quarta-feira, setembro 26

MENORES EM RISCO - TIRÁ-LOS AOS PAIS PARA SEMPRE?

As opiniões dividem-se: há quem defenda, nomeadamente nos meios jurídicos e assistenciais, que quem melhor tutela os filhos são aos pais, ainda que tenha havido episódios de maus-tratos, ou ameaças de se virem a concretizar; há quem pugne por medidas mais definitivas, que passam pela criminalização dos progenitores e pelo afastamento definitivo da alçada dos pais. O meio-termo seria provavelmente o mais indicado, mas é com toda a certeza o mais difícil de alcançar. Por isso mesmo, importa discuti-lo no SC, confrontando posições, colocando todos os argumentos na mesa.

41 comentários:

lady_blogger disse...

Boa tarde!

Aos presos a liberdade não lhes é retirada para sempre...
Aos pais que cometeram um erro também se poderia num porvir dar uma similar segunda oportunidade.
Esses pais talvez precisem é de apoio que não encontram na nossa sociedade regida por valores muito pouco altruístas.
A conjuntura política, social e sobretudo a económica faz muitos pais entrar em desespero e por vezes terão algumas atitudes espontâneas impróprias devido ao stress de tanta preocupação. Às vezes dão raspanetes ou um tapa no rabo dos filhos só porque não conseguem lidar com tantos problemas quotidianos e estão mais facilmente irritáveis perante atitudes travessas dos filhos. Do mal, este é um mal menor. Porém não há justificação para atitudes mais extremas... e aí sim os filhos sujeitos a tentativa de homicídio ou violação devem ser retirados de imediato aos pais ou tutores.
A questão do para sempre... parece-me ser tempo demais. Além disso temos autoridade para penalizar os crimes dos outros mas não para perdoar os seus pecados.
Será que não há criminosos que perante o arrependimento decidiram mudar radicalmente o seu modo de relacionamento com os outros? Será que uns pais que tenham intentado contra um filho, não possam vir a arrepender-se e até a tornar-se nuns pais melhores que a maioria?
Mas é claro que a vida de uma criança é demasiado importante para podermos esperar pelas supostas mudanças positivas por parte dos pais.
E a opinião das crianças não conta ou não devia contar?

Este tema é de difícil trato, é delicado falar de assuntos que ainda estão na ordem do dia com o caso da menina inglesa.
Para mim, neste caso sempre desconfiei que dessem sedativos à filha, aquele coçar de orelha do pai deixou-me a mim de imediato com a pulga atrás da orelha, nem precisei de saber das interpretações gestuais dum psicólogo para depreender tal evidência. Quanto a serem culpados, a trama parece bem engendrada. Nem é bom pensar nisso!

Cumprimentos Civis

Maria Mendes

Joana, cartaxo disse...

Boa Tarde!

Eu tenho 1 sobrinha q considero ser uma menor em risco;Os pais são seperados, tendo ela ficado com a mãe, mas o pai não lhe dá nada, embora tenha sido obrigado pelo tribunal a dar uma pensão de alimentos de 100€... mas ele diz q não tem nada q dar dinheiro mãe da menina, e não consegue ter a noção q 100€, não chega, sequer p a menina, qt mais p a mãe... A mãe não tem emprego e o padrasto nem sempre trabalha, e ainda bate na mãe e nelas(minha sobrinha, e 1 filha de ambos)... Estão a sempre a mudar de casa, pois ficam a dever rendas e têm de ir fugindo, resumindo e concluindo, ela não tem amigos porque é raro fazer 1 ano lectivo completo, na mm escola... o pior é este ano, eles não trataram dos papeis de transferencia da menina e ela está sem ir à escola!!! tem 9 anos e vai repetir a 3ªclasse, é uma criança q detesta a escola, é mal educada a todos os niveis, não tem amigos pq nem sequer sabe brincar; ela só sabe falar assuntos de adultos, q nem sequer deveria saber(sexo, drogas, etc)

Existe a possibilidade de fazer 1 queixa anónima, a denunciar o q se passa? se existe qual é o numero ou entidade a q me devo dirigir?

Sylvie disse...

Boa Tarde!
É de facto um assunto muito complexo e não se pode generalizar. Cada pessoa é única, todos nós somos diferentes uns dos outros e como tal cada caso é um caso. As crianças são o futuro do nosso País e o Estado tem que dar sempre muita atenção a estes assuntos.

Eu conheço um caso de um casal toxicodependente a quem lhes foi retirado um filho, no hospital assim que eles expuseram o problema que tinham com drogas. 4 dias a seguir ao parto a Assistente social do hospital logo interviu e "fez - lhes" a cabeça de tal forma que os levou a pensar que seria melhor entregar o filho a uma instituição do que ficar com eles naquela situação. A criança entrou no sistema e desapareceu até hoje. Os pais estão em tratamento e livres de consumos há já vários anos e nunca mais conseguiram saber o paradeiro da criança. Crê-se que foi para adopção. Os únicos documentos que os pais assinaram, dizem, foi uma questionário e um pequeno texto em que aceitavam a ajuda da Assistência Social.

Concordo que quando a criança nasceu estando eles naquela situação precisavam muito de ajuda sim, mas a ajuda seria esta? retirarem-lhes o filho assim e para sempre?

Não me parece que seja a solução indicada e aliás acho que neste e noutros casos como este há grandes esquemas por de trás. Se é que me faço entender.
É triste...

Atenciosamente,

lady_blogger disse...

Olhe Joana, você só critica pela negativa o pai da menina. Quanto à mãe, vítima de uma situação económica desfavorável não tem conseguido dar uma educação à filha. Quanto a mim, essa mãe precisa de uma habitação social, um trabalho e apoio social para tentar ser a família da filha que tem. O pai deveria de ser forçado a pagar os míseros 100 euros. Foi pai para a fazer, mas pelos vistos não para a sustentar e educar.
A solução não será retirar-lhe a criança, mas sim apoiar esta família.

Cumprimentos Civis

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Fazer queixas é muitas vezes cobardia, principalmente as anónimas, contudo não estou a dizer que no seu caso seja.

A resolução das questões que expõe não passam pelo simples apontar o dedo aos males, mas sim por tentar encontrar soluções. Os problemas não se resolvem só porque os conseguimos detectar. Em vez de apontar os erros, ajudem estas famílias a encontrar as soluções, sejam mais solidários e disponibilizem tempo e bens para ajudar quem precisa.

Cumprimentos Civis

Maria Mendes

Maria (ª_ª) disse...

Se estão em risco, então devem ser imediatamente retirados aos pais, porque uma palmadinha é uma coisa, mas maus-tratos é outra! E nestes casos não deve haver segunda oportunidade, pois em muitos desses casos, isso pode significar a diferença entre a vida e a morte…

Ainda hoje estava a dar nas notícias o julgamento da mãe da criança que morreu vítima de maus tratos…e todos conhecemos o caso da pequena Joana, já para não falar daquela bebé cujo cadáver foi jogado ao rio Douro e que tinha marcas de ferro de engomar…afinal é a pessoas assim que se chama mãe, pai, tio e avó?
E isto sem mencionar os inúmeros casos de abusos sexuais…

Descarregar nos mais indefesos? Não, isto é crueldade, cobardia, frustrações (sabe-se lá porquê), enfim, pessoas sem sentimentos que nunca deverão ser chamados pais e nunca deveriam sequer ter tido filhos!

Anónimo disse...

Boa Tarde! quem esta mais em risco uma menina cigana ou uma menina de cascais com uma mae tiazinha

lady_blogger disse...

Se esta questão fosse colocada há umas gerações atrás, creio grande parte da nossa população teria tido pais adoptivos e sido criado em instituições.
Antigamente a educação passava pelo errado uso da violência.
Gostaria de ver este tema debatidhá décadas atrás.

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Olhe anónimo, até pode nenhuma delas estar em risco. Lá porque possam ter culturas diferentes não significa que estejam necessariamente em risco.

CC

Maria Mendes

Anónimo disse...

voces sao todos racistas

e obvio que escolheria uma menina rica?

lady_blogger disse...

Os motivos de carência financeira podem ser motivo para retirarem um filho aos pais?

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Há também as Aldeias SOS que poderão dar uma nova família a essas crianças.

CC

Maria Mendes

Filipa Carneiro disse...

Boa tarde,

Concordo que a retirada aos pais, dos menores em risco seja imediata, mas não me parece que retira-los para sempre seja a melhor solução. Os pais muitas vezes não têm condições económicas/emocionais/... mas a sua familia de suporte reune os aspectos necessários à educação normal de uma criança. Assim, a criança pode ser retirada aos pais mas entregue a avós, tias, ... Não se quebrando os laços familiares e a teia de educação tão necessária às crianças.
Sou da opinião ainda, que pais batedores hoje, continuarão a se-lo amanhã e as crianças não devem retornar a esse neio.

joana, cartaxo disse...

Respondendo à lady_blogger:

Entendeu-me mal, eu não critico só o pai da menina, eu critico o pai, a mãe e o padrasto... e esta mãe não precisa de ser ajudada, porque se ela não trabalha é pq não quer, pois tem bom corpinho para isso e o padrasto, a mm coisa... a menina é q precisa de ser ajudada!

Outra coisa q eu não disse é q eu a ajudo da forma q posso, fui eu q comprei todo o material escolar, eu compro-lhe roupa, etc, etc... mas cheguei a 1 ponto em q me pergunto, se o devo continuar a fazer já que a menina pelos vistos não vai p a escola, a roupa q lhe compro, nunca lhe a vi vestida, pq eles sujam e deitam fora...

Qt à queixa anónima, eu tenho os meus motivos p a querer fazer deese modo...

Eu até ficava com ela, mas o meu marido não gosta mto dessa hipotese, pois eu neste momento não trabalho e nós temos 1 filha e vários encargos...

Maria (ª_ª) disse...

Isso é muito vago caro anónimo(a), teria que se analisar cada caso e a situação em que cada uma das meninas vivia.
O facto de pertencerem à etnia cigana ou a famílias de alta sociedade, não tem nada a ver com o risco eventual que correm. Há pais bons e maus em todo o lado, em todas as classes sociais, zonas habitacionais, raças, etnias, etc.

Anónimo disse...
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lady_blogger disse...

Ainda existem as ditas casa de correcção? Penso que sim... Mas os jovens em risco poderão ter de passar por instituições dessas?
Pergunto isto, porque nem sempre a culpa é dos pais. Aqui falais da violência dos pais em relação aos filhos mas todos sabemos que o contrário também acontece. E o que devem fazer os pais vitímas de violência por parte dos filhos?

CC

Maria Mendes

Pedro Marinho disse...

Caros convidados sei existe algum apedeutismo no seio deste assunto sobre tudo quando se sabe que existem crianças que morrem por falta de resposta imediata.

Será que as entidades competentes hajem com rapidez necessária em situações graves de risco?

A intrevenção se for lenta pode culminar no trauma com danos irreversiveis e até mesmo chegar á morte.
Existe uma resposta por parte das entidades competentes? como fazer se souber de algum caso em particular e como denuncia-lo?

Obrigado
Pedro Marinho de Arcos de Valdevez

lady_blogger disse...
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lady_blogger disse...

Até que idade se pode retirar uma criança aos seus pais?

Se um filho de 15 ou 17 anos se queixar dos pais, que lhe fazem? É "velho demais" para ser adoptado...
E se a queixa dele em relação aos pais até é falsa apesar de aparentemente apresentar maus tratos físicos (mas que só ele sabe que não foram os pais a agredirem-no)... Que há a fazer nestes casos?

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

E quem legisla sobre estas matérias, ou quem decide se uma dada criança está em risco tem de ser pai?
Na minha opinião seria fundamental que essas pessoas fossem pais para agirem com conhecimento de causa para melhor equacionarem sobre a realidade familiar de cada criança.

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Poderiam criar um Gabinete de Apoio a Pais, para de certa forma ajudarem a prevenir situações desagradáveis.
E o abono familiar poderia ser bem melhor, à semelhança do caso inglês.


CC

Maria Mendes

Maria (ª_ª) disse...

E também há os maus-tratos psicológicos, que são mesmo invisíveis…

Anónimo disse...

As crianças vítimas de maus-tratos serão futuros pais que tratarão mal os seus filhos?

Pedro disse...

A família natural das crianças deveria ser o seu maior reduto de protecção e de amor. Infelizmente as maiores atrocidades infligidas às crianças são cometidas no seio da própria família. O drama começa aqui, quando o perigo reside na própria família e é urgente retirar a criança à família natural. A retirada da criança à familía é no superior interesse desta, porém, é ela quem mais sofre pois é o elo mais frágil!

Anónimo disse...

Sou pai de uma menina de 5 anos.
Desde o seu nascimento que esta impedida pela mãe de estar com o pai.

Recorri a um tribunal para encontrar uma solução para este problema há 4 anos, mas ainda não houve qualquer decisão.

Temos sido submetidos a exames médicos e pressão psicológica.
Sendo esta a única relação que podemos ter.

Isto é violência?
Até onde será necessário chegar?…

José Paulo Silva

Anónimo disse...

qual o perfil dos pais que mal tratam e abusam?

lady_blogger disse...

Olá Fernanda!

Olhe podia conseguir resposta às sobretudo às seguintes questões que vos coloquei em alguns posts anteriores?

"E se a queixa dele em relação aos pais até é falsa apesar de aparentemente apresentar maus tratos físicos (mas que só ele sabe que não foram os pais a agredirem-no)... Que há a fazer nestes casos?"

"Os motivos de carência financeira podem ser motivo para retirarem um filho aos pais?"


"E quem legisla sobre estas matérias, ou quem decide se uma dada criança está em risco tem de ser pai?
Na minha opinião seria fundamental que essas pessoas fossem pais para agirem com conhecimento de causa para melhor equacionarem sobre a realidade familiar de cada criança."


CC

Maria Mendes

Anónimo disse...
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lady_blogger disse...

E se um dos pais põe o filho em risco, o conjuge tem de se separar ou divorciar para poder continuar a viver com essa criança?

CC

Maria Mendes

Anónimo disse...
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Anónimo disse...
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Anónimo disse...

Boa tarde, sou psicologo e tenho alguns anos de experiencia com crianças e jovens retirados à familia, tendo operacionalizado o meu trabalho numa instituição de acolhiento.
querem milagres? como se pode educar crianças onde existem tecnicos nem meios para o fazer de modo equilibrado.
mas a minha questão vai para o facto de os menores serem retirados da familia com o objectivo de a familia ser trabalhada no sentido de voltarem a ter condições parentais de os educar. como é possivel fazer este trabalho sem técnicos?
tenho que louvar o testemunho da Juiza ai presente, por favor sigam o seu exemplo.

Anónimo disse...

Tenho comigo desde Abril, uma jovem de, actualmente 16 anos que foi retirada à família, pelo tribunal. Sou mãe de dois rapazes de 10 e 6 anos e parece-me que, apesar de não ser fácil todo o processo de adaptação, estabelecimento de regras e muitos outros aspectos; o enriquecimento mútuo é grande. Não são só as crianças que beneficiam, as famílias que as acolhem também crescem e se fortalecem como pessoas e como família. É uma experiência assustadora, mas que não tem de correr mal necessariamente.

Elsa
Rio Maior

Susana Morais disse...

Uma senhora de outra nacionalidade foi condenada por maus tratos e abusos sexuais das filhas, juntamente com o ex-companheiro. Fugiram para Portugal e foram detidos este ano. Entretanto a senhora já tinha constituído nova família, e tinha uma filha com 3 anos.

Embora não haja notícia de maus tratos desta mãe para com esta filha, não se sabe se houve ou não. A criança ainda não fala como as da sua idade.

O que fazer com esta menina? Ela sente falta da mãe, apresenta sinais sofrimento pela ausência da mesma. Será melhor mantê-las afastadas? Como explicar à criança o motivo pelo qual a mãe se encontra ausente? Será que esta mãe reúne condições para educar esta filha tendo em conta os motivos da condenação/detenção?

(notícia aqui: http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=13581 )

Sylvie disse...

Acho que uma das coisas mais importantes a fazer é melhorar as instituições onde estão a crescer! Quer dizer: tiram as crianças de situações de situações de risco mas depois as crianças crescem em ambientes igualmente maus! todos nós sabemos as condições da instituições (da maior parte delas) conforme uma das Dra`s. convidadas disse: as instituições precisam de ser melhoradas!

susana morais disse...

Sr. pricólogo "anónimo", poderá dar-me alguma indicação acerca do caso que expus? Quem se deverá consultar?

Obrigada.

Anónimo disse...

"lady_blogger disse...
Olhe Joana, você só critica pela negativa o pai da menina. Quanto à mãe, vítima de uma situação económica desfavorável não tem conseguido dar uma educação à filha. Quanto a mim, essa mãe precisa de uma habitação social, um trabalho e apoio social para tentar ser a família da filha que tem. O pai deveria de ser forçado a pagar os míseros 100 euros. Foi pai para a fazer, mas pelos vistos não para a sustentar e educar.
A solução não será retirar-lhe a criança, mas sim apoiar esta família."



Concordo completamente.

A mãe e a criança já são victimas da sociedade e de terem conhecido/contacto com certas pessoas que lhes fazem mal, e ainda por cima ia-se estar a prejudica-las AMBAS ainda mais, a elas que são as verdadeiras victimas??? FAZ ALGUM SENTIDO ??? Oh por favor joana, tenha dó.

Estar a separa-las ia as destruir a todos os níveis, só causaria imensos problemas, a solução é O ESTADO DAR-LHES APOIO.

E se formos por ai, separar filhos e pais por questões parecidas com essas, então ia-se separar 99% dos filhos e pais de todo o mundo???

Algumas pessoas deviam pensar duas vezes antes de dizer bacuradas.

Anónimo disse...

Ha mta gente que gosta de dar conselhos (testamentos!) como se tivessem o dom da moral a terceiros como se conhecessem os casos e depois pedem quase por favor para que as suas questões sejam lidas em directo no programa!
Que contra-senso!..ou melhor: é só protagonismos!

Sara disse...

Acho que se os filhos são tirados aos pais por algum motivo justo, então só devem um dia voltar a ficar aos seus cuidados se se provar que os pais têm boas condições psicológicas e condições económicas suficientes e realmente querem e estão dispostos a tratar os filhos decentemente. Isto se as crianças não estiverem ao cargo de outras famílias há já vários anos e que haja desejo de permanecerem juntos de parte a parte. Não é justo retirarem a guarda das crianças às famílias de acolhimento quando já existe amor e uma verdadeira relação familiar. Isso é prejudicial para a família e sobretudo para a criança. A preferência da criança é muito importante. Se voltar a ser entregue aos pais então deveria haver uma certa vigilância para prevenir e evitar novas situações de risco (que não quer dizer que voltem a acontecer, as pessoas mudam!). Além disto e se os pais tiverem as tais condições (e as famílias que acolhem a criança também! (quando é o caso)), devia decidir-se ao cargo de quem fica mas serem realizadas visitas frequentes àqueles com quem não ficou ao cargo.

Luis Gomes disse...
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