segunda-feira, novembro 19

SOBREVIVER ÀS JUNTAS MÉDICAS

A polémica sobre as juntas médicas reacendeu-se com o caso da funcionária de uma junta de freguesia, vítima de doença degenerativa, que teve de regressar ao trabalho por decisão da Caixa Geral de Aposentações (CGA). Mas as juntas médicas não se aplicam apenas à CGA. Todos os meses a baixa por doença é revogada a milhares de portugueses. Nuns casos justamente, noutros talvez nem tanto. As baixas psiquiátricas não podem exceder 6 meses, apesar de os psiquiatras alertarem que o tratamento é prolongado. Nas juntas para determinação de invalidez, os critérios parecem não ser justos: aos amputados de ambas as pernas é atribuído 70% de invalidez, que fica aquém dos 80% necessários, p.e., para ter isenção de IA na compra de carro. É sobre o mundo das juntas médicas – há ainda as dos seguros – que queremos esclarecer os espectadores neste Sociedade Civil.

20 comentários:

Anónimo disse...

Estou com baixa mádica há cerca de 32 meses, e agora práticamente mensalmente, tenho que me apresentar em juntas de verificação, para consultas que em menos de 3 minutos, confirmam ou não, a capacidade que cada um tem para efectuar, ou não, o seu trabalho. Aconteceu-me ser quase sempre ser recebida por pessoas que me olham com um ar de quem desconfia que eu sou uma "espécie de assaltante dos cofres da segurança social". O edifício em que decorrem estas "consultas" no Distrito do Porto, é uma moradia de dois pisos bastante antiga, mal adaptada para quem tem dificuldades de locomução, que é precisamente o meu caso. Tenho artrite reumatóide e tive que perante dezenas de pessoas subir uma escadaria à moda antiga, como se fosse uma velhinha. Tenho pouco mais de 40 anos e todos olhavam para mim como se fosse uma anormal, pois foi-me extremamente difícil subir e voltar a descer aquelas escadas.Sei que os elevadores e sua manutenção são bastante dispendiosos, mas acho que um "porta-paletes escondidinho" me dava bastante jeito. Gosto muito do meu trabalho, e com certeza que gostaria de estar em condições de o efectuar sem estar lesar a minha entidade patronal, mas a verdade é que os medicamentos de última geração para a minha doença só estão disponíveis para quem tem muito dinheiro, ou passa os dias sem se puder movimentar e a berrar com dores em meio hospitalar. Já não tenho idade para acreditar num mundo "cor-de-rosa", mas poderia ser um bocadinho mais justo...

lady_blogger disse...

Como é que atribuindo-se a alguém uma invalidez aproximada de 70 ou 80%, essa pessoa ainda é considerada apta para a condução? Não é também este factor de risco na estrada?
E como é que um trabalhador com paralisia cerebral pode ser considerado 80% inválido?


CC

Maria Mendes

elisabete disse...

URGENTE!!!
Elisabete Rodrigues (elisa123rodrigues@hotmail.com)
A Segurança Social fiscaliza os beneficiários E QUEM É QUE FISCALIZA o trabalho das Comissões de Verificação das Incapacidades Temporárias"?! Tenho 31 anos, sou trabalhadora por conta própria no ramo de Restauração e Hotelaria. Estou á espera de uma cirurgia à coluna desde Outubro de 2006 e encontro-me incapacitada para desempenhar funções. Estou INDIGNADA pois foi-me cortado o direito ao subsidio por doença mesmo tendo apresentado T.A.C., ressonância e relatórios actualizados. Quando perguntei o porquê, a resposta das médicas foi: "A senhora já se encontra á muito tempo de baixa!" Agora pergunto eu se isto é uma exlicação plausivel?

elisabete disse...

Exmos. Srs. Venho por este meio informar-me se já enviaram alguma reclamação ao ministro?! Porque de nada nos serve escrever em fóruns ou em blogs..eles têm de nos responder e de nos pagar as baixas!! Tenho 31 anos, estou desde Outubro passado á espera de uma cirurgia á coluna, já fui a duas juntas médicas e agora pergunto: -Qual a formação das médicas e em que principios normativos se guiam para mesmo tendo os exames e os relatórios dos médicos especialistas, dizerem que estamos aptos para desempenhar funções? Em que país vivemos? Temos de fazer alguma coisa urgentemente!! Já comecei por apresentar reclamações no livro (coisas que a maior parte dos portugueses sabe que existe mas não usa) e de seguida vou elaborar uma carta ao ministro da Segurança Social. Sei que só eu não tenho força por isso apelo a todos os que têm problemas deste tipo. Devemos nos juntar, formar um grupo e fazer chegar os nossos problemas ao Ministério. Como poderemos fazer isso?

Cátia Marques disse...

Estou a achar no minimo caricato a forma como acha que uma mulher sem um bocado de lingua (mais ou menos do que a imprensa diz) pode continuar a dar aulas... há noção desse lado que a comunicação é a veia principal de um professor primário? eu, como professora, chego ao fim do dia com dores na garganta por estar sempre a comunicar e uma pessoa sem um bocado de lingua está capacitada? estamos a brincar com a saúde? não há noção da pressão psicológica que existe para esta professora?

Anónimo disse...

As grávidas de risco também têm agora que se apresentar de dois em dois meses às juntas médicas?

A Junta médica vai tomar a responsabilidade de considerar apta uma grávida de risco?

E se acontece alguma coisa ao bebé? Ou à mãe?

elisabete disse...

Estou a tentar ligar para o programa, já á tanto tempo, mas não consigo..por isso recorro ao blog, na esperança de ser "ouvida".
Informo que já enviei a carta a expôr toda a minha situação e que estou a aguardar resposta, do MTSS, do Primeiro-Ministro e do Provedor de Justiça.
E agora já tenho a operação marcada para dezembro, então se fui considerada apta para desempenhar funções pela junta, porque será que o especialista(ortopedista) me vai operar?
E já agora aproveito para referir que as medicas que estão nas juntas nao podem acumular funções, mas como poderemos nós dar queixa delas se elas se escondem atrás de comissões?!

Inigmático disse...

Juntem-se a nós no Blog WWW:averdadeacimadetudo.blogspot.com. Foi o primeiro caso que veio á praça pública e todos juntos poderemos ter mais força. Agora questionamos onde estão os resultados da auditoria ás Juntas Médicas???? Manuela Estanqueiro foi vitima das medidas economicistas da CGA/Ministerio das Finanças, e até quando caso como estes vao acontecer???Visitem o blog e comente,

Laurentina disse...

Ninguém nos informa a identificação dos medicos


A minha historia tb é surreal.
Fui à J.m. em Setembro depois de um acidente em serviço vai para 4 anos...a lei dá-me o direito de levar o meu medico, levei, mas o pobre do homem serviu para palhaço e palhaço triste!
Quando cheguei ao edificio que a senhora do comentario anterios refere no Porto deparei-me exactamente com o panorama que ela refere, chegada à sala estavamos 30pessoas para serem vistas ...sim vistas porque apenas olham para nós como se fizessemos parte de um qualquer numero de circo pobre.
Essas 30 pessoas tinham sido todas marcadas para as 13 e 30, mas o mais pitoresco foi a primeira pessoa a ser chamada.
O administrativo com uma paleta na mão chamou em voz alta por um nome assim-" Draª Maria de Lurdes..." está ?
R. Estou sim .
A. Trouxe o seu medico?
R. Sim troxe
A. então aguarde um momento
...mais ou menos 2 minutos
A. Faça o favor Drª Maria de Lurdes...

A doutora entrou e 5 minutos depois saia com o melhor sorriso estampado no rosto.Uma demora de mais 10 minutos e as pessoas começaram a ser chamadas por ordem alfabética...começou pelo A

A. senhora Alice...
(perante o entendimento do que ali se tinha passado por todos esta senhora respondeu...)
R. Também sou doutora...
A. É médica?
R. Não sou professora com doutoramento
A. ah então dona Alice trouxe o seu médico?
R. Não senhor
A. Então entre faz favor

Chegou a minha vêz,com uma incapacidade comprovada de 71% e um dossier enorme de relatorios, sentei-me por ordem da presidente .
P.j.m. olha para mim e pergunta ...onde lhe doi?
Eu. estupfacta -nem respondi , respondeu o meu medico
P.j.m. depois de ele ter dito tudo o que se passou a medica creio eu disse , mas não foi um acidente em serviço? É que nós só agora estamos a ter conhecimento do processo.

resumindo porque ja estou a ver o programa.
Pediram uma nova avaliação por um perito legal...
Então qual é a representação do meu medico naquele caso?

Muito obrigad

Laurentina disse...

Os medicos das j.m. têem que ter Coragem???
è ridiculo...

Laurentina disse...

Na funçao publica o minimo para a aposentação extrordinaria por acidente em serviço senhor Dr. Serafim é 52 anos 32 de serviço

elisabete disse...

APENAS FALAM DA CAIXA DE APOSENTAÇÕES? ENTÃO E AS JUNTAS DA SEGURANÇA SOCIAL???
Por favor falem do meu caso...deixem a apresentadora ler as nossas exposiões...
Elisabete Rodrigues

elisabete disse...

Eu não acredito que vamos falar já de seguros quando nem leram quase nada do que temos no blog...

elisabete disse...

O pai da Dra. Marujo (que vai estar aí a seguir) conhece bem a minha situação, e tem-me ajudado nesta batalha!! Ajudem-me vocês tb a dizer na TV a minha situação.
Elisabete Rodrigues(Campo de Ourique)

Laurentina disse...

pois é são as contingências de um programa em directo, com a visão da boca seca do Dr Serafim...está tão nervoso porquê?
Tem ordens de quem?

Anónimo disse...

Em relação ao caso do Prof. Artur Silva, a revisão solicitada pelo Artur chegou 20 dias antes de ele vir a falecer... dando como indiferido o seu pedido. Sem outras palavras.
MTeresa Almeida

elisabete disse...

O TEMA DO PROGRAMA ERA "SOBREVIVER ÁS JUNTAS MÉDICAS", assim deveriam ter falado também das juntas da segurança social, aguardando ansiosamente por um novo programa, coloco-me inteiramente á disposição para ser contactada pelo programa.
Nota: quanto a ser a própria Seg. Social a fiscalizar as juntas médicas é uma "coisa de doidos", pois assim as fraudes vão continuar!!!

elisabete disse...

http://sol.sapo.pt/blogs/Mirtilo/default.aspx

Laurentina disse...

Soube a pouco ...é uma pena!
De qualquer forma foi melhor do que nada.

Paula Barros disse...

Tentei entrar em directo no debate, mas a minha vez não chegou....lamento.
O meu nome é Paula Barros , pertenço ao blog averdadeacimadetudo e faço daqui um pedido -visitem-nos, comentem, precisamos de todos , os que têm e os que não têm problemas pois isto , neste momento, é um caso de cidadania.
Tive pena de não ter entrado em directo e isto porque tinha para além da matéria do programa algumas perguntas para fazer ao "Dr" que representava as Juntas - pelo menos é o que parecia.
Diz ele, a certa altura que os médicos das Juntas têm de ter 'coragem'. Meu caro senhor isso é uma grande verdade. Têm de ter coragem para tratarem as pessoas que lá aparecem - doentes, portanto, - abaixo de cão; têm de ter coragem para fazerem humor com a dôr dos presentes,; têm de ter coragem para interromper as pessoas de uma forma totalmente malcriada quando estas se tentam defender; têm de ter coragem para decidir do futuro de uma pessoa em 5 minutos; têm de ter coragem para fazerem tábua raza dos relatórios de colegas, na maior parte das vezes, tenho a certeza, com muito mais qualificações do que eles.
è verdade, meu caro senhor, os médicos das Juntas têm de ter 'coragem', pois, se não a tivessem e fizessem o oposto do que diariamente fazem transformar-se-iam naquelas pessoas que, quando se formaram fizeram o Juramento de Hipócrates,teriam de passar com cada doente o tempo necessário ao seu caso particular, teriam de saber ler e analisar os relatórios que lhes são entregues com o respeito que esses relatórios merecem......resumindo, pois a lista seria por demais extensa, teriam de conceder a reforma a quem dela tem necessidade....e correr o risco de serem dispensados de continuarem a fazer parte das Juntas Médicas por não actuarem da forma que lhes é indicada, o que, acredito, nesta época tão focada no desempenho dos funcinários públicos e não só, seria bastante perigoso para o seu futuro.
Digo, portanto, que os senhores das Juntas Médicas tiveram a CORAGEM de se demitir, como médicos e como Seres Humanos, para poderem todos os dias fazer e refazer as enormidades de todos conhecidas. Com essa CORAGEM, como conseguem dormir descansados à noite? 'coragens' destas, meus senhores a quem não chamo Drs pelo respeito que tenho a alguns, esses sim médicos, que têm acompanhado milhares de pessoas nestes últimos tempos, como o psiquiatra que me acompanha ao longo de já 4 anos, 4 Juntas Médicas da CGA, entremeadas por 2 recusas de Juntas de Recurso, 'coragens' dessas não precisamos...agora se de repente essa 'coragem' se transformasse em vergonha pelo que têm feito, se reflectissem como se afastaram do que sonharam para a vossa caminhada profissional, aí sim, o respeito pelo vosso trabalho por parte dos milhares de funcionários públicos e outros, na Segurança Social,que se apresentam perante vós iria crescendo.
Meus senhores das Juntas Médicas, para os senhores nunca será tarde começarem a enveredar por um caminho mais digno....já do lado das pessoas que vos procuram para pedirem uma reforma, o tempo pode ser curto.
Obrigada por terem lido

Paula Barros ( Blog AVERDADEACIMADETUDO)