sexta-feira, setembro 19

Manuais escolares: negócio de 80 milhões de Euros

O subsídio de férias é, em boa parte das famílias portuguesas, canalizado para o regresso às aulas, a começar pelos livros, onde há a registar um dos maiores aumentos dos últimos anos. Uma família com dois filhos no 2º e 3º ciclos terá que investir mais €210 do que no ano passado. A juntar ao cabaz existe toda a literatura de apoio, material escolar e extras. O Governo já garantiu mais apoios para famílias carenciadas, dando sinais de caminhar para a gratuitidade dos manuais, evitando que as questões económicas sejam motivo de abandono escolar.
A pensar nestas questões e sobretudo na poupança, foram criados os “Livrões” – pontos de recolha de livros usados, ainda em vigor e em bom estado. Todos lucram - quem os doa recebe 20%, quem os procura tem descontos em relação ao preço original.


Convidados:
Maria Emília, Brederode dos Santos, Pedagoga
Ana Cid, Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
Henrique Borges, Federação Nacional dos Professores
Nuno Crato, Professor do Instituto Superior de Economia e Gestão e Presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática

40 comentários:

Bruno Nunes disse...

Afinal, em que consistem os manuais certificados?
Que benefícios trazem às famílias?

cláudia disse...

Nem tanto os manuais... Gasto significativamente mais em material escolar. E não me digam que isto parte da consciência dos pais "o comprar ou o não comprar"! Os professores são os principais culpados nisto!

Tiago Vaz Osório disse...

Gostaria de perguntar à pedagoga em estúdio se os professores não deveriam incentivar "um ensino sem livros"? Temos provas de como isso é possível!

Martinha disse...

Boa Tarde

Não conheço os pontos de recolha de livros usados. Mas como é que isso é possível se eles estão escritos e só se pode comprar o pack completo que é composto por 2 ou 3 livros por diciplina? O meu filho tem 10 anos e ingressou este ano para o 2º ciclo. Gastei com ele cerca de 250 euros.
Parece-me uma verdadeira contradição a não reutilização dos manuais escolares por vários alunos, isto porque o mundo em que vivemos se pretende ecológicamente mais sustentável e a via e-learning também não me parece alternativa a curto prazo.

Ricardo disse...

Boa Tarde

Gostava de saber o que pensam as editoras da campanha "Livrões"?

Rax disse...

O que seria feito das editoras e das centenas de postos de trabalho que estas criam, se todos reutilizassemos os livros ou se não existissem manuais?

leitovsky disse...

Boa tarde!
Gostaria de saber o porquê de os livros no secundario subirem para um preço impressionante (por, ex. biologia e geologia chegou aos 45 euros entre outros)
obrigado!

lady_blogger disse...

Nem de propósito...
Estive hoje num Totta & Açores e por mera curiosidade e sem saber o tema do SC de hoje, perguntei nessa dependência bancária como estava a ser a adesão ao pedido de crédito para aquisição de livros e material escolar. Responderam-me que quase nula ou nula mesmo, mas por outro lado tem havido pedido de empréstimos para fazer face às despesas do ensino superior.

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...
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lady_blogger disse...

Infelizmente há escolas com exigências descabidas, pois chegam ao extremo de pedir aos pais materiais de determinadas marcas. Provavelmente obterão oferendas dessas marcas...
Isto acontece até em escolas públicas, o que é menos compreensível.
Deveriam incentivar a reciclagem de material usado no ano transato e não cultivar o desperdício e o uso de marquinhas. Claro que há marcas boas, mas cada qual deve comprar o material da marca que financeiramente lhe convier.

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Para a Martinha:

Olhe há pontos de recolha de livros por exemplo em algumas instituições bancárias e até on-line. Alguns chegam a dar 20% do valor do livro que doar, caso este esteja em bom estado.

Eu gostaria é de ver o trajecto desde a recolha até ao uso desses livros. Gostaria de saber se alguns serão desperdiçados e se de facto alguns dos livros serão reutilizados por estudantes carenciados. Queria no fundo ter a certeza da boa índole e da funcionalidade desse projecto, podendo comprovar por mim isso.

CC

Maria Mendes

Sara Ferreira disse...

É bom que se saiba que asjudas que foram alargadas são poucas, por exemplo o esclão 2 do 5º ano só dá acesso a dois livros. mas que raio de ajuda é esta?

lady_blogger disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
lady_blogger disse...

Para que as crianças evitem problemas lombares no transporte de pesados manuais, poderiam deixar os livros num cacifo de escola e poderiam tê-los digitalizados nos computadores que agora usam na escola desde o 1.º ciclo. Se implementarem esta minha ideia de digitalizar os livros escolares para os usarem em casa nos pcs portáteis, quererei ter parte no projecto. Isto não é só sugerir, sugerir...
As sugestões têm autores.
Fica mais esta sugestão.

CC

Maria Mendes

lady_blogger disse...

Quem quiser trocar/doar/pedir livros (e outros bens) pode dirigir-se a um site criado para a entre-ajuda entre quem necessita e que se chama www.painatal.org

Se todos nos ajudarmos nesta questão, todos ficaremos a ganhar!

CC

Maria Mendes

Deragnu disse...

Com certeza que hoje já não se justifica o uso de livros em papel, e também não se justifica comprar materiais novos quando se tem do ano anterior.

Mais as sapatilhas, que agora se dizem ténis, (ah!! são diferentes, pois está bem), os transportes as pastilhas para mascar, roupas de marcas, adereços para não ficar mal visto na Escola, e se dar a ideia que se é pobre, e é claro que assim não há carteira que aguente.

No ensino superior, sempre esquecido e é só para alguns. Existem livros cujo custo quase chega a metade do valor do custo total para um aluno 12º. No futuro alguns vingam-se e bem, tipo 2500 Euros por 12 horas de serviço de urgência e outras ainda piores e noutras areas.

Fico por aqui

Anttónio

leitovsky disse...

Em relação aos cds-rom e bom lembrar k muitas livrarias e editoras obrigam a compra-los, pois veem nos chamados "packs obrigatorios"
E bom k o senhor vasco teixeira se lembre disso!

Rui Silva disse...

Em comentário ao telefonema do Eng. Vasco Teixeira, da APEL: É extraordinária a posição das editoras quanto à campanha "Livrões"! É evidente que não é favorável para as editoras campanhas deste género, mas assumi-lo publicamente?!

João disse...

Boa tarde,

Eu sou Professor de Informática e 95% do recursos que utilizo nas minhas aulas são compilados por mim, pois, a meu ver, a maior parte dos manuais que tenho encontrado não me satisfazem minimamente. Por isso, quando tenho de leccionar turmas de TIC (que têm manuais adoptados) a 1.ª coisa que lhes digo é que não devem comprar o manual, dado que considero um desperdício de dinheiro comprarem esses manuais e os recursos que forneço são mais que suficientes.

Por outro lado, também sou pai de duas miúdas de 11 e 8 anos. E tenho estado deveras preocupado com a mais velha, pois ela pesa pouco mais de 30 Kg, mas se tiver de levar todos os manuais de todas as disciplinas que tem em cada dia, o peso da mochila ultrapassa em muito o peso máximo recomendável para ela (pouco mais de 3Kg).

Observando com atenção os manuais da minha filha, considero que:
1. O tipo de papel da maior parte dos manuais é muito pesado, tendo manuais que pesam mais de 0,5Kg;
2. O tamanho dos manuais são exagerados, podiam ser mais pequenos;
3. Para cada disciplina são necessário 3 e 4 livros. (Quais são os critérios para desenvolver tantos e tão pesados manuais?)
4. No passado, devido ao peso excessivo, a minha filha, que não e propriamente uma criança forte, ficou com uma cifose bastante pronunciada.
5. Eu e a minha mulher estámos a equacionar separar as folhas dos livros, de modo a que a minha filha possa trans portar apenas as folhas necessárias em cada aula.
6. Pelo que vimos neste início de ano, pudemos observar que a maior parte dos Pais e dos Professores não estão muito preocupados com a saúde das crianças e com o peso excessivo que transportam às costas diariamente.

João Paulo

PEDRO DE CASTRO disse...

Boa tarde SC,
A adopção dos livros deveria ser tomada no inicio das aulas com a confirmação dos professores e do método que pretendem utilizar.
Na minha experiência escolar tive inúmeros professores que dispensavam a compra do livro da disciplina por considerarem existir formas alternativas de dar o programa sem o apoio do livro. Um exemplo foi a disciplina de Geometria Descritiva A e Educação Visual. Em muitas outras disciplinas apenas usava os manuais de exercicios.
Já na faculdade se verifica essa alteração de atitude face aos manuais, ninguém anda a comprar a bibliografia toda recomendada. É necessário ensinar os alunos a pesquisar em vários livros os temas que se abordam. Dê-se uso às bibliotecas escolares!
Da mesma forma que se está a apostar no Projecto Magalhães, porque não incluir manuais electrónicos nos próprios computadores?
Porque se insiste em ter as crianças a carregar quilos de livros quando existem alternativas mais eficazes e mais leves?

Tixita disse...

Esquecem-se de falar dos alunos subsidiados do secundário que apenas tem direito a 120 Euros (Escalão A) e em algumas escolas o preço dos Livros para a área que estudam (meu caso Línguas e Humanidades)é de 190 euros!!!
Depois disto ainda se diz que o ensino é grátis?
Não admira que o nível escolaridade seja tão baixa.

Teles disse...

Boa tarde

O custo dos manuais escolares do 9 º é de 184 Euros, e os do 11º ano é de 235 Euros, para além do restante material necessário.
O preço médio dos manuais escolares para o 11º ano é de 40 Euros.

Tenho 3 filhos: 9º ano, 11º e universitário e verifica-se que existem livros universitários mais baratos.

Deragnu disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zeca disse...

Leio "Manuais escolares: negócio de 80 milhões de Euros" enquanto na tv fala Vasco Teixeira um dos dos proprietários da maior editora de livros escolares portuguesa a vestir, como sempre, a capa da APEL e a fazer de conta que se preocupa com os alunos. Sou um "amante" dos livros e não passo um dia sem que leia mas hoje em dia, com as novas tecnologias, os manuais escolares são um negócio de milhões a benefeciar alguns e a pejudicar muitos.

mihura disse...

Sendo aluna universitária do curso TIC, acho que as editoras na parte digital dos manuais escolar falham muito, tenho uma irmã no 9º ano e o livro de TIC dela parecia bastante interessante abordando coisas como linux entre outras mas vim a saber que na realidade eles não apreendiam nada daquilo mas sim como usar o word, excel e etc acho um erro tremendo para alem de os alunos se desinteressarem acabam por não usar o material do manual escolar.

O livro de TIC também trazia um cd com vários programas muito desactualizados, existem montes de freewares(programas grátis) pela Internet muito bons, que podem depois direccionar os alunos e assim não precisam de pagar pelo CD que é totalmente desnecessário.

Outra coisa que falha também é darem aos alunos portáteis e este nunca terem sido ensinados a usar a Internet de forma segura e educativa as aulas de TIC nunca cumprem o seu objectivo e muito menos os seus manuais.

Deragnu disse...
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Deragnu disse...

Não faça confusões entre livros ou manuais ou cadernos e sebentas, estas serão sempre precisos, nem que seja para fazer rabiscos.
É preciso explicar tudo, até a um professor!

Não tenham dúvidas que há professores que nunca o deveriam ter sido. Certo, eu sei que também há boas, professoras.

AIG não faliu, se bem que se não fosse a intervenção do governo dos EUA, corria esse risco. É bom não pintar de mais negro o que é a realidade.

Anttónio

PEDRO DE CASTRO disse...

O que aconteceria aos estudantes universitários se o que se verifica nas faculdades, com os centros de cópias a fazerem reproduções não autorizadas pelos autores, deixasse de ocorrer?
Será que o preço a que os manuais estão atingir não iremos ver isso acontecer nos manuais do básico e secundário?

cláudia disse...

os livros deveriam estar nas bibliotecas das escolas não nas mochilas dos alunos!!

Zeca disse...

Faltou fazer a pergunta:
As escolas beneficiam de algum modo com a adopção de determinados manuais de algumas editoras?

lady_blogger disse...

Zeca, eu indirectyamente já aqui fiz essa pergunta relativamente ao material escolar.

CC

Maria Mendes

Mr disse...

Uma parte significativa de quem aqui escreve nem sequer sabe do que está a falar: mito nº 1 - o livros não mudam todos os anos (mudam de 4 em 4 ou de 6 em 6 anos); mito nº 2 - as editoras obrigam os pais a comprar os livros em pacotes (errado: a venda em bundle é uma questão prática; diz expressamente nos pacotes que são produtos independentes e podem ser separados; mito nº 3 - os professores podem compilar os seus recursos e não precisam de manuais (compilar, neste contexto e para a maioria dos casos, significa juntar aquilo que não é nosso, propriedade intelectual alheia - isso tem um nome e é ilegal: chama-se pirataria!); mito nº 4 - os professores são obrigados a usar os livros que as editoras lhes impõem (na realidade, são os professores de cada escola quem decide que manual prefere usar; se os mesmos decidem não usar esse livro posteriormente, isso não é da responsabilidade das editoras; mito nº5 - as editoras ganham muito dinheiro indevidamente (será que já alguém se deu conta que ninguém cria uma empresa para dar prejuízo e que vivemos numa economia de mercado? será que não percebem que poucos mercados têm tantas regras e são tão controlados quanto este?

João disse...

O Sr. Mr tirou a especialidade em mitologia? É pena que a sua mitoanálise careça de honestidade...

1.º mito: alguns livros mudam de 4 em 4 anos ou de 6 em 6 anos, mas esquece-se que a maioria dos alunos mudam de ano, todos os anos, por isso, a maior parte têm de comprar manuais novos todos os anos, ou acha que estes pais andam a inventar que gastam todo este dinheiro em livros? Para quê?

2.º mito: as editoras não obrigam ninguém a comprar nada, mas seja elogiada a boa estratégia de venda das mesmas...

3.º mito: Eu sou Professor, compilo a maior parte dos meus recursos, que não são de todo fotocópias de livros ou de outros documentos, mas sim documentação elaborada por mim, nomeadamente a edição de imagens e texto, no entanto, nada me impede de ler livros e extrair daí ideias, penso que isso não é pirataria.

4.º mito: os professores não são obrigados a usar os livros que as editoras lhes impõem, mas há legislação que OBRIGA(VA) a que cada disciplina adopte um manual (de entre aquele que são fornecidos por... editoras). Felizmente, no ensino profissional tem algumas virtudes, nomeadamente quebrar com esta panelinha; ou seja, as editoras não estão assim tão isentas nesta questão.

5.º mito: é a olhos vistos que o dinheiro sai dos bolsos dos portugueses e, na parte que me toca, tenho feito o que está ao meu alcance para minimizar as despesas aos pais dos meus alunos. E as editoras não se vão queixar de "mamar" 80 milhões de euros...

6.º mito: (este acrecento eu) o facto dos nossos filhos virem a ter problemas de saúde no futuro por andarem com quilos e quilos de livros às costas, a culpa não é das editoras, é dos pais...

Martinha disse...

sr. Mr não são as editoras que obrigam os pais a comprar os livros em pacotes, mas sim os professores de cada disciplina que pretende o manual e o caderno de actividades. Vou dar-lhe um exemplo: o pacote de matemática do 5ºano de Maria Augusta Neves/ Luísa Faria/ Alexandre Neves da Porto Editora traz " matemática 1ª parte + matemática 2ªparte + matemática 3ª parte + caderno de actividades. Pergunto-lhe, sr Mr, de entre estes 4 livros qual deles deveria ter escolhido? Será que posso excluir algum deles?

Martinha disse...

o manual e o caderno de actividades de matemática do 5º ano, de que acima me refiro é de Maria Augusta Neves/ Luísa Faria/ Alexandre Azevedo. Peço desculpa pelo engano neste último nome.

Martinha

lady_blogger disse...

É fundamental LER +, sejam livros ou jornais.

CC

Maria Mendes

Zeca disse...

Sr. Mr a sua inocência se não fosse algo preocupante dava vontade de rir. Quanto à parte da pirataria então é algo para figurar no melhor livro de anedotas

Mis artes e meus ofícios disse...

Ainda em relação aos manuais escolares antigos e livrões,ouvi no v/ programa k esse serviço estava em vigor até ao fim deste mes, acontece k aki na Madeira,a Bertrand respondeu-me via telefone k já não aceitavam.Seria possivel informar-me onde posso deixar o montão de manuais antigos k tenho, aki na Ilha?
Dulce Lígia

jose gomes disse...

“MANUAIS ESCOLARES: NEGÓCIO DE 80 MILHÕES DE EUROS”
A nossa escola visa a sobrevivência de um Sistema que falhou e está na origem de todo o mal Estar Social.
A mudança é inevitável
É urgente entender que ENSINO / EDUCAÇÃO é espaço de diálogo na troca de experiência e conhecimento visando a valorização da Pessoa Humana.
O ENSINO/EDUCAÇÃO deve optar por métodos e disciplinas que são básicas ao bem estar da Pessoa no seu equilíbrio pessoal com todo o universo envolvente.
O SER HUMANO NÃO NASCE PARA SER MÁQUINA DE PRODUÇÃO.
A PESSOA NÃO DEVE SER ALIENADA E ESMAGADA AO SERVIÇO DE PREPOTENTES INSTITUIÇÕES SÓCIO-POLÍTICO-ECONÓMICO-RELIGIOSAS.
equilibriosg@hotmail.com

Vítor disse...

Vamos a pôr os pontos nos is.
O ensino é um serviço público exactamente como a saúde, daí que a indústria farmacêutica seja um negócio tão parecido com o dos manuais escolares. Quer isto dizer que estes serviços públicos (Saúde e Educação) têm volumes de negócio enormes. Por alguma razão, os preços dos medicamentos e dos livros escolares são incomportáveis... Os medicamentos, assim como os livros deveriam ser gratuitos até aos 18 anos (à semelhança do Reino Unido) ou a preços reduzidos e sem darem lucros às empresas, uma medida justa e sensata para as famílias.
Mas é nesta questão que a porca torce o rabo - os preços dos manuais.
Perguntem-se:
Se os manuais escolares não tivessem lucros, os investidores apostavam neste negócio?
A Porto Editora ganha dinheiro com este mercado?
A Leya surgiu só pelas edições gerais?
Pois a verdade é que os manuais escolares são um negócio de milhões!
Os manuais escolares são caros. As editoras têm departamentos de marketing e gestores de marca e produto que fazem produtos à medida da necessidade da venda e não da compra. Os packs que se tornam em compra obrigatória são feitos para o maior lucro.
E o lucro são aquilo que alimenta as empresas... e os monopólios! É aqui que uma Leya ou uma Porto Editora acordam entre si a subida dos preços para um maior lucro (neste ponto são as maiores amigas porque veja-se só, ganham os dois!?) E como entre si, possuem mais de 80% de todo o mercado editorial, sobem os preços mas não dão maior desconto aos Livreiros, logo, estes têm de cobrar mais. E sobra para quem? Para os consumidores.
Atingimos também o cúmulo da incompetência com a situação actual da Leya. Despediram vários bons elementos e colocaram os amigos e familiares. Não têm capacidade de abastecer o mercado e mentem com quantos dentes podres têm na boca ao dizer o contrário. A administração tem negócios paralelos para abastecer as próprias empresas e fazem acordos colaterais com as rivais para conseguirem mais lucro mas por outro lado pagam a elementos corruptos para sacarem informações uma da outra. Pagam à comunicação social que conseguem corromper para não terem a imagem exposta da podridão que são.
Rola aqui muito dinheiro, mentiras, influências e jogos de poder.
E porquê a raiva contra a Reutilização? Porque a cada ano, quanto menos se reutilizar, mais manuais se reimprimem e mais ganham as editoras.
O ódio a princípios como o Livrão ou a empresas como o Clube dos Livros não é de espantar, dado que promovem isso mesmo – a reutilização.
Quanto à certificação de manuais escolares, é necessário que exista um organismo que analise os conteúdos e não só os programas – põe-se a questão da isenção. A ver vamos!
Muito se tem falado no ensino sem livros. Tal é possível no que toca a conteúdos, mas já não é possível para os auxiliares, principalmente porque as nossas capacidades psicomotoras estão interligadas entre a leitura e a escrita activa e é só assim que aprendemos. Mais um golpe para os dois grupos editoriais, daí não se pronunciarem sobre este assunto.
Tudo isto tem de mudar, a bem das famílias e para bem de todos nós.
Temos de desistir activamente da passividade... E passarmos a ser donos de nós próprios.