segunda-feira, novembro 10

Biossegurança: do prado até ao prato

Depois dos casos de gripe das aves, BSE ou febre suína, os portugueses exigem cada vez mais informação sobre a manutenção da saúde pública e o bem-estar animal, mas está igualmente alerta para os esforços em prol da saúde e do bem-estar animal. Por isso, e coincidindo com o início da Semana Europeia da Veterinária, o SC discute o conceito geral que dá mote a esta semana: “Animais + Humanos = Uma Saúde”. Vamos perceber que esforços têm sido feitos em termos de biossegurança, ao nível das explorações agrícolas, com a alimentação dos animais, posterior transporte e abate, bem como o controle de qualidade a nível fronteiriço. Do prado até ao prato há todo um percurso que vamos revelar nesta emissão.

Convidados:
João Pedro Sameiro de Sousa, Bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários
Nuno Cláudio, Secretário-Geral Federação Portuguesa de Associações de Bovinicultores
João Niza Ribeiro, Director do Laboratório da Sanidade Animal e Segurança Alimentar
Susana Leitão, Directora do Departamento de Qualidade da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal

27 comentários:

Florbela disse...

Boa tarde,

Na minha opinião, temos que ACREDITAR na segurança alimentar.
Claro que estremecemos quando surgem epidemias e deixamos de comprar determinado produto temporariamente, porque a verdade, é que passado pouco tempo cai no esquecimento.

Florbela

sonharamar disse...

Confio mais nos ovos da galinha do meu vizinho do que nos que compro no supermercado. Sei que são de muito melhor qualidade, são bastante mais saborosos, são mesmo muito bons. No entanto o vizinho não os pode vender na sua mercearia sob pena da ASAE o multar.
A informação? Eu sei de onde vieram os ovos, vieram daquelas galinhas ali. No supermercado não sei. Só vejo caixas e ovos marcados com um código.
É apenas um dos inúmeros exemplos.

pe disse...

Tenho de dizer que considero uma pena que o programa não tenha condidade ninguém imparcial para falar sobre os problemas nestes sectores das carnes (e não só), pois todos os convidados pretendem apenas defender os interesses económicos de quem quer vender esses mesmos ditos "produtos", que muitas vezes fazem mal à saúde.

Alguns comentários dos convidados e daqueles entrevistados nas reportagens, são claras mentiras.

Da próxima vez ponham alguém imparcial para contrapor os interesses económicos (e não a saúde) que esses convidados estão ai a fazer.

Barraka Obana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
pe disse...

A questão de que existe muitos cuidados em relação à forma como os animais são "tratados", que as leis são respeitadas e que a carne desses animais não prejudica a saúde, e finalmente, que existem preocupações para o "bem-estar dos animais" (um eufemismo que significa autorizar a tortura destes seres vivos sensíveis), é TOTALMENTE FALSO.

Mesmo a carne biológica causa problemas de saúde, embora em muito menor quantidade.

Primeiro as condições onde os animais são "tratados" são péssimas, são locais sujos.
Segundo os animais de exploração intensiva (mais de 95%) são literalmente "entupidos" de químicos sintéticos, hormonas, antibióticos, transgénicos, etc etc, e tudo isso faz muito mal à saúde.


TERCEIRO E MAIS IMPORTANTE:

Os animais são seres sensíveis,sentem dor tal qual os humanos, não são propriedade de ninguém (assim como nenhum ser humano deve ser um escravo), e não existe NENHUMA necessidade de uma pessoa precisar de comer animais ou outros derivados para sobreviver, dizer que sim é estar a mentir e defender os interesses da agropecuária.
Muitas dezenas de milhões de vegetarianos no mundo que estão até de melhor saúde, provam isso mesmo.


NÃO SEJA CÚMPLICE NESTE NEGÓCIO EXTREMAMENTE CRUEL, DEIXE DE COMER ANIMAIS.

Barraka Obana disse...

Já ouviram expressões do género “mentiroso sou eu e não minto tanto”? Pois bem, e aquela “eu vi, eu estava lá”? Também.
Fico por aqui.

1- Em relação às pragas? O aumento de temperatura derivado do aquecimento global, tem tido ou não influencia no aparecimento e persistência na eliminação destas. Fungicidas e herbicidas e a alimentação dos animais.
2- Eu creio que ouvi neste programa uma responsável da Asae, que é permitido “matar” para consumo próprio, ao contrário do que ouvi no programa de hoje.
3- Sabiam por acaso, que, se alguém recebeu sangue de uma cirurgia, a partir, creio 1984, não poder ser dador de sangue; justificação da doença de Creutzfeldt-Jakob ou Encefalopatia Espongiforme Bovina -
A encefalopatia espongiforme bovina, vulgarmente conhecida como doença da vaca louca ou BSE (do acrônimo inglês bovine spongiform encephalopathy).
4- Os agricultores estão atolados de papéis? Façam greve como as outras! Pragas, eu bem digo, é só coçar, o assunto é sério.

pe disse...

Estar a chamar um animal de "produto", é uma abominação vergonhosa, é uma mentalidade própria do tempo em que era aceite ter escravos negros ou de outras minorias, porque eram considerados inferiores, assim como os outros animais não-humanos são.

É preciso mudar as mentalidades e entender-se que todos os animais têm o direito de viver sem serem torturados, mortos e em liberdade.

UM ANIMAL É UM SER VIVO SENCIENTE NÃO UM PRODUTO

"Bem-estar animal" é um conceito vergonhoso que visa justificar a exploração, tortura e morte desses animais.

Torturar e matar animais por interesses económicos ou pelo "gosto", é sem dúvida imoral.

Barraka Obana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
manucha disse...

Boa tarde, Fernanda
Também eu tenho as minhas dúvidas, em relação aquilo que se têm dito até aqui no programa de hoje, a informação que tenho recebido ao longo destes ultimos anos, não coincide...é certo que houve progressos mas a realidade na maior parte das explorações não me parece ser essa!

Gostaria de saber como é feito o transporte dos animais das explorações até ao matadouro?
No caso das vacas produtoras de leite , como é a sua vivência?
E os aviários, como vivem os frangos?
Muitas dúvidas!!!
Obrigado

.☆João disse...

Boa tarde,
Antes de mais, quero começar por dizer, que dum modo geral, confio nos alimentos produzidos quer em Portugal, quer os de origem na UE. Agora o mesmo não posso dizer em relação aos provenientes de fora da União Europeia. Por exemplo, em relação à carned Argentina e do Brasil, o elevado grau de corrupção existente, faz com que não haja um grau de fiabilidade suficiente na sanidade da carne, porque existe a utilização recorrente à adição de suplementos não fiáveis para engorda dos animais. E ao contrário do que diz o Dr. João Sousa, bastonário da Ordem dos Veterinários, a fiscalização dessa carne, não nos oferece garantias. Porque não estou a ver as entidades fiscalizadoras a verificar todas as carcaças, uma a uma, e mesmo que isso fosse possível, quando os testes fossem conhecidos, já o produto estava à muito consumdido. Do um exemplo. Assisti muitas vezes, à descarga de contentores de 20 pés de carne congelada proveniente da Nova Zelândia, nas instalações da Terfrio em Alverca, onde nunca vi serem testadas quaisquer carcaças. Nem sequer serem retiradas amostras para análise.

Sociedade Civil disse...

Esclarecemos que o programa não é sobre o consumo ou não de produtos animais. é sobre um consumo seguro destes alimentos, por parte de quem o queira fazer.

Saudações civis

Anabela disse...

De facto, os interesses que prevalecem são os económicos. Se os esforços ao nível da segurança alimentar são reduzidos, ao nível do bem-estar animal são nulos.

Ao consumidor consciente e que queira demarcar-se das condições miseráveis de vida e de abate dos animais na produção agro-pecuária, resta-lhe o vegetarianismo.

Qualquer adoptante de um cão ou gato, minimamente responsável, sentir-se-ía um verdadeiro criminoso se tratasse o seu animal de estimação como um produtor de leite ou carne trata o seu gado.

.☆João disse...

À pessoa que postou com o profile PE. Está a esquecer-se dos vegetais? Tão preocupado com os animais, e com o bem-estar dos mesmos, porque não se preocupa com os vegetais? Sabe se eles não sentem dor quando são colhidos? Não sejamos hipócritas. Temos de consumir alguma coisa... Seja de origem animal ou vegetal, e o homem consume carne desde sempre!!!Isso daí cheira-me a "protector dos animais" que até deve ter um cãozinho fechado num apartamento.

pe disse...

"Gostaria de saber como é feito o transporte dos animais das explorações até ao matadouro?
No caso das vacas produtoras de leite , como é a sua vivência?
E os aviários, como vivem os frangos?
Muitas dúvidas!!!"



Cara Manucha, como já dei a indicar mais acima, os animais para consumo são tratados como "lixo", como produtos sem quaisquer sentimentos, são literalmente torturados (de várias formas, serem agredidos, violentados, nem que seja terem 0% de liberdade ou seja não terem qualquer espaço para se mexerem) e mortos de formas extremamente crues.

Para perceber melhor o que quero dizer, veja estes vídeos (copie link para o navegador):


http://video.google.com/videoplay?docid=-239204330856039070&q=earthlings


http://video.google.com/videoplay?docid=-6718434770864499282


(vídeo mais pequeno)
http://video.google.com/videoplay?docid=195777870900147944&q=meet+your+meat



Faça uma mudança positiva, deixe de comer animais :)

vicente disse...

todos me gozam, pois se a ASAI entrasse na minha cozinha não teriam quaisquer tipo de sanções a aplicar! Meus caros, hoje em dia fazemos tão poucas refeições na rua, que, se ficamos doentes, é por nossa culpa e é na nossa cozinha que está o problema. Uma questão de organização!!! e tempo...

pe disse...

"Ao consumidor consciente e que queira demarcar-se das condições miseráveis de vida e de abate dos animais na produção agro-pecuária, resta-lhe o vegetarianismo."


Totalmente de acordo. Fazer isso é estar mais consciente com o que se passa no mundo, respeitar a vida de outros seres sencientes e respeitar o planeta, para além de do bónus de respeitara sua própria saúde.



"Está a esquecer-se dos vegetais? Tão preocupado com os animais, e com o bem-estar dos mesmos, porque não se preocupa com os vegetais? Sabe se eles não sentem dor quando são colhidos? Não sejamos hipócritas."


Caro joao, se diz isso que diz, é porque lamento dizer, não percebe nada desta questão e diz coisas que cientificamente falando, são totalmente falsos.
1- Não existe nhuma prova que vegetais sintam dor, porque não são seres sencientes ou seja, conscientes, não têm cerebro nem nervos para poderem sentir qualquer dor.
2- Se voce está preocupado com as plantas, então quem é hipócrita é o senhor, pois para alimentar animais é necessário produzir quantidades astronómicas de plantas (pensava que os animais alimentavam-se do ar ????), dezenas de vezes mais, o que é uma catástrofe ambiental. A amazónia por exemplo está desde há decadas a ser destruida para isso mesmo. Mais de 90% da soja produzida lá, é para consumo de animais. Isto é só para ter uma pequena ideia. Por isso não seja hipócrita e se se preocupa com as plantas, deixe de comer animais :-p

.☆João disse...

Gostava que o Dr. João Pedro Sousa, e o Dr. Niza Ribeiro, nos digam de um modo inequívoco. É ou não possível que carne, que foi produzida com recurso a produtos ilegais, chegue aos nossos pratos. E que o secretário-geral Nuno Cláudio nos diga, se existem ou não, produtores com menos escrúpulos, que conseguem introduzir na cadeia alimentar humana, carne "aditivada".
Obrigado

.☆João disse...

Caro PE. Eu mencionei o exemplo das plantas de um modo sarcástico. Que seja vegetariano, não tenho nada contra. Cada qual faz as suas escolhas.

.☆João disse...

Caro Dr. João Pedro Sousa. Os casos a que assisti, foi na Terfrio e a Fernanda pode mencionar o entreposto frigorífico de Alverca. E os referidos contentores, vinham selados directamente do porto de Lisboa.

pe disse...


Esta questão de os alimentos (em geral) só porque estão dentro da união europeia e existirem leis que "protejam" os consumidores, garantir (???) que esses produtos são seguros, mais parece uma piada de mau gosto de 1 de Abril.

Então e acham que não existe corrupção na UE e nas instituições da mesma??? Fica aqui a pergunta.

Só para dar um exemplo PROVADO, de corrupção a larga escala e muito séria. O exemplo da Agência Europeia de Segurança Alimentar, que aprova praticamente todos os produtos transgénicos SEM FAZER QUALQUER TIPO DE ESTUDO / TESTE a esse produto (como são obrigados a fazer por lei), apenas confiando nos "estudos" manipulados que são dados pela própria empresa que os produz e claro, quer vender, por isso não iria apresentar estudos negativos como é óbvio, tendo a EFSA já aprovado transgénicos que COMPROVADAMENTE Fazem mal á saúde.

Então como é que isto é possível? É porque a maioria dos directores da EFSA está ligada ás empresas de biotecnologia.

Ou seja = CORRUPÇÃO


Anabela disse...

De facto, os interesses que prevalecem são os económicos. Se os esforços ao nível da segurança alimentar são reduzidos, ao nível do bem-estar animal são nulos.

Ao consumidor consciente e que queira demarcar-se das condições miseráveis de vida e de abate dos animais na produção agro-pecuária, resta-lhe o vegetarianismo.

Qualquer adoptante de um cão ou gato, minimamente responsável, sentir-se-ía um verdadeiro criminoso se tratasse o seu animal de estimação como um produtor de leite ou carne trata o seu gado.

Barraka Obana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Barraka Obana disse...
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Barraka Obana disse...
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Barraka Obana disse...
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Barraka Obana disse...
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Barraka Obana disse...
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