terça-feira, abril 29

Quais as necessidades sociais do país?

Portugal vai ser alvo de um levantamento das necessidades sociais mais prementes. Todos sabemos quais os sectores que necessitam de intervenção rápida e urgente: da educação ao emprego, da saúde à qualidade de vida, passando pela participação democrática.
Numa altura em que o congresso sobre Inovação Social começa, o Sociedade Civil quer discutir com todos os portugueses os modelos sociais actuais e a razão dos seus sucessivos falhanços.

19 comentários:

jon disse...

Os modelos sociais actuais falham por vários motivos, em especial devido à mentalidade das pessoas no geral, governantes e empresas.

Em específico refiro a questão do egoismo e superficialidade, de não haver mais compreensão, compaixão, entre-ajuda e solidariedade pelas pessoas mais carenciadas.

Também é muito importante referir os graves erros realizados pelos governos, por este governo que fecha tudo o que é público (saúde, educação, apoios) para dar espaço aos privados, e também para a aprovação de projectos megalómanos e INÚTEIS, que só favorecem os interesses económicos das empresas, como é o caso do TGV (inútil num país pequeno), de uma nova ponte (duas é suficiente), e em especial do novo aeroporto, o grande elefante branco, visto que para além de desnecessário porque o antigo consegue aguentar o trafego, como os combustíveis estão a aumentar sem parar (e NUNCA mais vão descer), vai chegar a uma altura dentro de poucos anos que só viajam de avião os que tiverem muito dinheiro.

No total, estes 3 projectos megalómanos e de doidos, vai custar ao estado (a TODOS NÓS), mais de 15 mil milhões de euros.

Se todo esse dinheiro fosse usado para construir hospitais, centros de saúde, escolas, centros de apoio a pessoas carenciadas, apoiar organizações humanitárias e ambientais, etc etc... seria mais que suficiente para eliminar toda a pobreza em portugal e fazer com que o nível de vida em geral subisse e muito.

Então se assim é, porque os governos não utilizam o dinheiro desta forma? Porque não dá lucros para os empresários/empresas.



É um vergonha a mentalidade retrógada, egoista e economicista que politicos e empresas têm.

Zaida disse...

Boa tarde, confirma-se a minha opinião sobre a "desgraça" no nosso pais - de salientar q até se confirma pelos dados do inquerito aqui online... ops portugueses relegam p ultimo plano a educação... (ou quase ultimo plano) e enquanto isso acontecer o pais não evolui!!!! 1º EDUCAÇÃO e o resto vai melhorando... mas assim, se continuamente os pais e educadores e portugueses no geral, não dão a devida importancia á educção... vamos ter sempre problemas q não vamos conseguir resolver.

roler33 disse...

Olá Fernanda Freitas,

Claro que as opiniões podem ser múltiplas, conforme os interesses de cada um.
Penso que o interessante é pensar nos interesses imediatos para o país.
Eu entendo que a curto prazo o desemprego é um flagelo a combater e os milhares de desempregados que o digam.
A segunda necessidade imediata do país é a educação, que interssam a médio e longo prazo.

Sem querer desenvolver mais, apenas digo:

- sem emprego não há incentivo ao estudo, nem as famílias investem nisso;
- sem educação nunca passaremos de um país mediocre.

Cumprimentos,
José Maria Bompastor
(Psicólogo Social)
(Mestrando em Gerontologia Social Aplicada-Univ.Católica Portuguesa/Braga)

helena disse...

Boa tarde,

É a primeira vez que aqui deixo um comentário.
Como estudante universitária, e depois de uma breve experiência como professora, penso que na área da educação existem sérias necessidades.
Nos últimos anos fala-se de várias medidas e esforços feitos no sentido de as colmatar, mas a cada dia os problemas se tornam mais evidentes.
O descréscimo da credibilidade das instituições de ensino junto de gerações mais velhas leva a que os próprios estudantes percam a confiança na sua formação, o que gera uma cada vez maior falta de motivação e ambição profissional.
Chegada a altura de procurar emprego, vemo-nos deparados com uma brutal oferta de estágios que na maioria das vezes acabam por não levar a qualquer segurança profissional. Como já tanto se falou, acabamos por ser uma geração adiada.
Acredito que todo este tipo de problemas estão primariamente relacionados com os problemas da educação.
É urgente que haja uma consciencialização dos jovens estudantes e trabalhadores, para que haja uma mudança de mentalidades e consequentemente uma mudança da precária realidade em que vivemos.

Grata pela atenção,

Helena Garcez Palha
(estudante da F.L.U.L./tradutora)

Zaida disse...

voltei p referir, q sem educação, nem é fácil arranjar emprego... e cada vez pior, o nosso pais deixou de ter a oferta q tinha p as pessoas q mal andaram na escola, passamos a ter exigencias de conhecimentos... por isso temos q aumentar o nivel de escolaridade e a importancia q os jovens e educadores e o pais no geral, tem de dar mais importancia à educação... senão vão trabalhar onde?... não há milagres... temos tantos estrangeiros a trabalhar cá naquilo q nem os portugueses com baixo nivel de escolaridade querem por cá fazer, ou seja, cá poucos querem ser empregadas domesticas ou de limpeza ou de construção civil mas se forem lá para fora já o vão fazer só porque vão ganhar mais (ora ganham mais em relação ao nivel de vida do pais p onde vão, mas vão ser sempre "os escravos" e vão ter de fazer sacrificios enormes para poupar e guardar dinheiro - por isso temos tanta migração... os portugueses "parare q preferem ir pra fora" e depois Portugal já atrai cada vez mais pessoas de leste, já p não falar do Brasil ou Africa p virem melhorar a sua vida em Portugal... e como fica a classe média portuguesa? q isso sim mostra qual o nivel de vida de um país???... estamos a ficar com a classe media cada vez mais pobre outra vez... e parece q não valoriza ainda o estudo o suficiente... e ainda temos as calsses mais baixas a não valorizar nada a escolaridade, quando até as pessoa de leste q vieram pra cá trabalhar, valorizam a formação e educação dos seus filhos... incrivel como as mentalidades são diferentes... esses vÊm pra cá ganhar o dinheiro q não conseguem ganhar no país deles, mas não descuram a educação dos filhos, pelo contrario... incentivam e prioratização como sendo o melhor q podem dar oas filhos p eles melhorarem e conseguirem uma vida melhor... enfim... não somos já os analfabetos de antes do 25 de Abril mas afinal parece q continuamos a ser na maioria "analfa-brutos" por opção e teimosia... q desgraça... temos tudo p ser um pais melhor

Zaida disse...

pois, outros temas do vosso programa têm merecido mais comentarios q este? e porquê? é mais facil "votar e queixar " como é habito da mentalidade portuguesa... agoa escreverem opiniões validas e sugestões isso é pra poucos como se vê...
Melhorem e reformulem a educação! O pais precisa é disso...

sonharamar disse...

Só um bom emprego pode aumentar a qualidade de vida. Com um sistema de saude publico tão degradado só tem acesso a um serviço de saude de qualidade quem tem dinheiro para o poder pagar no sector privado. De que serve a educação neste país? há doutorados desempregrados há milhares de licenciados sem emprego e muitos mais a trabalhar em cadeias de fast-food e afins. De que serve a educação se não permite um emprego de acordo com as competencias adquiridas durante o ensino?

María disse...

Educação, sim, claro!! Mas e o emprego? Quando as famílias têm mais do que um desempregado em casa? Por exemplo, num casal, os dois estarem desempregados?... Considero que este problema é absolutamente essencial simplesmente para que "se exista". Se não se tiver dinheiro para se comer, por exemplo, nem sequer existimos para nos educarmos.

paula disse...

olá eu sou mãe da Maria. A pequenina que aparece na reportagem com os drs. palhaços. eles já fazem parte da vida e do dia à dia dos meninos do ipo. No caso da Maria ela tem noção dos dias que eles lá passam e vibra com isso
Obrigado drs. palhaços


Julgo que no nosso país, a~maioria da população não tem motivação nem disponibilidade para o voluntariado. As pessoas desdobram-se para ter dinheiro para as suas necessidades básicas. sem dinheiro não há motivação....

helena disse...

tal como a zaida, voltei para referir alguns pontos que tinha esquecido no primeiro comentário.

O emprego é seguramente uma das coisas mais importantes, mas para que haja a criação de postos de emprego com maior qualidade, é necessário que haja mão-de-obra suficientemente qualificada e capaz para os ocupar.

Como se consegue essa qualificação da mão-de-obra? Através de uma melhoria da educação, mas uma melhoria definitiva e real, que para operações estéticas como a recente alteração dos currículos universitários à luz do processo de Bolonha "já não há paciência".

Parabéns pelo excelente trabalho desenvolvido neste programa!

Pintol disse...

Inovação não é tecnologia, mas também não é só social. vivemos num mundo natural, económico e social. Só pela integração destes domínios podemos fazer inovação sustentável. infelizmente não é essa a visão do País e dos planos de desenvolvimento. vejam http://cdp.portodigital.pt

LUIS disse...

boa tarde, quero desde já parabenizar o vosso programa pelas fabulosas questões que nele se levantam e discutem, e no caso de hoje, apenas quero salientar para o facto da impotância da integração social. pois, se esta não existir todo o resto também não existe. como podemos levar uma criança à escola para que tenha algum sucesso, se não estiver devidamente integrada na sociedade? como posteriormente conseguirá emprego? provalvelmente enveredará por um estilo de vida menos saudável. resumindo a integração social é de MAXÍMA PRIORIDADE para que se possa almejar tudo o resto. obrigado

osmar disse...

Os baixos níveis de formação dos nossos empresários são a principal causa do nosso atraso. Pecha mais grave que a falta de formação geral dos portugueses. Basta constatar como são considerados trabalhadores produtivos os nossos emigrantes, nomeadamente em países com economias competitivas. O seu enquadramento em sistemas geridos por quadros com formação superior disfarça as falhas escolares desses trabalhadores.
O problema é geracional e só tenderá a esbater-se com uma aposta global na educação.
Mais e Melhor Educação e menos betão.
Osmar

Ana Ferreira disse...

Considerar que determinadas áreas ou domínios necessitam de mais intervenção que outros e que por isso carecem de mais necessidade, é um pouco limitativo.
O sistema social só poderá funcionar se houver um todo, articulado e uno de áreas de intervenção a funcionarem, activamente, ao mesmo tempo. Restringir numa escala limitativa, a necessidade de uma maior manipulação em determinado domínio concreto faz com que as políticas públicas sejam implementadas de uma forma fragmentada. Na realidade há necessidades globais e como tal deve haver uma intervenção holística. Se por um lado, cada área vive um défice “patológico”, é sabido, também, que por outro, a necessidade numa área de intervenção exige e origina a detecção de necessidade em outro domínio. Por exemplo, se há não emprego, há menos capacidade monetária para responder a um total, harmónico e óptimo estado de saúde.
Todas as áreas são vitais para o funcionamento harmónico dos indivíduos e da sociedade em geral. Elias falava que o estado civilizacional foi atingido em determinado momento da história da sociedade, mas penso que este só será atingido na sua totalidade se especialistas de diversas áreas encontrarem respostas directas e claras para a desigualdade, discriminação, exclusão e crime. Além disso, se há claras desigualdades na saúde, emprego, educação e outras áreas, isto pode dever-se às relações de poder ou de dominação. Ainda considero que vivemos numa sociedade de elites e estas dominam e criam patamares tão baixos para o resto da sociedade, que a capacidade das últimas em reagir às dificuldades encontradas vê-se atingida, bruscamente.

Pedro disse...

boa tarde!!!
Venho por este meio dar-vos os Parabens pelo vosso programa!!!
Parabéns!!
Bom Trabalho!!!

Carlos disse...

Para mim o grande problema da nossa sociedade é o desinteresse da nossa classe de políticos pelo desinteresse em que se enconytra o nosso país. Como é possível deixar cidadãos portugueses contribuirem para a economia espanhola. Que os nossos filhos vão nascer a espanha, que um idoso receba uma pensão de 200€ por mês e ver "ciganos" que nunca trabalharam e em nada contribuiram para o desenvolvimento do nosso país a receberem 500 e 600€. Que raio de justiça social é esta?

maria disse...

As necessidades sociais em Portugal são muitas e em diversas áreas. Deste modo torna-se cada vez mais dificil encontrar soluções para todas. Assim sendo tudo o que possamos dizer não passam de alertas e chamada de atenção porque na prática pouco temos avançado. Vou deixar apenas uma questão. Porque motivo os especialistas em ciencias sociais ainda sentem dificuldade em se afirmar no mercado de trabalho? Será que algumas mentalidades ainda não chegaram ao Sec XXI?
Deixem trabalhar os Sociólogos e outros especialistas capazes de apresentar soluções! Mas por favor tenham consideração pelos estudos que estas equipas (que até devem ser mistas)apresentam. Os prórpios organismos do Estado não estão a aproveitar completamente estes saberes.
Obrigado pela oportunidade

silvia disse...

Boa tarde!
Parabéns mais uma vez pelo programa.
Obrigado a todos que de alguma forma contribuem para um país melhor.
Agradeço a todos os voluntários que tornam os dias nos hospitais menos penosos e a todos os profissionais que dão o seu humano contributo que vai muito além do pré-estabelecido profissionalmente.
Sugiro que a nível da educação se faça o mesmo,existem tantos profissionais desempregados que certamente teriam muito mais a ganhar(experiência),se praticassem de alguma forma voluntariado nas escolas,ajudando em actividades pós horário lectivo,na integração de elementos considerados mais criticos ou com maior dificuldade.de aprendizagem.Claro que ninguém vive só de ajudar,mas entre estar desempregado,sem nenhum projecto em curso creio que mesmo sem recompensação financeira é bem melhor mantermo-nos ocupados,e com a grande vantagem que estamos a contribuir para uma sociedade mais educada e integrada.

lady_blogger disse...

A conjuntura social actual "anda pela rua da amargura". Desde dinheiro, a bens de primeira necessidade e até de afectos a nossa sociedade carece por demais. Tantas são as coisas que precisam de reformas para mudar esta dura realidade. Reformem o ensino, apostem na educação, criem hábitos de poupança, prestem melhores apoios em questões de saúde, e garantam a empregabilidade, etc, etc, etc...

CC

Maria Mendes