quarta-feira, janeiro 16

Medos e Fobias



O número de fóbicos tem vindo a aumentar, de acordo com dados da OMS. Stress, ansiedade, falta de experiência em lidar com condições adversas, são alguns dos factores que explicam este acréscimo. A psicanálise e a terapêutica medicamentosa oferecem soluções, mas a tecnologia também desempenha o seu papel. Recorrendo a simuladores de realidade virtual – uma técnica já empregue em Portugal – os cientistas têm obtido resultados encorajadores na cura de alguns medos, sobretudo da fobia em voar. Vamos hoje aprender a identificar quando um medo se transforma em fobia e saber que apoios existem para este mal.

26 comentários:

lady_blogger disse...

São tantos os tipos de fobias.
Eu por exemplo tenho vertigens, e é comum dizer-se que tenho medo das alturas, porém acho que neste caso não será correcto chamar fobia. O chão parece fugir-me dos pés...


CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Por falar em medo de andar de avião, tenho um amigo que só andou de avião na sua viagem de lua de mel, e isto só aconteceu dada a importância e simbolismo da mesma. Se ele não tivesse casado, acredito que nunca viajaria de avião. Já viajar sobre 4 rodas tudo difere, ele é mesmo daquele tipo de pessoas que gosta de se fazer à estrada.

Ainda relativamente aos aviões, disseram-me há dias que as companhias americanas costumavam dar viagens aéreas gratuitas para sempre aos sobreviventes de acidentes de avião. Será que para os compensar, ou para evitar que mais pessoas tenham receio de viajar de avião principalmente com as companhias onde ocorrem esses acidentes?! E será que esses sobreviventes voltam a viajar de avião e com a mesma companhia? Não terão eles doravante uma fobia eterna a todo o mecanismo que voe?
Actualmente há companhias a fazerem este tipo de ofertas?

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Curioso que tenho vertigens, mas adoro andar de avião. Dentro do avião tenho algumas sensações desagradáveis mas que são toleráveis, e por isso no computo geral acho este tipo de transporte muito agradável. Pena que não se possa viajar quanto desejariamos...

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

O medo é sinónimo de receio, enquanto a fobia será um medo doentio.

CC

Maria Mendes

Spizziarias disse...

Muitas luzinhas que se põem nas tomadas elétricas nos quartos dos bébes são feitas por fabricantes que as desenham com muito carinho e cuidado. Estes faróis de carinho podem ajudar muito em situações em que o que mais precisamos é de carinho. Muitos adultos usam essas luzinhas nas tomadas para ler durante a noite...

Célia disse...

É estranho que a maior parte dos comentários falem de medos básicos, como de andar de avião, de aranhas, de alturas.
Será que nunca ninguem pensou em algo muito maior que tudo isso, a FOBIA SOCIAL. Será que alguem conhece. Gostava muito que fosse falado sobre esta fobia durante o programa, porque poucas pessoas sabem o que é e infelizmente é um problema que pode paralisar a vida de alguem. Falo por experiência própria, já fiz o tratamento mas ainda não consigo ir a alguns sitios sozinha como por exemplo centros comerciais, dicotecas, ou qualquer outro sitio cheio de gente. Felizmente para mim moro numa vila no centro de Portugal (Sertã), ainda assim não é fácil. Só deixo mais uma ideia, imaginem que têm medo de aranhas e que têm de lidar com elas todos os dias. Quem tem fobia social enfrenta todos os dias aquilo de que tem medo (as pessoas). Pensem nisso.....

jb disse...

as fobias são medos não resolvidos?

Joana disse...

Olá sou a Joana Amaro tenho 16 anos e aminha maior fobia/receio é fazer chixi na cama....terá esta fobia cura?

Patrícia Duarte Alexandre disse...

Olá eu sou a Patrícia tenho 31 anos sou Psicologa Educacional e fui fóbica durante 21 anos. Tinha fobia ao pai Natal e fiz terapia comportamental quando estava no meu 2º ano da universidade . Ter fobia ao pai natal existe e não é para brincar. A minha fobia era psicossomática e muito costrangedora perante os meus amigos que tinham de alterar os locais de diversão porque aparecia sempre alguem vestido de pais natal a dar rebuçados (onde eu moro) quando estive em Lisboa a estudar, a partir de Novembro eu começava a ter palpitações no coração porque tinha medo que me aparecesse um pai natal na rua ou no autocarro e eu não pudesse fugir e morria ali sem ajuda, morria sem ninguem saber quem eu era.
Hoje brinco com a situação mas não foi nada fácil.
Posso dizer-vos que o facto de eu ter mtido medo do pai Natal vinha de os meus pais me meterem medo com o homem do saco que vinha no fim do ano levar os meninos(as) que se portavam mal e eu estava eincluida nesse lote. Imaginem a minha ângustia.

Beijos e parabens para o programa
Patrícia

Paty disse...

Será que existe fobia a compromissos? Como resolver este problema?

manuel disse...

Quem tem medo do Pai Natal verá nos sites www.painatal.org e www.painatal.info que o Pai Natal é um bom amigo.

CC

Maria Mendes

Patrícia Duarte Alexandre disse...

Os meus sintomas eram suores frios , palpitações não entrava em centros comerciais.Não entrava em lojas, não ia a determinados cafés.Andava sempre desconfiada na rua porque se visse algum al longe eu era muito melhor que a Rosa Mota corria muito mais depressa que ela.

se quiserem que eu fale convosco o meu telem.962444350

Célia disse...

Tenho pena de não estar a ver o programa, porque estou no meu local de trabalho mas espero vê-lo depois na internet. Estou apenas e seguir os comentários do blog e acho que a patricia duarte alexandre tem definido bem o que é uma fobia, a minha fobia social era associada a ataques de pânico e eu tambem tinha suores frios, palpitações, chegava mesmo a demaiar quando estava no meio de muita gente ou sabia que iria estar. Ainda hoje sinto alguns desses sintomas mas com menos intensidade até porque sou diferente dos restantes fobicos porque por vezes adoro ser eu a provocar os meus proprias ataques e a testar-me para ver até onde aguento. Já não desmaio porque sei controlar-me mas fobia não é bricadeira nenhuma.

MR disse...

Tenho 29 anos e tenho medo de todos os animais. Não lhes consigo tocar,nem que eles me toquem. O facto de não existirem episódios que me recorde, ou a minha família, torna o processo mais complicado, pois não existe nada para me agarrar. Neste momento faço hipnoterapia, com poucos resultados, mas são melhores que os que tinha alcançado até aqui.

Bom programa
Marta

Carla disse...

Enquanto adolescente, eu queria ser piloto de avioes...e para-quedista, e de idade adulta, adorava cada experiencia que me era proporcionada (vivi no Reino Unido durante 8 anos, o que me permitia voar regularmente)ate' que a primeira vez que voei, estando gravida e durante o voo, senti medo...o que se manteve ate' 'a sesivelmente 1 ano atras (3 anos apos o nascimento do meu filho). Hoje, ja' nao tenho medo, embora sinta uma certa apreensao durante a experiencia - acredito que isto e' causado pelo facto de nunca ter voada sem o meu filho.

Obrigada.

- Carla -

Maria disse...

Boa tarde.
Sofro de ansiedade crónica, crises de ansiedade, ataques de pânico e por vezes períodos de agarofobia, à acerca de 8 anos. O que limitou e condicionou de forma profunda a minha vida em todos os âmbitos. Acredito que os profissionais de saúde ainda não têm formação suficiente para ajudar neste tipo de sintomotologia. O primeiro diagnóstico que tive foi problemas de vesícula a que se seguiram outros completamente errados e só àcerca de 2 anos me foram receitados ansiolíticos. Por exemplo, há cerca de 8 meses tive que recorrer várias vezes às urgências psiquiatricas, onde fui informada que o SNS tinha resposta para este tipo de problemas, para ser informada, 8 meses passados que a unidade de saúde mental a que pertenço, não tinha recursos humanos nem respostas pra poder ter acesso a psicoterapia. Por outro lado, a nível económico, não existem respostas, por parte da segurança social para este tipo de doentes que não conseguem trabalhar, e por isso não estão inscritas no centro de emprego. Em conclusão, urge tomar medidas para ajudar doentes agarofóbicos e criar apoios, e em todos os sectores. O contrário, é o agravamento e o aumento deste tipo de casos, o que inclui a inactividade profissional.
Maria Santos

oxhill disse...

Eu tenho fobia de conduzir. Faço tudo o que for preciso para evitar conduzir. Estive 9 anos sem conduzir depois de tirar a carta. Há menos de um ano com a ajuda do meu marido (que também sofre com isto) consegui voltar a conduzir mas ainda não ultrapassei esta situação. Tenho consciência de que este medo me torna uma pessoa imprevisível ao volante e tenho medo de magoar alguém... O meu maior pânico é estar a fazer uma manobra complicada e não conseguir, numa situação em que estejam pessoas a olhar para mim, ou deixar o carro ir a baixo num cruzamento, etc... Devido ao local onde moro os transportes públicos estão fora de questão...

daniela disse...

Boa tarde!

Em 1º lugar quero dar os parabéns à Fernanda Freitas pelo excelente programa que conduz há tanto tempo e que eu acompanho sempre que posso.
Tenho 25 anos e desde sempre me lembro de não conseguir tocar em qualquer animal. Isto aplica-se especialmente aos cães (que se deparam conosco quase todos os dias). Se eles não se aproximam, tudo bem... Mas só o facto de pensar que eles me podem tocar, faz com que eu mude de passeio sempre que vejo algum na rua.
Tenho um cão em casa há alguns anos, com o qual me habituei a lidar com o tempo. Gosto dele, no entanto continuo a não conseguir tocar-lhe simplesmente com a mão.
Quando tenho de ir a casa de um amigo com um animal, fico logo em "stress", só de pensar que poderá andar pela casa e me tocar...

Continuação de um óptimo programa!

filipa434 disse...

chamo-me filipa (16 anos) e tenho uma enorme fobia: a caes.
ja andei em varios psicologos mas nunca consegui ultrapassar este problema!! condiciona bastante a minha vida pois nao poso andar sozinha pelas ruas ou por outro sitios. mas ter fobia a caes nao quer dizer que nao goste deles, mas simplesmente é mais forte do que eu. sao situaçoes MUITO DIFICEIS DE CONTROLAR e extremamente complicadas quando intreferem na nossa felicidade e quando as outras pessoas nao conseguem perceber achando RIDICULO!!

Ana Sofia disse...

Vejo muitas vezes o programa mas é a primeira vez que entro no blog. Este assunto despertou o meu interesse porque eu já senti várias vezes crises de ansiedade, chamadas ataques de pânico.Estes ataques davam-me em situações do dia-a-dia como andar de autocarro, ir ao cinema, ir ao futebol. Sentia-me mal, quase a desmaiar, tal era a ansiedade.Já sinto isto há muitos anos,apesar de ter vindo a melhorar

Maria disse...

Gostava de ser contactada por pessoas que também sofram de FOBIA SOCIAL, principalmente para troca de experiências e terapias. O meu mail é o seguinte: mariasantos34@gmail.com

Ana Sofia disse...

Fobia social é medo de conviver socialmente, de estar com pessoas, de ir a um jantar de amigos?

Maria João disse...

Muitas destas patologias poderiam ser curadas sem ficarmos dependentes de medicamentos, mas o problema é a falta de apoio no emprego.

Falo por experiência. Tenho problemas de ansiedade e pânico. A psicoterapia e a terapia cognitivo-comportamnetal ajudaram-me muito, mas por motivos de trabalho tive de deixar. Para não perder o emprego, agarrei-me aos comprimidos. Não gosto, mas apenas tinha consultas no Júlio de Matos a horas em que tinha de estar no trabalho. Tentei mudar o horário, mas não deu, porque só tinham até entre as 9h e a s 17h, como me disseram. Cá fora no privado, só para os ricos.


Força para todos.


Maria João

Célia disse...

Quem quiser trocar ideias sobre FOBIA SOCIAL o meu mail é celiasilva17@gmail.com ou para falar no messenger o mail é celiasilva17@iol.pt.
Bjs

lady_blogger disse...

Dirigido à Célia que escreveu o seguinte: "É estranho que a maior parte dos comentários falem de medos básicos, como de andar de avião, de aranhas, de alturas.
Será que nunca ninguem pensou em algo muito maior que tudo isso, a FOBIA SOCIAL."

Célia, em questões de fobia não é preponderante a grandiosidade do que quer que seja. E a fobia do meu amigo que detesta andar de avião, pode até ser maior que a sua fobia social... Mas isso que importa? O que realmente importa é que se consigam livrar desses medos entranhados. Mas para ser sincera, não me parece que as fobias de alguém possam ser quantificadas em grandeza quando comparadas com as fobias de outra(s) pessoa(s).
Em todo o caso percebo que a sua fobia possa ser mais prejudicial do que outras, no entanto não deve atribuir a conotação de menores às restantes.
Além de tudo isto, se foram abordadas mais umas fobias que outras é porque são as que prevalecem, e também porque cada qual fala das que tem ou do que os amigos ou familiares têm.
Se a Célia quer solucionar a sua fobia social, tem de procurar ajuda de psicoterapeutas ou hipnoterapeutas, não se deixe conduzir por tal temor. Depende de si própria mudar radicalmente esse seu modo de encarar o universo social. Comece por procurar no seu passado as causas que a poderão ter levado a temer a interacção social, e talvez consciencializando-se do que terá estado na origem do problema, consiga por si só reavaliar e alterar esse seu mundo tão só seu. Fica a sugestão...

CC

Maria Mendes

Célia disse...

Olá lady_blogger em resposta ao teu comentário, não sei se lês-te os meus outros comentários, eu já fiz o tratamento e não sei se me fiz entender, quando disse que é muito maior que todos os outros é porque até ao meu primeiro comentário apenas ouvi falar em medos, fobia não é um medo é muito mais que isso, um medo não provoca ataques de pânico ao contrario da fobia. Não digo que os outros sejam inferiores, mas para quem tem medo de andar de avião pode sempre evitá-lo e quem tem medo de pessoas não as pode evitar de maneira nenhuma por mais que queira. É essa a grande diferença. Sei que não compreenderás, só quem tem este tipo de fobias pode avaliar o que são na realidade. Posso apenas dizer-te que a Fobia Social pode impedir uma pessoa de viver a sua vida. No entanto se ainda assim quiseres falar mais sobre este assunto podes sempre mandar-me um mail para celiasilva17@gmail.com, estarei disponivel para o que precisares.
Bjs
Célia Silva