terça-feira, julho 8

Jovens de risco

Há uma relação directa entre o estado de saúde, o comportamento dos jovens e o estatuto socio-económico da sua família: quanto mais pobres mais problemáticos, revela um estudo da OMS e da Universidade de Edimburgo divulgado recentemente nos Estados Unidos.
O estudo foi feito em 41 países, entre os quais Portugal, Espanha, França e Alemanha e mostra diferenças claras entre o comportamento dos rapazes e das raparigas. Os rapazes continuam a ter uma maior tendência para comportamentos de risco. Desde o consumo de álcool ao tabaco, passando por comportamentos agressivos, queremos traçar o retrato desta geração de jovens.

Convidados:

Margarida Gaspar de Matos, Coordenadora nacional do estudo da Organização Mundial da Saúde “A saúde dos adolescentes portugueses”
Laurinda Alves, Jornalista
Ricardo Pereira, Actor

20 comentários:

jose gomes disse...

“JOVENS DE RISCO”
OS JOVENS SÃO ENERGIA E A FORÇA DO FUTURO.
OS JOVENS SÃO HONESTOS E SÃO FORÇA DO EVOLUIR.
A VIDA TEM PLANOS PARA CADA UM. É NECESSÁRIO ENTENDER ESSES PLANOS.
O SOCIEDADE DESPREZA OS VALORES UNIVERSAIS E ESMAGA A PESSOA, COLOCANDO-A AO SERVIÇO DAS PREPOTENTES INSTITUIÇÕES SÓCIO-ECONÓMICAS.
O JOVEM NECESSITA DE EQUILÍBRIO, DE AFECTO, DE AMOR.
TODA A SOCIEDADE SE ESMORONOU COMEÇANDO PELA FAMÍLIA.
O JOVEM ENCONTROU UMA SOCIEDADE SEM OBJECTIVOS DE VALOR.
A SOCIEDADE NÃO TEM ESPAÇO PARA O JOVEM.
A SOCIEDADE NÃO SABE PARA ONDE CAMINHA.
O JOVEM PLENO DE ENERGIA CAI NO ABISMO DOS CAMINHOS FÁCEIS.
CADA UM DE NÓS É UMA GOTA DESSE OCEANO – “A SOCIEDADE”.
RECOMENDO QUE PAREMOS PARA MEDITAR.
CHEGOU A HORA DE DAR VALOR AOS GRANDES VALORES DA VIDA.
A MUDANÇA É INEVITÁVEL E SERÁ DRÁSTICA PARA QUEM NÃO SABE ACEITÁ-LA.
.um abraço para todos os jovens com ou sem objectivos definidos
.jose gomes
equilibriosg@hotmail.com

Adriano Reis disse...

Sendo Africano, envergonha-me ver jovens sobretudo dita 3ªgeração de imigrantes a comportar tão mal nos transporte publicos, discotecas, nas ruas,etc.

A bem pouco dias fiquei de boca aberta a ver uns adolêscentes de 13/14 anos no Comboio da linha de sintra a consumirem alcool causando ou mesmo tempo perturbação a todos passagueiros nas carruagens, as pessoas não reagem dado os comportamentos muitos violentos.

È uma geração que causa-me preocupação ao facto que não vejo a ser feito nada da parte das identidades competêntes.

Caros imigrantes muito das vezes falamos do racismo, preconceito, etc...não esqueçam que estamos na casa do vizinho e logo temos que dar o exemplo de boa educção social.

saudações Culturais!

BookPredator disse...

Boa tarde.. Sou um jovem estudante de 16 anos e com excepçao das ferias e dos fins de semana a minha vida é escola casa escola casa... ou seja amigos familia amigos familia... logo é expectavel que nós jovens sejamos mais influenciados pela familia e sobretudo pelos amigos pois é com estes que partilhamos grande parte do nosso dia a dia!!!

Deve-se deduzir pois que os "jovens de risco" (ou dementes juvenis chamem-nos o que quiserem) surgem como resultado de más influencias de pessoas com "maus antecedentes" seja da familia seja do circulo de amigos...

Nao me surpreende por isso de todo que alguns jovens tenham comportamentos de risco face ao mundo de violência que nos rodeia e a uma sociedade cada vez com menos valores (nao monetarios) ... Muitas vezes a combinaçao dos factores amigos-familia nao protegem/desviam as nossas crinças (futuros jovens porque sempre é melhor prevenir do que remediar) destes comportamentos/atitudes como era exactamente suposto acontecer ...

Ora se os pais deixam os miudos sozinhos em casa a ver programas violentos de wrestling em vez de verem programas mais didaticos, informativos e esclarecedores como o Sociedade Civil (parabens!) nao me surpreende nada que na minha escola alguns miudos (+-13anos) tentem (literalmente) executar os mesmos golpes de luta livre que se vêm na televisao!!

nuno disse...

O género é, felizmente, um factor cada vez menos influente (ainda o será...) no futuro dos jovens.
Os verdadeiros factores de risco são: famílias em que um ou ambos os pais está ausente ou não existe acompanhamento a nível familiar; ambiente social próximo degradado e o desemprego ou falta de perspectivas para o futuro.
Nos adolescentes, infelizmente, o maior desafio é procurar fazer um controlo de danos mais do que inverter uma vida inteira de desvantagens educativas e afectivas.
Os piores comportamentos advêm da ausência de objectivos próprios e de esperança de melhoria pessoal, fora das expectativas da sociedade e familia.
Para mim a adolescência foi o período em que não sabia que ia ou poderia ser no futuro e teria sido muito fácil reagir negativamente face a esta pressão, não me preocupando com o meu comportamento do dia-a-dia...

BookPredator disse...

Boa tarde.. Sou um jovem de 16 anos... e vou mostrar um inventario das minhas "pressoes":

- Tenho media de 18-19 e o meu pai diz sempre que "podias fazer melhor"
- Gosto de uma miuda que "so quer ser amiga"
- A mãe de uma grande amiga minha faleceu recentemente com cancro
- Se nao vou nas tolices dos outros arrisco-me a ser posto de parte
- A minha familia é praticamente disfuncional... só discussao e mais discussao (ou melhor berros e berros)
- O meu pai nunca tá em casa.. isto é chega tradissimo a casa (alegadamente do trabalho)
- SOube há alguns meses que o meu pai tem/teve uma amante e só algum tempo contei à minha mae (que ainda por cima nao a acreditou imediatamente em mim)..

Ainda mais fiz algumas asneiras na minha escola e tive um processo e um castigo e a unica coisa que a minha familia fez foi apontar o dedo.. confesso até que alguns professores foram mais atenciosos
que os meus pais...

Digam-me se debaixo destas pressoes todas o resultado mais expectavel nao é descarregar toda a raiva numa tareia ou entrar num estado de depressao (uma raiva passiva)???

Felizmente tenho alguns amigos que estiveram ao meu lado para me apoiar e encarei as situaçoes com alguma ironia e bom humor.. e assim consegui tirar dois 18 nos exames e manter uma media de 18 no fim de ano.. isto porque "quem anda por gosto não cansa" e esse gosto, responsabilidade (e consequente liberdade e autonomia) deve ser incutido desde a mais tenra infancia!!!

Nao gosto de me sentir inutil e por isso é que estudo nas doses que acho necessárias e nao cedo às pressoes de terceiros. Sou o que eu quiser e não o que os outros querem!!!

Maria disse...

Boa tarde, estou a ouvir o programa de hoje e fiz, penso que uns anos antes porque sou mais velha, que o Ricardo o mesmo percurso dele: Marquesa de Alorna e Liceu Camões. Foram excelentes escolas e cheguei a ter saudades das aulas. E quer em casa (e tudo começou aqui) quer na escola sempre me ensinaram as dimensões importantes: Responsabilidade, liberdade e consciência e que tinham que estar as três sempre a par. E fui, Graças a Deus, feliz sem ter que entrar no que os outros querem. É importante saber é adequar à vida dos jovens de hoje estas três dimensões. E sempre muita ternura, amor e acolhimento.

kelly disse...

olá, eu tenho 17 anos..

eu acredito que os jovens têm comportamentos de risco pois também são postos debaixo de grande pressão..
pressão de si próprio por nem sempre conseguir aquilo a que se propõem e é arrasador quando isso acontece ( na escola, nos testes).. a pressão dos pais ( no meu caso indirecta, felizmente mas sei que eles também têm grandes expectativas em relação a mim como tiveram com o meu irmão que é professor)..
as pressões da sociedade.. na adolescencia e no contexto escolar nós sentimos imensa pressão, o que poderá levar a comportamentos de risco para por momentos poder fugir à realidade..
Nunca tive nenhum porque cresci num ambiente familiar muito saudavel, nunca fumei, quando saio à noite nunca bebo porque ñ gosto e ..

Ainda ontem quando sairam as notas percebi que por 4 decimas fiquei reprovada a quimica e é horrivel sabendo que risquei uma questão que estava certa e me permetiria fazer a disciplina.. Porém os meus pais apenas me deram força para continuar quando sei que muitos pais de amigos meus exercem uma enorme pressão pois querem por força sejam bem sucedidos na escola o que ñ os ajuda em nada..
Com 17 anos ja estudei cuidadosamente todo o mercado de trabalho e nos dias de hoje ser jovem trás inumeras preocupações..
Acredito também que o meu ambiente é diferente pois sou de baião, um pequeno concelho no Porto e claro que ñ temos toda a panoplia de coisas ( saidas à noite, discotecas, festas ) que os da cidade têm mas ñ me sinto minimamente lesada pelo contrario em relação a eles sinto-me extremamente favorecida.

fatima fradao disse...

Venho por este meio dar os Parabéns ao seu programa Fernanda Freitas, este como tantos outros, é um excelente trabalho, já não tenho filhos inseridos nessas idades, mas estou a adorar o programa, e desde já deixo as minhas felicitações à Laurinda Alves, uma jornalista que bem conheço, e que tanto gosto de ouvir e ler.

Ana Ferreira disse...

Desde cedo, o indivíduo é influenciado pelo processo de socialização e por sucessivas ressocializações, sempre que a sociedade assim as considerar pertinente. O comportamento dos jovens é conduzido pela transmissão dos valores, normas, princípios, maneiras de pensar, sentir e agir, por meio da família, dos pares e das restantes instituições. A família assume um papel fulcrante, na medida em que é a “construtora lego” para a vida em sociedade.
Os jovens deparam-se, no quotidiano, com imensas situações de risco. Algumas delas, dizem respeito à continuidade dos problemas, com os quais algumas famílias se deparam. Para isso, contribuem a consciência individual e a consciência colectiva, ou seja, o comportamento auto-centrado e o comportamento da sociedade ou dos grupos influenciam determinadas práticas e crenças de cada jovem. Cabe à sociedade de intervenção ajustar aqueles comportamentos que se encontram mais desfasados.
A teoria da vulnerabilidade, associada à dimensão cultural do riscco nas sociedades actuais, mostram que a fragilidade social e humana pode ter impacto social, ou seja, pode pôr em risco a vida dos actores sociais.
Os elevados níveis de stress, a falta de motivação social, a influência negativa dos pares e da famíliam, entre outros, são factores psicologizantes que influenciam o risco ou a insegurança comportamental. Além disso, factores como o consumo de álcool, consumo de drogas, relações violentas a nível doméstico e de outra natureza merecem uma igual importância no contexto da vulnerabilidade comportamental.
De qualquer maneira, as sucessivas crises de identidade dos jovens podem estar ligadas aos modos ou estilos de vida de cada um deles, isto é, com a crescente individuação e abstracção do mundo social, certo é que que determinados jovens buscam constantes descobertas, de forma anónima, tomando como referência estilos de vida e um constante enquadramento nos dispersos e variados modos de estar, pensar e sentir. Há uma explosão de opções que desencadeiam em crises de identidade.
Para combater determinados comportamentos considerados marginais ou desviantes, é necessário um complexo trabalho das instituições em rede, no sentido de culmatar as vulnerabilidades individuais e socioculturais. Na realidade, se problema social gera problema social, o trabalho de reinserção social terá de responder, de forma pontual, aos mesmos. Um dos desses trabalhos passa pela escola inclusiva que perspectiva as diferenças...

Ryan Teixeira Barros disse...

Parabéns pelo programa
Gosto muito de ver
A Fernanda Freitas é a melhor

Tomaz disse...

Acho que os 30% de jovens de risco encontram-se normalmente na D.Carlos I nas noites de sexta feira. É inacreditável o que se passa, falo de todos os comportamentos de risco que possam imaginar, o mais inacreditavel para mim é a contínua demonstração de indiferença por parte de quem deveria ser responsável, os pais para começar, donos de estabelecimentos nocturnos, fiscalização (ASAE, já que ainda é proibida a venda de alcool a menores, autoridades policiais e os próprios jovens

Marcia disse...

olá!
eu tenho 25 anos e a minha adolescência não foi assim há tanto tempo, mas agora vejo uma diferença enorme entre os jovens da minha altura e os de agora... muita violência, muita falta de disciplina, etc.
eu tenho um filho com 2 anos e assusta-me bastante pensar em como vou conseguir educa-lo bem sem que ele se torne ecrã dependente, violento e disciplinado. Daqui a 12 anos estou cá para contar como está a correr.
parabéns ao vosso programa pelos temas interessantes

Márcia

sonho disse...

o que influencia?
a sociedade de hoje em dia... o facto de desde os 5 meses irem para um infantário, terem de sair de casa às 7 da manhã e chegar a casa às 19h, fazer trabalhos de casa, estar 5minutos com os pais e ir para a cama. Isto aliado ao stress dos pais relaccionado com o trabalho, falta de tempo para estar com os filhos, etc.
Por causa da dita falta de tempo os pais muitas vezes tentam compensar os filhos de maneira material e não familiar... como um fim de semana juntos ou tentar chegar mais cedo a casa e passar tempo de qualidade com os filhos.

parabéns pelo tema
Lucia

AG disse...

e para REFORÇAR essa ideia agora exprimida:
nao somos a "geração RASCA" mas a "geração À-RASCA"

Ana G.

Nelson disse...

Olá boa tarde, Sou o Nelson, sou um jovem com 16 anos, estou a prestar bastante interesse a esse debate.
A meu ver, os jovens actuam conforme vários factores à sua volta: desde a escola (para além dos colegas TAMBÉM OS PROFESSORES), família e amigos.

Afirmo isto com base na minha convivência com estes influenciadores: (por exemplo)
no que diz respeito aos professores, posso dizer que tinha uma professora, que quando eu lhe disse que ia para uma Escola Profissional, ficou "revoltada" porque tinha e tem a ideia de que uma EP é uma escola para "coitadinhos, não têm capacidade para mais...", entre outras como "Ah isso são aquelas escolas para soldar...não é?" (esta última foi uma pergunta feita por um aluno do ensino secundário regular)...e parece que este tipo de ensino ainda é bastante desvalorizado pela pouca informação que estas pessoas dispõem (Mas pronto isto já daria um novo debate ao vosso programa, acho que era bastante interressante).

Afirmo que já partilhei esperiências com os meus amigos (apenas drogas leves), mas nunca quis passar dos extremos e nunca hei de passar...sei que os meus amigos me influenciaram indirectamente, mas nunca me pressionaram nem me obrigaram a fazer algo...

Ryan Teixeira Barros disse...

Existe uma dor dentro de mim
uma dor que não consigo explicar
é uma dor que não desapareçe
essa dor corre-me pelo sangue e consome-me a alma
não sei porque vim ao mundo
a vida é uma coisa sem sentido nem destino
Todos os dias são iguais
Todas as horas e todos os minutos são vazios
Meus pensamentos originam desilusões
Os sonhos não passam de ilusões
eu não passo de um Zé ninguém desgraçado
nesta sociedade falsa
em tudo u que fiz foi em tudo o que me fudi
Faça sol ou faça chuva
a minha solidão é sempre muda
Só quero acabar de vez com este pesadelo sem fim
Já tou farto de acordar
tou farto de falar
tou farto de olhar
tou farto de viver
não tenho nada a perder
Quero sair do me corpo
Quero desapareçer de vez !!!


Nem você nem eu nem nada
nem ninguém vai mudar . . .
Cada um é a merda que é
e eu cago nisso
Que sa Foda pa Puta que Pareu este mundo escroto


A Morte vai chegar e me vai levar para um lugar bem melhor.

lady_blogger disse...

Estas novas gerações, são gerações de gente revoltada; revoltada com a vida , revoltada porque não ter dinheiro ou alimentos q.b., revoltada com a falta de atenção por parte da família, revoltada por pressões familiares e sobretudo sociais, revoltada até porque não se tem uma Wii, mas essencialmente revoltada.
Mas esta revolta, por vezes só interior, acaba por se esbater à medida que se vai saindo da adolescência, porém há casos mais problemáticos e que torna alguns destes jovens com problemas ou problemáticos em jovens de risco. Quando os bens essenciais escasseiam e o amor que se recebe é pouco, e quando as companhias não são as mais indicadas, é difícil de encontrar um caminho melhor para seguir uma vida dita normal para os padrões socialmente aceites.
E se se pisa o risco desde muito cedo, isto pode ditar a personalidade futura.

CC

Maria Mendes

Sininho disse...

Tenho 18anos e passei a minha infancia na Suiça e a adolescencia em Portugal.

Poderei dizer que vi actos de risco na Suiça em crianças que, em Portugal, felizmente, não creio que aconteçam em idades tão prematuras.

Penso que o grande incentivo aos actos de risco vem principalmente dos exemplos e dos ideais que as crianças têm dos pais, professores, ídolos e talvez até amigos (mais velhos).

Um adolescente de 14 anos tem idade suficiente para ter noção dos comportamentos que toma e para medir as consequências, porque os jovens são muitas vezes mais cientes do que os adultos (sobre drogas, contraceptivos etc etc).

Creio portanto que, em muitos casos, os comportamentos de risco são desencadeados por agentes inconscientes (traumas da infância, familiares alcoólicos, agressivos ou toxicodependentes) automatizados quando o indivíduo atinge a adolescência.

Penso ser sempre importante frisar que não temos controlo em tudo o que fazer e penso que os jovens de hoje têm pouco apoio emocional, quer a nível familiar, quer, muitas vezes, a nível social.

Marta

Cool_Vibes disse...

Deixo a sugestão de fazerem um Programa sobre os motivos de nunca termos(Portugal) ganho a eurovisao.

Carlos disse...

Os jovens são de risco quando não existem ligações fortes com os adultos.