terça-feira, fevereiro 19

Gestão Escolar – o que muda?

O novo modelo de gestão escolar propõe estratégias e orientações radicalmente diferentes para as escolas. A comunidade, os pais, as autarquias e as estruturas locais são chamadas à participação do modelo escolar. São vinte as propostas de alterações – uma delas é a criação de um conselho geral que não poderá ser presidido por um professor, uma das medidas mais contestadas pela classe – cuja autoridade poderá destituir o director da escola. Polémicas à parte, as explicações do que vai mudar nas escolas portuguesas serão dadas hoje, no SC.

46 comentários:

lady_blogger disse...

Quando um modelo não funciona, teste-se outro!
Faça-se uma profunda reforma escolar, pois dado o falhanço de modelos anteriores, tem de se testar novas medidas, implementar novas ideologias.
O facto das alterações propostas parecerem tão radicais é sinónimo que o nosso sistema de ensino estava padronizado e regido por um modelo clássico e logo pouco permíssivel a mudanças que até poderão ser benéficas.
Mas as maiores alterações deveriam começar desde logo numa maior clarividência do processo de contratação dos professores.
No desemprego estão muitos professores com mais vocação e capacidade intelectual que alguns dos professores incompetentes que infelizmente tenho conhecido. Além disso para mim é muito melhor conhecedor das matérias um professor que se leccione numa universidade conceituada do que um que tire o doutoramento no ensino superior mais facilitado (logo menos credível). Se o grau de exigência difere de escola para escola, isto no ensino superior, acho muito mal que no momento da contratação não atentem a isso, e tanto contratem um professor licenciado por uma escola mais exigente como outro qualquer, contando simplesmente a média de curso.
Se tivesse algum dia de contratar docentes, primeiro não haveria cunhas, não veria nem caras nem nomes, mas sim vocação, notas e escolas onde se formaram, anos de experiência e teria também em atenção a situação familiar do docente.
Por causa do antigo modelo saltimbanco (ora dá aulas aqui, ora acolá) muitos devem ter sido os pais e filhos que só se viam aos fins-de-semana, ou até que se separaram de vez. Agora acho que já não é preciso andar a mudar de zona tão frequentemente, mas a instabilidade profissional persiste.
Por bem do professorado, mas sobretudo dos indíviduos que frequentam algum grau de ensino, façam com que as escolas acompanhem o progresso das mentalidades, e em fase de testes de estratagemas não caminhem num só sentido mas em vários, pois algum há-de funcionar.


CC

Maria Mendes

Pedro disse...

Que erro grave na educação quando não se ouve as pessoas, todas as decisões em estado de direito democrático devem ser tratadas com a devida probidade, os tempos são outros , a ditadura volta à ribalta, que sociedade estamos nós a criar? Que tipo de alunos queremos?

Todas as escolhas implicam ganhos e perdas, mas já é tempo de fazermos bons alunos e não vítimas da história.

Como vai um ministério desenvolver bons alunos com esta deprimente solução? Como cultiva o gosto pelo ensino? Como estará a motivação dos professores, a consistência emocional dos alunos mais novos , se os alunos deixarem de acreditar na escola não haverá futuro.

Pedro Marinho de Arcos de Valdevez

Pedro disse...

o Ministério da Educação está a criar solidão face ao interesse escolar e a formar na cabeça dos jovens a ideia de que na escola só se aprende a falar de reformas,estão a provocar o desinteresse total do prazer de estudar.Não querem saber dos sentimentos dos alunos, apenas olham á estatística. Se um governo não ouve os professores como vai ouvir os pais e os alunos?

Pedro Marinho de Arcos de Valdevez

Pedro disse...

Boa tarde,
é engraçado como se fala muito em simplex e depois surgem modelos de gestão e avaliação que são mas é COMPLEX. Dotem as escolas de meios, deixemos de ter escolas com salas de aula tiradas de filmes de guerra sem condições e com o material destruido; dotem os professores de autoridade para impor disciplina nas salas de aula; responsabilizem as familias pelo desrespeito dos alunos perante a instituição escola e pelos professores e talvez então se vejam reformas. Deixemo-nos de floreados, enquanto se mantiverem estas questões sem resposta não haverá reforma que ponha fim ao insucesso na gestão escolar. As escolas não são depositário de crianças e é necessário incutir o valor da formação académica, pois a educação começa em casa.
Pedro Castro, Lisboa

sampaioshow disse...

Ponham na televisão, a falar em directo, professores do mundo real e não "pessoas" com pose e ideologias compradas pelos senhores que se sentam ao lado... sejam honestos e deixem-se de "palhaçadas", desçam á terra e depois exprimam as opiniões bem fundamentadas.

Ar disse...

Todo o modelo está mal concebido e errado é pena que a prepotência e arrogância impeça o Ministério de dialogar com os Professores.
Há bem pouco tempo o Ministério de Educação chamava de professorzecos aos Professores que Ministério é este?

sampaioshow disse...

Como é que um orgão que coordena uma escola não pode ser presidido por quem gere a escola??? Estão a brincar ou quê??? Experimentem criar uma firma e ponham o visinho do lado a gerir e verão o lindo resultado mas é para o visinho... não sei se estão a entender!!...

sampaioshow disse...

é claro que é "vizinho"... a tecla é que saiu ao lado :)

sampaioshow disse...

competências para as autarquias??? Mas é sabido que elas não tem possibilidades nem para mandar tocar um cego, quanto mais para gerir escolas dentro de uma área de influência... é só rir...

Ar disse...

Neste momento já existem Professores Contratados que têm medo de falar nas Escolas com receio de não serem contratados nos anos seguintes. O Sr Secretário de Estado não sabe do que fala

Pedro disse...

começo a ter dúvidas se os representantes do ministério são ingénuos ou utopistas... Acho que não vivemos no mesmo país! Talvez se fossem ao terreno ver as condições das escolas ( e não as escolas modelo que tanto gostam de propangadear), das autarquias em que se inserem e das populações depressa chegavam à conclusão que a atribuição de responsabilidade pela manutenção dos bens, como edificios, às autarquias é o assianr da demolição das escolas. Tirem essas pessoas dos gabinetes e mostrem-lhes as escolas que o ministério tutela! Elas são mais que um número no papel!!

Ar disse...

Quem avalia o Sr Secretário de Estado?
Não esqueçamos que, desta forma e eu até acho que bem, tanto o Director Executivo como o Presidente do Conselho Geral poderão ser professores não-titulares. O que tem a sua carga irónica, atendendo ao que está estabelecido em elação à avaliação dos docentes. Ou seja, em última instância, um dos avaliados pode conduzir o processo de demissão do avaliador supremo.

Anabela disse...

Sou mãe e pergunto ao ME como é que quer que eu participe na escola, porque não tenho uma lei que me permite essa participação e muito menos um salário que permita faltar ao meu emprego.
Os modelos que funcionam bem, devem ser melhorados e não encostados. Fiscalizem e responsabilizem as pessoas. O ME também devia ser responsabilizado por não permitir que um sistema amadureça e dê os seus frutos.
Eu sempre confie nos professores, na escola dos meus filhos são eles que trabalham, mandam e trabalham e apoiam os meus filhos. è preciso respeitá-los e dignificá-los. Se a escola não funcionou até agora, então o que andou a fazer o Me(os seus elementos?)? Custa-me muito a perceber também porque é que um aluno que falta muito não é reponsabilizado.

Ar disse...
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Ar disse...
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Ar disse...
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Ar disse...
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Ar disse...

Os Professores fizeram contrato de trabalho com o Ministério de Educação não com as autarquias. E altera-se assim um contrato de trabalho?

m@ri@n@ disse...
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Ar disse...

António Ponces Carvalho faz a apologia do sistema particular de ensino em detrimento do ensino oficial público, falta saber o que aconteceria aos indices de sucesso escolar no seu estabelecimento se fosse obrigado a receber todos os alunos de regiões problemáticas

Pedro disse...

os níveis de participação são curiosos. Querem-se comunidades mais participativas, no entanto as famílias cada vez têm menos tempo pois o trabalho está cada vez mais precário e as horas extre proliferam. Ainda hoje em dia a disponibilidade dos encarregados de educação para atender às reuniões com os directores de turma é mínima. Como é que queremos que sejam mais participativos?? As autarquias estão completamente endividadas, como é que vão financiar estas novas responsabilidades que lhe são imputadas? Como é que controlamos e garantimos a segurança das pessoas extermas à escola que queiram participar activamente na gestão da escola?

Ar disse...

O Sr Secretário de Estado está a ser mal educado e de facto mereceria por parte de quem modera uma chamada de atenção

Henrique Rodrigues disse...

O Sr. de Bigode devia calar-se em relação aos Estados Unidos, pois a qualidade de educação lá é muito pior do que a de Portugal, estando uma educação de qualidade apenas ao alcance dos ricos.

Este modelo de gestão apresentado pelo Ministério da Educação não é nada mais nada menos do que uma foma de retirar poder às escolas, partidarizando as escolas, deixando-as sobre a alçada das autarquias, que na maior parte das vezes até estão demasiado ocupadas para ainda ter de se preocupar com as escolas. As autarquias não têm reursos humanos suficientes para isto! Se podem participar hoje em dia e não o fazem é porque não podem! E vão continuar sem poder!

Como se justifica a eliminação da separação do poder executivo e do poder fiscalizador de um órgão de gestão? Isto a mim mete-me muito medo!

Gostaria também de saber por que é que o representante dos sindicatos está sempre a ser interrompido no meio do seu raciocínio.

neves disse...
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neves disse...
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neves disse...

pais...está a defender um modelo que el sabe não vai dar certo portanto dar como resultado enviar mais alunos para o privado...o que vamos assistir com este modelo é à partidarização das escolas...pois o conselho geral em muitos municipios vai ser controlado pelos partidos..e com isto transforma - se a escola numa repartição das Câmaras....

Pedro disse...

Parábens aos pais desta peça, mas sejamos realistas, eles são a minoria! Era muito bom que assim não fosse. Esperemos que esse dia chegue

nelson disse...

Boa tarde a todos.



Gostaria que o Sr. Secretário de Estado nos explicasse de que forma a qualidade do ensino e o eficiente acompanhamento dos nossos alunos está assegurada com a atribuição de tais responsabilidades às autarquias, quando se verifica que muitos dos auxiliares contratados, principalmente nas escolas do 1º cíclo, são escolhidos não pelas suas habilitações e experiência nesta área, mas sim por interesses políticos, nomeadamente, pertencerem a famílias numerosas, para assim garantir os votos nas eleições seguintes. Há exemplos concretos disso...

Além disso, gostaria de saber, entre os senhores que aí estão a discutir tão delicado tema, qual dos ilustres, efectivamente, deu aulas no ensino não superior? Afinal estão-se a discutir temas e enquadramentos que dizem respeito a quem está envolvido no ensino básico e secundário... Ou será que já se viu um utente discutir o futuro ou as decisões técnicas e científicas de um hospital, por exemplo?



Obrigado.

Maria José disse...

Devia haver a preocupação por parte das entidades estatais e até dos meios de comunicação para a maior participação dos pais na escola. O mesmo se passa com as entidades ligadas às actividades económicas.
Será justo que se dê a um Presidente da Assembleia de Escola uma redução de apenas 2 horas? Tempo igual a um simples Director de turma

Fernando disse...

O unico comentário que posso fazer ao ver a constante aflição dos professores a qualquer mudança na educação só pode ser de estranheza!
As escolas e os seus representantes(que são os professores; da escola, do agrupamento, etc) numa forma geral não aceitam a intervenção de ninguém no espaço das escolas; ou seja; na generalidade os Pais são sempre para apoiar nas festas, ou para ajudar em algumas despesas.... quando alguns Pais tentam intervir são rejeitados e cerceados de qualquer intervenção.
O mal das generalizações é a critica atingir alguns professores que considero excelentes profissionais e que estão disponiveis para em conjunto melhorar o espaço educativo, no entanto, infelizmente, são ainda uma minoria.
A escola deve ser um exemplo social para as crianças; que exemplos temos nas escolas sobre alguns problemas que afectam a nossa sociedade, tais como: proactividade; atitude positiva; atitude de mudança; produtividade; critica construtiva; etc; as escolas hoje em dia não são no geral bons exemplos para as nossas crianças.
Não bastará olhar para alguns bons exemplos pela Europa fora de participação dos varios agentes da sociedade nas escolas; as escolas têm de deixar de ser redutos fechados para os outros agentes para além dos professores.

Maria José disse...

Sou Presidente de Assembleia de Escola há vários anos. O cargo é tão aliciante que nunca há candidatos para o mesmo. Tenho sido quase que "empurrada" para o cargo, para que se cumpra o que a legislação prevê (existência do órgão).

Rui Pinto disse...
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Pedro disse...

o Sr Secretário de Estado assim como os legisladores deviam ser mais responsáveis na proposta de legislação. Quando se propõe legislação deve-se tem em consideração as vicissitudes nacionais. Se as pessoas não podem, não têm tempo para participar então para quê perder o tempo com legislação para por na gaveta?? Porque é que não se utiliza o tempo para propor legislação que permita participação efectiva? Esta lógica de dizer que a legislação existe e quem quiser participa é um argumento muito fraco.

Canto Décimo disse...

Ainda não percebi uma coisa e agradecia que a colocasse ao sr. secretário de estado:
Se o actual dec-lei (ainda não avaliado...) permite a maior parte das coisas que o novo dec-lei pretende implementar... porquê uma nova lei e não apenas a alteração/revisão da actual?

Maria José disse...

Parece-me que o que se pretende com o novo modelo é arranjar "TACHOS" para elementos das autarquias. Falta ainda saber que remuneração vão ter os novos Presidentes do Conselho Geral. E isso deveria ser dito antes de colocar o modelo em vigor.

Maria José disse...

Será que algum pai está dentro do modelo de funcionamento da escola? Será que algum pai vai gratuitamente assumir o cargo de Direcção do Conselho Geral?

m@ri@n@ disse...

olá de novo!

é com alguma tristeza que aindañ ouvi a minha questão colocada no vosso programa. Apesar d ñ ser este exactamente o tema do programa, a verdade é q se estamos a falar em gestão de esolas, esta está a ser gerida incorrectamente e defrma ilegal.

Ana disse...

Como Pai gostaria de informar que não estou nada satisfeito como o Ministério
de Educação tem levado a cabo estas reformas, chega de utilizarem os alunos
como cobaias, são reformas sobre reformas, BASTA e chega se querem deixar
marcas na vida política escrevam livros e não usem os filhos dos outros para
seu mérito próprio e sinceramente já dou razão aos Professores que têm sido
enxovalhados na Praça Pública pelo Ministério de Educação

Cumprimentos

Miguel Santos

Ana disse...

Neste momento agradeço à Fernanda o facto de ter levado este tema à Praça Pública soube a pouco e gostaria que o Ministério de Educação percebesse que os filhos dos outros não são instrumentos de propaganda política.
A Escola Democrática está a terminar e tudo concentrado nas mãos de um única pesswoa enquanto aluno do estado Novo bem sofri com um regime que regressa imagine-se pleo PS

Ana disse...

O Sr Secretário de Estado sai muito mal e fica aideia que não fala com os parceiros, Pais, alunos, professores, funcionários...foi para isto que vi o 25 de abril que tristeza de povo.
A Escola para todos está a terminar

André Nascimento disse...

Gostaria de partir de um caso particular no ensino infelizmente não tão pouco vulgar para a partir daí retirar as potenciais virtudes de um sistema de gestão escolar mais participativo, recorrendo como é obvio a um enquadramento legal que potencie essa mesma participação. O caso dos alunos portadores de deficiência é um caso paradigmático em que se defende a integração e a qualidade de ensino que só conseguirá ser atingida se tivermos uma plataforma de gestão mais participativa mas ainda assim com uma liderança demarcada, digo isto com conhecimento de causa, a partir deste caso é notório que quer as questões mais abrangentes mas não menos específicas quer todas as outras pequenas questões podem e devem ser resolvidas tendo em vista um verdadeiro ensino virado para o futuro da comunidade podem ser resolvidas com um modelo do tipo do que se propõe agora, mais participação dos pais e da comunidade empresarial que podem dar um contributo decisivo, é verdade que a aplicação prática pode não ser fácil mas se não fôr iniciada nunca sairemos do estado actual das coisas.

Cumprimentos,
André Nascimento

Ana disse...

Fernanda faça um favor aos Pais e diga ao Sr Secretário de Estado que os nossos filhos não são cobais, não mexam mais , cada vez que mexem são os alunos que sofrem. Obrigado amiga Fernanda

Maria José disse...

Neste momento a maioria dos professores estão deprimidos e corre-se o risco de, muito brevemente, uma grande parte ficarem em casa com atestado.
Deixem os professores ensinar e preparar as suas aulas, em vez de os "invadirem com legislação".
O tema "educação" deve ser abordado com maior frequência.
Parabéns, admiro o v/ trabalho.
Tenho a dizer que sou professora há cerca de 34 anos, considero que tenho uma capacidade de trabalho e de organização acima da média e que, apesar disso, o médico já me diagnosticou princípios de uma depressão.
Eduquem-se os pais. Infelizmente, verifica-se que é raro o aluno que não tem televisão no quarto. Vê o que deve e o que não deve até altas horas e vai para a escola ensonado, não dando o rendimento que deve. É uma luta constante para os professores conseguir motivar estes alunos.

mig disse...

Boa tarde,

Sou professor do ensino público e estive a ver o vosso programa e penso que será um belo instrumento de trabalho para uma aula de Formação Cívica. Penso ainda que servirá para os alunos perceberem o que realmente está em questão relativamente à alteração da Gestão Escolar e consecutivamente poderão perceber quais são as outras alterações (reformas) do ensino público que este governo implementou.

Assim sendo venho perguntar se o debate está em online (podcast) de forma a que possa retirar a informação e as entrevistas que vocês apresentaram.

Atenciosamente prof. inf.

Templo do Giraldo disse...

http://templodogiraldo.blogspot.com/

PASSEM POR AQUI E COMENTEM.
SAUDAÇÕES.

Sociedade Civil disse...

Caro "Mig"
os programas SC ficam disponiveis na area multimédia de www.rtp.pt

Saudações Civis