quarta-feira, Setembro 10

Cursos profissionais: saídas com futuro?

No próximo ano lectivo haverá mais 50 mil vagas nos cursos profissionais do ensino secundário. A aposta do Governo na formação técnica, que dá equivalência ao 12º ano e permite ingressar directamente no mercado de trabalho, abrangeu este ano 95 mil alunos.
No total, a via profissionalizante passará a acolher cerca de 130 mil alunos.
O que é certo é que a probabilidade de integrar o mercado de trabalho é maior para estes alunos do que para os licenciados. Saiba neste Sociedade Civil o que podem esperar destas “Novas Oportunidades”.

Convidados:
Conceição Soares, Psicóloga do Instituto de Orientação Profissional da Universidade de Lisboa
Fernando Santo, Bastonário Ordem dos Engenheiros
Maria João Valle, Directora do Instituto de Educação Técnica
Armindo Monteiro, Vice-Presidente da Associação Industrial Portuguesa

65 comentários:

lady_blogger disse...
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Tiago Vaz Osório disse...
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nina disse...

considero muito positivos os cursos profisionais, já fui formadora e via que muitos dos meus formandos acabavam por ficar a trabalhar nas empresas ou instituições onde faziam um estágio q acompanhavaos quase três anos de curso..
Pessolmente gostei muito mais de leccionar no ensino profissional do q no ensino regular, apesar de mais trabalhoso é bastante mais estimulante e compensador.
parabéns pelo programa e pela escolha de temas tão uteis e actuais.

lady_blogger disse...
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lady_blogger disse...

Tendo em conta que os cursos profissionais representam maior garantia de empregabilidade, pergunto porque não acabam com determinados cursos superiores que são um autêntico passaporte para o desemprego?!
Ou pelo menos reduzissem as vagas nalguns cursos universitários, enquanto houvesse problemas de escoamento de licenciados nessas áreas de ensino. Fica mais uma vez a sugestão.

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

O que nos falta é uma boa política de ensino, e capacidade de organização interna do país, sem capachos nem medricas a representar, a defender e até a dirigir tanto os estudantes como a classe dos trabalhadores e dos desempregados.
Para quê formar um filho (sobretudo em nalgumas áreas)? Para o desemprego?
Para se ser desempregado é hoje em dia preciso ser-se licenciado? Que ridículo! Qualquer dia é ver esses desempregados licenciados, douturados na área do desemprego, de tão especialistas que se tornaram por esperar um emprego que nunca surgiu nas áreas em que estudaram.


CC

Maria Mendes

catarina disse...

Boa tarde. Gostaria de saber se tendo 26anos e o 12º já concluído, é possível frequentar um curso profissional ( ainda que a hablitação conferida pelo mesmo seja inferior à minha). Tenho tido muita dificuldade em arranjar emprego e constatei que as empresas ou pedem licenciados ou pessoas com experiência profissional.. Eu não tenho nem uma coisa nem outra, mas para as estatísticas do governo ter o 12º é tudo...

lady_blogger disse...

Os centros de emprego precisam de reestruturações profundas e mais adequadas aos nossos tempos.
No caso dos licenciados desempregados por vezes nem têm oferta adequada para os ajudar a entrar no mercado de trabalho.
E por que é que alguém que está desempregado, se quiser frequentar um curso ou outro dos centros de emprego para poder arranjar mais facilmente trabalho, por vezes é-lhes negada essa oportunidade?
Eu mesma quis em tempos frequentar um curso, mas disseram-me que não podia porque não reunia todos os requisitos necessários. E um dia um vosso convidado disse-me que poderia e depois eu confrontei o referido centro e voltaram-me a negar essa oportunidade.
É desprezível a atitude parcial de determinados centros.
E ninguém se queixa?

CC

Maria Mendes

AG disse...

Até que ponto não estará um estudante do ensino profissional pronto a actuar de modo MAIS EFICIENTE que um estudante universitário, para o mundo laboral?

( No meu caso, agarrada a uma produção de projectos fictícia e teórica, desligada desse acto material que é, a efectiva CONSTRUÇÃO arquitectónica! )

---
O ensino universitário não deverá oferecer aos estudantes uma vertente mais prática, activa e mais direccionada para um mercado feroz que nos aguarda ? Porque na PRÁTICA, a TEORIA é outra!

Ou os recém-licenciados terão que olhar para os cursos profissionais como uma “pós-graduação” ?

---

Ana G.

share your work disse...

Sou aluno do 12. ano prestes a ingressar em medicina. Aquando da minha entrada no 10. ano pensava que estes cursos seriam um autentico "passaporte" para o desemprego, no entanto, sou obrigado a reconhecer que 3 anos depois estes cursos melhoraram bastante e constituem uma excelente aposta como é o caso de informática que muitos dos meus colegas frequentam. Sem dúvida, uma hipótese a considerar.

Garras disse...

De facto é muito bonito ver os numero de empregados apos estes cursos. De certo que estatisticamente es cursos desenvolvem emprego, mas sera durante quanto tempo ?

Eu frequentei um curso profissional (embora no centro de emprego e formação profissional) que apos a sua conclusão tinha ofertas de trabalho de dezenas de empresas a pagar-me o ordenado minimo! Ou seja, eu, com um curso profissional, com premios regionais e nacionais ganhos (nos concursos IEFP) e com aptidões para desenvolver um trabalho eficaz, consigo fazer mais dinheiro e melhor qualidade de vida com um simples emprego como empregado de mesa ou balcão!
Apos anos a procura de emprego na minha area, decidi à dois anos frequentar um curso universitario (curso este como melhor saida profissional que o anterior)
É preciso nao esquecer que todos este cursos profissionais sao "comparticipados" pelo estado pelo periodo de um ano!
Quantos não serão os alunos que apos estes cursos, trabalham um ano e depois vão para a rua por ter acabado o apoio do estado ??

Eskisito disse...

As empresas continuaram a contratar pessoal dos cursos profissionais porque lhes pagam menos do que a um Licenciado na área. Simples.
Ninguém sai mais formado de um curso profissional que um licenciado. Isso põe em causa todo o sistema de ensino universitário.
Por último, se o estado está a abrir tantas vagas para cursos profissionais, porque é que não vai procurar os 40 mil profesores que estão no desemprego em vez de contratar todo e qualquer português com um CAP?

pikenatonta disse...

Eu só sei que estou arrependida de ter tirado um curso tecnológico. Pensei que fosse "parecido" com um curso profissional, pois tinha em vista o mercado de trabalho, mas sem estágio, sem nada... Não valeu a pena para mim. Nunca me valeu de nada...
Na minha opinião penso que estes cursos profissionais são muito bons. Acredito que a percentagem de licenciados desempregados seja maior que o desemprego destes alunos. Mas posso estar enganada...

Parabéns pelo programa! Raramente comento mas todos os dias o vejo.

Garras disse...

Quer dizer, de acordo com esse senhor, eu com uma licenciatura atropelada pelo processo de bolonha, sou mais incompetente que os outros que tiram cursos profissionais ??
Eu tenho uma licenciatura com componente 50% pratica e mais anos de estudo que qualquer um desses colegas e mesmo assim sou mais incompetente ?
Nao coloquem todos no mesmo saco! Ja por haver cursos regidos pelo real facilitismo naoquer dizer que sejam todos iguais.

JDL disse...
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JDL disse...

Boas Tardes estou a tirar um curso nível 4 no IEFP. E garantirão-me que podia seguir este ano para o ensino superior. mas devido ao atrasado do começo não vai ser possível. também está a ser-me difícil encontrar trabalho. gostaria que me pudessem ajudar. O meu curso Técnico Instalador de redes e manutenção de sistemas informáticos. O meu estagio nao teve nada a ver com o curso que estou a frequentar, mas sim ligado ás telecomunicações.
Ass Diogo Lopes, Alpiarça

David disse...

Eu tenho 16 anos e neste momento estou num curso profissional de informática por engano e por falta de organização da escola onde estou. Isto acontece porque a minha turma foi a primeira de tipo profissional na escola que nos anos anteriores tinha só o chamado ensino normal.
Nós temos poucos meios e sinceramente trabalhamos mais a teoria do que a prática.
Estou no ultimo ano e os professores disseram que ire-mos dar mais prática até por que vamos ter o estágio este ano (só este), vamos lá ver. Sou dos melhores da turma e não tenho nenhum módulo em atraso. Acho que tinha futuro noutro curso mais dificil. Não digo que o curso é mau mas não tenho a certeza se temos capacidades práticas e maturidade suficiente para integrar o mundo do trabalho. Creio que a culpa é da escola por falta de organização.
Vamos lá ver este ano como corre.

Catarina disse...

é uma vergonha!!! só vai para as escola profissionais os que não conseguem acabar os estudos no ensino secundário... Nestas escolas toda a gente tira boas notas e passa de ano. Eu sou recém licenciada em Gestão e não encontro trabalho, porque as pequenas e médias empresas contratam estes alunos porque os salários são mais baixos e tem a experiência do estágio garantido no final do curso e as grandes empresas só contratam pessoas com experiência... Se ninguém nos contrata como vamos ter experiência??

Hernâni disse...

Creio que os cursos profissionais são demasiados práticos. Não nos podemos esquecer que a escola também tem como função o desenvolvimento intlectual do aluno.
Pergunto,se os cursos profissionais não falham a esse nível.

pikenatonta disse...

Concordo com a opinião da Catarina, existem imensos recém licenciados que não conseguem emprego pois não têm experiência! É um pouco complicado assim... Estou a tirar uma licenciatura e penso muito nesta situação...

Eva Marques e Joana Reis disse...

Boa Tarde,

Frequentei um Curso Profissional de Comunicação, Publicidade, Marketing e Relações Públicas e realmente 80% dos meus colegas de curso conseguiram emprego, mas de 20 alunos apenas 1 conseguiu na área da Comunicação.

Após alguns estágios eu decidi ingressar no ensino superior e sou licenciada em Comunicação Empresarial. Posso dizer que a formação profissional foi uma mais valia no meu percurso académico assim como no contacto que tive a nível laboral.

No entanto, não concordo com um dos seus convidados que dizia que já se pode dar um título de licenciado a quem sai do 12º ano pois frequentei uma licenciatura pré- bolonha e pós Bolonha e garanto que nas escolas em que se soube implantar o Bolonha, é exigido mais empenho dos alunos.

Eva M.

EviL disse...

Já que falaram de títulos lembrei-me de formadores na área da informática que só por isso estão habilitados a leccionar quando há pessoas com o 12º ano muitíssimo mais cultas que realmente sabem e sabem-fazer.
Uma pergunta fora do livro e entram em pânico: é problema de configuração ou problema de instalação.
Conheço uns 10 (dez) nesta situação que já estão a aquecer para este novo arranque.
Será que estes novos cursos vão recorrer a quem sabe ou sistemáticamente apenas a quem tem um título ?

Cmpts,
Nelson

APROTED disse...

A intenção pode ser boa, mas tudo não passa de uma grande fraude que todos iremos pagar nas próximas décadas.
1º 95% das escolas não tem os requisitos ao nível das instalações e tecnologias para darem esses cursos. Não é por magia, de um momento para outro, que a vulgar sala com carteiras e giz se transforma numa oficina ou laboratório.

2º Os professores das componentes técnicas destes cursos são sempre colocados após o início do ano lectivo e apenas podem leccionar meio horário (DL nº 35/2007, artigo 11º). As escolas não estão autorizadas a reconduzi-los no final do ano lectivo de forma a darem continuidade ao seu projecto pedagógico.

UMA FRAUDE!

António Silva

Professor de Técnicas Especiais do Curso Profissional de Artes do Espectáculo do Ensino Secundário

lopes disse...

Boa Tarde,porque razão não é permitido a menores de 16 anos no periodo de ferias ter uma ocupação profissional,(ex.nas empresas onde os pais trabalham ou outras) seria um ganho de conhecimento,e abriria um leque de conhecimento a criança para saber o que gostaria de fazer no futuro,e não ir fazer um curso sem saber se gosta ou se é a sua vocação.boa Tarde e obrigado

Ricardo disse...

Na teoria isso tudo pode ser verdade. Mas cada vez se vê as empresas (não as maiores e multinacionais, mas as pequenas empresas) a optar por colaboradores não licenciados por razões de controlo de custos. Um curso profissional, que em Portugal não são considerado os estudantes de um instituto politécnico, mas sim de uma outra formação, nunca está ao nível de conhecimentos e de potencialidades de um curso superior universitário.
Vê-se muitas vezes que uma pessoa com um curso profissional continua no mesmo nível remuneratório durante anos. A potencialidade de um futuro melhor é um pouco cortada pela sociedade portuguesa por essa mesma razão.
Um curso profissional não é uma alternativa a um curso universitário. Não proporciona as mesmas oportunidades. Uma pessoa que tenha a possibilidade de optar por um curso universitário nunca vai optar por um profissional.
Realmente era o necessário a este país mas nunca se pode dizer que é igual. Terão desde logo menos oportunidades.

Denny disse...

Eu entrei no 10º ano num curso de ciencias e tecnologias que é um dos cursos normais mais dificeis, e chumbei, porque tem de se estudar muito mesmo, e em muito menos horas que num curso profissional aprendese muito mais. Agora estou num curso profissional de gestão e programação de sistemas informaticos, e tenho mais 250horas por ano que os cursos normais, mas aprendo metade do k atrendia num curso normal. Na minha opinial os cursos profissionail estão mal consebidos em relaçao a materia que é dada. E ficamos muito menos preparados para o trabalho num curso profissional!!!

Garras disse...

Creio que estão a tentar comparar coisas sem possivel comparação.
Cursos profissionais sao muito bonitos, mas não estao a tocar nas areas de um e do outro pois essas nao existem.
Nos cursos profissionais criam-se pedreiros, canalizadores, electricistas, montadores de redes e areas similares. No entanto, as universidades criam medicos, produtores de areas multimedia, gestores, enfermeiros, etc.
Querem criar cursos profissionais para medicina tambem ?
Vamos criar um curso profissional para producao de conteudos multimedia?

Denny disse...

Eu entrei no 10º ano num curso de ciencias e tecnologias que é um dos cursos normais mais dificeis, e chumbei, porque tem de se estudar muito mesmo, e em muito menos horas que num curso profissional aprendese muito mais. Agora estou num curso profissional de gestão e programação de sistemas informaticos, e tenho mais 250horas por ano que os cursos normais, mas aprendo metade do k atrendia num curso normal. Na minha opinial os cursos profissionail estão mal consebidos em relaçao a materia que é dada. E ficamos muito menos preparados para o trabalho num curso profissional!!!

tz disse...

Boa tarde.
Gostava de contrapor uma ideia há pouco discutida, em relação aos Ensino Politécnico.
Que quelidade de ensino poderá oferecer quando forma professores de 1º e 2º ciclo numa só licenciatura, podendo à saída um licenciado concorrer em dois campos, ao contrário do ensino universitário, em que uma licenciatura em ensino de 1º ciclo tem a mesma duração. Onde é que está a qualidade na formação.
José Vieira

Liliana disse...

Se um aluno que conclui um curso técnico-profissional pode ingressar no ensino superior, será que um aluno que conclui uma licenciatura pode ingressar num curso técnico-profissional?

Liliana F.

Naná disse...

Boa tarde,

Acho que escolheram um excelente tema para discussão, por isso os meus parabéns!
Eu sou licenciada, numa licenciatura bastante generalista, Relações Internacionais, onde andei 4 anos a aprender teoria... e que não me capacitou minimamente para a vertente prática exigida pelo mercado de trabalho.
Após alguns meses de procura de emprego, achei que uma vez que me faltava essa vertente técnico-profissional seria boa ideia ingressar num curso profissional. Quando tentei inscrever-me a resposta foi: "não se pode inscrever nem participar porque tem habilitações a mais!" O que significa que o meu título representou um entrave...
Depois fiz um curso de formação profissional de 540h em segurança e higiene do trabalho e não posso dizer que tenha sido menos generalista que a licenciatura que tirei. Satisfaz-me apenas saber que fiquei com um CAP V e que os alunos de CAP III têm mais ou menos a mesma vertente prática que eu tive em metade das horas.
Trabalho há 4 anos num sector que nunca esperei trabalhar: a construção civil e vejo-me confrontada com algumas lacunas de vertente técnica que apenas consigo colmatar com pesquisa, estudo após as horas de jornada diária (e porque apesar de ter seguido humanidades, até sou boa a matemática e física, mas faltam-me as bases!).
Não tenho problema nenhum em ganhar metade do que ganha um pedreiro ou um servente na mesma empresa que eu! Tenho problema é em ganhar metade do que ganha um engenheiro técnico, que tem um título académico equivalente a bacharelato, enquanto eu tenho uma licenciatura!
Quanto ao empreendorismo, também tentei ir por essa via, mas descobri rapidamente que ou tinha dinheiro meu para investir até os fundos de apoio chegarem ou não valia a pena sequer tentar: é que para se ter uma empresa subsidiada temos que em alguns ramos de actividade ter o espaço de sede, os funcionários a trabalhar, adquirir as matérias primas, etc. Só depois é que se recebe os fundos, que assim acabam apenas para pagar o investimento que se fez! Não admira que se diga que não haja mais empreendedores: eles existem, mas nem sempre têm o capital para investir até receberem fundos!
Natércia Custódio

Catarina disse...
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odile disse...

Boa tarde!! Parabéns pelo programa. Sou licenciada em Engenharia Biotecnológica Pré-Bolonha (5 anos) e após 9 meses sem encontrar trabalho vou frequentar um curso profissional na área de Controlo de Qualidade Alimentar para tentar melhorar as perspectivas de empregabilidade. Enfim não se pode baixar os braços...é o país que temos...
Abraços!

Odília

Marco disse...

Eu frequento um curso Profissional e quero ingressar no ensino superior!
Mas devido ao EXCESSO DE FACILITISMO! Esse objectivo vai ser muito mais complicado!

Deragnu disse...

Estava com uma sensação de quem está aí a comentar a discutir! estas questões, estaria a falar lateralmente ao que se passa na realidade. Depois verifiquei que não sou o único, como diz a canção.

Para tirar um curso que me interessa, tinha de viver, repito viver ou no Porto ou em Lisboa. Se quiser obter um determinado curso no IEFP, tenho de ter ou 6º ano ou 9º, ou seja aquilo que precisava efectinvamente para resolver a minha vida, é-me vedado porque tenho ou habilitações a mais ou a menos.
E tão fácil de resolver, portanto o que dizem, e perdoe-me a Fernanda que faz o seu melhor sempre, estes senhores e senhoras, são pessoas de secretária e pouco ou nada sensiveis ao assunto.

No Politécnico, só para funcionários publicos com aulas às 17,30, quem consegue, eu tentei andar por lá, mas impossível com a declaração de Bolonha ou a sua desculpa são trabalhos quase diários. Ouvi dizer aí que um pedreiro ganha mais que um licenciado? Tenham dó...

Anttónio

JDL disse...

Boas Tardes estou a tirar um curso nível 4 no IEFP. E garantirão-me que podia seguir este ano para o ensino superior. mas devido ao atrasado do começo não vai ser possível. também está a ser-me difícil encontrar trabalho. gostaria que me pudessem ajudar. O meu curso Técnico Instalador de redes e manutenção de sistemas informáticos. O meu estagio nao teve nada a ver com o curso que estou a frequentar, mas sim ligado ás telecomunicações.
Ass Diogo Lopes, Alpiarça
AGRADECIA QUE ME RESPONDESSEM PORQUE É MUITO URGENTE. OBRIGADO

David disse...

Eu queria continuar os estudos e queria saber até quanto isso é possível com as bases que eu estou a adquirir neste curso de gestão de equipamentos informáticos que está numa escola tão pouco organizada que só permitiu aos alunos ter apenas disponível num curso de informática apenas a lingua estrangeira de Francês (sim isto é verdade porque metade da minha turma e incluído eu escolher inglês e só foi permitido o fracês). Como é que é possivel e apesar de isto temos poucos meios o que faz com que tenha-mos pouca prática.
No fim do curso se algo me correr mal na procura de emprego devido a estes probelemas estou a pensar processar a escola.

Ana disse...

Boa tarde, acabei o 12º ano num curso tecnológico no ano lectivo passado, realizei as provas de ingresso pois decidi tentar o ensino superior, no entanto verifico em recem licenciados do curso que pretendo seguir, as dificuldades que estão a ultrapassar pela falta de emprego ou até mesmo pela remuneração inadequada. Estas situações prejudicam a motivação de todos aqueles que pretendem ingressar o ensino superior.

Gonçalo disse...

Olá,

Tirei um curso profissional de electrónica e telecomunicações numa escola de Lisboa...neste momento encontro-me em Inglaterra a estudar robótica, no 2ºano da universidade.

Sem dúvida a melhor opção que fiz na minha vida.

Se tivesso tentado entrar numa universidade em Portugal...não sei...mas também nunca foi minha opção.

Boa Tarde,
Gonçalo

Luís disse...

eu sou um aluno do secundário e este ano vou entrar no 12º ano.
Eu acho que os cursos profissionais servem essencialmente para se preparar para uma profissão. A eventual oportunidade de seguir um curso superior é apenas propaganda, pois actualmente não existem condições viáveis para tal acontecer.

Tho disse...

Relativamente a dificuldade de um curso profissional, pela minha experiência, não é "papa doce" foi o único que acabei o meu curso profissional, enquanto que antigos colegas chumbaram aos módulos e consequentemente foram excluídos...

No entanto, como tudo na vida, se não houver esforço não se consegue ir a lado nenhum.

Actualmente estou a frequentar uma universidade e com a experiência do curso profissional e o estágio que tive, consigo fazer trabalhos como freelancer o que ajuda bastante a pagar a faculdade.

Os cursos profissionais, na minha opinião ajudam a ganhar alguma independência e maturidade.

E quem vém dos cursos profissionais para a faculdade (processo de bolonha) actualmente não tem o "choque" dos modulos.

Pessoalmente achei a faculdade muito mais "light" que o curso profissional, porque as horas de formação tecnológica eram muito "pesadas" e difíceis, mas isso claro depende dos formados.

Como tive a sorte de ter formadores exigentes e profissionais estive preparado para entrar na faculdade e adaptar-me as diferenças e novos desafios.

Ricardo Pereira disse...

Boa tarde

Em relação a esta questão de cursos profissionais, acho que a sua estrutura favorece mais eficientemente o tecido empresarial, devido à sua componente práctica implicita nos mesmos, mas em contrapartida a qualidade de um licenciado a meu ver é superior à de um curso profissionalizante.

As empresas como já foi dito preferem empregar um jovem com um curso profissional pois as suas remonerações são sem dúvida inferiores. Por esta razão muitos licenciados encontram-se desempregados.

Ana disse...

Acabei este ano lectivo o 12º ano num Curso Tecnológico de Informática com especialização em Técnicas de Gestão de Base de Dados.

Desde logo sabia que podia entrar no ensino superior por experiência do meu irmão. Mas infelizmente vim a saber que espalham aos alunos do 9º ano que os cursos tecnológicos/profissionais não possibilitam a saída para o ensino superior.


Devo só dizer que eu neste momento, acabado o 12º, aguardo a lista de colocados para saber se realmente entrei na UNL em Engenharia Informática com mais dois colegas meus.


E para quem acha que os alunos dos cursos tecnológicos/profissionais são menos inteligentes digo desde já que acabei o secundário com média de 16,2; fiz o exame de Matemática com 17,7 o que me proporcionou uma nota de candidatura de 16,8.



Ana Gonçalves
18 anos, Albufeira

Sílvia disse...

Não concordo com a existência deste cursos profissionais, com este novo programa chamado de novas oportunidades. É só mais uma tentativa de ludibriar os alunos, e de "roubar" os poucos postos de trabalhos que já existem para os licenciados. Porque um técnico, com menos preparação e menos capacidades vÊm substituir um licenciado que passa horas a estudar para depois vir um mero tecnico roubar o seu trabalho... Uma Fraude...

carla disse...

Ola boa tarde...
Eu venho contar meu caso que tenho 20 nos e tenho o 12ºano e nao tenho possibilidades de ir para a universidade e é triste tentar concorrer ao curso que eu queria seguir nas novas oportunidades e a resposta que tenho é que é para maiores de 23 anos acho que deviam aumentar a margem de idade porque esse cursos podem vir a dar um sonho a quem nao tem possibilidades de ir para a universidade, falo por mim.

Obrigado pela vossa atençao

Sílvia disse...

Não concordo com a existência deste cursos profissionais, com este novo programa chamado de novas oportunidades. É só mais uma tentativa de ludibriar os alunos, e de "roubar" os poucos postos de trabalhos que já existem para os licenciados. Porque um técnico, com menos preparação e menos capacidades vÊm substituir um licenciado que passa horas a estudar para depois vir um mero tecnico roubar o seu trabalho... Uma Fraude...

Ana Ferreira disse...

Os cursos profissionais são, efectivamente, alternativas positivas para quem não pretende ingressar no ensino superior. Aposta-se na educação, sensibiliza-se o acesso ao ensino superior, mas quando se atinge o mercado de trabalho as portas fecham-se e a desilusão começa. Se por um lado, a licenciatura é, no meu ver, um patamar padronizado, dado a grande afluência de jovens a este grau, por outro, a tentativa de ingressar num grau mais elevado nem sempre é bem remunerada no mercado de trabalho, porque nem sempre as entidades empregadoras estão dispostas a apostar no desenvolvimento formativo de um jovem com grau superior... Fico perplexa com os paradoxos existentes entre a educação e o mercado de trabalho. Além disso, não ha pontes sólidas entre as universidades e as entidades empregadoras, há apenas pequenos protocolos que ficam bem, mas que no fundo não beneficiam um jovem desempregado.

Marta Luisa disse...

frequento o 11 ano de um curso humanistico. A minha mae e' professora dos cursos profissionais e acho positiva a ideia embora nao esteja bem concebida. Tenho colegas que nos anos anteriores ao 10 ano passavam sempre á tangente, estam agora num curso profissional e têm tão ou melhores notas que as minhas. O grau de exigencia nestes curso É menor! é um facto, nao é preconceito.

JDL disse...

Também estive no ensino superior e como vinha de um curso profissional foi-me dificultado a tarefa de passar a algumas cadeiras naquelas que tinha conhecimento que tinha ciso adquirido no curso profissional logo, acho que o ensino profissional na, ou seja, os cursos nível 3 que dão equivalência ao 12º ano não dá a preparação suficiente para o ensino superior. dai eu ter ido tirar um curso nivel 4

Denny disse...

Disseram em relação a ter falado das materias, que eram diferentes, não!, eu pedi equivalencia das disciplinas do 10ºano no curso normal, para o curso profissional, e tive equivalencia em portugues ingles, matematica e fisico quimica, e tive equivalencia aos 3ANOS!!! A materia que dei num ano de curso normal é equivalente a 3anos do curso profissional. So para ter uma ideia das horas que passamos na escola, eu entro todos dias as 8am e saio as 6pm com 45min de almoço!

Luís L disse...

Penso que também está errada a política de ensino nas universidades porque não preparam bem os alunos para o que vão enfrentar no futuro. Assim os alunos de cursos profissionais estão mais habilitados a curto prazo para desempenhar as funções exigidas.
Embora os alunos universitários tenham mais possibilidades de progredir na sua carreira, sem estarem empregados isso não pode acontecer.

Fernando disse...

A confusão começa logo com a redução da taxa a reprovação no ensino básico. Eu sou docente há 10 anos, desde que cheguei as regras foram alteradas constantemente para facilitar, para oferecer, a passagem sem domínino das competências essenciais. O "Nacional Porreirismo" está instalado.
Depois há alunos com menor capacidade, ou menos empenhados, que mostram mais interesse pelos ditos cursos profissionais. Para estes, esta solução é positiva, visto que não abandonam o sistema. Mas, querer passar a ideia que os estes cursos não são mais fáceis, é querer enganar as pessoas. Nas reuniões de inicio destes cursos a 1ª informação que dão aos formadores é que ninguém pode reprovar. Todos têm de ser capazes. Todos sem excepção. Como muitos cursos nem sequer seleccionam alunos, pois não têm essa capacidade (têm de os acolher a todos, e preencher as vagas, para receber os apoios do estado) imagine-se o que se tem que leccionar. Reduzir, reduzir, reduzir... mesmo os que querem aprender muitas vezes não o fazem por incapaciade dos outros

Ricardo_Rodrigues disse...

Após terminar o 12º ano de escolaridade decidi ingressar num curso profissional de 1 ano e meio de nível 3 vocacionado para a área de desenvolvimento de aplicações informáticas. Após completar o curso fui integrado nos quadros da empresa multinacional onde realizei o estágio, mas verifiquei que de facto existia uma desigualdade de direitos perante os licenciados académicos, pelo que ingressei numa faculdade e completei a licenciatura de engenharia Informática em horário pós laboral. Com as experiências que passei ao longo destes anos considero que fui muito bem preparado pelo curso profissional, ainda hoje uso directamente no meu trabalho diário conceitos aprendidos nesse curso, no caso da licenciatura penso que foi uma excelente forma de moldar a minha forma de pensar e resolver problemas, mas de uma forma geral considero que a licenciatura quase era desnecessária, pois grande parte do conhecimento que usei e continuo a usar ao longo destes anos de trabalho e 4 firmas diferentes foi auto-adquirido, e que o curso profissional serviria perfeitamente como base para adquirir estes conhecimentos, portanto a meu ver a licenciatura foi apenas a aquisição de um certificado de habilitações, e não me tornou uma pessoa muito mais bem preparada do que a que eu era após terminar um curso profissional de nível 3.

Quanto aos ordenados, sim um técnico vais sempre ganhar menos que um licenciado, é a dura realidade deste País.

Ricardo Pereira disse...

Em relação ao meu caso concreto, eu estou a ingressar no último ano do meu curso, Tecnologia e Design de Produto, que se encontra numa escola superior politécnica da Universidade de Aveiro (ESAN - Escola Superior Aveiro Norte).

Este curso, graduado como licenciatura, é o único existente nesta escola politécnica mas tem uma particularidade em relação a todos os outros cursos da Universidade de Aveiro, estando situado numa escola politecnica tem uma componente práctica bastante elevada com interação entre empresas e alunos o que é bastante de salutar porque a realidade industrial não é a mesma realidade que as universidades vêm com cursos muito teóricos.

Neste aspecto o curso que frequento tem uma mais valia ao formar alunos com uma visão da realidade industrial mais fiel.

Carlos Paiva disse...

Boa tarde,
Tenho 3 cursos profissionais + respectivo estágio em empresas
associadas as escolas profissionais e inciei os ccursos já com o 12º.
ano concluido. Quero informar que em nenhum dos cursos após os
estagios nem eu nem todos os meus colegas ficámos a trabalhar, pois as
empresas, só querem mão de obra barata ou gratuita e depois no fim do
estágio, apesar das compensações finaceiras mandam embora os
formandos. Assim a maior parte dos cursos profissionais são uma
fraude, pois não absorvem os finalistas dos respectivos cursos.

P.S. Curiosamente numa das vossas imagens do progarama de hoje apareci
na imagem.
Saudações
Carlos paiva

Marco disse...

Os alunos do ensino Profissional quando terminam o curso de Nivel 3 podem concorrer ao ensino superior!
para isso tem que realizar o Exame Nacional das especificas que o curso superior pretende!

ATÉ QUE PONTO OS ALUNOS DO ENSINO PROFISSIONAL ESTÃO HABILITADOS A REALIZAR UM EXAME NACIONAL??

Pela minha experiência vejo que não conseguem! Então vão para explicações e só mais tarde é que entram!

Carlos Paiva disse...

Boa tarde,

Tenho 3 cursos profissionais + respectivo estágio em empresas
associadas as escolas profissionais e inciei os ccursos já com o 12º.
ano concluido. Quero informar que em nenhum dos cursos após os
estagios nem eu nem todos os meus colegas ficámos a trabalhar, pois as
empresas, só querem mão de obra barata ou gratuita e depois no fim do
estágio, apesar das compensações finaceiras mandam embora os
formandos. Assim a maior parte dos cursos profissionais são uma
fraude, pois não absorvem os finalistas dos respectivos cursos.

P.S. Curiosamente numa das vossas imagens do progarama de hoje apareci
na imagem.

Saudações
Carlos paiva

conchita disse...

Boa tarde. Estou numa situação de "meio-termo" isto é, não acabei o estagio da Licenciatura do ensino (1º ciclo) devido a uma depressão. Decidi trabalhar. Tenho o 12º ano , e não tenho uma profissão definida. Os cursos que tirei ao longo da minha vida não se adequa ao mercado de trabalho. O meu último emprego foi de limpezas. Gostava de tirar um curso profissional, no entanto já me informei e disseram-me que devido à frequência universitária não poderia tirar um curso.
Será que há alternativas para as pessoas como eu, neste "meio-termo" conseguir um curso profissional e poder trabalhar e aspirar outro tipo de emprego que não o de limpezas?

Fernando disse...

o taxa de abaondono tem exactamente a ver com a exigência.

Facilitismo = continuar dseja que q forma for...

Exigência = continuação dos mais fortes

Edgar Gomes disse...

Boa tarde! Sou Recém-Licenciado em Engenharia Electrotécnica e encontro-me neste momento a procurar por um anciado posto de trabalho. Julgo que em parte o insucesso da integração de recém-licenciados no mercado de trabalho deve-se à falta de uma estrutura de apoio ao jovem recém-licenciado na busca por um estágio curricular ou profissional como existe aos jovens que terminam os cursos profissionais?! O que acham em relação a isso? Não será importante apoiar mais os recém-licenciados e não deixá-los entregues à sua sorte?

BBlogger disse...

Cursos profissionais são de facto uma saída com futuro, é uma formação dedicada á preparação para um saída profissional, estando estatisticamente comprovado terem maior taxa de empregabilidade que os cursos superiores. Sinceramente acho este tipo de formação bastante útil para o país pois dá uma formação diferente da do ensino universitário, preparando-os assim para tarefas diferentes, sendo que portanto não pode ser visto como uma entrada para a universidade, pelo menos no meu ponto de vista, porque se querem entrar na universidade existem os curso cientifico-humanisticos que dão uma preparação especifica para o ensino superior e se existem estes dois caminhos, qual é o sentido de através do ensino profissional terem as mesmas opções que um aluno do ensino cientifico-humanistico, que têm um ensino mais exigente e nao ficam com uma formação suficiente para ingressar no mundo do trabalho da mesma maneira que o ensino profissional. Concluindo, sou da opiniao que os cursos profissionais são muito positivos quando vistos como um caminho para a ingressão no mundo do trabalho, mas acho terrivelmente injusto darem a equivalência ao cientifico-humanistico, portanto acho que queixarem-se que no ensino profissional existe demasiado facilitismo é uma incoerência porque os cursos profissionais foram ciados para quando terminados os alunos ingressarem no mercado trabalho e nao continuarem os estudos, logo tem de ser apenas uma questão de consciencia pessoal para se decidir entre seguir uma preparação para o ensino superior ou para o mercado trabalho.

How disse...

Foi através do ensino Profissional que concluí o 12º ano e ingressei num curso universitário.
Frequentar este curso profissional significou 40 horas semanais, de aulas ou estágio, interrompido apenas no mês de agosto e em feriados nacionais.
No fim do curso, habituado a este ritmo foram necessários apenas 3 meses para me preparar e conseguir fazer as especificas de engenharia no ano de 2005 ( Matemática e Física ), com média de sensivelmente 16 valores.
Ingressei na faculdade e no curso que pretendia, dando seguimento ao que já aprendera no meu curso Profissional. Grande parte das disciplinas que frequentei até ao momento são um aprofundar de conhecimentos.
Aconselho um curso profissional a todos aqueles que sabem no fim do 9º ano a área à qual se querem dedicar. É um caminho mais difícil, mas que faz Homens/Mulheres e nos deixa preparados para desafios.

Cumprimentos.

How disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pipoca disse...

A taxa de empregabilidade dos finalistas dos cursos profissionais é muitissimo mais elevada do que um finalista de uma qualquer licenciatura. Porquê ???, porque são cursos com uma grande componente prática ao longo dos 3 anos de curso em ambiente de sala de aula. Sem deixar de mencionar no facto de todos os alunos terem que realizar os estágios (parte integrante da compenente do curso).
Possuo um curso de nível III (curso profissional) na área de turismo.
Por motivos de força maior não me foi possivel assistir hoje ao programa, mas não quis deixar passar a oportunidade de comentar o tema de hoje.
Parabéns pelo programa.
Cumprimentos,
M. Ferreira

Sociedade Civil disse...

o livro do dia vai ser enviado a :

António Silva
Professor de Técnicas Especiais do Curso Profissional de Artes do Espectáculo do Ensino Secundário

(pedimos que entre em contacto com a produção)

Saudações Civis