segunda-feira, abril 28

Pagar para entrar nas cidades: sim ou não?

O LNEC defende a cobrança de portagens para entrar em Lisboa, após a construção da ponte Chelas-Barreiro.
Desde 2003, quem quiser entrar de carro em Londres é obrigado a pagar cerca de 11 euros. Em Milão, a taxa varia entre dois e dez euros.
Na capital inglesa, um ano e meio depois da medida entrar em vigor, o trânsito diminuiu 15% e os condutores passam menos de um terço do tempo em engarrafamentos.
Neste Sociedade Civil vamos perceber como estas taxas ajudam no combate à poluição, e se irão encorajar o uso de transportes público e veículos limpos. Estão os portugueses preparados para pagar para entrar na capital, que todos os dias recebe cerca de 300.000 veículos vindos dos arredores?

43 comentários:

lady_blogger disse...

Os britânicos estão habituados a impostos até para circulação, mas eles têm um nível de vida muito melhor que o nosso.
Não se compare Londres a Lisboa.
E quanto a pagar para entrar nas cidades... Eu pergunto se isso não é o que já sucede em Lisboa por exemplo?! Depois queixam-se que os munícipes continuam a "fugir" dos centros urbanos para a periferia. Com medidas destas, isso acontecerá mais frequentemente.
Se me questionarem se concordo com a diminuição de circulação rodoviária, respondo ser totalmente a favor, porém acharia muito mais funcional aplicar uma medida mais benéfica e não tão penalizadora, tal como por exemplo oferecer baixa de preços nos transportes públicos, ou possível dedução desse encargo.
Apesar do Laboratório Nacional de Engenharia Civil apostar na implementação de portagens (a acumular a tantas outras já existentes), julgo que devem consultar a opinião de quem eventualmente utilize frequentemente a ponte prevista.
Não acham que já se pagam taxas a mais?
Deêm aos portugueses as mesmas condições salariais e de trabalho que os ingleses e ninguém se importará de pagar mais uma ou outra portagem.


CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
lady_blogger disse...

Outra coisa que não percebo...
Se se preocupam tanto com a poluição, por que é que só o diesel é dedutível e o GPL não?
É sabido que o GPL polui menos e por isso deveriam incentivar as empresas a comprar veículos a GPL ou a adaptar os seus veículos.
Qual a explicação fundamentada para tal?
Assim sinceramente parecem não se preocupar com a questão da poluição? Pergunto-me que valores mais altos se levantam?

CC

Maria Mendes

j disse...

Boa Tarde Fernanda.

SOU TOTALMENTE CONTRA O PAGAMENTO DE TAXAS NAS CIDADES, CONSIDERO COMO SENDO CASTRADOR DA MINHA MOBILIDADE INDIVIDUAL.

Acho que algumas associações ambientalistas e outras (como a de cidadãos auto-mobilizados) deveriam preocupar-se com outras questões que não estas, estão a fazer um favor ao Governo com este tema, pois é uma grande desculpa para se criar mais um imposto para os portugueses pagarem.

O PROBLEMA DA REDUÇÃO DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA NAS CIDADES QUE MAIORITÁRIAMENTE TEM ORIGEM NOS TRANSPORTES, DEVE SER COMBATIDA COM A CRIAÇÃO DE VIATURAS TENDENCIALMENTE NÃO POLUENTES E DE TRANSPORTES PÚBLICOS EFICIENTES.

TIREM DA CABEÇA OS AMBIENTALISTAS QUE AS PESSOAS VÃO DEIXAR DE ANDAR DE CARRO, ISSO NUNCA VAI ACONTECER.

PEDRO DE CASTRO disse...

Boa tarde,
Realmente somos um país de ideias peregrinas!
Como é que se quer reduzir a utilização do transporte particular se a rede de transporte público ainda está a anos de ser eficiente e captivante para os utilizadores. Gostamos muito de nos por em bicos de pés e comparar Lisboa com Londres e com outras metropoles, mas a verdade é que Londres possui uma rede de metropolitano que serve a cidade de tal forma que o uso de transporte particular é acessório. Lisboa ainda não está nesse ponto.
Mas já que os senhores governantes gostam de ter estas ideias patetas talvez devessem começar por dar o exemplo e em vez de disponibilizar viaturas ao disbarato para os ministérios, devessem distribuir passes-sociais, porque isto de ter carros oficiais à disposição da familia dos senhores secretários de estado e dos membros dos gabinetes é muito bonito. Eles podem circular com carros pagos por todos nós para andarem a tratar de assuntos pessoais mas nós não podemos circular de carro. Realmente viva a liberdade!
Sejam coerentes e tenham coragem para tomar medidas concretas para a melhoria da rede de transportes públicos. Da maneira que o preço dos combustiveis está a subir não falta muito para as pessoas terem mesmo de largar o transporte particular

vitor disse...

sim concordo desde que tal como noutras cidades europeias se previligie quem circula com veiculos verdadeiramente utilitarios ou ecologicos. em londres estão isentos de taxa veiculos de transportes publicos, prioritarios, e motociclos.
como exemplo eu moro em queijas e circulo de moto diariamente até ao saldanha, esse percurso demora em media 15 minutos de transporte publico com transbordo 1h15 o mais rapido e automovel proprio cerca de 50 minutos.
Qual é a duvida de que transporte devo utilizar e de qual deve pagar taxas?

j disse...

QUEREM OS AMBIENTALISTAS QUE O PAÍS PARE, OU QUE SE PASSE A ANDAR COMO ANTIGAMENTE DE "BICICLETA DE PEDAL" COMO NO TEMPO DA IDADE DA PEDRA, EM RITMO LENTO?

vitor disse...

sim concordo desde que tal como noutras cidades europeias se previligie quem circula com veiculos verdadeiramente utilitarios ou ecologicos. em londres estão isentos de taxa veiculos de transportes publicos, prioritarios, e motociclos.
como exemplo eu moro em queijas e circulo de moto diariamente até ao saldanha, esse percurso demora em media 15 minutos, e de transporte publico com transbordo 1h15 o mais rapido e automovel proprio cerca de 50 minutos.
Qual é a duvida de que transporte devo utilizar e de qual deve pagar taxas?

PEDRO DE CASTRO disse...

engraçado que o sr ambientalista da Quercus tenha na sua garagem dois automóveis...

j disse...

SENHOR FRANCISCO FERREIRA, DE QUEM É A CULPA DAS EMISSÕES DE CO2 DO MOTOR DE COMBUSTÃO, É DAS PESSOAS OU DA INDUSTRIA AUTOMÓVEL???

FAÇAM-SE CARROS ECOLÓGICOS, NÃO SE ANDE SEMPRE A BATER NA CABEÇA DAS PESSOAS.

PEDRO DE CASTRO disse...

por favor, chameme o que quiserem ao táxi mas não digam que é transporte público!! não sejamos hipócritas! O táxi é um carro de aluguer com motorista e de uso particular.

patricia disse...

penso que existem muitos outras medidas que têm que ser tomadas antes de se pensar neste assunto.penso que um dos problemas de portugal é a necessidade de se querer comparar a paises em que não existe comparação possivel com o nosso pais!sou estudante tenho que me deslocar a lisboa para apanhar autocarro para a cidade onde estudo, os meus pais entram em lisboa so para me deixar, ou seja, se essa medida fosse aplicada teriam que pagar para entrar num local onde apenas permanecem 20min? este é apenas um exemplo, mas como eu existem mais pessoas, e situações diferentes. na minha opiniao portugal nao esta preparado para isto!

Sara disse...

Boa tarde!
Concordo com esta medida se e só se forem criadas infra-estruturas para a suportar.
Por exemplo:
Mais SEGURANÇA nos transportes públicos e nos locais de acesso ao mesmo;
BENIFICIOS FISCAIS para aqueles que utilizam os transportes públicos.
Sara

PEDRO DE CASTRO disse...

o grande problema do transporte de Lisboa é que somos uma capital de "capelinhas". Temos a Refer, o Metro, a Carris, etc.. e quando queremos deslocar-nos de forma eficiente temos de andar a saltitar, e a menos que tenhamos um passe combinado, o valor é caro. Para uma cidade com o tamanho de Lisboa devia haver uma oferta integrada. Sou utlizador frequente de transportes públicos e caminhante compulsivo, chegando a percorrer distâncias superiores a 3km a pé quando me desloco. Um pequeno exercício passa por verem a deslocação da Gare do Oriente para Benfica. De metro e pela rede disponivel demora-se 30/40 min. De comboio são 10min. Mas quem tem passe do Metro não pode usar a rede da Refer. É com situações tão simples como esta que querem promover os transportes públicos?

j disse...

Eu gostava de ver as altas individualidades do estado, directores de empresas, juízes, advogados, engenheiros, jornalistas, pais com filhos para a escola,etc, alguns com mais de um emprego, que andam sempre a correr, como corre a vulgar mulher da limpeza ou o operário fabril, a andar a pé, de bicicleta, ou estar horas e horas na fila do transporte público e sujeitas a vários transbordos...deixem de hipocrisia.

Lista N disse...

Boa tarde, Fernanda,
Parece-me óbvio que Portugal não está preparado para a introdução de portagens nos centros das cidades, nomeadamente devido à fraca eficiência de rede de transportes públicos. Enquanto o Porto inaugurou em 2002 o seu metropolitano e tem agora mais de 60 estações, Lisboa inaugurou apenas 10 estações nos últimos 10 anos. É imcompreensível que o metro não chegue a Campo de Ourique ou à Estrela. Funcionar bem não chega, é preciso cobrir eficazmente a cidade.

Miguel Carvalho disse...

Os economistas de transportes são unânimes quanto aos custos que a sociedade acarreta com os automóveis nas cidades: eles são bem maiores que o preço que o automobilista paga. Por exemplo S. Proost and K. van Dender da Universidade de Leuven publicaram em 2001 um estudo na revista Regional Science and Urban Economics onde concluiem que o custo de mais um carro a circular em Bruxelas é de cerca de 1,895 euros por quilómetro! (Sendo que a grande maioria do custo se deve a custos do congestionamento causado) E este custo devem ser os automobilistas a pagar.
A introdução de portagens nas cidades é portanto uma questão de justiça e de boa gestão da mobilidade das cidades.

Miguel Carvalho disse...

A falta de ineficiência dos transportes no centro de Lisboa é uma falsa questão. A principal causa do seu mau funcionamento é o congestionamento causado pelos transportes privados, o que implica que os autocarros se desloquem a 10km/h, logo viagens de autocarro mais lentas, logo menor frequência dos autocarros nas paragens, logo maior tempo de espera e de transbordo, logo maior desconforto de quem os usa por andarem cheios, etc...

Só restringido fortemente o trânsito automóvel é que estes problemas podem ser reduzidos.

MegaChip disse...

27.04.2008 - 17h55 PÚBLICO, com Lusa

A junta de freguesia da Ericeira foi multada em sete mil euros por utilizar óleos reciclados para mover os carros do lixo, em vez de comprar combustíveis fósseis, pelo que o Estado se considera lesado. O presidente da junta, citado pela TSF, já garantiu que não vai pagar a multa.

Joaquim Casado explicou que há vários anos que recorrem aos óleos usados mas que só agora a Direcção-Geral de Finanças do Ministério da Economia e a Direcção-Geral das Alfândegas o informaram da necessidade de legalizar a produção de biodiesel. “Fiz todos os esforços para me legalizar e, depois de preencher uma série de requisitos, fiquei espantado ao deparar que a quota está esgotada no país”, acrescentou o presidente da junta.

A ASAE multou, assim, a Ericeira em sete mil euros por lesar o Estado ao “deixar de comprar combustíveis fósseis”, não arrecadando este “a percentagem de 50 por cento”. Contudo, Joaquim Casado já adiantou que não vai pagar a multa, até porque a freguesia recebe apenas 55 mil euros do orçamento geral do Estado.

O presidente social-democrata já pediu ajuda a vários grupos com assento parlamentar e a várias associações ambientalistas mas obteve poucas respostas. Por agora, os carros de lixo da Ericeira deixaram de usar biodiesel.

A junta de freguesia da Ericeira afirma que foi pioneira na recolha porta-a-porta dos óleos usados que começou por entregar a uma empresa de produção de biodiesel. "Com esse dinheiro comprámos fotocopiadoras para todas as escolas do ensino básico e só mais tarde é que se avançou para a produção própria de bio-combustível", disse Joaquim Casado.

Freguesia sente-se injustiçada por ser amiga do ambiente

"A nossa imagem é reconhecida por muitas autarquias do nosso país que nos visitam e tentam seguir o exemplo dos nossos projectos", afirma o presidente da junta numa carta dirigida a todos os grupos parlamentares da Assembleia da República onde denuncia o que considera "uma sanção injusta" junto de quem "tenta ser amigo do ambiente".

Segundo o autarca, a junta recolhe óleo alimentar "em todos os estabelecimentos de restauração, hotéis e escolas" tendo criado "oleões" de rua junto dos ecopontos. Mensalmente e desde há vários anos a junta de freguesia recolhe entre quatro a cinco mil litros de óleo vegetal usado. Desde Junho de 2007 os óleos são valorizados numa central de transformação onde é produzido bio-combustível e glicerina.

"O respectivo bio-combustível é utilizado em 14 viaturas da junta de freguesia, a parte restante ofertamos aos bombeiros do concelho e às instituições particulares de solidariedade social do concelho, assim como cinco litros ao cidadão comum que o queira experimentar na sua viatura", adianta o autarca social-democrata.

Com a glicerina estão a ser feitas experiências para a produção de sabão e sabonete com o objectivo de ser doado às 144 famílias carenciadas da região. "É de ficar consternado com a atitude que nos é aplicada, sem compreensão, sem apelo à preservação do ambiente, sem valorização ao produto já utilizado, visando única e simplesmente a receita financeira", conclui.

Ao mesmo tempo Joaquim Casado informa que tem em circulação uma viatura modificada que funciona através de um sistema de painéis foto-voltaicos e que utiliza energia solar. "Temos a viatura a circular diariamente sem custos com energia, que é 100 por cento ecológica. Será que teremos que pagar um imposto adicional por aproveitamento do sol?", interroga a freguesia da Ericeira.


Helder Loureiro
Cernache do Bonjardim

Miguel Carvalho disse...

Reduzir este problema ao ambiente, como muita gente aqui quer fazer, é ridículo.
Será que com automóveis 100% verdes, o congestionamento desapareceria???

PTS disse...

Julgo que se deve desenvolver estudos sobre essa hipótese uma vez que existem vários factores que podem condicionar a implementação de taxas para entrar nas cidades. No entanto, imaginemos que entra em vigor essa medida, que sentido faz pagar as pontes em Lisboa, por exemplo. Já noutras cidades de pequena-média dimensão julgo que não se deve executar essa medida pois já são poucas as pessoas que fazem crescer a economia local e regional.

j disse...

AS PESSOAS QUE CRITICAM A INTRODUÇÃO NA NOVA PONTE CHELAS-BARREIRO DE UM CORREDOR RODOVIÁRIO DEVERIAM TER MAIS JUÍZINHO NA CABEÇA, SABENDO TODOS NÓS QUE SE TAL NÃO SE FIZESSE AGORA, MAIS TARDE TERIA QUE SER FEITO, COM CUSTOS INCOMPARÁVELMENTE SUPERIORES. SÃO ATITUDES DE QUEM TEM CONVERSA FÁCIL, SEM SEQUER PENSAR EM PLANEAMENTO OU EM QUESTÕES MONETÁRIAS, SÃO OS TAIS FRANCO ATIRADORES SEM RACIOCINIO LÓGICO. OS FILÓSOFOS DO COSTUME, MAS QUE CONTINUAM A VIVER À CUSTA DO SISTEMA INSTITUÍDO, ACHAM-NO MAU, MAS SERVEM-SE DELE.

Sónia Santos disse...

Moro na margem Sul e estive dois anos alocada a um projecto no Tagus Park (Oeiras). Foi com alguma surpresa que vi num documentário que existe há já algum tempo a consciência de que 60 a 70% do volume de trânsito diário da Ponte 25 de Abril se destina precisamente a esta zona: linha de Sintra e Cascais. É com muito agrado que vejo hoje nas notícias a vontade expressa de se ligarem as duas margens de Lisboa: a Lisboa centro e a lisboa periférica que se estende às linhas de Sintra e Cascais. Se a linha de Sintra tinha já ligação directa ao centro da cidade, a de Cascais permaneceu inexplicávelmente 'quase isolada' até hoje. Quando as alternativas forem uma realidade, quer em termos de oferta quem em termos de preços, que venham as taxas, com as quais, concordo com base nestas premissas.

alberto disse...

Boa tarde.
Sou a favor de pagar e assim diminuir a poluição. Mas com alternativas boas.
Alfragide até Fontes Pereira de Mello de carro 11 minutos(com e sem transito) de transportes públicos 1h 12 minuto(com sorte)

casual disse...

Boa tarde,

Ainda não ouvi referir nesse programa na alternativa que a utilização de bicicleta na cidade de Lisboa constitui em relação ao automóvel. Faço Telheiras Saldanha , verdadeiro planalto, de bicicleta sem uma gota de transpiração. Porque não investir em ciclovias?

Abraço

Ricardo de Oliveira disse...

Boa Tarde,
Moro no Porto e sou utilizador dos transportes públicos (boleia) pois não possuo carta de condução.
Concordo que a chave para a melhoria do transito e ambiente nas cidades reside no maior uso destes. Mas ñao acredito que existam políticas que incentivem tais transportes, como por exemplo explicar que certas carreiras não funcionem sábados e domingos, ou apenas até às 20h, ou com frequencias superiores à 30min.

mamasan + pepito disse...

Sempre andei a pé pela cidade. Agora tenho um bébé de 6 meses e tenho muitas vezes que me deslocar de carro. Moramos no centro da cidade (principe real/são bento) e vamos às consultas à cuf descobertas. De transportes este pequeno trajecto seria caótico. Já experimentaram andar de metro ou autocarro com um carrinho de bébé? Discordo com o pagamento para entrar na cidade! Primeiro tem de se melhorar a rede de transportes!

j disse...

Fez-me rir esta estória do Car-Sharing da Carris!

Cuidado com a ANTRAL.

Teresa disse...

Não serão os impostos uma maneira de segmentação social?
Não seria melhor haver um sistema de portagem de entradas para carros que isentavam quem não possa prescindir dele.
Afinal parece que qualquer dia a cidade que já nem para dormitório serve vai ficar vazia de escritórios e da vida económica.
Agora matam as cidade de uma vez por todas.
Aqui no Porto à noite o deserto instala-se em grandes zonas que já nem habitadas são.
Andar de patins ou bicicleta e mesmo mota é quase um suicídio pois não há vias seguras nem os passeios estão em boas condições para patins.
Taxis também só quem tem dinheiro.
Eu tenho de ir da Boavista à Foz e depois Matosinhos Maia, etc e de transporte público é o dia todo.

Héliocoptero disse...

Desconhecendo se o que vou dizer já foi referido (24 comentários já é um número considerável)...

O problema do uso excessivo do automóvel não é só a poluição atmosférica, é também a perda de espaço de lazer que é reduzido para dar lugar a vias e estacionamento, a quebra na qualidade de vida nas zonas históricas, a monopilização do espaço público por uma única forma de mobilidade e o custo financeiro do ciclo vicioso de responder a mais veículos com mais estradas que, por sua vez, impulsionam mais uso do automóvel. Isto é coisa contrário à ideia de desenvolvimento sustentável...

Dito isto, não há taxa de entrada nas cidade que resulte sem transportes públicos devidamente organizados e diversificados, coisa que não existe.

PEDRO DE CASTRO disse...

Já que o governo está tão preocupado com os transportes e com a saúde dos portugueses, talvez deve-se dar um beneficio a todos os que queiram comprar bicicleta em vez de andar a dar rebuçados aos healthclubs e ginásios. Alguém devia dizer aos nossos governantes que a roda já foi inventada, hoje em dia já nem se lhes pede que inventem nada, apenas que vejam o que já foi implementado lá fora e que se provou que funciona.

barreiro disse...

A nova bilhetica sem contacto, cada operador usa o seu cartão, mas quem paga a modernização do sistema são os cidadãos.
Vai de metro um cartão, vai de barco um cartão, vai de autocarro outro cartão . Afinal isto é para felicitar a vida das pessoas ou complicar e ainda tem de pagar mais 50 cêntimos por cartão "suporte do bilhete".
Qual será a lei que preve que o passageiro tem de pagar o suporte de bilhete ???
Parque de estacionamento junto aos comboios, de borla para incentivar o uso comboio e com segurança .
Exemplo da Linha do Sado nos 34 km, não tem nem um parque de estacionamento.
Assim mais vale levar o carro para Lisboa.
Será isto serviço publico ?????
Preço dos Bilhetes na Fertagus, o mais carro em toda a rede toda transportes de Lisboa.
Setúbal- Lisboa Assinatura 103,65€ Bilhete simples= 4,05€
Exemplo: Estacionamento parque combinado com pré comprado 10 entradas 12.60
Afinal querem que os cidadãos usem os transportes públicos ou o carro?
Assim não vamos lá
Primeiro lucro! depois os cidadãos e o ambiente.

Alcino Costa disse...

Boa Tarde!

Esta medida é na minha opinião hipócrita pelas seguintes razões:
Não são só as cidades de Lisboa e Porto que poluem Portugal, concordo que sim mas não só o que faz desta medida uma medida discriminatória.
Lisboa e Porto não se comparam a Londres ou Milão em infra-estruturas e em civismo dos seus habitantes.
A nossa rede de transportes não está preparada para o acréscimo de utilizadores.
Como é que vai ser no verão com os turistas? eles vão saber usar os nossos transportes publicos se assim o desejarem?
Faz sentido não pagar portagems em Agosto nas pontes de acesso a Lisboa e depois pagar portagem para entrar na cidade?
Quem quizer utilizar transportes alternativos amigos do hambiente vai ter condições para o fazer?
Se quizer andar de bicicleta vou ter pistas para ciclista? as empresas vão aceitar que os funcionarios cheguem transpirados ao trabalho porque usaram uma bicicleta?
Os taxis vão continuar a cobrar taxas por se usar a bagageira?
Vou poder fazer-me acompanhar do meu cão nos transportes publicos?
São só os carros dos particulares que poluem? e se sim fazem-no mais do que os transportes publicos?
Se o nosso governo está tão preocupado com a poluição automóvel, porque é que aplicou uma multa á junta de freguesia da Ericeira de cerca de 7000 euros por causa de os camiões de recolha do lixo usarem biocombustivel em vez de combustivel fossil?
Pura Hipocrisia!

Alcino Costa - Porto

O Ovo disse...

Julgo que a questão maior aqui não se trata da implantação de portagens à porta das cidades. Mas sim da melhoria da nossa rede de transportes públicos. Por se tivessemos um meio que nos levasse cómodamente, sem custos exagerados e com segurança desde à porta da nossa casa até aos nossos empregos, faculdades ou até ao museu que nos possa interessar visitar, seguramente que este seria o meio de transporte preferido. Porque tendo em conta que os custos inerentes aos automóveis estão cada vez maiores (já para não referir os custos dos combustiveis) e como podemos verificar nos meios de comunicação diários, andar de automóvel já não nos transmite a segurança até então dada como certa(o problema do car-jacking). Ou seja, talvez uma solução viável seria tomar sérias e fortes medidas em conjuntos com as Câmaras Municipais, as redes de transportes colectivos e as forças de segurança pública de modo a que os seus passageiros podessem não só deslocar-se nas chamadas "horas de ponta" e somente para os locais de maior procura, como também o fizessem na máxima segurança e ainda conseguissem deixar os seus veículos particulares em parques de estacionamento sem taxas ou com taxas muitos mais reduzidas.

j disse...

VAMOS VOLTAR AO TEMPO DOS FLINSTONES ENTÃO...SUGIRO QUE AS ELITES DESTE PAÍS TAMBÉM PASSEM A ANDAR A PÉ.

AG disse...

Porque Lisboa não são só as 7 Colinas, porque não tirar partido da frente ribeirinha ?

Imaginem...como seria.

j disse...

ISSO É HIPOCRISIA SENHOR JORNALISTA, O SENHOR SABE QUE ISSO NUNCA VAI ACONTEÇER.

cor de laranja disse...

Boa Tarde,

acho muito curioso o pais cor de rosa que os Srs estão a pintar no programa, tudo muito maravilhoso.
Eu tenho 2 empregos porque necessito de fazer face aos aumentos absurdos.
Como nao consegui adquirir casa em Lisboa tenho de me deslocar de carro, nao pela comodidade mas para poder chegar a horas e rapidamente de um trabalho para o outro.
Claro que podia ir de bicicleta, faria 80 kms por dia, bem bom..
e claro que ao sair do 2o trabalho ás 00h00 corria o risco de ser atropelado ou assaltado, mas o que é a vida sem riscos nao é?
Transportes?
pesquisem os horarios dos transportes para as periferias e espantem-se com a falta dos mesmos.
Atentamente

Héliocoptero disse...

Pergunta: qual o espaço para bicicletas previsto no plano de reabilitação da Baixa-Chiado? Há terreno plano, o projecto de recuperação é recente... e a mentalidade é de quando?

j disse...

Cor de laranja, não se preocupe, estes senhores vão arranjar-lhe um emprego de part-time, 4 horas por dia, só de manhã ou só de tarde, à sua escolha, mas com salário de Ministro, para que possa andar a pé ou desfrutar do transporte público nas restantes 4 horas.

Héliocoptero disse...

Tendo eu tido o prazer de viver na Suécia durante um ano, posso confirmar que o que se disse a respeito do uso de transportes públicos por membros do governo na Finlândia é verdade para a Suécia também.

Deputados, ministros, professores catedráticos, alta-hierarquia da Igreja Sueca, o uso de bicicletas e de transportes públicos é generalizado. E sem complexos a respeito disso, ao contrário do que sucede em Portugal, país onde todos são doutores e ter carro é uma questão de prestígio como se de ar para respirar se tratasse...

Miguel Carola disse...

Concordava com a medida se o poder económico dos portugueses ñ fosse tão baixo. Mas deviam ser criados os equipamentos necessários para todos os cidadãos optarem por uma mobilidade mais ecológica e saudável, virar as cidades mais para as pessoas e menos para os carros...

esclare disse...

Aqui está uma ideia para reduzir os automóveis na cidade: www.deboleia.com