terça-feira, fevereiro 10

Empresas familiares em vias de extinção?

Em 2007 fecharam mais de 50 mil empresas e perderam-se 50 mil postos de trabalho – perto de metade eram empresas familiares. Significa que este modelo de gestão é frágil e está condenado ao fracasso ao mínimo sinal de crise? Todavia, exemplos como o da Jerónimo Martins ou da Sacoor Brothers demonstram o contrário: que as empresas familiares são mais sólidas e nada permeáveis para gestores que queiram desbaratar o seu património.
Afinal, que modelo de gestão é mais eficaz para uma empresa? Os apoios do Estado devem ter em conta a raiz familiar?

Convidados:
Peter Villax, Presidente da Associação Portuguesa das Empresas Familiares e Administrador da Hovione
Victor Sá Carneiro, Presidente das BIC’s (Associação dos Centros de Empresa e Inovação Portugueses)
Filipe Amaro, Vice-presidente da Lanidor
Francisco Maria Pinto Balsemão, Presidente-adjunto da Associação Nacional de Jovens Empresários

13 comentários:

Pedro disse...

Pergunto aos convidados;

A globalização tem ou não consequências irreversíveis nas empresas familiares?

Estas, com graves dificuldades sendo os apoios quase nulos. O que deve fazer uma empresa que vive graves dificuldades, que tipo de apoio existe e a quem se devem dirigir?

Noto que os portugueses precisam de rever a sua postura no negócio, na gestão, na modernização, inovação e formação, penso que as entidades que apoiam o comércio deviam acompanhar estas empresas que na minha terra se chama “comércio tradicional “.
As associações comerciais locais noto que não tem o papel que deviam ter no apoio ao comercio , concordam?

Pedro Marinho
Arcos de Valdevez

Pedro disse...

Porque razão a maior parte dos filhos não querem o negócio dos pais?

Pedro Marinho
Arcos de Valdevez

Pedro disse...

Os mais velhos tendem a forçar as novas gerações a continuarem fazendo as coisas como sempre foram feitas, ignorando os riscos dessa postura. A cultura estável, que um dia representou uma poderosa arma de mercado pode, nesse momento, voltar-se contra a própria empresa, podendo se transformar num factor de resistência à mudança.
A modernização é um dos desafios das empresas familiares, principalmente nos casos
em que as habilidades foram incorporadas à história da empresa. Podem então, tornar-se
obsoletas a qualquer momento, em função das bruscas mudanças tecnológicas ou do mercado.
Também, o financiamento da modernização normalmente fica limitado à capacidade de
Investimento da família, o que coloca as empresas familiares de capital fechado em desvantagem com relação às não familiares, de capital aberto. A obtenção de financiamento no mercado financeiro poderia ser contornada com a admissão de novos sócios, mas a família resiste à essa alternativa por medo de perda do controlo das acções.

Pedro Marinho

Sergio Alex disse...

As empresas familiares têm uma característica importante: o vínculo de amizade ou familiar que existe quer seja entre os donos da empresa ou mesmo entre o empresário e funcionários sempre será uma vantagem em relação às outras empresas, já que funciona não só como uma forma de aumentar a proximidade entre as pessoas, mas também como um estímulo ao espírito empreendedor.

É também uma forma de pais e filhos manterem um contacto próximo o que me parece importante nos tempos que correm, onde é habitual produzir-se um afastamento sobretudo em zonas mais rurais onde os jovens têm menos possibilidades de encontrar empregos nas suas áreas de especialização e são obrigados a procurá-los fora da terra o que pode levar ao enfraquecimento dos laços familiares, de enraizamento à sua terra, etc.

Os filhos podem ainda usar a experiência adquirida no ambiente de empresa familiar para se tornarem também empreendedores e desenvolverem posteriormente as suas próprias empresas, ou para ajudar a desenvolver e expandir a empresa da família.

Pedro disse...

A empresa familiar, tal como a designação o diz, vai procurar manter o seu núcleo executivo no seio da família. O modelo em si não me parece baseado na méritocracia, e se não houver uma preocupação de integrar profissionais qualificados, mesmo que não familiares, estará a limitar-se à partida.
Neste sentido, considero que seria mais interessante que muitas destas empresas, mais do que serem exclusivamente familiares, tivessem a capacidade de tornar sócios e não apenas colaboradores parte dos seus quadros.
Este modelo é recorrente em vários países e fumentam a motivação para um melhor desempenho da empresa.
Gostava de saber se tal acontece em Portugal.

Também gostaria de saber qual a opinião relativamente às diferenças salariais entre gestores familiares e restantes colaboradores.

Pedro disse...

Dra Fernanda Freitas não sou um visionário mas não deve faltar muito para que as empresas criem a figura do provedor do comércio familiar.

Pedro Marinho

Cláudia disse...

Parece-me natural que para se criar e manter uma empresa familiar a condição sine qua non é coesão familiar, onde exista comunicação, famílias que funcionem como tal...

Pedro disse...

Será que a sucessão é como nos reinados? Tenho dúvidas...

Basta ser um sucessor natural ou o sucessor tem que ter as condições exigidas que uma empresa hoje exige?

Não minha opinião chega ser herdeiro directo...

Pedro Marinho

Sociedade Civil disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sandra Bastos disse...

Olá a todos,

Deixo a minha pergunta:
O capital de uma empresa familiar é unicamente da familia?

Tiago Vaz Osório disse...

Boa Tarde,

Vivo no Norte e o peso das empresas familiares sente-se cada vez mais com as falências das últimas semanas.

Outro problema prende-se com o facto dos cargos das empresas passarem de pai para filho, de tio para sobrinho...

tito guedes disse...

O investimento na re-venda e instalação de paineis solares não deveria ser uma crescente actividade empresarial??

E a nossa política de integração dos imigrantes não é demasiado burocrática e discriminatória? Não seria importante ter os estrangeiros felizes e activos para lograrmos todos?

E a arquitectura e engenharia de restauro não deveriam abrir imensos postos de trabalho na área da construção? Ou afinal só eu é que vejo os patrimónios da baixa de Lisboa e do Porto na eminencia de cair??

E será correcto continuar a falar de uma crise na industria automóvel quando o aquecimento global está por resolver na agenda política?

Finalmente, não podemos acusar a ASAE de prejudicar uns quantos negócios de família?

Pedro disse...

posso dizer que ja trabalhei numa empresa familiar em que os únicos funcionários eram os filhos do sócio gerente. Os filhos estavam a ter os seus descontos para a segurança social feitos pela empresa embora não estivessem a trabalhar. Os restantes colaboradores, estavam em situação de falso contrato, a trabalharem a recibos verdes.
Infelizmente, as situações que vou conhecendo são semelhantes a este porque passei.