quarta-feira, janeiro 14

Deve haver um provedor da criança?

Que realidades escondidas encontraria no território nacional um Provedor da Criança? A Sociedade Portuguesa de Pediatria apelou agora ao Presidente da República e ao Governo para que seja criada em Portugal uma figura que existe já em 70 países: um Provedor da Criança. No modelo norueguês, o Provedor da Criança é um “órgão próprio, independente e politicamente neutro”, que tem como prioridade a defesa das crianças, ouvindo-as. Afinal, deve ou não existir esta figura em Portugal?

Convidados:
António Ponces de Carvalho, Director da Escola Superior de Educação João de Deus
Dulce Rocha, Presidente Executiva do Instituto de Apoio à Criança
Fátima Mota, Directora da Área da Família da Fundação Bissaya Barreto
Beatriz Leal, 15 anos e estudante do 9º ano

5 comentários:

H. Borges disse...

Boa tarde.

Embora, e infelizmente, não poder assistir ao SC de hoje gostaria de deixar a minha opinião sobre este tema que penso ser caro a todos nós, a defesa das crianças.

As actuais realidades não estão escondidas, pois elas existem e estão bem evidentes, apenas é necessária a devida atenção e a força de vontade de uma sociedade para colocar o tema como uma prioridade nacional, fundamentalmente pelos Direitos da Criança, que infelizmente ainda são violados, quer pela visão estrutural futura de que as crianças de hoje são o futuro de amanhã.

Uma entidade de defesa das crianças, independentemente da sua forma organizativa, é absolutamente necessária.
Mas uma entidade dotada de capacidades multidisciplinares, como socioeconómicas, cientificas e pedagógicas, que lhe permitam definir com bastante amplitude os seus objectivos nas áreas de intervenção e que resultem em propostas de solução e planos estruturais absolutamente vinculativos junto dos órgãos de estado e da Assembleia da República.

As crianças, os nossos filhos, são o bem mais precioso que temos e é chocante verificar que elas são alvo de inúmeras violações da condição humana, agressões físicas e de cariz sexual, pressões psicológicas, experiências pedagógicas desfasadas e apenas vocacionadas apenas para individualidade.

As crianças necessitam de tempo, tempo para amar e serem amadas, para ouvirmos o que têm para dizer, para serem felizes, para aprenderem e nos ensinarem a ver o seu mundo de criança que também já foi nosso e que em parte ainda é.

Hugo Borges

cláudia disse...

Se existisse um provedor isso não iria chocar com o papel do próprio IAC?
Existir um provedor da criança não iria descredibilizar a figura do IAC, não seria o mesmo que dizer que esta instituição não está a fazer bem o seu papel?

sofia wahnon disse...

Portugal é ainda um país muito adultocêntrico, ou seja, centrado nos interesses e vontades dos adultos, sendo que a voz das crianças é normalmente secundarizada senão mesmo silenciada. Creio que um Provedor que venha a pensar as crianças como "adultos em miniatura" não não constituirá uma vantagem real. As crianças têm necessidades diferentes das dos adultos e o "caso Esmeralda" é exemplar neste aspecto.
Ter-se-ía pois que reflectir sobre esta figura, sobretudo de forma a compreender quais seriam as suas competências.
Parabéns por isso pelo tema do programa de hoje

heber disse...

boa tarde a todos:
Parabens pelo tema.
Desconheço se o provedor da criança seja ou não o melhor instrumento para respeitar e fazer com que se respeitem os direitos e deveres das crianças e de todos os adultos que as rodeiam, embora até tenha votado favoravelmente em relação à existência desta entidade, possuo sérias duvidas se a familia biológica ou não, não continuarão a usar esta figura institucional para defesa dos seus interesses, e não propriamente da criança. Provavelmente, deixaria de se necessitar desta entidade se os tribunais ouvissem as crianças e a manifestação dos seus interesses e direitos. Lhes fosse atribuida "voz" jurídica.
Obrigado pela exposição da meu comentário do anterior programa, em directo.
Saudações para todos;
heber (avelãs de cima)

tito guedes disse...

Crianças, não comam carne sem antes dançarem em torno do animal que vai morrer.

Crianças, compal não é mesmo natural. A fruta vem da árvore e não se guarda no frigorifico.

Crianças, cuidado com a pornografia que a vida não é um filme.

Crianças, o telemovel é fixe, mas as outras pessoas não são um tamagoshi.