terça-feira, abril 8

Quando e como fazer um check-up?


Numerosos genes influenciam a predisposição para doenças bipolares, mas um único gene duplica o risco de uma crise cardíaca em 20 % dos doentes que tenham duas cópias desse mesmo gene. Esta foi apenas uma das conclusões do maior rastreio genético de sempre, realizado por investigadores de todo o mundo, o Wellcome Trust, e divulgado no ano passado. Esta investigação abriu caminho a diagnósticos mais eficazes e personalizados.
Quando as famílias portuguesas gastam 5,4% do orçamento mensal em saúde, em contas relativas a consultas médicas e idas a hospitais coloca-se a duvida: será que estes custos se reduziriam se os portugueses recorressem mais à medicina preventiva e a exames regulares? Com a realização de um check-up podem identificar-se elementos de risco ou factores de predisposição genética para determinadas doenças. Existe ainda o conceito do “diagnóstico precoce”, em que nas primeiras fases da doença são reveladas alterações perceptíveis apenas em exames auxiliares. No entanto, há numerosos factores exteriores que interferem no estado de saúde dos indivíduos – o stress, a poluição, os hábitos sedentários...e nestes casos, prevenir continua a ser o melhor remédio.

15 comentários:

lady_blogger disse...
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lady_blogger disse...

Já dizia o velho ditado: "Mais vale prevenir que remediar!"

Levar a vida sem grandes excessos, e consultar o médico pelo menos anualmente é uma boa forma de despistagem de problemas de saúde.

CC

Maria Mendes

António disse...

Ó Senhor Dr.,

Se misturar os dois sexos, é realmente a solução para tudo. Menos , muito menos gente nos hospitais, e aumento de natalidade.
E como é lindo criar um bébé. E se as mulheres derem maminha, muito menos, mas muito menos crancros. É só vantagens.
Abraço e parabéns por sem querer ter dito uma grande verdade.

Anttónio

Ana Ferreira disse...

É sabido que ao longo do tempo as mulheres têm mais psicopatias e sociopatias que os homens. No entanto, as mulheres são alvo das últimas em curtos espaços de tempo, ou seja, têm quedas mais frequentes que os homens. Já os homens detêm doenças mais duradouras, talvez porque os homens apresentem, na sua maioria, mais comportamentos viciados e de risco. Apesar de nascerem mais homens que mulheres, há mais mulheres que homens, porque, de uma maneira geral, eles morrem mais cedo. Assim, geralmente o comportamento dos homens é mais problemático que o das mulheres, à parte as excepções.
Uma outra análise aponta para o sistema de género, ou seja, a mulher é culturalmente o elemento principal na cura da doença. De facto, os campos da saúde e da religião, relacionados entre si e com práticas mágicas foram de atribuição eminentemente feminina. No quotidiano doméstico a mulher, nomeadamente a esposa-mãe, era o agente de saúde principal. Era ela (e, em escala decrescente, ainda é) quem detinha os saberes tradicionais relativos a doenças e remédios, quem administrava a cura e cultivava plantas medicinais. Com frequência, eram também mulheres as especialistas que atendiam a comunidade como um todo: parteiras ,raizeiras, rezadeiras, benzedeiras, etc... Esta vocação sempre lhes conferiu prestígio e reconhecimento social.
Ora, a grande articuladora entre o espaço familiar e de prestação de saúde fora a mulher. Era ela quem transformava um agregado de espaços separados num todo articulado. De facto, a casa sempre foi o centro de toda a actividade familiar: espaço de socialização e de sociabilidade; de religiosidade; de cuidados com a saúde; de reprodução alimentar, componente esta do "campo feminino". Tal como já foi referido, a mulher era o principal agente de saúde da família, além de prestar serviços relativos à saúde para a comunidade em geral. Hoje, porém, são só as mulheres mais velhas que exercem esta actividade. Contudo, todo o saber tradicional não se transmite mais, ou se transmite com muito menor frequência às mulheres das gerações mais jovens.

PEDRO DE CASTRO disse...

Boa tarde Fernanda e convidados,
Infelizmente não temos ainda uma cultura de medecina preventiva embora se começem a verificar mudanças positivas. Eu pretendo partilhar a minha experiência e a tremenda sorte que tive ao me ter sido diagnosticado um melanoma quando tinha 25 anos e quando ainda estava na 1ª fase de desenvolvimento e que me permitiu recuperar com a realização exclusiva de cirurgia. Hoje com 28 anos continuo a fazer as consultas de rotina e até hoje não voltou a ocorrer novo melanoma. Este diagnóstico aconteceu numa consulta em que eu pretendia saber que tipo de sinais cutâneos tinha. Longe de mim alguma vez achar que tinha cancro, nunca tinha tido sintomas. Apenas ao longo da minha adolescência tive os descuidos de resultaram nesta situação, os famosos escaldões que quase todos já tivemos.
Por isso recomendo a todas as pessoas para fazerem uma consulta de rastreio, aprendam a conhecer o vosso corpo e a ler os sinais. O cancro não é um papão e quanto mais cedo for detectado melhor são as possibilidades de cura.

António disse...
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António disse...

Ana Ferreira, devo dizer-lhe, comentário bem correto e muito lúcido.

E realmente a maior parte das doenças, são promovidas, pelo nosso mau estar, pela nossa infelicidade. Certo, também é a má prática de lidar com materias e matériais perigosos.

Anttónio

BM disse...

E o problema das rastreios de óptica que não passam de uma autêntica "caça" ao cliente. Em muitos casos o rastreado não tem problema algum, e no entanto ao dirigir-se à óptica que fez o ratreio, l"receitam" uns óculos para descanso.

clara teixeira barradas disse...

“O órgão do corpo humano mais sensível aos efeitos cancerígenos da radiação é a mama”, diz o Dr. John McDougall, diretor clínico do Hospital Santa Helena, em Deer Park, Califórnia. “É ainda mais sensível do que a medula óssea, o pulmão ou a tiróide”.

Como o dano causado pela radiação é cumulativo, os exames feitos anualmente aumentam o risco de câncer da mama causado pela radiação absorvida.

A mamografia digital tem menos radiação?

Gostaria q os seus convidados comentassem estas afirmações,

carica disse...

Boa tarde,

Basicamente gostaria de saber que tipo de resposta teria junto do médico de família se o visitasse com o objectivo de realizar um check-up, visto que tenho 28 anos.
Pergunto isto, porque embora já me tenha lembrado da importância de fazer um check-up por diversas vezes, tenho desistido quando me lembro das enormes listas de espera que existem mesmo para exames simples, que levam à demora de meses para realização de um mesmo teste.

Obrigada, Ana Chagas

Hugo disse...
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António disse...

Será possivel que não ouviram a noticia de que foram detetádos vários laboratórios sem licenciamento?

Anttónio

catarina disse...

A minha ginecologista diz que o cancro da mama está a surgir cada vez mais precocemente e, como tal, recomenda mamografia a partir dos 36, 37 anos e não a partir dos 40, como antigamente se preconizava. Estão de acordo?
Se alguém tem propensão à falta de Ferro, pode fazer rastreios "rápidos" na farmácia?
Cumprimentos e parabéns pelo programa!
Catarina Ramos

Hugo disse...

Boa tarde!! Referente ao tema de hoje posso dizer que os rastreios não funcionam tão bem quanto deveriam. Uma tia minha detectou uns quantos nodulos num dos seios, tinha na altura 34 anos. Foi a um médico da especialidade, fez uma mamografia. Até aqui tudo muito normal não fosse o facto de o médico dizer-lhe que ela era muito nova para ter cancro da mama e que voltasse a consulta-lo quando tivesse 40 anos que aí já se poderia avaliar ela tinha cancro ou não. Quer dizer os nódulos estavam la, mas só quando ela tiver 40 anos é que podem sabem se são ou não perigosos. E se até la os nódulos degeneram em cancro? uma pessoa não pode ter cancro da mama antes dos 40 anos? Acho vergonhoso aquilo que fizeram a minha tia, ter de esperar até aos 40 anos para saber se tem ou não cancro. Ela agora não tem mas poderá vir a ter devido aos tais nodulos, não seria melhor remove-los imediatamente do que ficar na incerteza de poderem vir a degenerar em cancro ou não? Depois dizem que as pessoas não fazem rastreios e não se previnem, aqui está um dos motivos.

Castro disse...

Eu pertenço ao Centro de Saúde de Serzedelo em Guimarães e para fazer um Exame Periodico é muito rápido demora cerca de 4 meses sem exagero,(2 meses para a consulta com o Sr.Dr.Castro,3 dias para obter os resultados e o restante é aguardar para mostrar).
Ora bem mas se eu for um tipo porreiro posso sempre passar pelo consultório particular do Sr.Dr.e pela modica quantia de 50€ (isto se já não aumentou)mostrar os exames no mesmo dia.
No ano passado dirigi-me ao meu centro de Saúde com problemas Gastro-intestinais, se fosse pelo método tradicional com consulta marcada teria de esperar 2 meses mas então resolvi sair mais cedo do trabalho (turno 22h|06h) e como existe 8 vagas poderia ter sorte senão fosse o 10ºpaciente a chegar.
Como não valia a pena aguardar fui embora telefonei para o Centro de Saúde para falar com o Sr.Dr.Castro que me atendeu a chamada identifiquei-me disse-lhe os meus sintomas e pedi-lhe se me podia atender...aguardei uns 20 segundos e ele disse "não".
Se calhar foi consultar se eu era paciente do seu Consultorio Pessoal...digo eu.
Então o Sr.Dr. disse para passar por lá para levantar uma Guia na secretaria para me dirigir ao Centro de Saúde de Fermentões.
Quando eu cheguei á secretaria para levantar a dita Guia a funcionária dirigiu-se ao gabinete do meu médico de saúde para a rubricar (nessa mesma altura constatei que não havia lista de espera nem havia ninguém a ser atendido no momento pelo Sr.Dr.) e voltei a pedir para ser atendido o que me foi prontamente recusado.
Eram umas 13h50 quando cheguei ao Centro de Saúde de Fermentões fiz a ficha aguardei 3 minutos para entrar a Srª Drª que me atendeu estava mesmo pronta para almoçar ás 14h (a mesma fez questão de referir)atendeu-me com uma enorme simpatia e atenção estive a ser consultado cerca de 20 minutos com diagnóstico e conselhos) depois de levantada a receita médica comecei a melhorar finalmente.Infelizmente não me lembro do nome da SrªDrª mas fica aqui o agradecimento a todo o Pessoal do Centro de Saúde de Fermentões - Guimarães.
Bem Hajam
Quanto ao ainda meu médico de familia só espero é que o SrºDrº não venha cair nas minhas mãos...