sexta-feira, junho 13

Laços de vizinhança

O último Eurobarómetro revela que em Portugal 950 mil pessoas vivem com menos de 10 euros por dia e que a pobreza afecta 52 % das famílias portuguesas. Uma das soluções apontadas para diminuir estas desigualdades é apostar nas redes de pertença social, desde a família às redes de vizinhança, até aos grupos de convívio. Numa cidade como Lisboa, com cerca de 600 mil habitantes, ao como o Porto, com perto de 400 mil, queremos dar a conhecer projectos de inter-ajuda, organizações que lutam por melhores condições de vida das zonas onde estão instaladas. Vamos dar-lhe a conhecer o papel destas instituições em criar oportunidades aos seus habitantes e de que forma os ajudam a integrar-se nestas pequenas comunidades.

22 comentários:

Carlos disse...

Eu tenho como experiência própria em como coabitar com vizinhos se torna muito difícil. Eu fui proprietário de uma fracção, onde existiam trinta e seis condóminos, onde não "conhecia" ninguém. Mudei recentemente para um local mais sossegado, com oito condóminos, no entanto só consegui manter uma relação de verdadeira vizinhança com um vizinho. A experiência prática que eu tenho sobre vizinhos, é quanto menos confiança melhor.

lady_blogger disse...

O prolema é que os ricos estão cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais pobres - nada que já não tivesse sido dito e repetido.
Um ponto quanto a mim negativo sobre as tais instituições de ajuda, é que muitas delas ou esperam algo em troca ou estão vinculadas a uma qualquer religião. Outro aspecto negativo é que não raras vezes essas tais instituições acabam por estragar bens que a outros dariam utilidade.
Quando se fala em ajuda humanitária, geralmente pensa-se mais nos pobres de 3.º Mundo do que por exemplo no vizinho que não tem o que jantar, ou naquela idosa que vive só e desamparada.
Deviamos pensar em ajudar primeiro quem está próximo de nós, pois aí sabemos que realmente as dádivas foram bem empregues e que chegaram ao destino.
Ajude-se quem vive em Portugal, e talvez um dia poderemos ser muitos mais a ajudar quem está noutros países também necessitados.

CC

Maria Mendes

Inês disse...

Sério Fernanda? Condomínios para pessoas, distinguindo-as pela profissão ou pelos gostos????
Estou surpreendida!!! Se eu habitasse rodeada de juristas, como eu, acho que desaprenderia muito do que sei. Não no sentido académico, mas na perspectiva da filosofia de vida, do bem viver.

Estou rodeada de pessoas diferentes, com gostos diferentes, com habilitações literárias admiráveis e SEM elas, mas todos com algo para me ensinar e colho de todas estas pessoas um pouquinho para a minha ENORME E BELA VIDA.

Bom trabalho para a LAÇOS DE VIZINHANÇA :)

lady_blogger disse...

Ontem fui ver as Marchas, perdi as 5 ou 6 primeiras, e vi até ao final.
A Fernanda participou nas Marchas no ano passado. Este ano não a vi... Foi madrinha de alguma?

CC

Maria Mendes

P.S. Boa Sexta 13 e bom feriado para os residentes em Lisboa.

Carlos disse...

Boa tarde.

Eu sou de uma pequena aldeia na Beira-Alta, chamada Pisão que pertence ao concelho de S. Pedro do Sul, Viseu.

Nesta pequena aldeia com menos de 100 habitantes, há vizinhos de todo o modo e feitio.
Desde pessoas que só gostam de ajudar os outros até ao outro extremo em que só estão bem se os outros estiverem mal...

Carlos Almeida

JayP disse...

Boa tarde.
Acho que há um factor que alterou por completo a relação entre vizinhos. Enquanto que antigamente os vizinhos se apoiavam e ajudavam mutuamente porque acreditavam que ajudar aqueles que estavam mais próximos era benéfico também para eles próprios, hoje em dia as pessoas tornaram-se mais competitivas e egoístas e acham que ajudar aqueles que estão mais próximos é "oferecer" condições aos outros que não lhes oferecem a eles.
Parece-me a mim que o conceito de vizinho tornou-se num tópico pejorativo, comutando significados como incomodativo ou indesejado.
Como estudante universitário que sou tenho a oportunidade de interagir com várias pessoas e contactar com as mais diferentes nações e mentalidades mas é em minha casa, na vizinhança que mais conheço que me sinto mais deslocado e menos apoiado pela vizinhança que se mostra empenhada em embutir um clima de competição e inveja constantes.
No entanto, em casa dos meus avós, há num ambiente em que os vizinhos ainda preferem fazer as suas compras nas lojas dos bairros e evitar as grandes superfícies e assim evitam divergências entre vizinhos e promove-se a consciência social!

lady_blogger disse...

Carlos, por acaso eu conheço a sua aldeia, e até conheço por aí alguém. Como o mundo é pequeno...
Há laços até num mundo distante...

CC

Maria Mendes

António disse...
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lady_blogger disse...

Parece-me que o SC hoje estava
previamente gravado.

CC

Maria Mendes

Ana Ferreira disse...

Quanto mais fortes forem os elos de ligação, mais coesos são os grupos sociais. São caracterizados por maneiras de pensar, sentir e agir justificadas pela coerção e pela exterioridade. No entanto, podem ocorrer socializações consecutivas, ou seja, a transmissão dos valores, normas, princípios, de todo um quadro codificador é feita ao longo de todo a trajectória de vida, pois não há uma adaptação a uma única situação social e a um único espaço de vivência. Pode-se mesmo falar em identidades e pluralismos. O percurso de vida exige que os actores sociais se adaptem a diferentes contextos sociais e reproduzam, embora de uma forma diversificada, uma série de traços culturais dada a condição de produto e produtores de cultura. Ou seja, os grupos criam formas de dinamismo social.
Contudo, os grupos sociais são mais próximos por semelhença do que por diferença, isto é, todo aquele que é visto como “estranho”, estrangeiro ou deslocado passará a ter que responder a toda uma cultura, a um estilo de vida e a modos de interacção diferentes dos de origem. A cultura de evitação reside em incutir, muitas vezes de forma forçada, um conjunto de modos de vivência que não respeitam a diferença. Isso pode também estar ligada à construção social de ideias pré-concebidas e pré-formatadas de determinada comunidade, isto é, os “boatos” culturais que não respeitam essa diferença inibem novos residentes. A comunidade de intervenção deve, aqui, ter um papel activo e compensador, levando, deste modo,à intensificação dos laços e das redes sociais.

António disse...
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António disse...
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António disse...
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José Maria Afonso disse...

Nao é por acaso que se diz que sem dinheiro nao há NADA,
pelo menos sem trabalho e ainda assim!?
depois deste pequeno pormenor resolvido e de todos estarem ocupados(que quer dizer distraidos),
de todos terem as condicoes minimas
(quer dizer ditadura moderna, no caso da classe media),
ai sim se podera fazer alguma coisa com tudo o que se quizer.

AG disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
AG disse...

Deixo aqui o meu alerta para: a relação fundamental que a arquitectura estabelece no acto de socializar das pessoas e o modo como as deve POTENCIAR.

O trazer das qualidades da vivência bairrista e tradicional e a NÂO criação da suposta vivência proposta pelos abundantes centros Comerciais.

Temos ruas, temos segurança, temos uma relação de vizinhança entre as lojinhas que inclusivé têm numeros de porta! Demasiado assustador ter a imagem futurista de cidades como diversos núcleos semelhantes a pequenos Colombos, ou pequenos Almada Fórun's...

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Para terminar deixo a minha proposta para os colegas do blog:

A Vizinha do Lado (1945) do realizador António Lopes Ribeiro, uma comédia, com sabor bem português!

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Ontem a noite foi LINDA! Que este feriado o seja tambem, para os colegas do blog!

Ana G.

Carlos disse...

Mais uma vez, boa tarde.

Há pouco deixei aqui um comentário à pressa, a pensar que o SC estava a dar em directo, pois estava de saída e tendo em conta o tema do programa de hoje achei que devia dar um contributo, mesmo sendo pequeno.
Qual não é o meu espanto quando comecei agora a ver/ouvir o SC em Podcast/streaming e logo no inicio ouço a Fernanda a dizer que o programa de hoje é gravado, por ser feriado em Lisboa, mas que mesmo assim os telespectadores podem participar no inquérito e deixar comentários no Blog. Isto deixou-me um pouco confuso e com algumas dúvidas.
Percebo que valha a pena responder-mos ao inquérito com um simples "sim" ou "não", mas fico sem perceber qual é o objectivo de poder deixar aqui comentários, pelo menos os comentários que levantam questões para os participantes no SC e as questões que poderiam desencadear algum comentário dos participantes do SC e acrescentar algo ao que estava no alinhamento.
Neste sentido, tenho uma pergunta para a Fernanda ou para a Produção do SC: Segunda-feira vão responder às questões e comentários que foram aqui colocadas(os)?

Já agora aproveito para desenvolver o meu comentário inicial.

Na minha aldeia, o Pisão de Carvalhais, tal como disse anteriormente: Existem vizinhos de toda o modo e feitio, percorrendo um espectro que vai do "Muito Bom Vizinho" ao "Com Vizinhos destes quem precisa de Inimigos" (eu sei que normalmente se diz isto dos amigos).
Esta "pacata" aldeia beirã, tem menos de 100 pessoas, mais de 90% têm laços familiares entre si e apesar disso tudo, não há quase nenhum habitante que nunca tenha tido um desentendimento com um vizinho (normalmente familiar: primos, tios, sobrinhos, irmãos, pais e filhos). Sendo que já aconteceu de quase tudo, desde a simples má educação, à agressão física, às ameaças de morte... passando imensas vezes pelo Tribunal.
Normalmente as causas destes desentendimentos são tão "triviais" como: partilhas de terrenos, utilização de águas públicas, caminhos, vedações, o estacionar de veículos, etc.
Claro que, felizmente, também há o oposto: Boas relações de amizade entre vizinhos em que impera o espírito de entreajuda. Mas sobre esse aspecto não me alongar, pois é a parte que é visível e que transparece para o observador exterior.
Para quem conhece Carvalhais como turista, por diversas razões, mas principalmente por participarem no Festival Andanças, normalmente só ficam a conhecer a face positiva destas aldeias "pacatas", quase perdidas nas encostas da Serra da Gralheira/Arada. Mas acreditem que o reverso da moeda também existe.

Não me interpretem mal, eu gosto de ser natural do Pisão de Carvalhais, mas adorava poder escolher os meu vizinhos!

Para terminar gostava deixar uma citação de um poema de Robert Frost chamado “Mending Wall” que é: “Good fences make good neighbors.”, que em português se pode traduzir por: "Boas cercas, fazem bons vizinhos.".
Concordo plenamente com esta afirmação e acho que este senhor devia perceber imenso de relações de vizinhança.

Sociedade Civil disse...

Caros comentadores,

o facto de ser gravado não invalida a discussão no blog. Por isso é que o blog está activo- para que todos possam emitir as suas opiniões acerca do tema. seria uma pena desperdiçar as vossas opiniões só porque não podemos emitir em directo!
obviamente que as questões levantadas não serão respondidas a posteriori em emissões futuras mas pode acontecer os convidados de estudio virem a participar também no blog- aliás eles são sempre incitados a faze-lo.
continuação de bom fim de semana.

Saudações Civis
PS: A FF não participou nas marchas :-)

Adriano Reis disse...

Grande artigo! sou caboverde têm uma população de 500 mil e tal habitantes (praticamento todos se conhecem), distribuidos pelos 9 ilhas tendo a maior concentração nas ilhas de S.Vicente e Santiago.
Cheguei cá a 4 anos e os meus pais vivem no nosso prédio a 12 anos.
Em cabo verde todos se conhecem a vivência entre os vizinhos é deveras super agradável e cá os meus mais praticamente não conhecem ninguém da vizinhanca e eu pior ainda!
Acredito que isso deve-se a insegurança e não só!...

jose gomes disse...

LAÇOS DE VIZINHANÇA
Estamos na TERRA para aprender a ter
1. SAÚDE (bem estar físico e mental)
2. PAZ DE ESPÍRITO (boa vizinhança na nossa dualidade FÍSICA/METAFÍSICA, e na nossa relação com os outros e com o Universo
CHEGOU A HORA DE MUDANÇA e cumprir A LEI UNIVERSAL :
1. AMA SE QUERES SER AMADO
2. FAZ AO OUTRO O QUE QUERES QUE FAÇAM A TI
3. CÁ SE FAZEM, CÁ SE PAGAM
4. NÃO EXISTE A MORTE, A VIDA CONTINUA
equilibriosg@gmail.com

jose gomes disse...

O MEU RECONHECIMENTO AOS RESPONSÁVEIS POR ESTE ESPAÇO.
TODOS OS QUE ANDAMOS POR AQUI AJUDEMOS A FAZER A MUDANÇA PARA UM MUNDO MELHOR.
AJUDEMOS TODOS A :
1. MUDAR CONSCIÊNCIAS
2. CRIAR IDEIAS
3. ABRIR CAMINHOS DE EQUILIBRIO GLOBAL
Grande abraço cordial a todos
jose gomes
equilibriosg@gmail.com

jose gomes disse...

TRADIÇÕES EM RISCO COM ASAE ?
Quem está interessado em que todos vejam respeitados seus direitos de CIDADANIA ?
Quem está interessado naquela BOA VIZINHANÇA/EQUILIBRIO GLOBAL ?
NÃO É ASAE que faz a segurança alimentar
NÃO É EXÉRCITO que faz a PAZ
NÃO É POLÍCIA que faz a segurança
NÃO É MÉDICO que ensina a cuidar da saúde para não ter doença
NÃO É JUZ OU ADVOGADO que estabelece harmonia entre cidadãos
NÃO É PROFESSOR que estabelece diálogo na aquisição de conhecimentos de sabedoria
NÃO É PADRE OU PASTOR que abre caminho para DEUS
CHEGOU A HORA DE MUDANÇA
Um abraço cordial pela harmonia global
jose gomes
equilibriosg@gmail.com
equilibriosg@gmail.com