segunda-feira, outubro 22

PODEMOS MESMO CONFIAR NOS GENÉRICOS?

O Infarmed tem no ar uma mega campanha de promoção dos genéricos assente na confiança (“Eu confio”, é o slogan). Mas os críticos dizem que o problema não é a segurança, subjacente à confiança, é antes a qualidade, que estará mais assegurada nos medicamentos de marca do que nos genéricos. Apontam o dedo a uma política economicista de quem governa, que privilegia o corte nas despesas em detrimento da saúde do utente. Há ainda outra discussão, que é a do preço dos medicamentos inovadores, nomeadamente para o VIH. O preço alto impede o acesso de milhões de infectados nos países em desenvolvimento, que acabam por morrer. Não há genéricos para o VIH, embora alguns países, como o Brasil e a Índia, ameacem produzi-los sem autorização.

53 comentários:

Anónimo disse...

Aqui está um dos mais lucrativos (e imorais) negócios do mundo.

O problema do alto preço dos medicamentos inovadores (de marca), é que a empresa que o fabrica, como tem a patente durante um x número de anos (talvez 20), aproveita-se desse facto de não ter concorrência para assim estabelecer não um preço justo, mas sim o preço que quer absurdamente alto de forma a com isso ganhar imensos lucros. A vacina contra o cancro do colo do útero é um dos mais flagrantes exemplos, 500 euros por um medicamento???? Ridiculo e imoral.

Alguns médicos e uma associação feita de propósito para divulgar este assunto (com fortes ligações à empresa que vende o medicamento) dizem que o cancro do colo do útero atinge o mínimo de 75/80% de mulheres, houve um senhor da associação que dizia que afinal eram mais de 90%, outros ainda conseguiam dizer que praticamente todas as mulheres poderiam sofrer do problema apesar de não apresentarem dados factuais concretos, ou seja, dizer por dizer, ou seja, coerência e rigor científico nenhum... mas em toda a minha vida nunca conheci nenhuma mulher com um caso concreto desses.

A farmacêutica que o produz quer que a vacina seja obrigatória para todas as raparigas, independentemente dos efeitos secundários que possa ter que ninguém ainda referiu (também não convêm), sendo que pretendem que seja o estado a pagar todos os custos, e isso é óbvio porque sabem que 500 euros é demasiado para uma pessoa com baixos e médios rendimentos (sendo que assim desistiriam), assim, em vez de irem directamente aos bolsos dos cidadãos, vão indirectamente aos seus bolsos através dos impostos que o estado recebe de todos... Só para se ter uma ideia, façam as contas: cerca de 5 milhões de mulheres só em portugal VEZES 500 euros IGUAL a LUCROS FABULOSOS.



Em África acontecem coisas simplesmente horríveis com a indústria farmacêutica. Praticamente todas as grandes marcas (Pfizer, Bayer, etc) vão para África para usar, enganar e explorar a população pobre residente de forma a:

1) poderem TESTAR novos medicamentos, ou seja, a empresa abre novas clinicas e afirma que os pretende ajudar quando na realidade o que fazem é os usar como cobaias. Dezenas de milhares já morreram devido a esta questão e muitos mais estão incapacitados.

2) Poderem vender medicamentos contra a SIDA a altos preços (para quem é pobre), sendo que quem não poder pagar não tem direito ao medicamento, e assim todos os anos milhões morrem devido a não poderem ter dinheiro para esses medicamentos.

Isto são claras violações dos direitos humanos que governos e empresas não querem saber.


Sobre os genéricos, penso que no geral são tão bons ou mesmo melhores que os de marca, embora seja relativo. A grande vantagem é o seu preço, muito mais justo e acessível.
Um genérico é essencialmente um medicamento praticamente igual ao original mas cuja patente pode ser usada por outras empresas, pois as farmacêuticas que os inventam só têm um x de anos para os poderem usar em exclusividade e sem concorrência.


Um dos grandes problemas nos genericos é que a maioria dos médicos não receita genéricos de propósito, mesmo no caso de a pessoa pedir para autorizar, pois começam logo a tentar convencer a pessoa a comprar o de marca com desculpas da treta... e porquê? Não é pela qualidade, é que as empresas que vendem medicamentos de marca oferecem vantagens, dinheiro e viagens aos médicos que venderem o seu produto = CORRUPÇÃO / falta de ética. Isto é mais do que sabido e já aconteceu com todos nós.

Apesar de tudo, parece também já haver indícios muito pequenos que mesmo os genéricos começam a ir um pouco nesse sentido, mas são casos raros.

O governo tem interesse em apoiar os genéricos, porque assim poupa imenso dinheiro no sector da saúde.


Ou seja, é tudo feito por interesses, pensar na saúde das pessoas é na realidade 2º ou 3º plano.


carpe diem

Anónimo disse...

Aproveito para dizer que concordo em absoluto que um estado possa renunciar ao "direito" de patente e exclusividade que uma empresa possa ter, e fabricar os seus medicamentos muito mais baratos, quando este facto pode de alguma forma implicar na morte ou problemas de saúde das pessoas por não poderem ter acesso aos mesmos.

É até uma questão directa de direitos humanos.

Afinal o que é mais importante, dar lucros a alguns empresários gananciosos e sem ética ou salvar vidas?

cp

Pedro Marinho disse...

Boa Tarde

Querida Dra Fernanda Freitas

Sou um jovem cidadão deste país que neste momento preside à europa e sinto-me profundamente triste de saber que nas áreas em que é necessário investir e combater como o HIV , porque razão não existem genéricos? Na realidade algo inaudito e talvez um acto truculento de quem governa, isto que contraria a ética e o sentido do combate por uma saude mais prospera e uma politica de futuro...

Pergunto:

Porque razão os medicamentos para os doentes com HIV não existem em genéricos será um progresso ou retrocesso na área da sáude?

Pedro Marinho de Arcos de Valdevez

Pedro Marinho disse...

Amigos do Sociedade Civil

Com as reformas que existem neste país acho fundamental que os genéricos sejam uma
realidade para os mais idosos, não é aceitável que um reformado doente que tenha
trabalhado por este país não tenha acesso a medicamentos de qualidade, mas esse não é o
problema, o principal problema é saber se o reformado fica com dinheiro para o resto do
seu mês e se alimentar e vestir-se com dignidade.

Pergunto:

Será que os idosos tem a informação necessária sobre a diferença de preços entre os
genéricos e os de medicamentos de marca?

Será que os idosos tem dinheiro para se alimentar depois de comprarem medicamentos de
marca?

Pedro Marinho de Arcos de Valdevez

Pedro Marinho disse...

Amigos do Sociedade Civil

Com as reformas que existem neste país acho fundamental que os genéricos sejam uma
realidade para os mais idosos, não é aceitável que um reformado doente que tenha
trabalhado por este país não tenha acesso a medicamentos de qualidade, mas esse não é o
problema, o principal problema é saber se o reformado fica com dinheiro para o resto do
seu mês e se alimentar e vestir-se com dignidade.

Pergunto:

Será que os idosos tem a informação necessária sobre a diferença de preços entre os
genéricos e os medicamentos de marca?

Será que os idosos tem dinheiro para se alimentar depois de comprarem medicamentos de
marca?

Pedro Marinho de Arcos de Valdevez

RUTE disse...

A industria farmaceutica é dos sectores mais lucrativos de todos.
Cada vez há mais doenças, cada vez há mais doentes.
Os fármacos são utilizados quer na medicina curativa como na medicina preventiva.
É um negocio que rende milhões...
E como em todos os negocios, há interesses politicos e económicos.
Há quem defenda que nestes casos a globalização trará uma estabilização das taxas cambiais e um nivelamento nas economias, uma vez que perante uma crescente credibilização da industria farmaceutica indiana com mais de 60 laboratórios certificados pela FDA possibilitará à India ser um importante exportador de genéricos de qualidade a baixos preços.
Os EUA e a EUROPA não podem ignorar a importância dos medicamentos Indianos, na medida em que o seu baixo custo vem ao encontro de uma outra preocupação: a escalada de custos na saúde.
O Estado não aguenta comparticipar uma factura tão grande!
Hoje em dia abusam-se dos medicamentos.

Pedro Marinho disse...

Para que os portugueses saibam...

O que é um medicamento genérico?

Por que confiar no medicamento genérico?

É possível trocar um medicamento de marca por um medicamento genérico?

Pedro Marinho de Arcos de Valdevez

João Pascoal disse...

Oi. Ao que apurei, os medicamentos genéricos não são tão intensivamente controlados como os medicamentos ditos normais. Se não são, como poderei confiar neles?

Pedro Marinho disse...

Muitos idosos não sabem o que é um genérico,muitos não tem a possiblidade de se informar na internet.

Quem é que deve informar os idosos sobre esta temática? As farmácias o SNS ou o médico? Será que o fazem?

Pedro Marinho de Arcos de Valdevez

Anónimo disse...

Podemos confiar que não haja alteração ou adulteração do medicamento genérico?

Pedro Marinho disse...

Pergunto :

Um farmecêutico pode sugerir no momento da venda torcar um medicamento por um genérico sem o consentimento do médico, será que ao agir assim não pode alterar a prescrição correcta ao doente? O Farmecêutico pode fazê-lo?

Pedro Marinho de Arcos de Valdevez

Anónimo disse...

Como chega um médico à conclusão de qual o genério a receitar ao paciente, visto que como foi dito para um problema de saúde há cerca de 300 genéricos?

RUTE disse...

São os Delegados de propaganda médica que apresentam os medicamentos aos Médicos.
As farmaceuticas págam bem a estes "vendedores" para que influênciem os médicos a preferirem o seu produto, nem que para isso se ofereça uma viagem a um sitio paradisiaco, não é verdade?
Dai que, estarão os Médicos interessados em aconselhar genéricos?
Estarão as farmácias interessadas em vender genéricos? Uma vez que sendo estes produtos mais baratos trarão margens de lucro mais pequenas.
Os únicos interessados nisto tudo será o Estado e o Doente. Seremos forçados a optar pela automedicação?

ANTONIO SILVA disse...

DEIXEMOS-NOS E HIPOCRISIAS, SE ALGUÉM, TEM UM NEGOCIO E PARA GANHAR DINHEIRO, AS GRANDES FARMACÊUTICAS, NÃO SÃO FINANCIADAS PELOS ESTADOS, E NÃO SÃO, PORQUE OS ESTADOS NÃO QUEREM, POR ISSO SÃO AS MESMAS, QUE INVESTEM CAPITAIS PRÓPRIOS, E ESTÃO A ESPERA DE LUCROS, COMO E ÓBVIO. OS FABRICANTES DE GENÉRICOS NÃO INVESTEM NADA, A NÃO SER NAS MAQUINAS DE FABRICO, SÓ RECOLHEM OS LUCROS.E EU TOMO 14 POR DIA, TENTO NÃO PUXAR DEMASIADAS BRASAS, A MINHA SARDINHA.

Anónimo disse...

Boa tarde,

Mais importante do que
comprar os genéricos, penso que seria fundamental a venda dos medicamentos ser feita como nos EUA ou seja, é prescrita a quantidade de determinada substância em função da doença.

Obrigado

Anónimo disse...

Fernanda, Bom dia.
Génericos-tema interessante.

Penso que o "sistema" deveria funcionar ao contrario. o Medico quando faz o seu diagnostico deveria receitar a substancia activa que o doente necessita, portanto, o medicamento generico.

O doente, por seu turno, na farmacia, poderia solicitar o fornecimento daquela substancia activa sob uma qualquer designação comercial ou sob a chancela de um laboratorio da sua confiança ou preferencia.

Havendo genericos disponiveis para a terapia prescrita, o mercado devevria funcionar segundo uma logica de oferta, procura, marketing, pocisionamento comercial das marcas..etc..sem intreferencia ou condicionamento prévio do médico.

Miguel. Lisboa.

ANTONIO SILVA disse...

COMO E QUE APARECEM NOVOS MEDICAMENTOS NOVOS NO MERCADO? ALGUMA FARMACÊUTICA, INVESTIU CAPITAL, E CONHECIMENTOS DURANTE ANOS, COM QUE DINHEIRO?AO DE CERTEZA COM O DINHEIRO, OS FABRICANTES DE GENÉRICOS, NÃO PODEMOS SER TAO UTÓPICOS A ESSE PONTO.SE O OS GOVERNOS A QUEM CABE ZELAR PELA SAÚDE DOS CIDADÃOS DEMITEM-S DESSA OBRIGAÇÃO PORQUE E QUE AS FARMACÊUTICAS HÃO-DE O FAZER???

RUTE disse...

Fernanda não sabia de facto que já existem Delegados de propaganda médica que vendem genéricos. Obrigada pela informação.
Mas confesso que me chateia imenso todo este marketing e competitividade dos medicamentos.
No entanto acredito que há Médicos incorruptiveis e impermeaveis aos aliciantes publicitários.
Assim como também devem de existir Delegados de propaganda médica menos "agressivos" :-)

Anónimo disse...

Boa TARDE, sou farmacêutica e vivo esta "guerra" dos genéricos todos os dias...E deixem-me partilhar um episódio: um cliente da farmácia que, infelizmente, é analfabeto e faz o seu pedido mensal dos medicamentos no Centro de Saúde, depois de ter consultado um novo médico. Este senhor chegou à farmácia com 2 receitas no seu nome em que 2 medicamentos eram o mesmo!!!Um genérico e o original

Obrigada por defender os farmacêuticos!

Joana

Paulo disse...

Isto envolve muito dinheiro, chega até a ser vergonhoso.
os anti-depressivos vendem-se como rebuçados, para quem sofre de depressão ou até quem tenha verrugas, o antidepressivo resolve.
O genérico não é nunca igual ao original e pode provocar efeitos secundarios possivelmente irreversiveis no doente.
Não acredito na medicina nem na farmacologia. Estou doente por causa destes negócios negros.
a culpa não é dos médicos, mas é dos laboratorios que só vêem dinheiro. Investiguem o laboratório GSK e o seu famoso Seroxat... quase me matou, a mim e a muitos mais!!!
www.paxilprogress.org

Paulo disse...

É tudo uma questão de dinheiro!!! Acordem.
Esses vendedores de farmacos, os delegados de informaçao medica não tem qq tipo de formaçao para o fazer, muitos eram vendedores de bebidas e arranjaram uma cunha nos DIM... haja bom senso.

ANTONIO SILVA disse...

Digam-me se puderem, o que aconteceria aos fabricantes dos genéricos, se as farmacêuticas, se demitissem-se da investigação e se dedicassem também aos genéricos. Voltávamos-nos para as plantas medicinais? Mas nesse caso não existem genericos...Quanto a qualidade dos genéricos, há diferenças de laboratórios para laboratórios, e disso tenho provas.

Jorge Ferreira disse...

Queria relembrar aos srs que nem sempre os médicos informam condignamente os seus pacientes sobre o que estão a receitar e as pessoas não adivinham se pode ou não usar genéricos, as consultas são feitas a despachar as pessoas e sem qualquer tipo de esclarecimento de que tipo de medicamento está a ser prescrito...

lady_blogger disse...

Se o preço dos medicamentos genéricos é mais em conta que os habituais e o seu princípio activo é o mesmo, não vejo por que não confiar neles.
Parece-me que é como comprar bolachas Maria de marca e bolachas Maria de marca branca.
Se era comum incentivar-se os médicos com viagens e prendinhas para prescreverem medicamentos de marca, por que não fazer o mesmo para que prescrevam medicamentos genéricos. Se bem que não concordo com este tipo de incentivos...

CC

Maria Mendes

Mariana Nunes disse...

Boa tarde.

Tenho acompanhado o programa com particular interesse sobretudo por estar na Faculdade de Medicina (e de já ter assistido a aulas muito cativantes do Prof. Dr. António Vaz Carneiro).

Tenho apenas uma simples dúvida. Os genéricos são de facto mais baratos. São no entanto reembolsados pela Caixa também?

Obrigada e boa continuação

Mariana. Lisboa

Anónimo disse...

pergunte aí se a composição do genérico e´ igual à do original, eu acho que não, pelo menos nos EUA não é!

Anónimo disse...

Porque é que não há um concurso nacional anual para que apenas figure um genérico para cada molécula?
Isso garantiria a qualidade e até um preço mais baixo!
Trata-se de outro grande negócio das farmacêuticas, pois existem para cada genérico inúmeras marcas laboratoriais, que também consomem muito em propaganda junto dos médicos.

Mila disse...

Sou brasileira e no meu país já se faz o uso dos medicamentos genéricos a algum tempo. No princípio tinhamos igualmente muito receio, mas hoje a maioria dos brasileiros faz uso dos genéricos não só pela diferença de preço, mas também porque resulta! inclusive o médico é obrigado a prescrever apenas a dosagem e a substância ativa do medicamento, quem decide a marca do mesmo é o consumidor e dependendo da substancia ativa pode-se até mandar manipular em farmácias apropriadas para isso, o que reduz consideravelmente o valor do medicamento.

ANTONIO SILVA disse...

Como e que os medicos sabem de novos farmacos mais eficazes? Sao os delegados de proganda? Ou adivinham?

baunilha disse...

Boa tarde!

Eu não tenho nada contra os genéricos mas tive um problema! Sofro de hipotiroidismo para tratar a minha tiroide não consegui tomar o genérico embora o principio activo seja o mesmo (levotiroxina)o excipiente é que fez toda a diferença, Só consigo tomar o original.
Era bom falarem dos excipientes.
Obrigada!
Fernanda F.

lady_blogger disse...

Nas receitas os médicos não deveriam ter a opção de assinalar que o utente não pode comprar um genérico em vez do medicamento prescrito na receita. Acho isto mal, parece que o médico foi comprado por um laboratório para agir contra os genéricos.
As pessoas de parcos recursos económicos têm nos genéricos uma alternativa mais sustentável do que os medicamentos de marca. Se se pode comprar um produto mais barato e com a mesma funcionalidade, por quê comprar-se algo mais caro?
Acho é que o leque de ofertas dos genéricos deveria aumentar para que todos os medicamentos de marca tivessem uma alternativa à altura e muito mais barata.

CC

Maria Mendes

CC

Maria Mendes

RUTE disse...

Como tudo é um negócio, quer sejam medicamentos genéricos ou não (uma vez que quem fabrica os genéricos não são associações sem fins lucrativos) convém lembrar aqui o papel importante da concorrência.
Os genéricos constituem concorrência significativa e podem "obrigar" as farmacéuticas a baixarem os preços dos medicamentos originais.

RUTE disse...

As farmácias por venderem medicamentos são igualmente muito lucrativas. Porém têm um senão: O Estado demora muito tempo a pagar as comparticipações.
É por isso necessário ter alguma capacidade de investimento para iniciar um negócio destes.

Anónimo disse...

O médico é o único intérprete dos sintomas do doente e portanto o único responsável pelo seu diagnostico, bem como, pela terapia. Deve garantir uma terapia adequada, consistente e perfeitamente adequada ao seu diagnostico.

Contudo e partindo do principio razoável que todos os médicos actuam com honestidade e integridade, se houver genéricos (homologados) para a terapia prescrita ( e só neste caso ), então o médico deve abster-se de qualquer pronuncia sobre marcas ou laboratórios, já que esse procedimento extravasa o acto médico e coloca o clínico numa posição de arbitragem do mercado, impedindo que o mercado funcione livremente, como tudo o resto no Estado de Direito,
Miguel. lisboa.

ANTONIO SILVA disse...

Digo-lhe com toda a sinceridade deste mundo, Dª. Fernanda , se eu tivesse capital para investir, abria um laboratório de genéricos, já tinha toda a papinha toda feitinha, era só arrecadar os lucros...não concorda??

Anónimo disse...

Não há nenhuma razão plausível (salvo razões de ordem corporativa ou mercantilista) para o médico “trancar” receitas. O argumento apresentado no programa da mudança de embalagem não justifica o comportamento generalizado dos médicos que, sistematicamente, impedem o fornecimento de genéricos. No meu caso só a pedido expresso e, por vezes, com alguma má vontade consegui a receita de genéricos por parte de alguns médicos nos últimos anos.

A proliferação de diferentes laboratórios a fornecer genéricos, cientificamente declarados iguais, coloca um novo paradigma: HÁ GENÉRICOS MAIS GENÉRICOS DO QUE OUTROS?! assim, mesmo ao receitar genéricos os médicos têm que indicar o laboratório .

Já me aconteceu, ao aviar receitas com autorização para fornecer genéricos, tendo a receita o código de barras associado ao medicamento, foi-me informado que poderia haver problemas com a comparticipação posterior devido a inconformidade do código com o medimento fornecido, não só de medicamento de referência para genérico mas também de genérico do laboratório x para o y.

Quero felicitar o sr. Dr. que compara os medicamentos a automóveis, porque me abriu uma prespectiva nova quanto ao status conferido pelos medicamentos caros. Ainda vamos assistir à exibição pública das embalagens dos medicamentos do jet set tão querido deste país.



Mário Borges



Mafra

Maria disse...

Boa Tarde. Sabendo que nem todos os funcionários de uma farmácia são farmaceuticos, será que está realmente salvaguardada a mudança de um medicamento prescrito não genérico por um genérico? Pois grande parte dos técnicos de farmácia não têm formação específica para fazerem esta mudança de terapêutica!
Sem mais de momento e parabéns pelo programa que é de grande utilidade!

Gil disse...

Tenho necessidade, opinião de dois médicos, de tomar 3 comprimidos por dia de cloreto de potássio. Cada embalagem tem 40 compromidos, o que dá para 13 dias e me obriga a solicitar receitas constantemente. Não seria bom que neste e noutors casos existissem embalagens maiores? Creio que sim.

cecília disse...

olá Fernanda mt boa tarde.começo por lhe dar os parabéns pelo seu programa;e a minha duvida é a seguinte: os tais x de anos de patente em k a fábrica tem direito deve-se ao facto dos milhares de euros e anos gastos na investigação do dito medicamento,ou não?e o fabricante do genérico não tem custos de investigação,basta-lhe copiar a fórmula!eu pessoalmente acho k para acabar esta descrepãncia de valores monetários o ministério da saúde deveria financiar estas investigações!agradecia imenso um comentário vosso.bjcas ass:Cila Belo

Anónimo disse...

O médico tb não deve ( não necessita ) receitar medicamentos de marca com o intuito de promover a investigação e a boa saúde das farmacêuticas. A lei já o faz, nomeadamente assegurando o respeito pelas patentes.
Miguel. Lisboa

Anónimo disse...

Boa tarde.
Aconteceu-me ter um herpes e usei o aciclovir genérico para o tratamento da lesão.No entato, esta demorou muito a curar e pouco depois tive outra lesão. Desta vez, receitaram-me um medicamento de marca, e a lesão demorou muito menos tempo e não apareceu mais.
sabendo que os genéricos são similares no principo activo, a minha pergunta é:Será que os restantes componentes contituintes dos medicamentos são iguais? se não, isso poderá estar relacionado com as diferenças de eficácia dos mesmos?
Resalvo que normalmente uso medicamentos genéricos e este foi o único manifestou essa caracteristica.

Fernando Martins Vale disse...

Parabéns pelo programa.
Partindo do princípio que os genéricos são iguais, a escolha entre eles deixa de ser técnica, e passa a ser económica.
Aí, a única pessoa habilitada à escolha é quem paga, isto é - o doente.
O farmacêutico sendo parte interessada na venda, deve eticamente abster-se de aconselhar.
Já as "Ordenações Afonsinas" separavam sabiamente as águas: quem receita não pode vender e quem vende não pode receitar. Os raros e lamentáveis casos de lucros ilícitos com medicamentos também afectaram a classe dos farmacêuticos.
Fernando Martins Vale
Prof. Farmacologia da Fac. Medicina Lisboa

Anónimo disse...

Será que o genérico não prejudica a investigação cientifica?

Anónimo disse...

para o anonimo do herpes... já pensou que a partir do momento em que tem a primeira "crise" a segunda já terá que ser menor, porque o seu corpo criou anti- corpos???? pode não ter NADA a ver com os medicamnentos usados

Anónimo disse...

Dúvida de retórica!!
Como é que o mesmo príncipio activo p.e. ibuprofeno pode ser simultaneamente de receita médica (medicamento ético)p.e. brufen (original) e de venda livre (otc) p.e. moment????

Anónimo disse...

"Anónimo disse...
Será que o genérico não prejudica a investigação cientifica?"


Será que a super ganância das empresas não prejudica milhares de milhões de pessoas por todo o mundo?

Afinal o que é mais importante, é a saúde financeira de empresários ou a saúde geral das pessoas ?

Anónimo disse...

Para a Rute e todas as Rutes deste país

Tal como se tem falado as empresas de investigação investem, é certo, e tb tem muito lucro, mas investiram. Portanto kdo os delegados de informação médica (dim) destes laboratórios defendem o seu poroduto têm documentação cientifica para vender o seu produto não necessitando de outros argumentos k se falam e nalguns casos serão verdade. Kem é k nao tem argumento cientifico? Ah pois é e tambem têm dim!!
Se nao gastaram dinheiro em investigação apesar de serem mais baratos é tudo lucro, portanto têm muito para investir em "material promocional".
Não misturem no mesmo saco os dim dos lab. de investigação com os de genéricos. os 1ºs estudam muito e sabem do k falam, já os outros.
mais respeito por estes profissionais especeializados pf.

Ass- uma dim

RUTE disse...

Acabado o programa recordo que o importante não é tomar genéricos ou originais, mas sim saber a origem das nossas doenças.

Compreender que para baixar o colesterol ou a diabetes, por exemplo, é imperativo saber o que se come e iniciar uma reeducação alimentar.
Assim como tantas outras doenças que têm como causas a falta de exercicio, a inactividade, o stress, os vicios de alcool e tabaco, etc.

Medica-se em excesso em Portugal e os portugueses resolvem tudo com um comprimido.
As dores são sinais de alarme do nosso organismo, são para serem ouvidas, interpretadas e tratadas e não ocultadas por um antipirético ou um anti-inflamatório.

Vómitos e diarreia são maneiras que o organismo tem para explir algo nefasto que ingeriu. Não trave. Deixe o organismo desintoxicar. No entanto beba muitos liquidos para não desidratar.

Anónimo disse...

Só para esclarecer!!!

Um générico em tem de ter uma biodisponibilidade igual ao original num intervalo entre 80 e 120%. Há muitos com uma biodisponibilidade a 80%., Será k se funcionasse na perfeição a 80%os laboratórios k investigaram tb os venderiam assim pois gastavam menos em matéria prima, certo?
Para alem de k só o principio activo do generico é igual, o excepiente pode nao ser nem a forma galénica o k altera o farmacocinetica (forma como o medicamento se comporta no organismo).

Jorge Rodrigues disse...

Sou fã deste programa, mas acredito plenamente que devem ter ocorrido alguns erros ao planear o programa de hoje! Em primeiro por não terem presente nenhum representante farmacêutico! Sim, porque é de toda a importância ouvir o que estes profissionais tem a dizer! Outras coisasque me espantaram foi o facto de se falar, quase no final do programa, pelo Dr., que as farmácia tem mais lucro em vender uns genéricos que outro! Ora acho que quando as pessoas não sabem do que falam devem pelo menos não comentarem pois só ficam mal, e neste caso muito mal! As farmácias tem uma margem de comercialização definida por lei que não podem alterar nos casos dos MSRM (medicamentos suheitos a receita médica). Por outro lado, as margens de comercialização dos MNSRM (medicamentos não sujeitos a receita médica)são iguais para todos, e estas não estão de facto legisladas, devido às alerações recetes na lei do medicamento. portanto, tanto vale ser genérico ou de marca que a margem é exactamente a mesma!!!
Por outro lado, assisti incrédulo À justificação que o Dr. deu para "trancar" as receitas onde prescreve medicamentos genéricos. Essa justificação foi a mais ridicula que já ouvi nos ultimos tempos! até nem sei porque defendeu no inicio que os medicamentos tem em termos de efectividade e segurança os mesmos resultados que os medicamentos de marca!!!!
Por outro lado, quero referir que a deco deveria ter-se apresentado muito mais activa no programa pois à muita coisa a referir neste tema!
Por fim, o outro convidado presente, de uma associação das industrias de genéricos, também não deve ter estudado muito para ir ao programa, o que era o mínimo que deveria fazer! è que o novo estatuto do medicamento defende, e a lei é bem clara neste aspecto, que os prescritores devem prescrever os medicamentos pela DCI. no entanto, a legislação dá também um intervalo de "tempo" para que os médicos se acustumem a este novo método, que é considerado pela OMS o mais correcto e o que deve ser adoptado pelos clínicos!

Por fim quero deixar os meus parabens ao programa, pelos temas que apresenta e pelo excelente trabalho que tem vindo a fazer na informação das populações! No entanto, acho que deveria estar num horário mais nobre, pois a maioria das pessoas trabalha e não podem assistir a estes debates interessantes.

Continuem o bom trabalho.

RUTE disse...

Cara DIM, eu não sou contra a sua classe profissional.
E respeito os vossos conhecimentos até porque têm de lidar com um cliente muito bem informado que são os médicos. Só sou contra a dita agressividade comercial que alguns DIM´s mostram.
Todos nós sabemos que os medicamentos não são caros apenas por motivo dos custos de investigação.
E mesmo que o sejam numa primeira fase (enquanto a farmaceutica tem o exclusivo de comercialização) nada impede a farmaceutica detentora da patente de após essa 1ªfase, comercializar os produtos mais baratos. Deixando de fazer sentido a existência de genéricos, não?

Mas não é só na industria farmaceutica que isto acontece! Vejamos o caso das comunicações por exemplo. Foi ou não bom, a PT ter passado a ter concorrência? E foi ou não bom, terem aparecido os canais privados de televisão? E as marcas brancas de supermercado?

Os genéricos são exactamente isso: marcas brancas de farmaceuticas conhecidas. Grandes gigantes da industria farmaceutica já investiram na India e estão neste momento a fabricarem genéricos.

Anónimo disse...

"Por outro lado, assisti incrédulo À justificação que o Dr. deu para "trancar" as receitas onde prescreve medicamentos genéricos. Essa justificação foi a mais ridicula que já ouvi nos ultimos tempos!"


Deve ser mais um daqueles "médicos" que só se importam com a sua saúde financeira que a saúde física dos outros. Desses é o que não faltam.

Sociedade Civil disse...

ao sr Joao Rodrigues e restantes comentadores:
as farmacias ( ANF) são nossos parceiros e foram obviamente convidados para o programa. mas não podemos obrigá-los a vir
Saudações Civis