segunda-feira, junho 23

Reféns das greves?

A greve dos transportes que assolou o país nas últimas semanas fez parar o país. Os bens alimentares não chegaram às grandes superfícies comerciais, os combustíveis esgotaram na maioria dos postos de abastecimento, alguns chegaram a fechar por falta de combustível e mesmo o sector dos têxteis sentiu a falta de matéria-prima.
Neste Sociedade Civil queremos avaliar as consequências que estas mobilizações têm na economia do país e sobretudo de que forma afectam o dia-a-dia dos portugueses, numa altura em que se podem avizinhar novas paralisações de taxistas e/ou agricultores. Os empresários falam em prejuízos incalculáveis que dificilmente irão recuperar.

Convidados:
Maria Antónia Figueiredo-Confagri
António Mousinho-Presidente da Antram
João Ferreira do Amaral-Economista e Professor no Instituto Superior de Economia e Gestão

57 comentários:

lady_blogger disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
lady_blogger disse...
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lady_blogger disse...

O que mais nos afectou ultimamente foi a paralização dos camionistas. A economia do país ficou subitamente nas mãos de pessoas muitas vezes com pouco mais que a 4.ª classe, mas com muita astúcia e coragem para protestarem do modo que o fizeram. Evitável teria sido a baixa humana que ocorreu na sequência desta manifestação.
Não direi que aprovo a actuação dos camionistas, mas digo que lhes reconheço um certo poder.
Acredito que se na altura a Selecção Portuguesa de Futebol não estivesse a ganhar, o protesto dos camionistas poderia ter assumido proporções bem mais graves, envolvendo mais violência, ou algo pior. Como estávamos bem no futebol, digamos que isso atenuou os ânimos e por momentos fez esquecer ou ignorar a situação caótica que começava a assolar o país.
O rescaldo do sucedido foram sobretudo a escassez de produtos nas bancas comerciais e o consequente agravamento dos preços em geral.
Quero ver quem é o Ministro capaz de dar um volte-face à nossa conjuntura económica actual.

CC

Maria Mendes

joel carvalho disse...

oi sou de cabanas de viriato, e tambem mesmo sendo uma aldeia, tambem afectou muito esta zona no que diz respeito aos combustíveis. formaram-se filas enormes de automóveis só para abastecer. também em alguns supermercados, alguns produtos esgotaram. agora falando da greve dos camionistas, só não acho bem o que algumas pessoas fizeram, por ter impedido de deixarem outras pessoas trabalhar. a economia do pais quase que caiu em flecha...

joel

joel carvalho disse...

todas estas greves tem sido motivo de todas as especulaçoes que se tem formado á volta do tema dos combustiveis. o governo tem que ver até que ponto é que este aumento é veridico. todos nós estamos a sofrer com isto.

Liliana disse...

Concordo com Miguel Sousa Tavares quando diz ter havido uma "paralisação terrorista dos camionistas". É preciso ter bem presente por que reclamam estes senhores? reclamam por "gasóleo verde", isto é, os cidadãos todos a pagar parte do seu gasóleo. Querem que o Governo subsidie o gasóleo à custa dos contribuintes.
De facto, ficámos reféns desta greve. Os camionistas mostraram o poder que têm.
Devido ao impacto desta paralisação colocaram o país a seus pés.
Os cidadãos já só queriam um acordo, independentemente do seu conteúdo, antes que a vida se tornasse insustentável sem bens para consumo!!
O direito à greve é garantido pela constituição da república, no entanto, nunca podem ser deixados de prestar os "serviços mínimos indispensáveis para ocorrer à satisfação de necessidades socias impreteríveis", será que tal aconteceu? Pareciam não querer "arredar o pé" se não fossem acatadas as suas exigências...
Crimes públicos que muitos cometeram, como apedrejamento de outros, obstrução da via pública, etc. não vão ser responsabilizados?
Que Estado de Direito é este?

Armando disse...

Em Portugal existem duas realidades, a realidade de quem faz o país girar, e a realidade de quem governa o país, porem a cultura e a formação não se adquire unicamente nas escolas, e nas universidades, existe um estigma de quem não tem formação. Determinadas profissões são encaradas como profissões menores, que não é necessário ter formação para desenvolver certas tarefas, na realidade isso, não se verifica, e este bloqueio dos transportadores foi exemplo disso.
Nunca nenhum governante até á data do bloqueio imaginou que este sector da sociedade tivesse tanta força.

joel carvalho disse...

é verdade, portugal resentiu mais nos produtos importados do que nos produtos nacionais como o leite e o vinho. produtos vindos da frança e da espanha, nao chegaram a alguns super e hipermercados.joel carvalho de cabanas de viriato

Carlos disse...

A paralisação deu "jeito" para o evoluir das negociações entre a ANTRAM e o governo?

Carlos Sebastião

joel carvalho disse...

eu achei mal nesta greve foi a falta de organização, digo isto porque? no sector da pesca os grevistas pararam, mas a meio da greve houve dois barcos que foram para o mar, e quando chegaram ao porto para abastecer, os grevistas nao deixaram abastecer o peixe e estes pescadores deitaram o peixe ao mar, o que acho muito mal, onde podia ter sido dado a instituiçoes de caridade. joel carvalho de cabanas de viriato.

Mario disse...

Os portugueses, bem como o resto de toda a população mundial, estão sobretudo reféns do petróleo.

É pura ingenuidade pensar que a paralização de 3 dias não se repetirá novamente: os anos que virão seremos afectados por muito piores convulsões sociais. O preço do petróleo só deverá aumentar
.
Em Portugal estamos muito dependentes da economia federal. As soluções sobre a gestão da energia, terão de ser encontradas globalmente e localmente. Mas sobretudo rapidamente.

A verdadeira e mais séria reivindicação a fazer neste momento deve ser: o gáz natural para já e o hidrogénio para depois.

Mário Almeida

joel carvalho disse...

e eu tenho a certeza que está nao será a pior greve, virao cada vez mais. cada pa´s no mundo deveria ter um plano oualguma coisa do genero, que qd faltasse o pretoleo ou algum produto essencial, já tivessem preparados ou dessem a volta a este tipo de greves, para que a economia nao ressentisse. uma maneira disso é haverem maiores stocks de produtos. joel carvalho, cabanas de viriato

coisalguma disse...

considero o povo a voz de portugal...se nao fosse o povo portugues a protestar e a fazer se notar lutando pelos direitos e pelo seu bem estar nunca sairiam do mesmo sítio.

agora, é verdade que se notam prejuízos por parte de uns. mas na minha opinião este pequeno espaço de tempo, para muitos um enorme espaço de tempo, da paralização dos camionistas serviu para chamar a atenção da populaçao da importância que eles têm na nossa sociedade e ainda a relevante necessidade da poupança.

Eu sou estudante universitaria em lisboa e como me movimento na cidade em meios de transporte nao senti qualquer consequencia. mas quando fui de fim de semana e quis comer um gelado, apenas me disseram 'não temos gelados por causa de greve dos camionistas'.

joel carvalho disse...

espero que estas paraliazaçoes nunca afectem o ramo da viticultura, visto fazer parte do sector da agricultura e um dos ramos onde se usa mais os tractores para fazer as intervençoes nas vinhas.

joel carvalho cabanas de viriato

Mario disse...

A Dra Maria Antónia Figueiredo tocou no aspecto mais fulcrar: a lição é questionarmos a economia e o consumo tal como existe agora. Reflectir e basear a produção de economia local mais regional no futuro, adaptada às novas necessidades.

No fundo, é uma questão de preparação de mentalidade.

Alimentar apenas as lutas corporativas e olhar apenas pela defesa de sectores sem olhar aos efeitos é contraproducente...para se desembocar num problema mais grave mais tardecom consequencias mais graves e irreversíveis.

Mário Almeida

joel carvalho disse...

e vamos ver se no futuro nao vamos ser nós a pagar todos estes prejuizos.

joel carvalho cabanas de viriato

Inês Ferreira disse...

Inês Ferreira - Benedita

Boa Tarde a Todos.
Gostaria de deixar o meu descontentamento à greve dos transportes, pois no inicio do mes de Junho (dias 1,2 e 3) houve um apelo ao não abastecimento nos principais postos de combustíveis e sei que houve pouca adesão por parte de todos os cidadãos. Daí que seja contra esta greve, considero que passou todos os limites de reivindicação. Nos dias de crise que todos vivemos, não faz sentido serem deitados fora produtos de primeira necessidade, quando existe tanta fome no pais. Por outro lado todos nós utilizamos transporte para trabalhar, eu como professora não tenho forma de me deslocar para a escola sem utilizar o carro. Todos sofremos com o aumento dos preço dos combustíveis, mas considero que temos de saber fazer ouvir o nosso descontentamento, e esta não foi a melhor forma, a meu ver.

Obrigada pela atenção

Inês Ferreira

Inês Ferreira disse...

Inês Ferreira - Benedita

Boa Tarde a Todos.
Gostaria de deixar o meu descontentamento à greve dos transportes, pois no inicio do mes de Junho (dias 1,2 e 3) houve um apelo ao não abastecimento nos principais postos de combustíveis e sei que houve pouca adesão por parte de todos os cidadãos. Daí que seja contra esta greve, considero que passou todos os limites de reivindicação. Nos dias de crise que todos vivemos, não faz sentido serem deitados fora produtos de primeira necessidade, quando existe tanta fome no pais. Por outro lado todos nós utilizamos transporte para trabalhar, eu como professora não tenho forma de me deslocar para a escola sem utilizar o carro. Todos sofremos com o aumento dos preço dos combustíveis, mas considero que temos de saber fazer ouvir o nosso descontentamento, e esta não foi a melhor forma, a meu ver.

Obrigada pela atenção

Inês Ferreira

joel carvalho disse...

claro que a ANTRAM nao tem culpa desta greve, mas já deviam ter acabado todos aqueles dosies que o senhor antónio falou. tudo isto já devia ter estado organizado.

joel carvalho cabanas de viriato

joel carvalho disse...

é verdade como disse o senhor joao ferreira, portugal é muito dependente do exterior, o que nao deia de ser assim.porque somos um pais com muitos petenciais.

joel carvalho cabanas de viriato

joel carvalho disse...

nós nao temos uma economia sustentável.

joel carvalho cabanas de viriato

joel carvalho disse...

mas tambem deviam haver incentivos para que o petroleo fosse menos usado. os consumidores deviam utlizar transportes publicos, mas n usam. porque? carissimo

joel carvalho disse...

a ANTRAM tem revindicaçoes para tudo, mas preucupam-se mais agora, porque ouve a greve, anteriormente nao se ouvia falar na ANTRAM. td isto já devia de estar tratado

joel carvalho cabanas de viriato

eurisko disse...

A solução é o ganho de independencia em relação ao consumo de combustiveis fosseis.

É do meu ponto de vista essencial para o país apostar na energia nuclear, no transporte publico electrico (metro, Trolley, metro superficie).

Quem sabe no futuro pequenos veiculos automoveis 100% eléctricos (PHEV), serão a solução para independência.

Os camiões hoje em dia deveriam investir em motores a gás.
O GPL custa 65 centimos.

joel carvalho disse...

os sectores a todos os sentidos deviam adoptar medidas.

joel carvalho cabanas de viriato

joel carvalho disse...

precipitaçaõ para este bloqueio n. as pessoas tao cansadas por esta subida do custo de vida. a ANTRAM já devia ter feito este acordo á muito tempo.

joel carvalho

sandra disse...

Boa tarde. Realmente o tema de hoje tem muito que se lhe diga. Greve, qual greve? O que vimos foram alguns tipos a ameaçarem outros se não concordassem com o que se estava a passar. Parece-me algo digno de procedimento criminal. E isso dá outra pergunta, porque é que as autoridades presentes no local, não identificaram e prenderam, insultou, que apedrejou etc.
Crise de combustíveis? Qual crise? É só Portugal ganhar o 1º jogo de futebol e é ver carros, carrinhas, motos, a circular, gastando combustível que está “caro”, não parece.

Elvira disse...

Boa tarde a todos.

a meu ver fomos "reféns da greve" porque foi transformada em obrigação em vez de um direito. Mesmo os camionistas que não pretendiam aderir a esta forma de protesto foram obrigados a fazê-lo. Infelizmente contabilizamos uma morte.
A greve existe legalmente para que os cidadãos a utilizem como forma de protesto responsavel, não havia necessidade de actos de violência como os que aconteceram.


Elvira Almeida

joel carvalho disse...

devido a esta subida dos combustiveis, o mercado que vai subir em flecha vai ser o sector do gás nos combustiveis. as pessoas vao começar a por sistemas a gas. sai muitomais barato.

joel carvalho cabanas de viriato

joel carvalho disse...

só espero que osportugueses devido á crise n começem a ter hábitos ilegais, como abastecer os carros com gasoleo agricola. que tenho a certeza que muitos fazem isso.

joel carvalho cabanas de viriato

Bruno disse...

Sinceramente acho que este protesto (que levou a um bloqueio), foi mal conduzido por várias partes: primeiro o governo deixou que acontecesse o que aconteceu, e os camionistas entraram numa toada de violência de obrigar os colegas a parar, o que é estupido, porque quem não quer fazer greve, não deve ser obrigado a fazê-lo, muito menos através da violência que as autoridades não controlaram e que infelizmente levou a uma vítima, e alguns feridos, já para não falar em danos materiais infligidos nos vaículos, como tubos cortados, vidros partidos, toldos rasgados ou cortados, etc. Isto, foi claramente uma fuga do controlo pelas autoridades. Compreendo as reivindicações dos camionistas, mas há formas de fazer as coisas, e quando se entra pela violência, perde-se toda a razão que possa ter. A ANTRAM demarcou-se do protesto, mas claramente adoptou um posição quase exclusivamente política, e naquele momento, isso não ficou nada bem, porque levou a choque entre associados e apoiantes da ANTRAM e os outros. A questão dos combustíveis alternativos, não é um assunto que se resolva com umas negociações pontuais. É uma questão de politica, e de cultura. Não se começa de um momento para o outro a utilizar combustíveis alternativos. Faz-se é investimentos na investigação para dar origem a soluções nesse âmbito.
Para finalizar, resta-me lamentar a posição do governo que durante vários dias fez de conta que não se passava nada de especial e "assobiou para o lado", para vir depois de tudo resolvido dizer que já estavam a pensar em accionar a requisição civil se o protesto durasse mais um dia. Isto é conversa fiada e não lhes ficou nada bem.

joel carvalho disse...

e agora gostava de fazer uma pergunta que queria respondida por esses senhores. será que nao seremos nós a pagar todos estes prejuizos desta greve?

joel carvalho cabanas de viriato

Mario disse...

As medidas q estão a ser tomadas têm o seu focus na ponta de um iceberg, esquecendo a parte imersa.

Se se procurarem as medidas estruturais tomadas já há anos em termos de política energética, por países como a Dinamarca ou Luxemburgo, não se inventam soluções originais: fazem-se adopções tangíveis e racionais.

Mário Almeida

antonio disse...

Boa tarde

as greves têm sido nos ultimos 15 anos uma forma de os Sindicatos serem as celulas dos partidos , disvirtuando o sentido e objectivo duma estrutura de classe.
Quando se faz Greve é porque já não existem outras formas de NEGOCIAÇÂO.Para mim procuro adaptar-me à Greve e suplantá-la de uma forma eficaz.
Nos Combustiveis, abasteci antes , abasteci-me de alimentos, precavi-me com o necessario.
Em vez de Greve , não seria mais razoavel , preparar as classes para se competir no Mercado de trabalho ? Vejam o caso dos Medicos espanhois que o seu País de origem , vem buscá-los a Portugal , PAGANDO mais, e alterando a falha de Medicos em espanha , pergunto isto , não é mais benefico para a classe ? Não precisam de fazer Greve, têm FORMAçÂO suficiente para escolherem o Caminho do melhor ORDENADO.
A problematica da Greve tem a Vêr com Os Sindicatos que são alas politicas e defendem formas de sociedade iguais aos partidos e não a classe que supostamente representam, que os elegeu e deveriam perceber os motivos para se mobilizar para uma GREVE, e isso cada vez menos acontece , por culpa dos actuais sindicalistas/militantes partidarios.
Quanto aos Combustiveis, concordo absolutamente com a mudança para o transporte de mercadorias por Caminho de Ferro, ( problematica do TGV...), o Bloqueio dos Camionistas foi porque os Patrões quiseram fazê-lo num clima onde a dificuldade de emprego , cria o medo para se perder o trabalho, como tal , surge a solidariedade encapotada e ilusoria.
Nos pescadores provou-se com o despedimento de 219 , que a sua contestação serviu , como sempre, os Patrões, nunca quem produz e apanha o Peixe ( problematica dos intermediarios...)
O exemplo dos Medicos Espanhois é o Caminho , temos é que fazer com que os Sindicatso se organizem e percebam, que um trabalhador capaz é sempre melhor pago

sandra disse...

Já agora, quem quiser estar com atenção, percebeu que a ANTRAN, teve pouco a ver com isto. E com esta “greve” não fiquei com a ideia que tivesse acelerar o processo de negociações.
O Português tem é a mania de ler só o que lhe convém, e interpreta as coisas à sua maneira, não reflectindo sobre o que lê e ouve. Os media podem ter alguma culpa na moldagem de mentalidades e opiniões das massas, mas bolas, há que reflectir e perceber o que aconteceu.
E ainda bem que há programas como este em que se tenta que fique claro o que aconteceu, e quem são os responsáveis.

EviL disse...

Quem obriga os outros a não trabalhar livremente, ameaça, danifica materiais e comete danos físicos e morais deveria ir preso.
Fizeram-me lembrar os activistas anti-globalização que ao partirem tudo perdem a razão toda.

X-Man disse...

O senhor da ANTRAM fala que existem 200.000 camiões em Portugal dos quais 50.000 são associados da entidade que representa, e refere que o transporte rodoviário é mais flexível que o transporte marítimo ou que o ferrovário. Será que temos que ser obrigados a toda a força a pagar a flexibilidade???

Foi também referido que os transportes marítimo e ferroviário deveriam ser complemento do rodoviário. Em vez de serem complementares porque não falar em igualdade ou até mesmo ter uma plataforma que possa englobar as três vertentes do transporte de mercadorias????

Em relação às negociações com o Governo, porque razão somente a minoria foi representada???? Será que os outros só existem para fazer estatística????

Think Green, Be Green

João disse...

Sem duvida que se alguem quiser paralizar a economia portuguesa, esse alguém é o sector dos transportes de mercadorias...
Agora, o que muita gente se esquece é que com este tipo de greves(transportes) só esxiste um sector a ganhar, que é nada mais nada menos que as empresas petroliferas, nomeadamente a Galp que é a empresa que melhor pode responder a escassez de combustiveis nos locais de abastecimento propriamente ditos. Uma coisa podemos ter a ceteza, so valeu para todos se esquecerem do famoso manifesto contra o consumo nas maiores empresas petroliferas.
Com esta crise que se passou.
A GALP ganhou mais em dois dias do que numa semana normal.

Bruno disse...

Boa tarde. Desloco-me semanalmente por transportes públicos para a Universidade de Coimbra, nomeadamente pelo uso do comboio, no entanto o custo da energia eléctrica também está associado a aumentos significativos dos preços o que levou a uma inflação do preço dos bilhetes para o comum passageiro. E a CP retirou o tal “truque” da compra dos dois bilhetes, o que significou também maiores custos para a população.
Numa época em que as cotas das barragens atingiram bons níveis de produção de energia esse mesmo factor de produção não foi associado à diminuição dos custos, dado que quando estamos em "tempos de seca" é constante a implementação de um aumento dos preços.

Gostaria de vos indicar a o desenvolvimento das viaturas a ar comprimido com custos e características acessíveis e interessantes: autonomia de 200Kmts a 1,5€ (isto é se a energia do compressor não for associada a um mecanismo eólico - poderá ficar a custo nulo).
Velocidades do veículo a rondar os 110Km/h a 150Km/h

Podem verificar por esta via os documentários da BBC, CNN, Discovery Channel, etc:
http://www.youtube.com/results?search_query=ar+comprimido&search=Search
Penso que este é o momento ideal para discutir e implementar e adaptar aos novos meios de mobilidade e não de andarmos em torno da discussão sobre os combustíveis fosseis.
Votos de continuação de um bom programa,
De um Geógrafo.

joel carvalho disse...

o mais engraçado é que depois desta grande greve, nada de preços nem de combustiveis nem alimentares, baixou. será que a ANTRAM tabem vai tomar medidas a este respeito?

joel carvalho cabanas de viriato

joel carvalho disse...

e agora gostava de fazer uma pergunta que queria respondida por esses senhores. será que nao seremos nós a pagar todos estes prejuizos desta greve?

joel carvalho cabanas de viriato

antonio disse...

O preço dos Combustiveis dificilmente vai deixar de subir, ainda ontem queimaram um Pipeline na Nigeria , que originava a produção de 7000 barris / dia, é a acção dos especuladores, por isso temos que nos adaptar-mos.
As mercadorias têm que utilizar mais os Comboios e os Barcos, no passado tivemos uma frota Navla interessante, que hoje , temos grandes empresas de Camionagem com a LAMURIA do Costume.A reconversão de processos é a solução.
Nos Alimentos comprar PRODUTOS Brancos, não comprar grandes quantidades, e comprar mais vezes, a sedução do Marketing Consumista faz-nos comprar o que por vezes não nos faz falta.
O recurso às Lojas Chinesas é outra solução, pelo custo e HORARIO apetecivel que praticam.

joel carvalho disse...

essa ideia das bacterias é espectacular. crialas em grandes culturas seria lindo.


joel carvalho cabanas de viriato

Homikron disse...

Os portugueses querem ter os combustíveis com preços idênticos aos de Espanha, porque a carga fiscal é muito elevada em Portugal.

Então como explicam que os espanhóis estejam a fazer greves, precisamente pelas mesmas razões?

De os preços praticados em Espanha são a nossa galinha dos ovos de oiro, então porque se queixam os espanhóis?

João disse...

Lanço aqui uma ideia em relação ao consumo dos transportes e do consumo de combustiveis..
Acho que as empresas deviam dar o exemplo e fomentar o uso de transportes publicos ao invés de como regalia da propria empresa "oferecer" um automóvel..Se assim fizessem, até poderiam aumentar um pouco mais os salarios com o dinheiro que não foi gasto no automovel.
Tenho a certeza, que se fosse dado a escolher entre ter um automovel ou um aumento significativo no ordenado, ainda por cima com as viagens mais baratas, a escolha seria a segunda.
As empresas contribuiam assim, significativamente para:
-Melhor nivel de poupança do colaborador e melhor qualidade de vida;
-Fomentar o desenvolviemnto sustentavel;

Pensem nisto..Obrigado

Super Guerreiro disse...

O que mais me afectou foi o facto de a certa altura parecer que o país estava a dirigir-se para uma guerra civil.

Não percebo a mentalidade dos nossos camionistas ao quererem parar colegas de profissão, numa greve que nada teve com reinvidicações salariais e condições de trabalho.

A meu ver tudo o que se está a passar é apenas o mercado a separar o "trigo do joio". Quero com isto dizer que só as empresas mais organizadas é que conseguiram ultrapassar esta fase. Na realidade, hoje em dia, há mais camionistas por população em Portugal que noutros países. Disso não tenho qualquer dúvida.

Gostaria de questionar os demais convidados e a apresentadora para me responderem: Já pensaram o porquê de existir tantos camionistas por conta própria?

Penso que a resposta encontra-se no facto de nas empresas de camionagens, o trabalhador não ser devidamente recompensado a nível salarial nem tão pouco em termos de condições de trabalho, não acham?

Querem uma solução para tanta gente que acabará por perder os seus empregos, no ramo de pesados de mercadorias?
Que tal em Lisboa começar a ser proibido o uso do autmóvel privado, ao mesmo tempo que se abrem novas carreiras de transporte público e que de uma vez por todas se abre transporte de crianças para as escolas, sim porque segundo um estudo recente, uma das "desculpas" para as pessoas usarem viatura própria, foi exactamente essa, a de que não tinham meios de colocar os filhos nas escolas... dá que pensar, não dá... já viram bem para as oportunidades de negócio? Há, será tão difícil a quem conduz viaturas de enorme porte, conduzirem viaturas com carga bem mais valiosa?

Outra pergunta: Percebo que o transporte férreo seja actualmente uma hipótese inviável (a bitola - distancia entre carris- portuguesa é apenas igual à bitola russa!!!), isto porque depois da 2ª Guerra Mundial, perante a rapidez com que os Alemães colocavam as suas tropas nos países europeus (conquistaram a Holanda em 3 dias!!), os países adoptaram essa estratégia. Contudo, face agora ao novo tratado de Lisboa não deveriamos mudar isto? Aliás, a factura económica em termos de CO2 é incomportável na UE e tem os seus dias contados. Penso inclusivé que esta situação do aumento dos preços reflecte isso mesmo.

Outra questão: Porque só se queixam ao Governo? Porque não vão queixar-se às portas das petrolíferas?

Porque tem de ser as pessoas em geral a terem que pagar mais para fazer face ao estilo de vida dos camionistas?

Queria terminar com uma pergunta que gostaria de ver ser respondida: Quanto (em média) uma empresa de camionagem lucra (lucro líquido, já com os impostos todinhos associados) por cada tonelada transportada? Quanto é que um camionista ganha em média numa empresa e por conta própria? Qual o tipo de contrato eles têm com a empresa? Recibos Verdes? Se calhar está aí parte da resposta!

Pela minha curta experiência de vida, mas com experiência noutros países, posso dizer que em Portugal não existem maus trabalhadores, existem sim maus patrões!

Obrigado!

Pedro Guerreiro

André Almeida disse...

Olá boa tarde aos presentes deste programa da sociedade civil , sou mais um jovem licenciado sem trabalho, não no desemprego.
Tenho o curso de design de equipamento, uma vertente digamos que virada para a indústria e interiores, no entanto deparo que o nosso país ainda não completa a ponte do ensino e industria ou vice-versa.
No entanto tenho em estudo uma outra aposta na área da agricultura como sempre cresci no meio rural e tenho conhecimento da área também.
Concordo inteiramente com a ideia de nos voltarmos para um meio auto-suficiente, como a visão de um pais fantástico, que tem uma costa desde o meio de recursos piscatórios e soluções de futuro tais como aproveitamento das marés e ventos marítimos.
Outra das opiniões que ouvi no vosso programa e nos era favorável a uns anos a traz era a agricultura ponto essencial e a meu ver uma alavanca eficaz, o ponto de partida para uma boa economia como um pais como o nosso.
É necessário sim haver produção interna, deve sim ter benéficos, mas racionados e bem fiscalizados, havendo agricultores que tiram proveito de subsídios europeus (plantam 5 anos passados e passados esses 5 anos retiram as plantações inclusive sem ter produção) na produção agrícola do pequeno empresário e médio grande empresário agricultor.
Do ponto de vista do aumento de preço da agricultura agro-alimentar na existência de alternativas dos bio combustíveis, deveria ser aplicado só com esse intuito, havendo um tipo de aplicação de subsidio para agricultura agro-alimentar e outra “agro-biocombustivel” mas bem distribuídos, bem geridos e fiscalizados ao ponto de nao serem a fundo perdido mas atingindo metas com o fim de devolver esses meios de apoio para que outros agricultores se implantarem no mercado e serem também produtores autónomos.

Margarida disse...

Já pensaram que esta greve/paralisação poderá ter feito pior ao país do que se pretendia? Certos bens que não tiveram escoamento e que por isso tiverem de ir para o esgoto, o exemplo do leite que, com greve ou sem ela, as vacas não podem parar, não se lhes pode desligar o botão e dizer hoje não há produção. Não iremos pagar no futuro o leite mais caro por causa desta paralisação?

E quanto à gasolina, esta paralisação foi um bom marketing para as gasolineiras, quando nas semanas anteriores só se recebia e-mail a dizer: "dia tal façamos todos um boicote "não abasteçam em tais postos de abastecimento" e de um dia para o outro era ver esse líquido precioso e que deu origem a esta dita paralisação, a ficar esgotada em tudo o que era posto de abastecimento.
Afinal ele está caro ou não? pelo "ar" que lhe deu nem parece que todo este movimento de deva a este líquido

Cleopatra disse...

http://cleopatramoon.blogs.sapo.pt/319363.html

Carlos disse...

Paralelização, paralisação ou paralização ???

Carlos disse...

Nós os comentadores, devíamos resumir em poucas linhas as perguntas ou os comentários a fazer durante o programa... Penso eu de que!!!

lady_blogger disse...

O G8 já pediu averiguações sobre as reais causas da constante subida de preços do combustível.

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Não seria preferível voltarmos aos carros a vapor?
Ou então possibilitar que algumas patentes de inventos sejam registadas, de modo a introduzirmos novos combustíveis mais baratos e menos poluentes? Não, isso não enriqueceria alguns cofres...

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Façamos como a nova geração de condutores da China, consideremos os automóveis fora de moda. É um conceito que está a verificar-se entre os jovens chineses.

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Se o euro é mais forte que o dólar, não haverá forma de o preço de combustíveis na zona euro não aumentarem à semelhança dos valores em dólares?

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Tenho pena de não ter visto o SC de hoje, mas decidi fazer muitos quilómetros a pé, em vez de andar de autocarro ou de carro. Andei talvez mais de 15 quilómetros só à tarde e ainda subi a pé até a um 5.º andar. No resto do dia andei talvez mais uns 12 quilómetros ou mais a pé entre diversas saídas.
Estou cansada, mas poupei o ambiente, poupei dinheiro, talvez tenha perdido uns gramas, ganhei resistência física e saúde.
De vez em quando sabe bem e faz bem saber que ainda somos capazes de andar pelo nosso próprio pé.

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Ao Eurisko que postou às 14h e 46m:

Onde compra o gás? Eu tenho-o visto não a 65 cêntimos como você diz, mas sim a 69 cêntimos e meio.
Tenho conhecimento de que em alguns locais é mais barato, mas são poucos esses locais.

CC

Maria Mendes