quinta-feira, janeiro 8

Produza a sua própria energia e poupe

A fatura da luz deverá sofrer um aumento superior ao de 2008 e a tendência dos mercados internacionais parece apontar para um imparável crescimento das tarifas elétricas. Hora para pensar em produzir a sua própria energia? Estímulos: pode poupar mais de €1.500/ano e preserva o ambiente.
O Governo, no plano de combate à crise, anunciou um maior investimento em energias renováveis. Há ainda vários apoios europeus para o desenvolvimento do setor, e cresceu em perto de 200% o número de empresas que fornecem serviços, nomeadamente de instalação de soluções fotovoltaicas e eólicas.
Saiba onde. Saiba quanto. No SC.

Convidados:
Clemente Pedro Nunes, Ordem dos Engenheiros e Professor Catedrático do Departamento de Eng. Química e Biológica do Instituto Superior Técnico
Vitor Machado, DECO
Ana Rita Antunes, QUERCUS – Associação Nacional de Conservação da Natureza
Pedro Verdelho, Diretor de Tarifas e Preços da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos

18 comentários:

Susana Nunes disse...

Toda a poupança doméstica de energia esbate-se no ano seguinte devido aos sucessivos aumentos. Atingindo um ponto sem retorno na poupança. As campanhas da Edp para adesão da factura electrónica, débito directo, contagem dada pelo utilizador não se refletem em nada na factura do cliente. Ou seja, só a Edp é que poupa, e muito, com o utilizador.

Vitor Martins

Hugo disse...

Alterei todos as minhas lâmpadas incandescentes, passei a desligar todos os stand-by's...

Ao comprar casa, recentemente, tomei em atenção o grau de eficiência energética, e o isolamento da casa que me permite poupar bastante em energia para aquecimento este Inverno. Outro grande factor, que foi um dos mais importantes para a aquisição da minha moradia foi os painéis solares que permitem mais do que poupar na conta de electricidade poupar o ambiente.

Hugo Nunes

jccfraga disse...

Talvez se os fabricantes de motores da industria automóvel pegassem em soluções já inventadas com rendimentos muito superiores ao motores convencionais.Os combustíveis seriam muito mais baratos porque não avia tanta necessidade do seu uso.

ora aqui estão alguns exemplos: http://www.cyclonepower.com/index.html
http://www.youtube.com/watch?v=ja-h7ti4VRQ

http://www.youtube.com/watch?v=PMdCpFsvRq8
http://www.radmaxtech.com/
http://radmax.easyitis.net/

ainda não percebi bem porquê uma tal inercia em que está máquinas não entram em produção, se consomem menos combustível e tem menos manutenção.......

a meu ver há é um grande interesse em que os consumos de combustível continuem em alta. Imaginem quem tem esses interesses.....

António Cardoso disse...

A Quercus continua desfasada da realidade. Existe um problema que é essencialmente económico na maioria das famílias portuguesas: a maioria dos prédios das grandes cidades de Portugal tem mais de 50 anos. Saberá essa senhora quanto custa por caixilharia com vidros duplas nessas casas? O único remédio para as famílias é gastar electricidade ou morrer de frio.

IsaLenca disse...

Relativamente à Bi-horária, além do custo contratado ser maior também tive de pagar a um emprenteiro para me fazer um outro buraco na parede. A EDP depois chega lá e apenas coloca outro contador, junto do outro, para contar as horas dentro do vazio.
No meu caso não fui logo informada e quando a EDP lá chegou voltaram para trás- só depois me disseram que tinha de fazer a obra.

Miriam disse...

Boa tarde, porque é que o valor do KWH na microgeração depende da natureza dessa fonte renovável? Porque é que a eólica tem valor diferente da solar? E se o microprodutor imaginar outra fonte limpa e renovável porque não pode vender?
Para terminar gostava de saber se é verdade a história do ex-Presidente Jorge Vasconcelos, pediu a demissão do seu cargo, foi para casa com 12 mil euros por mês, mas não foi o senhor Vasconcelos se despediu?

susana disse...

Boa Tarde,
Devido aos valores a pagar ao fim do mês e podendo conjugar a altura em que faço mais uso da electricidade pensei mudar para uma tarifa bi-horária. Ouvi agora no programa falar sobre a tri-horária.. Gostava que explica-se melhor como é que funciona.
Obrigada

Rodrigo disse...

Como espectador atento e muito interessado neste tema, gostaria de pedir-lhes que não deixassem passar em irreflectido o comentário relativo à referida como "absoluta necessidade" da inclusão de países como a China e a Índia em protocolos de redução de emissões poluentes, proferido pelo Sr. representante da Ordem dos Engenheiros. Parece-me importante que alguém advogue que esta perspectiva competitiva com base em argumentos primários de produção optimizada em custos, do género - se eles não fazem nós não podemos competir fazendo -, negligência aspectos fundamentais, não só de uma economia defensiva como de politicas estratégicas ainda em nosso poder. Não será uma boa solução uma regulamentação - à semelhança do que já é feito com a qualidade - dos métodos de produção dos produtos importados? Não bastará que mercados tão pesados como a Europa e a América do Norte passem vedar a importação de produtos produzidos de forma poluente, para que o tipo de cuidados em questão seja posto em prática em todo o mundo?

Obrigado pela discussão deste e de outros temas tão importantes para a nossa sociedade civil.
Rodrigo Martins

Rodrigo disse...

Como espectador atento e muito interessado neste tema, gostaria de pedir-lhes que não deixassem passar em irreflectido o comentário relativo à referida como "absoluta necessidade" da inclusão de países como a China e a Índia em protocolos de redução de emissões poluentes, proferido pelo Sr. representante da Ordem dos Engenheiros. Parece-me importante que alguém advogue que esta perspectiva competitiva com base em argumentos primários de produção optimizada em custos, do género - se eles não fazem nós não podemos competir fazendo -, negligência aspectos fundamentais, não só de uma economia defensiva como de politicas estratégicas ainda em nosso poder. Não será uma boa solução uma regulamentação - à semelhança do que já é feito com a qualidade - dos métodos de produção dos produtos importados? Não bastará que mercados tão pesados como a Europa e a América do Norte passem vedar a importação de produtos produzidos de forma poluente, para que o tipo de cuidados em questão seja posto em prática em todo o mundo?

Obrigado pela discussão deste e de outros temas tão importantes para a nossa sociedade civil.
Rodrigo Martins

António Cardoso disse...

Será que eu não poderei produzir electricidade para uso próprio e rescindir o contrato com a EDP?
Isso sim é que era vantagem e poupança.

MS-SKY disse...

Mais um programa sobre energia e a palavra de ordem é poupar, poupar e poupar.
Poupar deve ser a palavra de ordem para o consumidor final, contudo o pais continuará a ter um défice de energia.
Como foi referido os mercado emergentes constroem centrais e mais centrais em que o protocolo de Quioto, não é tido em conta.
Com foi referido o défice que temos na factura electrica só será saldado lá para 2020.
Depois falamos muito das renováveis mas esta energia continua a ser uma pequena parcela no panorama nacional, mas nunca esquecer da produção de carbono para a produção deste aparelhos.

Compreendo que para alguns a opcção de energia nuclear seja um bicho papão, mas a esses digo-lhes vão informar-se sobre a tecnologia e não usem um acidente grave como Chernobil para desculpas.

Conclusão:
Como consumidor final aconselho a informar-se, poupar e optimizar consumos.
Como portugues aconselho que em vez de um novo aeroporto e um TGV (que consome energia eléctrica) se construa uma central Nuclear.

Tiago Sampaio disse...

A economia doméstica está muito ligada ao ambiente, nos dias que correm. A utilização de lâmpadas incandescentes e de electrodomésticos de classe A ou B são medidas que todos devemos tomar. As autarquias devem criar progressivamente meios para que os seus habitantes possam usufruir de energias limpas, poupando assim o ambiente.

Miriam disse...

Certificação Energética, Mais um imposto deste Governo! Venham as eleições...

António Cardoso disse...

Volto à mesma... O certificado serve para quê? Em arrendamento? As famílias querem é uma casa barata pois não podem pagar mais. A última preocupação é o certificado energético. Parece que o governo não tem noção dos ordenados da maioria das famílias. A maioria quando for arrendar casa se ela for barata não vai pedir certificado nenhum. Pois é...

Miriam disse...

A liberalização da energia electrica é mais um golpe como a liberalização do preço da gasolina?
Será que alguém acredita que vai ficar mais barato? E o dinheiro fica em Portugal ou vai para os produtores de petróleo?

António Cardoso disse...

Concordo com o MS-SKY. E para quem tem medo de uma Central Nuclear, fique a saber que os espanhois têm uma no rio Tejo bem perto da nossa fronteira, mais perto de Lisboa do que de Viseu ou Beja. Quando vamos deixar de ser hipocritas?

jccfraga disse...

Concordo: nuclear sim!
Os espanhóis tem centrais nucleares junto à nossa fronteira.Os ambientalistas levam as mãos à cabeça de cada vez que se fala de uma central nuclear. Porquê?! Por causa de um desastre ambiental?! Se houver um acidente numa central nuclear em Espanha a ver se não "pagamos as favas" também...por isso venha lá o nuclear sempre é mais barato que andar a fazer centrais hidroeléctricas ou nadarmos a pagar elevadas facturas de carvão e nafta para por as nossas centrais a produzir.
Uma central nuclear média produziria energia para todo o pais e ainda sobrava para vender a Espanha....pois....mas os espanhóis já produzem a mais justamente para venderem a Portugal. Daí que talvez os "verdes" protestem tanto porque estarão a ser pagos pelos espanhóis?

António Cardoso disse...

Boa!!!!
Esses nunca me enganaram...
São o maior impedimento ao desenvolvimento do país.
Desconfio que por uma questão política.
Quanto menos desenvolvido... mais fácil de controlar.