam em igualdade de direitos, então pratiquem-nos, mas em tudo! Não apenas naquilo que interessa às mulheres...

Sara disse...

"Sou licenciado em História e há uma coisa que considero erradíssimo: antigamente as mulheres não ficavam em casa.
Só as de uma certa classe média e alta, que eram uma minoria. Nos centros urnanos talvez houvesse maior concentração deste grupo social. Mas a grande maioria da população não se podia dar ao luxo de prescindir do trabalho da mulher. Esta, normalmente, trabalhava no campo (há 50 anos havia uns 40%, ou mais, de população rural).
O estereótipo da mulher que ficava em casa é tão redutor quanto o estereótipo que diz que só as mulheres devem tratar das crianças e tão redutor do esterótipo que diz que antigamente os homens estavam ausentes da educação das crianças.
A realidade era e é muito mais complexo." Pedro

Tem razão!
Inclusive, muitas famílias viam-se obrigadas a fazer com que não só o homem e a mulher trabalhassem mas também os filhos, por uma questão de sobrevivência.
O que eu disse é realmente redutor, mas referia-me sobretudo à emancipação da mulher para trabalhar fora (não ao trabalho no campo) e evoluir na carreira, tal como um homem o fazia, com os mesmos direitos.
A partir de certo momento também mulheres e crianças passaram a trabalhar em fábricas (por razões de sustento da família) mas o pagamento pelo seu serviço era muito menor em relação ao de um homem e, por isto, muitas vezes preferiam mulheres e crianças para trabalhar, já que a mão-de-obra lhes saía mais barata.
Não acho que os homens estivessem excluídos da educação das crianças mas acho que o seu papel era mais autoritário, enquanto que às mulheres cabia tudo o resto, o cuidado, a alimentação, a vigilância, etc..

José Araújo disse...

Nuno

"Mas não caminhamos para a divisão de tarefas entre o casal, para um papel cada vez mais importante das mulheres na sociedade (a nível profissional e em todos os outros). Este tipo de tópicos em pleno século 21 penso que já não deveriam de ser colocados!
"

Estou de total acordo , houve mudanças na sociedade(Há que salientar este facto, que ainda com muito por fazer) e jamais se deve usar estes pretestos para sempre invocar femismos , ou caimos da mesma forma, somente por diferente face de igual problema , por fundamentalismos que são aplicados como assim acontece e aconteceu no machismo..

Para não falar do fenomeno da inversão dos próprios valores , que outrora emanciparam a mulher , mas lhe incutindo outra forma de dependencia.Mas é um mal que não só a ela afecta, mas em si se centra , a maior taxa de inversos resultados...

Quando o sexismo nunca teve tanta força e económico proveito...

Tiago disse...

A cultura altera o cérebro fisicamente, o cérebro é "nature" e "nurture". As construções sociais condicionam o desenvolvimento cerebral, isso passa até na campanha que a RTP2 apoia para divulgar a leitura. Por extensão, os papéis de género são em parte (mas como quantificar?:P) definidos culturalmente. Como se comportariam crianças sem modelos de género?

Jorge disse...

Faz de tudo um pouco.