terça-feira, maio 5

Desemprego – que soluções?

Todos os meses são batidos recordes de trabalhadores “dispensados”.
Em Portugal, o panorama não é diferente. Quase todas as edições de jornais diários têm notícias de empresas em dificuldades e de despedimentos. Até 2010 prevê-se que o número de desempregados no país ascenda aos 620 mil.
Numa altura em que o o FMI assegura que a taxa de desemprego vai subir de 7,6% para 9,6%, já este ano, quais as soluções para o maior problema social dos últimos tempos? Será que os incentivos à contratação promovidos IEFP terão o resultado pretendido? E o lançamento de mais obras públicas travarão o aumento do desemprego?
As respostas que todos os portugueses querem ouvir, no Sociedade Civil.

Convidados:
Francisco Madelino, Presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional
André Pinho, Vice-presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários
Rogério Roque Amaro, Director da ANIMAR
José António Pereirinha, Economista e Professor Catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa

25 comentários:

Ana disse...

Boa tarde,

sou formada em engenharia industrial e sempre pensei em criar um negócio próprio.

Estou desempregada, sem subsidio de desemprego, e gostaria de avançar com a produção de alimentos biológicos, mas não tenho capital para avançar.

Nesta situação é impossivel avançar...sem dinheiro não há projecto...

Ana Nascimento, Viseu

Jorge disse...

Caros Senhores,

Pessoalmente penso que as entidades como IEFP não funcionam. Estive inscrito durante anos e nunca me chamaram fosse para o que fosse, nem para formação, ofertas de emprego, etc. Tal acontece com a minha irmã neste momento que se encontra desempregada há um ano e que depois de se ter inscrito num curso de formação ficou como suplente, o que por outras palavras não será chamada, já que outras senhoras tinham algumas cunhas, como deve ter um bom português.
No meu caso específico, tenho 35 anos e depois de ter vivido alguns anos no estrangeiro pensei que tinha algo a dar a Portugal, erro crasso...Voltei a estudar e estou a acabar a minha licenciatura em Estudos Artísticos na Universidade do Algarve e nesta altura da minha vida deparo-me com a grande questão que é o que farei a seguir. terei de me mudar para Lisboa pois tudo está centralizado em Lisboa e muito provavelmente irei para caixa de um supermercado, não querendo menosprezar essa profissão mas se ando para aqui a estudar por alguma razão será!
As oportunidades são escassas, os programas mais ainda, candidatei-me ao muito "bem falado" INOV-ART e fui, entre outras pessoas tratadas como gado e não percebo como conseguiram ver as pessoas, pois disso qu. e se trata, mas viram gado e números, aliás neste país o que conta são sempre o mostrar números.
Não sei o que será de mim num futuro próximo, a idade já não perdoa e na minha busca por emprego só vejo anuncios em que se exige a idade máxima de 25/30 anos de idade. Convém salientar que as pessoas encarregues das entrevistas para emprego são em geral pessoas mal formadas e muito rudes com sentimentos de superioridade que claro pensam e de certa forma até têm a faca e o queijo na mão.
Resumindo, não me parece que algo vá mudar, aliás muito pelo contrário uma vez que estamos em época de eleições, uma crise cada vez pior e um pensamento típico do português: pensar pequeno e para mostrar lá fora o quão bem se funciona em Portugal, o que na realidade toda a gente sabe que assim não é.

Agradeço a atenção e o desabafo

Edgar disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Edgar disse...

De facto ser empreendedor não é para quem quer mas para quem pode! Pois apesar de todos esses milhares de euros que se dizem ser para incentivar os jovens empeendedores, a verdade é que um jovem, por melhor que seja o seu projecto ou ideia, tem de dispor de algumas centenas de euros para poder avançar! Isto é empreender, irónicamente, é só para quem já tem ordenado!

First disse...

Boa tarde,
Iniciei em Janeiro um projecto aprovado pelo IEFP para a criação do próprio emprego. Apesar de ser formado em Gestão, o processo desde a criação do Plano de Negócios até à finalização do projecto implica muita burocracia e conhecimentos na área da economia. Parece-me que o Estado personificado no IEFP deveria ajudar os empreendedores na elaboração técnica dos projectos. Ou então outras entidades como ANJE. Obrigado
Miguel Peixoto

Rodrigues disse...

vivo no Algarve, sou mestre em supervisão pegagógica,apresentei ao IEFP um projecto ILE, na área de um Centro de Educação e Formação.
O projecto foi negado pelo IEFP porque o meu projecto ia fazer Concorrência. Eu ia criar o meu emprego, e ia dar emprego a mão-de-obra qualificada como os professores e formadores, isto é inaceitável!!! Estou a ser discriminado porque a minha formação permite-me criar um negócio que vai fazer concorrência ao Estado leia-se IEFP.
Manuel Rodrigues

Rodrigues disse...

Sendo o Algarve a excelencia do turismo, tentei com o ILE criar uma agencia de viagens, mas não foi negado porque segundo o IEFP não é passivel de ser financiado!!!!

G disse...

Boa tarde. Deixei recentemente um emprego no ramo do comercio, com baixo salario e situacao dificil, para tentar um negocio em nome proprio, criando a minha propria empresa. Tendo sido eu a demitir-me para tentar um melhor emprego para mim, e provavelmente para mais algumas pessoas, poderei canditar-me na mesma aos apoios do IEFP?
Os apoios deviam ser para todos os que fazem alguma coisa pela melhoria da qualidade de trabalho e para combater o desemprego. Obrigado!
Excelente programa. Parabens!
Abraço!
Antonio Azevedo - Braga

Jorge disse...

Um dos graves problemas é exactamente a grande burocracia e não sei como, quando as pessoas se candidatam a um qualquer programa de incentivo ou outro semelhante, nada acontece e são colocados grandes entraves para que algo seja eleborado, financiado ou aceite.
Os senhores que coordenam estas coisas deviam começar a ser humanos, algo que falta imenso e não ver somente os números, gráficos, etc
Programa muito bem conduzido, parabéns!

Helena M disse...

Sou arquitecta, 27 anos. Trabalhei 2 anos a recibos verdes.No gabinete eramos 7 arquitectos e o único contratado era o "patrão".

É práctica comum nos gabinetes de arquitectura ter os funcionários a recibos, a ganhar 4 a 5 euros à hora, sem férias...
Este sistema camufla possíveis desempregados, q nunca chegaram a ter emprego,não existe segurança, nem direitos.
Para mim a formação e o inconformismo tem que ser a solução.

Parabéns pelo programa!

Reparos e Desabafos disse...

Boa tarde a todos

Estou desempregado desde Agosto de 2008 e em Outubro apresentei um projecto no IEFP, para um Bar Multimédia, estamos em Maio e continuo à espera de resposta.
Numa Zona como é a Beira Interior deveria ser mais rápido a resposta por parte dos Centros de Emprego.
Cumpri todos os requesitos pedidos e penso que o projecto é talvez, não só na minha opinião, um bom projecto, até porque já foi alvo de "cobiça" por parte de alguns Empresários. Conto com a ajuda dos familiares e até eles já desesperam, pois a espera está a tornar elevada, a espectativa.
Peço desculpa por este desabafo.
Um Abraço

Gustavo Santos Costa

cláudia disse...

"Bancos e Governo já assinaram moratória para novo crédito aos desempregados

O protocolo que se destina aos desempregados com dificuldades em pagar o crédito à habitação está assinado. A linha de crédito permitirá congelar o pagamento de parte das prestações durante dois anos.
A medida foi anunciada, em Março, pelo primeiro-ministro e para que entre em vigor só falta agora o aval do Presidente da República. O acordo para uma moratória no crédito à habitação está já assinado e destina-se aos desempregados".

5 de Maio - TSF

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1222000

Nuno disse...

Boa Tarde,

Sou licenciado em Psicologia.

Estou neste momento a fazer Mestrado em Psicologia Do trabalho e das Organizações, mas sem emprego.

Acho incrivel não se discutir medidas para tantos desempregados nesta área, o que fazer com tantos Psicólogos que todos os anos saiem das nossas Universidades e que são tão precisos na sociedade actual.

Nuno Vieira, Porto

Marlene Conraria disse...

Boa tarde,

Há cerca de um ano, estando desempregada, demonstrei o meu interesse ao IEFP em criar o meu próprio emprego. Após ter-me inscrito na reunião para o efeito nunca fui contactada. Insisti por mais duas vezes e a resposta que recebi foi que neste momento não estão a aceitar candidaturas.
Perante isto decidi avançar sozinha.
Pela minha experiência, este género de iniciativa é só "para inglês ver".

Marlene Conraria, Seixal

Francisco Oliveira disse...

Boa tarde,

sou um jovem empreendedor e sinto as dificuldades que, penso, todos os jovens sentem quando criam o seu proprio emprego.

A falta de apoio é notória e tal como já foi referido anteriormente, só quem já tem dinheiro é que pode montar um negócio.

No entanto, o mais caricato é que se o negócio correr mal e o empresário tiver mesmo de encerrar, não tem direito a fundo de desemprego.Isto leva as pessoas a hipotecar todos os seus bens na tentativa de salvar a empresa, agravando ainda mais o problema.

Concluindo, ser empreendedor é uma tarefa dificil mas principalmente muito arriscada.

Pergunto se é justo que alguém que trabalha como todos os outros trabalhadores por contra de outrem, apenas porque desconta menos 1% , quando as coisas correm mal tenha de se ver na rua com uma maõ á frente e outra atrás?Sei que já foram tomadas medidas para corrigir esta injustiça mas estará a funcionar ou será só propaganda?

joao almeida disse...

Não acredito nos numeros, estive 6 anos desempregado enviava sempre os documentos a horas e quando lá ia nunca estava inscrito, tinha de me inscrever novamente,e quando isto acontecia já não era considerado um desempregado de longa duração,constatei que como eu haverá muitos milhares de pessoas nestas condições. João Almeida- Seixal

Corrado7mari disse...

Não são só os licenciados que estão no desemprego; eles são é mais, e mais ruidosos do que os mestres e doutores. É um escândalo que existam mestres a dar aulas no ensino superior com doutores na mesma área desempregados. Note-se que as nossas competências são muito especializadas, e portanto menos flexíveis aos caprichos dos mercados. Eu e os meus colegas não andámos a queimar as pestanas para trabalhar ao balcão da pastelaria. Cada dia que um de nós passa no sub-emprego desperdiçam-se competências adquiridas com grande investimento dos próprios e de toda a sociedade. Quousque tandem, Socrates, abutere patientia nostra?

joslo disse...

A mim me parece que pela primeira vez na historia recente, é mais fácil e compensa mais investir o nosso dinheiro em negócios geridos por nós ou por outros do que tentar encontrar um emprego.

First disse...

Boa tarde, novamente
Falou-se em formação para tentar diminuir o desemprego. A minha experiência diz-me o contrário, pois quando fiquei desempregado, a primeira coisa que me diziam quando procurava emprego é que tinha curriculum a mais. Porque devido à tão falada crise, as empresas querem cada vez mais contratar pessoas por menos dinheiro e por isso não contratam pessoas com muita formação. Em relação aos projectos do QREN voltamos ao mesmo problema. A maioria deles exigem montantes mínimos de investimento de 100.000 euros que para uma empresa a começar é impossível aceder. Será que é possível reduzir esses montantes?
Obrigado

Herminia disse...

Boa tarde,

Parabens pelo programa . É de grande interesse e não de menos qualidade.

Como também o negócio da produçõa biológica me desperta interesse e ainda porque sou também do Distrito de Viseu, nomeadamente de Lamego, gostaria de ter o contacto da Ana de Viseu para debater algumas questoes relacionadas com este ramo.



Herminia Pinto

Marco disse...

Desconhecia a candidatura a qualquer programa de incentivo o que supostamente
têm que passar por burcracias, pois é a forma de avaliarem a viabilidade do negocio
a ser criado.
Cunhas existem, e em parte elas descriminam.
Teria que existir uma avaliação correcta dos Projectos e proceder á sua criação.
Quanto a obras Publicas é obvio que estas criam emprego seja onde for,emprego este
que pode passar por temporário a efectivo dependendo do tipo de Obra em causa, não é
a esperada solução para todos os que querem trabalhar uma vida inteira e vir mais tarde receber uma reforma.
Teria que ser feito um estudo a nível mundial e confrontar números e dados para poder dar uma
resposta concreta sobre o que se deve fazer.
A principal causa para a criação de trabalho é a falta de gestão correcta de Novas Empresas
e de postos de trabalho sejam quais forem e onde.
Sem existir um Estado de Direito o qual funcione,é impossivel criar novos Empregos e Empresas estáveis.
Analizem da forma mais correcta o que o País têm falta sem esquecer o resto do Mundo,
e lembrem-se que estamos numa constanste evolução ,todos os dias aparecem novas formas para gerar Emprego
em todo o tipo de Areas e não podemos abdicar das mesmas,pois elas são o futuro
do nosso Planeta.
É fácil, quando se sabe o que faz falta para o nosso País, depois disto é procurar trabalho,
seja ele qual for pois todos sabemos que na prática é impossivel existir trabalho para todos.
Quem tiver um curso superior ,quando o tirou sabia apartida que poderia ficar sem o executar,
dai ter que se trabalhar no que para cada um é o melhor para si pensando no futuro, e manter a moral alta acima de tudo.

DJ Carlos disse...

Estou a viver nas Caribias e sou Diretor e fundador de uma da maiores companhias de distribuicao de alimentos. Tudo comecou a 8 anos atras quando fundei uma companhia com sucesso em Englaterra na distribuicao de bacalhau e aonde vendi a companhia para vir para as Caribias. Entao acho que tenho mais que bases de referir o que realmente se passa em Portugal com os empregos e e simples de explicar: Em Englaterra o sucesso do meu negocio foi derivado da ajuda do governo na qual tinha, emprestimos a 2% de juros, advogados e contabilistas pagos pelo governo pelo um periodo de 5 anos ou ate atingir 100.000 libras, e o mais importante a visita semanal de diretores de companhias reconhecidas para nossos tutores.

Isto e o que Portugal precisa para fumentar novos e seguros negocios e dai trazer empregos.

AndRocPinho disse...

Francisco, Marlene, Helena, Jorge, G, Rodrigues, First, Edgar, Ana,
Ser empreendedor custa, de facto. Antes de mais, custa determinação e vontade de superar dificuldades. As primeiras que aparecem são de facto o capital próprio inicial (que tem mesmo que ser algum, qualquer que seja o programa de apoio em qualquer parte do mundo), as barreiras burocráticas e a necessidade de um bom Plano de Negócios. Quanto ao primeiro, não havendo apoio dos bancos, de familiares, de business-angels,etc.. para uma pequena parte do "orçamento inicial", torna-se muito difícil começar um novo projecto. Por lapso, não falei no programa "Sociedade Civil" do Finicia, programa do IAPMEI na linha do capital de risco, que "empresta" montantes ao nível de microcrédito.
Para os demais problemas, experimentem p.f. contactar a sede a delegação da ANJE mais próxima. provavelmente vão ter apoio precioso.
Usem andre.pinho@anje.pt para qo que precisarem entretanto, extensível a outros eventuais interessados.
André Rocha Pinho
Vice-presidente da ANJE

Álvaro Aguiar disse...

Ser doutorado não é significado de maior competência pedagógica. Aliás já tive professores licenciados muito melhores do que outros com título de mestre. As pessoas não podem continuar a esconder-se atrás dos canudos e achar que a obtenção de um titulo académico corresponde a um estado de iluminação e sabedoria. Digo mais, ao que tenho visto pelas universidades por onde passei, a escolha dos docentes é mais uma panelinha que não olha ás capacidades mas aos laços de amizade (chamado cair no goto) e quem sai prejudicado é o país pois temos lorpas com doutoramentos a ler PowerPoint nas aulas, com as matérias muito muito superficiais e sem conhecimento tácito das coisas...e para não dizerem que estou a generalizar, também existem docentes capazes claro mas para infelicidade minha são raros.

franck disse...

Estou feliz hoje, graças ao senhor VANE PABLO recebi um empréstimo de 80.000 Euros e dois dos meus colegas também receberam empréstimos a este cavalheiro sem dificuldade. Eu aconselho você a pessoa mais errado se realmente deseja aplicar para o empréstimo de dinheiro para seu projeto e qualquer outro um address:vanepablo@outlook.fr