terça-feira, junho 24

31 % dos portugueses sofre de dor crónica

35% dos portugueses afirma que a sua dor crónica não está a ser bem tratada e que em parte se deve à fraca eficácia dos medicamentos. Os resultados foram divulgados no primeiro estudo epidemiológico sobre a dor feito em Portugal, que revela que um terço da população portuguesa queixa-se de dor crónica e 31% dos inquiridos afirma sentir dor várias vezes por mês.
Estará a dor dos portugueses a ser bem tratada? Estarão os médicos a dar pouca importância a este tipo de patologia? São mesmo os fármacos pouco eficazes?
Todos os esclarecimentos no SC.

Convidados:

Jorge Cortez, Anestesista com competência em dor
Beatriz Craveiro Lopes, Plano Nacional de Luta Contra a Dor
Teresa Vaz Patto, Associação Portuguesa para o Estudo da Dor

18 comentários:

Vania Catarina disse...

Felizmente a dor crónica tem ganho algum terreno, ao longo dos anos, enquanto foco de atenção dos médicos e dos próprios pacientes. No entanto, ainda há algum preconceito face a esta e alguma falta de informação. Parabéns por mais um tema muito oportuno e interessante!

Pedro disse...

Boa tarde,
Desde a minha adolescência que sofro de enxaquecas. Após muitos anos a sofrer com as dores que a enxaqueca me provoca decidi dirigir-me ao médico de família que me receitou um vasodilatador e acetilsalicilato de lisina e prescreveu-me um exames complementares de diagnóstico entre eles um EEG que não revelaram nada assimptomático. Pela informação que disponho ainda existem muito poucos fármacos para as enxaquecas, e como os analgésicos não me eliminam a dor chego à conclusão vou ter de "aguentar a dor e mais nada"! Esta condição chega a ser extremamente debilitante pois quando tenho episódios mais severos não sou capaz de trabalhar nem funcionar em sociedade pois a luz e o barulho são amplificados e exponenciam a dor.
À pouco tempo li um artigo em que referiam que contrariamente ao que se pensava a enxaqueca não é um fenomeno provocado pela sistema circulatório mas sim por uma região do cérebro e que os efeitos no sistema circulatório do cérbro são mais um sintoma. Poderá isso ser um factor de risco no futuro podendo originar um AVC?
Gostava de saber onde posso obter um aconselhamento para melhor conviver com a enxaqueca pois já sei que é algo com o qual vou ter de viver.

Pedro
Lisboa

The Woman of the Revolution disse...

Olá Boa Tarde,

Infelizmente penso que me posso encaixar nos doentes diagnosticados com enchaqueca.
No caso específico é familiar, uma vez que já a minha avó tinha, a minha mãe tem e a minha irmã também.

No caso da minha irmã e no meu, a dor chega a uma altura em que só estar no escuro ou tomar uma aspirina resulta.

Um dia estive 3 dias com uma dor lencinante, que como apareceu desapareceu.
No meu caso ela geralmente está associada à exposição a longos períodos de stress.

Obrigada
Sandra

Filipa disse...

Boa tarde a todos.

Eu realmente não sei como se processa o reencaminhamento dos doentes para a unidade da dor. Só sei que o meu avô tinha dores todo o dia, desde há cerca de 3 anos para cá, ao ponto de não conseguir manter-se na mesma posição mais de 5 min, e nunca ninguém o dirigiu para esta unidade. Receitavam medicamentos e medicamentos e o que é facto é que o meu avô sofria todos os dias.
Por acaso a minha mãe teve conhecimento desta unidade através de conhecidos. Assim, ela própria falou com uma médica, no hospital Curry Cabral, e só assim conseguimos que o meu avô fosse à unidade da dor.
Agora o meu avô está melhor. Só acho triste ter de ter sido a minha mãe a "mexer os cordelinhos" para se fazer luz, porque se não tivesse sido a minha mãe ainda hoje andavam a experimentar comprimidos no meu avô.

Ana disse...

Muitos parabéns pelo vosso programa. A minha mãe sofre imenso de dor crónica (coluna - zona lombar)há já alguns anos e tem vindo a piorar. Está em permanente sofrimento. Mas a sua médica de família nunca propôs uma consulta a uma unidade de dor, apenas aumenta as doses de fármacos que não dão resultado. É possível marcar uma consulta de dor sem indicação do médico de família? É necessário uma credencial? Que outros hospitais públicos têm unidade de dor (Lisboa)sem ser o Hospital dos Capuchos?
Obrigada

solua disse...

Infelizmente em Portugal a Dor continua a ser um sintoma pouco valorizado, principalmente nos Serviços Hospitalares de Medicina Interna, em que o prolongamento da Vida não é acompanhado de medidas terapeuticas adequadas. Por experiência profissional as pessoas idosas sofrem e sofrem muito, basta pensarmos nos idosos acamados e escariados muitas vezes sem terapeutica analgésica adequada...
A Qualidade de Vida nas Pessoas Idosas, actuando na Dor que sofrem e sentem é uma medida do SNS que temos de rapidamente actuar...

Pedro Malaca

solua disse...

por outro lado considero que a cobertura a nível nacional de unidades da Dor ainda é insuficiente...
Será que a nível nacional toda a população está coberta por esta especialidade?

Pedro Malaca

hela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
hela disse...

Por vezes tenho de fazer trabalho intelectual intenso e fico com uma enxaqueca horrível. Torna-se incapacitante... Mas passa com descanço!

A minha médica desvalorizou, disse-me que era possível que andasse 5 anos a investigar a questão, para no fim não saber a origem.

Costumo auto-medicar-me começando com paracetamol, depois com ergotaminas, mas nunca experimentei triptanos, que parece que são muito mais fortes (e eficazes...).

Tenho medo de ter essas enxaquecas, que penso, pelo o que investiguei, são de tensão!

helena T.

carlos disse...

Boa tarde a todos, parabéns pelo programa e pelo tema em debate.

Sou enfermeiro num serviço de medicina no hospital pulido valente (lisboa) e gostaria de
dizer o seguinte:

A dor é de facto um problema vivido por quase todos os utentes de quem tenho cuidado.
Muitas vezes, em contexto de internamento, são os enfermeiros que despistam a presença de
dor, que decidem administrar a analgesia SOS ou notificar o médico, etc..
Na minha experiência, julgo que começa a ser uma real preocupação a correcta avaliação e
tratamento da dor. São frequentemente usadas estratégias farmacológicas, mas também
começam a ser usadas estratégias não farmacológicas (a massagem, o posicionamento
adequado, aplicação de calor/frio e outras...). Depende do tipo e grau de dor em causa.

Julgo que a formação dos profissionais de saúde (enfermeiros, mas também médicos) ainda
está muito longe do que seria necessário. Alguns colegas meus enfermeiros que têm feito
formação adicional nesta área identificam ainda muitos erros não só ao nível dos cuidados
de enfermagem habitualmente prestrados à pessoa com dor, mas também ao nível da prática
médica: nem sempre o tratamento da dor é visto como prioritário e os farmacos e doses
usados nem sempre são os mais adequados. Há muitos mitos mesmo entre os profissionais
que é necessário esclarecer.

Importa também reflectir sobre aquilo que os serviços de internamento têm (ou não)
actualmente para oferecer à pessoa com dor. Por exemplo, colocar uma pessoa com dor
oncológica, dor musculo-esuqelética, etc, numa maca não contribui em nada para o seu
alívio.

Obrigrado pela atenção,

Abraços
Carlos Torgal

cristiana disse...

ola'...
tenho 18 anos e sofro bastante de dores de cabeça devido a problemas da coluna...sao dores horriveis tanto de cabeça como de coluna...de seis em seis meses tenho que fazer tratamento à coluna para nao ir para a uma cadeira de rodas, mas mesmo assim o tratamento nao modera as dores, por vezes até piora, sendo insuportaveis as dores que sinto.

PEDRO DE CASTRO disse...

Tenho visto referência à dor crónica em geral sobre diferentes formas mas gostava de ouvir a referência aos cuidados paliativos para doentes terminais e em que medida existe um acesso "democrático" a este tipo de serviços para todos os que dela necessitam.

PEDRO DE CASTRO disse...

De que forma se pode lidar com a dor na adolescência? Durante a minha adolescência, entre os 9 e os 14 anos sofri de dores lombares constantes. Nessa altura desconfio que tivesse a ver com o facto de ter crescido 32cm, de 1,52 para 1,84 em 5anos. Foram-me receitadas umas pomadas e mais nada. É recomendado que se prescrevam analgésicos se a dor for para um periodo alargado e num adolescente?

Maria Jose Silva disse...

A minha mãe tem mieloma múltiplo há 5 anos. Está medicada para a dor mas continua com muita dor. Gostava de perceber porque é que a médica assistente não a encaminha para a unidade de dor do IPO de Lisboa, onde ela é seguida.
Maria Jose Silva

lady_blogger disse...

Como tenho escoliose múltipla e uma ligeira hipertrofia da hipófise de C7, tenho dores diárias da coluna e pescoço, e ainda por cima passo muitas horas sentada, corrijo, mal sentada.
Até hoje nenhum médico me prescreveu qualquer fisioterapia.

CC

Maria Mendes

jose gomes disse...

É URGENTE DEFINIR COMO BASE DO ENSINO/EDUCAÇÃO OS VALORES ESSENCIAIS :
1. SAÚDE
2. PAZ DE ESPÍRITO (autodomínio/serenidade absoluta, boa vizinhança)
3. TODOS OS CONHECIMENTOS VIRÃO POR ACRÉSCIMO.
O SISTEMA DE VIDA É GRANDE CAUSA DO MAL ESTAR
NÓS SOMOS O RESULTADO DOS NOSSOS PROCEDIMENTOS
Depois de três anos de problemas de saúde inexplicáveis na década de setenta enveredei pelo caminho do estudo do autodomínio.
Hoje, quando sinto a dor como sinal de alerta, procedo a relaxamento até desligar.
Não sofro a dor.
Posso também referir, que jamais recorrerei a médicos, como solução de qualquer doença.
Não tenho qualquer cartão de utente dos Serviços de Saúde.
É ESSENCIAL DEFINIR A CAUSA DO MAL ESTAR, DO SOFRIMENTO.
.jose gomes
equilibriosg@gmail.com

Unt aka [a]risekille[r] disse...

Muito boa noite, chamo-me João e tenho 16 anos, mas apesar de tão tenra idade não tenho qualquer problema em dizer que acho o seu programa fascinante.

Nesta sociedade em que nada vai bem, acho que se pode afirmar que a saúde em Portugal ainda é o que vai escapando melhor. A dor crónica( não sei se estou certo não mas julgo que sim) é transmitida de geração em geração, e se assim é significa que já perdura há vários anos, logo é possível dizer que medicina tem evoluído na resposta a este tipo de dor. Não sofro de dor crónica, mas acho que quem sofre de dores frequentemente deverá consultar um especialista afim de este eventualmente receitar um medicamento.(sim porque os médicos também fazem disso ^^ )

Resto de boa noite, e bom programa

(P.S- Geração Polegar Rullez ^^ )

sapiens disse...

Boas

Solicito a vossa colaboração no preenchimento de um questionário sobre sexualidade e atracção. Destina-se a suportar um trabalho académico na área da evolução humana.

O questionário é realizado online, é totalmente anónimo e não demorará mais de 5 minutos.

É apenas necessário que cumpram estes três requisitos:

- Ter nacionalidade portuguesa
- Ser do sexo masculino
- Ser heterossexual

Se "couberem" dentro do perfil e quiserem participar copiem o link abaixo para o browser e preencham:

http://quizhomens.freehostia.com/

Desde já muito obrigada