sexta-feira, outubro 19

A MINHA CASA VALE MENOS?

É a pergunta que tira o sono a muitos portugueses, que compraram a sua habitação quando o mercado estava ao rubro e agora receiam que tenham pago mais do que valia. A crise no mercado americano teve origem na especulação imobiliária e alastrou às bolsas europeias. Teve como resultado imediato o aumento dos juros, logo das prestações das casas, dificultando o seu pagamento e cerceando qualquer solução: com a casa desvalorizada, nem sequer é possível vendê-la para pagar a dívida. Vamos fazer uma radiografia ao mercado imobiliário, conhecer as alternativas (nomeadamente arrendamento) e alertar para os sinais de especulação que se fazem sentir em algumas zonas do país.

26 comentários:

Joana, Cartaxo disse...

Portugal,é um dos unicos paises, onde as pessoas, têm uma grande ambição em ter uma casa em seu nome, e agora estão a ver q não as conseguem pagar e mto menos vender, devido à crise q se arrastou p o mercado imobiliário...

Mas, as rendas hoje em dia, também já não são uma grande solução, pq estão altissimas...

Os ordenados não chegam p tanta coisa, e com o euribor a subir cada vez mais, ainda pior;

Na minha opinião as casas não valem menos, antes pelo contrário, valem mais;antigamente, faziam-se casas, relativamente baratas, hoje em dia, qq coisa é um balurdio, e qt às casas q estão à venda a mm coisa, dantes comprava-se a casa ao próprio,a um preço razoavel, agora compra-se à imobiliária, e como é obvio, paga-se a dobrar, pq são 2 q querer lucrar com o negócio...

Para quem tem um ordenado, dito normal,entre 600 a 800 €, q é casado e tem pelo menos um filho, é quase impossivel comprar casa; isto por diversos motivos: ou pq é mto cara e a pessoa já sabe q vai passar dificuldades, ou até pq o banco já não empresta o dinheiro, pq a prova de esforço, é mto elevada...

bom dia e um bom programa

RUTE disse...

UM EXEMPLO:
Comprei casa em Abril/2004 por 120.000 €, na altura fiquei a pagar 480 euros de prestação.
Actualmente págo 590 euros.
Portanto, em 2,5 anos fiquei a pagar mais 110 euros. Houve aqui um aumento de prestação na ordem dos 9,5% ao ano.
Sinceramente já pensei muito em alugar casa, pelo menos num contracto de aluguer não se pága IMT, nem IMI, nem CONDOMNIO, nem SEGUROS (Vida e Multiriscos).
Mas por enquanto só negociei o spread com o Banco, embora esta revisão de spread tenha custado 150 euros de despesas de processo!! Incrivel. E ainda nem sei quantos pontos percentuais vai baixar :-((

lady_blogger disse...

Eu tenho uma habitação própria numa cidade e uma arrendada noutra. É preciso avaliar-se bem a questão dos juros e contar com uma eventual desvalorização dum imóvel que se adquira, mas ainda mais importante é perceber se se pretende morar numa dada região para sempre e se compensa arrendar ou comprar. Não se deve dar passos maiores que as pernas...
Evitem contrair grandes dívidas!
Comprar uma casa não é o mesmo que comprar um carro, se bem que por cá já circulam autênticos apartamentos com rodas...


CC

Maria Mendes

lbruno disse...

Se me visse sobrecarregado com a prestação da casa investigava a possibilidade de falência pessoal.

Parece-me óbvio que deve ser o sector bancário a sofrer as consequências do investimento num sector arriscado, e não os seus clientes.

Fátima disse...

Falar de negociar com o banco é muito bonito, mas quando o banco diz que cobra 150 euros só para analisar o pedido de negociação do spread valerá a pena?

lopesz disse...

pois, é isso q não percebo... as publicidades da banca é que é só falicidades...
Muitas pessoas q conheço já mudaram e reviram as condições de credito varias vezes, e q dizem q não tiveram despesas e q baixaram a prestação... eu preferi amortizar dentro do possivel, porque tive condições e ajuda pra isso e baixar assim a prestação... porque o q me disseram q eu podia baixar de spreed só dava uma diferença de cerca 2 euros por mês e não percebi q comissões ou despesas podia ter?!...

RUTE disse...

AVISO:
Cuidado com as compras em leilão imobiliário.
Sei de um caso dum cliente meu que comprou uma segunda habitação a baixo do valor patrimonial tributario mas na hora de pagar IMI o Estado actualizou o valor patrimonial e obrigou-o a pagar com base no valor patrimonial e não sobre o valor de compra do imóvel.
E ainda foi uma diferença considerável.

Antonio Silva disse...

Mas, como em tudo, na vida, há sempre um mas, 1º todas as despesas, inerentes, a quem compra casa, essas mesmas despesas, vão reflectir, na renda mensal de quem aluga, 2º e verdade que as despesas mensais são muitas, mas no final do empréstimo, a casa, e de quem andou a pagar durante anos.

Antonio Silva disse...

Ja se fizeram, alguns estudos, de quantos senhorios, ficam sem ver, os euros da renda e quanto tempo ficam, sem poder despejar, os inquilinos não pagadores?
Se não podem pagar a mensalidade, ao banco, porque e que terão euros, para pagar a renda ao senhorio??

Anónimo disse...

Boa Tarde,
Marina de Setubal....
Olha quero muito comprar um apartamento.Visto que cheguei em Portugal em 2002 fomos morar em quarto alugado onde vivi 1 ano, depois com falta de privacidade decidimos alugar um apart. para nós. Encontrei um apart. o qual gostei muito de 3 quartos 2 banh. sala com lareira enfim um terraço de luxo e era só o meu apart. no andar.Moramos anos a apagar renda de 450 euros e depois subiu para 462 euros e sempre moramos eu e meu marido. Mudei porque o part. esta hoje na justiça para posterior leilão. Hoje estou batalhando para comprar e pagar um imóvel meu.Já tenho autorização de residência mas tem imobiliarias que acham que não podemos comprar porque não estamos efetivos no emprego. Acho que isto é um pormenor uma vez que se tenho dinheiro que pague uma renda neste valor também posso pagar um imóvel em meu nome. E outra dúvida: Quanto é o percentual que uma imóbiliaria leva de comissão para tratar dos papeis, uma vez que eu inquilina achei a casa, gostei, conversei com a senhoria dona do apart.e a imobiliaria fica a cargo somente de levar a documentação ao banco para ser aprovada a papelada.
Muito obrigada

Antonio Silva disse...

Se alguém, tivesse que ponderar, todas as variantes, inerentes ao facto estar vivo, ao futuro, não comprava nada por empréstimo e não só. Pode-se ficar invalido, desempregado, viúvo, divorciado, sem aumentos de ordenados, qual será a alternativa? não viver ou fazer uma barraca, num descampado e mesmo assim, não tem garantias, que não vá aparecer a policia municipal para deitar abaixo a barraca.

RUTE disse...

FACTO:
Em conversa com alguns agentes imobiliários conhecidos foi-me dito precisamente isso: que as casas mais caras são as que se vendem melhor. E na sua maioria os compradores não recorrem ao crédito à habitação.
Muitos consideram que o investimento mais seguro é no ramo imobiliário visto que a desvalorização não é grande. O investimento em depósitos a prazo, ou o investimento no mercado da bolsa não é lucrativo.
O investimento em imóvel começa quando o prédio ainda está em construção, por vezes quando ainda não há andar modelo.

Gualter Borges disse...

Boa tarde. Eu sou um jovem recém-licensiado e vivo numa casa arrendada no Porto da qual tenho que sair no final do ano. Qual o melhor passo a dar? Invisto na compra duma casa ou arrendo novamente, com a possibilidade de compra estipulada numa cláusula do contrato de arrendamento?
Não creio que neste momento o mercado nacional seja propício ao investimento por parte dos mais jovens...
Qual a melhor solução?

Maria disse...

Comprei um T2 novo em Almada a cinco anos atrás por 150 mil euros, a casa foi bastante valorizada pela qualidade de construção, vista desafogada, jardins envolventes e futuro acesso ao Metro Sul do Tejo.
O primeiro troço do Metro já está concluído e durante as obras do mesmo os jardins existentes foram destruídos.
Já foram enviados emails para a Camara Municipal e para o Metro, mas ninguém se responsabiliza, agora tenho um descampado em frente à minha casa com árvores mortas(o sistema de irrigação foi desligado),em vez de um grande relvado ou sonhava poder brincar com a minha filha.
Para cúmulo os moradores destes prédios não têm acesso à paragem do Metro...
Enfim, a minha casa vale menos, mas a culpa não é minha, que posso eu fazer?

Anónimo disse...

ainda relativamente ao crédito habitação, pretendia um esclarecimento: em caso de, por falta de liquidez, não me for possível continuar a cumprir com as minhas obrigações, gostaria de saber se é possível, dirigindo-me ao banco e não pretendendo negociar outras condições, entregar o imóvel! E se é possível, como poderei argumentar a minha incapacidade e se essa "entrega" representará despesas adicionais (?)!
Obrigada!

Antonio Silva disse...

As rendas baixas e uma falsa questão, porque não conheço, rendas abaixo dos 250 €, quanto mais 50€, em zonas do Cacem, Rio do Mouro, Mem Martins, etc., isso acontece em bairros históricos, com contratos com 30 ou mais anos de duração, não se pode generalizar, ate porque actualmente e raro os contractos com mais de 1 ano de duração.

RUTE disse...

Ligado ao arrendamento, existe ainda uma mentalidade muito mesquinha,na qual as pessoas preferem viver mal em casas alugadas em vez de fazerem obras de melhoramento apesar de pagarem rendas irrisórias.
A minha mãe neste sentido é um modelo a seguir, mora no centro de Lisboa, numa casa alugada, pága (agora) 140 euros por um T3 e nunca deixou de fazer obras apesar do imóvel não ser dela. Com a autorização do senhorio, já colocou uma cozinha completamente nova, janelas duplas, pinturas interiores, fechou varandas, etc... Mora lá há 20 anos.

Anónimo disse...

Uma coisa que penso que ajudaria a melhorar o mercado de compra e venda e de arrendamento, era pararem a construção durante algum tempo.
Há mais casas do que residentes em Portugal e não param de aprovar novos fogos.
Obrigada por este programa tão útil!

Anónimo disse...

Compensa comprar um imóvel através de agência imobiliária pelo simples motivo que têm pessoal habilitado para lidar com as burocracias, poupando o cliente a inúmeras visitas a diversas instituições e consequentemente faltar ao emprego. O que é vergonhoso na minha opinião, o me leva a guardar rancor da agência a quem comprei a minha habitação, é que no meu caso tiveram uma comissão superior a 5000 euros, e não foram capazes de oferecer os serviços burocráticos, comprando-nos mais 300 euros pelos mesmos, nem sequer ter o bom senso e brio de contratar uma empresa de limpeza para dar um jeito à casa.
Mas são lições. Da próxima vez que comprar uma casa, as simpatias ficarão de fora para dar lugar às exigências.

RUTE disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
RUTE disse...

Grande verdade Caro Anónimo, é incrivel como no meio de toda esta problemática de aumento de juros e de impostos sobre a compra, a construção de novos prédios não pára!!
Assim como é surreal o aliciamento ao crédito com spreads promocionais de 0% no primeiro ano.
Há pessoas que não sabem prever os custos futuros e compram casa baseado nas primeiras prestações prometidas.

Na minha opinião o Estado não devia de permitir esta concorrência desenfreada entre instituições bancárias para angariar mais clientes.

Anónimo disse...

Caro Gualter Borges;
Toda a gente quer casa, mais tarde ou mais cedo, é um passo natural. Mas com tantas variáveis há que optar pelo timimg correcto, não vá ser o passo maior que a perna.

Em primeiro lugar, pesquise o que há para venda e arrendamento na sua zona.
Por vezes, as rendas são tão elevadas que basicamente as pessoas acabam por pagar o mesmo que no caso de aquisição de uma casa e, acabam por ficar presos a esse contrato pois nunca mais conseguem poupar para comprar casa.
No entanto, é importante lembrar que ter casa não se fica pela mesma, mas por todo um conjunto de despesas como água, luz, gás, alimentação, saúde, etc, etc, por isso há que fazer contas.
Lembre-se também que é raro o banco que concede 100% do valor da compra, por isso há que ter dinheiro de parte para a diferença, assim como para outras despesas relativas à compra de uma casa. Assim como se não tiver um emprego como efectivo, talvez não consiga um empréstimo.
Quanto ao arrendamento pode sempre informar-se junto ao IGAPE, onde o estado ajuda jovens a pagarem a renda, e esta pode ser bastante significativa, no entanto tem que corresponder a um perfil para tal, informe-se.
Boa sorte.
Ana Chagas

Anónimo disse...

Cara Rute,
O exemplo que deu, sobre a sua mãe, é realmente um a seguir. Os meus sogros também se encaixam nesse modelo, e passadas algumas décadas de habitarem na mesma casa, conseguiram que a senhoria lhes vendesse a mesma, e agora ainda mais planos para melhorias estão efervescentes!

Quanto ao mercado imobiliário em Portugal, é um tema que me interessa muito mesmo. Demorei 2 anos até encontrar uma casa. Durante esse tempo vi de tudo, e fiquei com ideias muito específicas do que gostaria ver alterado:

- Gostaria que houvessem regras mais restritas em relação à construção. O cidadão comum demora quase toda a sua vida a pagar uma casa, logo deveria ser mais respeitado. Esse respeito traduz-se em qualidade de habitação, qualidade de vida, zonas verdes envolventes, a obrigação de ter estacionamentos subterrâneos nos prédios por exemplo.
Traduz-se em pedir um preço justo por uma casa, e não os altamente inflacionados que assistimos. Como se compreende o facto de passados dez anos cobrem pela mesma casa o dobro do preço original?
Traduz-se por mão de obra qualificada na construção civil, por casas que durem sem falhas mais do que os cinco anos de garantia pelos quais o construtor é obrigado a intervir.

Ana Chagas

RUTE disse...

Reforçando o que foi dito por si, Ana Chagas, e respondendo ao Gualter Borges:

Comprar uma casa não é apenas pedir um empréstimo e pagar uma prestação mensal. Não só, o banco não empresta os 100%, como também há que contar com as despesas inerentes à compra.

Passo a inumerar:

» Custos de escritura e emolumentos;

» Despesas de processo de crédito e avaliação de imóvel;

» IMT - Imposto Municipal sobre transacções (a antiga SISA);

» Imposto de selo de contracto de empréstimo (que é um valor significativo);

» Seguro de vida obrigatório;

» Seguro de multiriscos do imóvel, também obrigatório;

» Despesas de condominio caso o apartamento faça parte dum prédio;

» E ainda, ao fim de alguns anos, o IMI - Imposto Municipal sobre Imóveis (a antiga contribuição autarquica);

» E por fim, custos de instalação de contadores de água, luz e gás.

Anónimo disse...

"E por fim, custos de instalação de contadores de água, luz e gás."

Custo dos aparelhos, custo de instalação e consequente custo do aluguer todos os meses! E se algum avariar, volta-se a pagar o contador e a sua instalação!

Um dia destes tamos tb a pagar o ar k respiramos!

Anónimo disse...

Joana, cartaxo
Está redondamednte enganada com respeito às imobiliárias fazerem com que pague o dobro pela casa.
Vê-se está totalmente, absolutamente a leste do paraíso.
Você acredita nisso? Ah é?!
Então tenho uma pontezinha que lhe posso vender por metade do preço.