sexta-feira, fevereiro 15

Medicamentos biológicos: acesso a novos tratamentos

Apenas um reduzido número de doentes tem acesso aos fármacos biológicos, em comparação com os restantes países da União Europeia, alertou a Associação Nacional de Doentes com Artrite Reumatóide (ANDAR) numa petição que entregou na Assembleia da República. Alguns dos medicamentos biológicos são life-saving, outros melhoram em muito a vida dos doentes, quando colocados lado a lado com os outros fármacos. O problema é que são medicamentos inovadores e o seu preço é elevado, levando a que os hospitais evitem adquiri-los, não proporcionando assim as terapêuticas mais inovadoras aos doentes crónicos que delas necessitam.
Queremos neste SC avaliar as posições das associações de doentes e dos médicos especialistas, e apontar soluções para melhorar a qualidade de vida dos doentes crónicos em Portugal.

5 comentários:

lady_blogger disse...

Certamente que se esses medicamentos biológicos fossem produzidos em maior escala, poderiam baixar significativamento os respectivos preços. Mas para que isto aconteça tem de haver a garantia de compradores. Os hospitais e centros de saúde têm de apostar em alternativas para a cura dos seus doentes, e esta pode ser uma delas, desde claro que seja sustentável.

CC

Maria Mendes

silvia disse...

Boa tarde.
Soube agora pelo Exmo sr.Dr.Antonio Vilar que o Hospital de referencia que utilizo não fornece medicamentos biologicos aos doentes cronicos.
Falamos unicamente de medicamentos biologicos para a area de reumatologia ou para outro tipo de doenças cronicas?
Significa que se existirem estudos que determinado medicamento pode ajudar ou ate curar determinada doença não chegara ao conhecimento do doente essa possibilidade.Certo?
Quando falamos de doenças raras cronicas o que fazer?

J P Diogo Fernandes disse...

Boas tarde,
Gostaria de saber a opinião dos convidados em relação ao Trastuzumab (Herceptin), no tratamento do cancro da mama metastático, sendo este um fármaco biológico (anticorpo monoclonal) onde é apenas aplicável a doentes com sobreexpressão da HER2 (factor de crescimento). Sei, por conhecimento de causa, que existem clínicos que já prescrevem este fármaco, mas não sujeitão as pacientes à análise do nível de HER2, não será economicamente pouco viável a não realização dessa análise? Visto que se está a administrar o fármaco a doentes que devido à não sobreposição nunca irão apresentar melhorias com a terapêutica?
Não será necessário realizar melhorias na interligação dos métodos terapêuticos de forma a economizar bastantes fundos públicos que podem ser canalizados para outras áreas, ou aprofundar as existentes?

João Fernandes
Estudante de Ciencias Farmacêuticas da Universidade de Coimbra

silvia disse...

Sera possivel informar se em Portugal existe aplicação de medicamentos biologicos na cura ou alivio de sintomas da Fibrose Quistica?

Sociedade Civil disse...

cara Silvia,
os nossos convidados não sabem a resposta à sua duvida. sugerimos um contacto com http://www.apfq.pt/
ass portg de fibrose quistica

saudações civis