sexta-feira, fevereiro 1

Acidentes de trabalho



O número de acidentes no trabalho com vítimas mortais aumentou quase 1/3 em 2007, em Portugal, cifrando-se em 160 óbitos. 50% dos casos ocorreu no sector da construção, de acordo com os dados agora divulgados pela Autoridade para as Condições do Trabalho. 80% destes acidentes laborais vitimam homens, e são tendencialmente mais fatais para os trabalhadores idosos.
Na União Europeia, a cada cinco segundos um trabalhador é envolvido num acidente de trabalho, e a cada duas horas há uma vítima mortal. Uma larga fatia dos empregadores não têm seguros de acidentes de trabalho, e os trabalhadores precários, nomeadamente a recibo verde, são os mais vulneráveis.
Neste SC queremos perceber que boas práticas podem diminuir estes números e prevenir os acidentes no trabalho.

22 comentários:

Maria disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
lady_blogger disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
lady_blogger disse...

Olá Fernanda.
Ontem quase nos cruzávamos. Ainda procurei por si. Foi pena...

Agora relativamente ao tema de hoje:

Coloque-se a ASAE onde é precisa, nomeadamente nestes casos onde podem ocorrer vítimas mortais. Controle-se o desempenho das entidades empregadoras, de modo a certificar-se da segurança dos seus trabalhadores.
Penalize-se ainda mais as empresas que não respeitam as regras básicas de seurança dos seus funcionários e instalações.
Especializem mais formandos em Higiene e Segurança no Trabalho.

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Então Fernanda, nem direito a férias de Carnaval vai ter? Julguei que dia 4 não fosse trabalhar.
Nesse dia vou estar sem acesso à net. Posso já enviar o meu comentário sobre o tema que irão propor?
Bom Carnaval a toda a equipa do SC.

CC

Maria Mendes

poster disse...

O grande problema dos acidentes de trabalho mortais está no sector da construção civil, sector no qual se registaram metade das mortes em acidentes registadas o ano de 2007
http://istoenoticia.blogspot.com/2008/01/
acidentes-laborais-provocam-160-mortos.html

Mas infelizmente o problema do sector da construção não é exclusivo de Portugal, á 1 semana 10 pessoas morreram na construção dos Jogos Olímpicos
http://istoenoticia.blogspot.com/2008/01/
pequim-admite-mortos-na-construo-dos.html

A demandada dos empregadores por fazer o mais rápido e o mais possível faz com que os acidentes aconteçam.

j disse...

Boa tarde Fernanda.

O tema de hoje para mim é muito caro, dado que exerço actividade nesta área, apesar de estar afastado dela por motivos particulares desde alguns meses, e o que queria dizer é que desde que voltou a crise e isso verica-se desde 2 anos atrás, voltou a pouca vergonha do incumprimento da legislação de segurança e higiene no trabalho, com os consequentes resultados como se está a ver.
Continuam as infringir-se regras de segurança, de contratação de trabalhadores, etc, tudo isto com a conivência dos próprios trabalhadores que não têm formação e que aceitam tudo.
As empresas de pequena e média dimensão são uma amostra quase total de incumprimento, pois não estão para "gastar dinheiro nesta treta", enquanto que as maiores fazem alguma coisa, até porque querem ter as "ditas bandeiras" das certificações, mas também acabam por entrar no incumprimento quando gestores de projecto com orçamentos apertados optam por contratar subempreiteiros pequenos e que não cumprem como referi anteriormente.

SÓ EXISTE UMA MANEIRA DE PARAR ISTO, É A ACT PASSAR A ACTUAR COMO A ASAE E APLICAR MULTAS PESADAS.

Obrigado.

lady_blogger disse...

Claro que a segurança tem custos. Mas a vida não tem!

CC

Maria Mendes

Bernardo disse...

Boas tardes fernada chano-me bernardo tebalhei numa empresa de sapadores florestais omde o encarregado geral era contra as devidas proteções para a nossa função, por muito k se fale em modos de prevemir os acidentes temos de ver k as vezes os empregadores não tem culpa mas sim as pessoas k estão a frente dos serviços

j disse...

As empresas de prestação de serviços na área de segurança e higiene e saúde no trabalho, mais pareçem as firmas de advogados e seus consultores que levam o dinheiro ao governo e não fazem nada.

j disse...

O SENHOR DOUTOR ACHA QUE UM TRABALHADOR TEMPORÁRIO ESTÁ INSCRITO NO SINDICATO E PROTESTA COM A ENTIDADE EMPREGADORA, SE ALGO ESTIVER ERRADO, ora senhor doutor, deixe-se disso.

nitinha disse...

Sou, neste momento, um sinistrado de trabalho e estou a ver o vosso programa.
Relativamente às condições de segurança no trabalho, trabalho numa empresa de grande dimensão internacional (que não de construção civil), onde a preocupação pelos equipamentos de segurança básicos é grande, ou seja, capacete, luvas, auriculares...
Mas condições de segurança efectivas no trabalho, como acessos a grandes alturas, que são feitas por escadas que não têm sequer a altura necessária para se chegar ao topo, desde acessos a fossos com alguma profundidade, sem escadas, onde se tem que saltar de alturas de praticamente 2 e 3 metros para lá chegar, a materiais armazenados com alturas e pesos excessivos com o risco de cederem e de nos esmagarem, porque temos que subir ao topo desse mesmo material, etc etc...
É de lamentar que as inspecções do trabalho, em empresas desta dimensão, não tenham a capacidade ou não queiram actuar perante situações tão gritantes de falta de condições de trabalho.

OsPelicanos disse...

A empresa onde trabalho tem uma "comissão" de SHST, com representantes dos trabalhadores eleitos, estrutura que teve a particularidade de ter sido a primeira em Portugal ao abrigo do Código do Trabalho. Temos um pedido de informação enviado à IGT (actual ACT) em Março2007 e uma exposição com várias infracções enviada em Julho2007. De ambas, até hoje, não temos qualquer resposta da ACT, apenas que o assunto estará em estudo. Nestas condições como podem os trabalhadores fazer valer os seus direitos à segurança e saúde no local de trabalho?

J Pinto disse...

Fico contente por este programa estar a abordar um tema que me é muito caro. Sou técnico superior de segurança e higiene do Trabalho, exerço funções na área e há mais de 2 anos que animo um blog nesta área: Morrer a Trabalhar.

Existem algumas perguntas que faria sentido fazer, principalmente à ACT:
- Para quando o ordenamento do mercado das empresas prestadoras de serviço de SHST?
- Ir-se-á continuar a assistir à proliferação de cursos para técnicos de Segurança, muitos deles de precária qualidade?
- Relacionado com a questão anterior, qual o número óptimo de técnicos superiores de segurança para Portugal? Estamos muito longe desse número? Qual o número actual?
- Para quando uma actuação mais exigente da ACT?

Cumprimentos e continuação de bom trabalho

José Moreira disse...

Boa tarde a todos os presentes:

Gostaria saber, para quando a autoridades competentes terão auditado todas as empresas prestadoras de serviços externo de segurança, higiene e saúde no trabalho, para que estejam acreditadas a prestar estes mesmos serviços. Pois neste momento verifica-se uma anarquia total neste vasto mercado, que se traduz numa prestação de serviços muito precária, ficando as boas empresas mal conotadas, “Tem que se separar o trigo do joio”.

J Pinto disse...

Ficaria contente de ver a ACT a agir de um modo mais parecido com a ASAE. Porquê? Um dos nossos problemas, como país, é o fraco grau de cumprimento da legislação. Para muitos, a legislação existe, mas não é bem para cumprir... Tudo o que possa servir para alterar esta cultura de laxismo é importante.

Acho que já estamos a percorrer este percurso: a lei do tabaco e a sua aplicação é um excelente exemplo.

Só existiriam benefícios se se aplicasse a esta área a mesma exigência.

Cumprimentos e bom Carnaval

J Pinto disse...

Fazendo duas correcções ao sr. presidente da Sociedade Portuguesa de Saúde Ocupacional:
- Não foi na Autoeuropa que ocorreu o problema de doenças musculoesquelécticas e tendinites, mas sim numa outra empresa da indústria automóvel, a Ford Electrónica, mais tarde Visteon
- Em relação às companhias se terem colocado de parte, esta afirmação não faz qualquer sentido, pois, em caso algum, estas tendinites são acidentes de trabalho. O que distingue um acidente de trabalho é que é uma situação rápida e inesperada, e não resultado de uma exposição prolongada.

Mais uma vez, cumprimentos

J Pinto disse...

Olá Fernanda,

É pena que não esteja também um empresário que seja um bom exemplo. Porque, em última análise, são estes que irão alterar a situação nos seus lugares de trabalho e empresas.

Cumprimentos

Bruno Homem disse...

Olá. Parabéns pelo programa.
Queria deixar uma pergunta. Sou Prof. de Música em Escolas Privadas que contractam trabalhores independentes, nas categorias de Músico e Professor. Serei também obrigado a ter seguro de trabalho?
Obrigado,
Bruno
Tomar

Templo do Giraldo disse...

A lei determina a constituição de comissões de higiene e saúde no trabalho.
Todavia nas camaras municipais o cumprimento desta lei é quase ignorada. O que fazer nestes casos?? cumprimentos

Paulo disse...

Morrem milhares de pessoas em todo o mundo vitimas da inalação de fibras de amianto.


Na União Europeia em 2003 saiu uma directiva que regulamenta as empresas e trabalhadores
que removem amianto.


Em Portugal só 4 anos depois é que adirectiva é transposta para a Lei.


A A C T é a entidade que inspecciona as empresas e trabalhadores que removem amianto.


Neste momento não existe em Portugal qualquer tipo de formação expecifica para remoção de
amianto.


Em Portugal existem 4 empresas que removem amianto com certificação no estrangeiro.


Em Portugal existe muita construção que contêm amianto.


Atentamente
Paulo

J Pinto disse...

Uma última pergunta: a ACT tem serviços de SHST organizados? Aposto que não...

Sensei disse...

Boa tarde, Eu e o meu colega somos sócio-gerentes da nossa firma e somos os únicos trabalhadores desta. Porque trabalhamos em webdesign, o nosso local de trabalho e sede social são numa das divisões da casa que habito.
A nossa empresa é obrigado por lei a contratar alguma empresa responsável pelo controlo anual da Hig. e Seg. no Trabalho?

Pedro Rodrigues