quinta-feira, março 19

O Dia do PAI

O conceito “Pai/Mãe/filhos” há muito que deixou de ter lugar exclusivo no desenho da família nuclear. De acordo com dados recentes, a percentagem de pais solteiros portugueses que detêm a custódia plena dos seus filhos é apenas de 3% - levando à criação de movimentos e associações em prol de uma paternidade mais justa.
Apesar de os jovens pais de hoje terem acesso a mais informação do que os seus próprios pais tiveram, e de lidarem com a paternidade de uma forma diferente, neste SC do Dia do Pai queremos saber o que representa ser pai contemporâneo e, em caso de parentalidade a sós (ex: o cantor Ricky Martin, que através de uma “barriga de aluguer” é agora pai de gémeos) se existem formulas para se ser “pai instantâneo.”

Convidados:
Leonor Falé Balancho, Psicóloga e autora Livro “ Ser pai hoje”
Pedro Vasconcelos, Sociólogo
Paula Baião, Advogada
Pedro Lima, Ator

18 comentários:

Jota disse...

A mãe é o amor e o pai é a justiça. Eu penso que no caso dos homens a mãe influencia a relação com as coisas materiais mas o pai é o exemplo. Infelizmente o pai é também um elemento de castração. Quando o pai é um homem extraordinário pode criar no filho a frustração de querer ser como o pai mas nunca conseguir chegar a ser. Um objectivo inalcançável.

Uma má relação com a mãe pode afectar o lado do amor e com o pai o senso de justiça.

Eu penso que tanto pai como mãe são igualmente importantes para a criança e no caso de pais solteiros ou separados o importante é que os filhos sintam a presença e o interesse de ambos.

Sandra Oliveira disse...

Eu sou filha de pais separados e na altura do divórcio (há cerca de 20 anos) o juiz atribuiu a costódia ao meu pai.

Foi dificil para nós, especialmente para ele, pai solteiro com filhos a cargo.

Trabalhou muito, chegou a ter 3 empregos, deu-nos o que pôde e educou-nos o melhor que soube.

Acho que fez um bom trabalho.

Um grande beijinho para o meu pai.

Xana disse...

O pai tem uma grande influência na construção da personalidade dos filhos, o meu pai sempre foi uma pessoa ausente, autoritária, controladora, possessiva e violenta. Tanto eu como a minha mãe suportámos situações de abusos físicos e verbais que não devem ser suportados por ninguém, mas ela nunca se divorciou, o que sempre me fez ve-la como uma pessoa fraca.

Hoje sou uma pessoa desiquilibrada no campo emocional, e penso que se tivesse suportado um divórcio enquanto criança, teria sido mais benéfico para mim. Tenho uma relaçao minimamente saudável com o meu pai, mas porque vivo a 500Km e só o vejo no Natal.

Pregas na Alma disse...

Temos também de falar nos outros pais, os "maus" pais, que maltratatam as nossas crianças ou as negligenciam. Temos vindo a assistir cada vez mais a esse facto. Faço um apelo a esses pais. Não hesitem em pedir ajuda quando não souberem ou não conseguirem tratar do vossos filhos. Ninguém é um pai ou mãe perfeitos, peçam conselhos. Não se esqueçam que um dia os vossos filhos podem ser o próximo Cristiano Ronaldo ou um médico que irá salvar muitas vidas, até a vossa, e dar-vos muitas alegrias. Cabe-nos a todos estar atentos às nossas crianças, mesmo que não sejam mesmo nossas ou da nossa família. É um dever como adultos civilizados.As crianças são a herança dos genes, são por isso a chave para a continuidade da vida.

Sandra Oliveira disse...

Uma adenda ao meu comentário anterior:

Apesar de tudo, nunca ouvi os meus pais falarem mal um do outro.

NigthWolf disse...

O espaço do Pai na vida de uma criança é tão fundamental como o da Mãe.
Existe uma complementariedade que não pode ser atingido por apenas um dos progenitores, sob pena de acarretar consequências futuras para a criança ao nivel do seu desenvolvimento emocional.
Infelizmente existem cada vez mais familias monoparentais, que sendo uma solução, ela é bastante periclitante, pois que por muita "proximidade" existente, na prática ela está muito longe do ideal de acompanhamento.

Acima de tudo, é o Pai que introduz a realidade na relação fusional entre mãe-bebé, e a sua "função" e tão importante como as da Mãe. Um não substitui o outro, e se é o bem da criança que se pretende, então ambos devem estar presentes, e bem presentes na vida da criança.

Mary Rodes disse...

fala-se do dia do pai e nao posso deixar de colocar o meu comentario sem falar da diferença entre pai biologico e afectivo. sou filha de pais divorciados e fiquei desde mt nova à guarda dos meus avos paternos e consequentemente do pai. Na minha infancia recordo-me de ser a arma de arremesso, o meu pai sempre com comentarios depreciativos em relação a minha mae e ela por sua vez sempre indicando q apesar dos seus defeitos ele era eu meu pai. posso garantir que este tipo de situação deixa traumas para a vida, a familia paterna sempre teve uma atitude agressiva em relação a minha mae, essa tentativa de lavagem cerebral nao teve mt sucesso visto q na pratica o meu pai sempre teve mts falhas e as crianças conseguem ler mt bem as intençoes dos adultos assim como usa-las para seu proveito. apos o 2º casamento do meu pai e da minha mae, a minha relação com o meu pai degradou-se ao ponto de existir apenas indiferença da minha parte e ate certo ponto dele tambem. o meu modelo paterno desde os 6 anos foi o meu padrasto e ate hoje que tenho 32 sempre q penso no conceito de pai é sempre dele q me lembro porque foi ele que esteve presente nas coisas boas e más sem juizos de valor mas sempre com concelhos preciosos se bem q nem sempre benvindos, ao contrario do meu pai biologico que pouco interesse demonstrou ao longo da minha vida a batalha ficou ganha quando ficou com a minha guarda. nao tenho filhos nao sei se virei a ter o q é facto é q vou tentar o mais possivel evitar este tipo de traumas e rutura se um dia os tiver.
carla domingos

Mary Rodes disse...

fala-se do dia do pai e nao posso deixar de colocar o meu comentario sem falar da diferença entre pai biologico e afectivo. sou filha de pais divorciados e fiquei desde mt nova à guarda dos meus avos paternos e consequentemente do pai. Na minha infancia recordo-me de ser a arma de arremesso, o meu pai sempre com comentarios depreciativos em relação a minha mae e ela por sua vez sempre indicando q apesar dos seus defeitos ele era eu meu pai. posso garantir que este tipo de situação deixa traumas para a vida, a familia paterna sempre teve uma atitude agressiva em relação a minha mae, essa tentativa de lavagem cerebral nao teve mt sucesso visto q na pratica o meu pai sempre teve mts falhas e as crianças conseguem ler mt bem as intençoes dos adultos assim como usa-las para seu proveito. apos o 2º casamento do meu pai e da minha mae, a minha relação com o meu pai degradou-se ao ponto de existir apenas indiferença da minha parte e ate certo ponto dele tambem. o meu modelo paterno desde os 6 anos foi o meu padrasto e ate hoje que tenho 32 sempre q penso no conceito de pai é sempre dele q me lembro porque foi ele que esteve presente nas coisas boas e más sem juizos de valor mas sempre com concelhos preciosos se bem q nem sempre benvindos, ao contrario do meu pai biologico que pouco interesse demonstrou ao longo da minha vida a batalha ficou ganha quando ficou com a minha guarda. nao tenho filhos nao sei se virei a ter o q é facto é q vou tentar o mais possivel evitar este tipo de traumas e rutura se um dia os tiver.
carla domingos

Paula disse...

Acho que o problema é a incapacidade dos adultos (incluindo juizes, advogados, assistentes sociais, pais e mães)perceberem que a criança é mais importante do que tudo nestas situações.Ás vezes o comportamento de um dos pais é negativo e o outro "vinga-se" através dos filhos. Eu estou separada do pai dos meus filhos e muita gente me critica porque eu tenho "sangue de barata" porque tento proteger as crianças, porque ele não merece fazer o que faz e não ter resposta. Mas a questão não é ele, são elas que não merecem ser vitimas do comportamento do pai. É isto que a maioria das pessoas não entende. Não conseguem por-se no lugar da crinça, com a idade que ela tem. A mim impressiona-me esta impossibilidade por parte de tantas pessoas, que na maioria dos casos, só é visível quando as situações surgem porque ao falarem todos dão opiniões muito acertadas, mas quando estão na situação real, vem ao de cima uma incompreensão e uma falta de respeitos pelas crianças que me assuta.
Paula

Pela Verdade! disse...

Queria saudar SAR. D. Rosário de Bragança, bom pai de familia, que tem sido vitima de perseguição politica por parte de funcionários do MNE.

Toda a verdade em www.reifazdeconta.com

Pézinhos N' Areia disse...

Quando perdi o Pai, o ano passado, percebi que ficou tanto por viver .... tanto... tanto ...

percebi que ainda me faltava dizer-lhe mais vezes que o amava muito.

A última coisa que lhe disse foi:

- Obrigada, Pai !



Foi o Meu Maior Amigo .....

Sónia Meira disse...

Olá tenho 33 anos, e infelizmente só costumo ver o meu pai pelo Natal.... por acaso no ultimo nem o vi apenas falámos por telefone.
No meu caso eu nutro pelo meu pai um misto de amor com ódio, porque me trocou a mim e aos meus irmãos por outra pessoa na sua vida.... aos 12 anos tentei ter uma conversa com ele e explicar k os filhos são para sempre e que ele era livre de seguir a sua vida com outra pessoa. Infelizmente ele não me deu grande importancia e o afastamento foi crescendo, agora que sou mulher e mãe ele tenta "apanhar" o comboio que perdeu por opção e muitas vezes só de pensar k vou estar com ele desato num choro pegado porque o amo mas ao memsmo tempo existe uma raiva imensa dentro de mim.
Cmps s.

Pedro Pico disse...

Boas-tardes,

Tenho uma filha nascida em Portugal, mas que por a Mãe ser brasileira actualmente está a viver no Brasil, pois estamos divorciados.
Como a Justiça Brasileira não está a funcionar neste caso, apesar das queixas crime contra a Mãe por agressões à minha pessoa e por não me deixar exercer o meu direito de visita, continuo sem ver a minha Filha, sendo sempre alvo de agressões por parte da Mãe e da Família dela...

Na vossa opinião como deverei proceder?

Muito Obrigado,
Pedro Pico

Cristina disse...

Sou psicóloga e muitas vezes me deparo com situações inacreditáveis... Como é que alguém, enquanto pai/mãe/psicólogo, etc, pode dizer que o adulto sofre mais so que um filho que vê as duas pessoas que mais ama a deixarem de gostar um do outro, a discutirem, a divorciarem-se? A única coisa que o adulto faz melhor é expressar o que sente, porque não duvido que a criança sofre muito mais...

Pedro Pico disse...

Boas-tardes,

Tenho uma filha nascida em Portugal, mas que por a Mãe ser brasileira actualmente está a viver no Brasil, pois estamos divorciados.
Como a Justiça Brasileira não está a funcionar neste caso, apesar das queixas crime contra a Mãe por agressões à minha pessoa e por não me deixar exercer o meu direito de visita, continuo sem ver a minha Filha, sendo sempre alvo de agressões por parte da Mãe e da Família dela...

Na vossa opinião como deverei proceder?

Muito Obrigado,
Pedro Pico

Mary Rodes disse...

em resposta ao pedro pico o q posso deixar-te é o seguinte: eu passei por essa situação pelo ponto de vista do filho e posso dizer-te q nunca desistas, pq eu assim q tive poder de decisao saí de casa do meu pai e fui viver com a minha mae infelizmente vi esse tipo de violencia em primeira mao e nao me esqueci mas cada momento q passava com a minha mae por pouco q fosse era precioso e deixou-nos um laço inquebravel q nem tempo nem distancia atenuam

NigthWolf disse...

No que aos pais solteiros diz respeito, julgo existir uma enorme dose de egoismo, na medida em que, é o desejo de uma pessoa, para seu "prazer" narcisico, deseja ter uma criança sem que ela tenha um suporte do outro pai/mãe.
Uma vez mais, sem se atender às questões que serão inevitavelmente pela criança, decide-se "ter" um filho para satisfação pessoal. E a satisfação da criança no futuro, quando as perguntas surgirem sobre à sua mãe?
Se o Pai/mãe (progenitores)são os modelos, que mensagem estamos a passar com essa possibilide de existencia de satisfação de um desejo, quase como a satisfação de compra de um produto.
Se tudo se pode ter, porque não uma criança? Penso que é uma bizarria e deveria existir mais responsabilidade aquando da intenção de satisfação desse desejo.

A criança deverá nascer no seio de um ambiente familiar nuclear e estruturante, para bem da sua futura saude mental.

Raffs8 disse...

(Gostava de pedir o anonimato) Boa Tarde, aos 18 anos fui pai e vivemos os 3 juntos ate o nosso filho fazer 1 ano e meio,quando nos separamos, o nosso filho ficou com a avó materna durante cerca de 6 meses, tempo em que tanto eu como a mae fomos pais ausentes devo muito à avó materna dele por o ter acolhido durante durante esse tempo. Hoje sou casado, tenho mais um filho com 2 anos e vivo com o meu filho mais velho à cerca de 2 anos e meio, vivemos em estabilidade familiar, o mais velho chama de mae a minha esposa, apesar de saber que nao é mae dele mas diz que é ela quem cuida dele,temos todos os encargos com a educação dele pois a mãe pouco está com ele (2 a 3 dia/mes), quero tornar o que acontece na prática em acordo legal, mas o facto de estar a viver uma instabilidade financeira da-me receio de ir a tribunal, ja tive ofertas de trabalho noutras zonas do pais o que me levaria a estar ausente durante parte da semana mas Vivo o medo de um dia a mae pegar nele e desaparecer...até ja quis actualizar o B.I dele e não me foi permitido pois legalmente o poder paternal esta com a mae por sermos pais solteiros. Hoje ele esta com 5 anos. O que posso fazer???