quinta-feira, maio 28

Mudanças na educação

“Insensível, indiferente, inflexível e arrogante.“ Foi esta a forma como a Plataforma Sindical dos Professores caraterizou as medidas governativas na área da educação.
A prova desta insatisfação tem ficado marcada pelas inúmeras manifestações, tanto de professores como de alunos.
Os primeiros contra o estatuto da carreira docente que a hierarquiza em duas categorias, uma avaliação que se prende pelo “Muito Bom” e “Excelente” e uma prova para aceder à profissão. Do lado dos alunos, há queixas sobre o estatuto do aluno e a forma como vai ser leccionada a disciplina de educação sexual.
Todos os argumentos na véspera de um novo protesto dos professores.

Convidados:
Mário Nogueira
, Secretário-geral da Fenprof
Albino Almeida, Presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais
Ponces Carvalho, Diretor Escola Superior de Educação João de Deus
Luís Capucha, Presidente da Agência Nacional para a Qualificação

52 comentários:

Ricardo disse...

O ensino especial:
Está a deixar de haver apoios para todos os colégios de ensino especial e quer-se fazer uma integração no ensino normal sem dar meios, é uma integração a fingir que prejudica todos.
Qual o sentido de uma criança que conta até 10 e conhece 10 palavras, ser aos 10 anos, integrada num 5ºano normal? Quando na grande maioria das escolas não há espaços próprios para acompanhar crianças com necessidades especiais nem professoras de ensino especial?
Será que isto contribui para a felicidade destas crianças perdidas em escolas em que os alunos mudam de sala de 90m em 90 minutos?

Martinha disse...

Obviamente que, enquanto encarregada de educação, jamais concordarei com a posição dos professores.

Pedro Cabral disse...

Realmente as políticas educativas do nosso país são fundamentais para que possamos ter uma educação de qualidade. Enquanto profissional de educação verifico, à semelhança de tantas outras profissões, a existência de bons e maus profissionais. Aqueles que são menos bons precisam de um sistema de avaliação para que possam melhorar as suas práticas pedagógicas e é através de uma escola reflexiva que poderemos lá chegar. Na minha prática verifico que há muitos professores que não reflectem nem têm espaços de reflexão. De facto a avaliação de desempenho proposta pelo Ministério deve ir nesse sentido, no fomento de uma escola reflexiva.

bOnekinha disse...

Concordo perfeitamente com o que se tem dito no programa.
Acho muito correcto que os professores façam a greve no Sábado, assim não nos penalizam tanto, e eu sou aluna e sei o que nos custa perder uma só aula..

José disse...

Este ministério quer os professores ocupados com burocracias e a avaliar uns aos outros. No entanto, o seu papel é trabalhar para e com os alunos.
José Gonçalves

Fictício disse...

Eu pergunto-me...
Se os alunos já andam "arrastados" até ao 9º ano...
Como será que irão chegar aos 18 anos, na educação?
Irá continuar o "deixa passar" dos professores, até chegarem ao Secundário e ficarem muitos anos no 10º ano? Ou os professores do Secundário também irão adoptar o "deixa passar"?

Já agora, qual será a próxima medida? Alargarem o ensino obrigatório até à licenciatura?
É que é só isso que falta para o ensino em Portugal... MORRER!

Eugénio Rafael disse...

Toda a gente sabe que as novas oportunidades são cosmética. E toda gente sabe que a tempestade professores vs ministério da educação é um golpe estético de passa a palavra.
Toda a gente sabe que professor nenhum tem o que reivindicar e que por fim tudo o que conseguiram foi quase arruinar um ano lectivo.
E mais uma vez gira a entreter a razão o combio de cordas que se chama falta de moral

Maria João disse...

Boa Tarde.
Sou professora e estou a ouvir com atenção o programa.
Penso que os professores estão a ficar desiludidos com os sindicatos, porque não se entende realizar-se uma manifestação no dia 30, quando o Drº Mário Nogueira acabou de dizer que estão marcadas reuniões com o ministério para tratar destes assuntoa.
Então para que servem mais manifestações?Por tudo isto penso que toda a sociedade acaba por não acreditar nos professores

Jorge Manuel G disse...

A minha filha frequenta o 1º ano do ensino básico. Já tem o "Magalhães", arrumado em casa, mas não tem papel higiénico nas casas de banho nem lavavos a funcionar. Uma vergonha.
Graças a Deus tem um corpo docente excepcional com professores extremamente empenhados.

Vila do Conde.

Maria João disse...

uma manifestação? com os assuntos a serem debatidos em Junho?
não percebo!

Jorge Manuel G disse...

Na escola básica da minha filha existem três funcionários para mais de 200 alunos. Depois, claro, os acidentes acontecem.
Para além disso a escola tem infantário em pré-fabricados e os famosos contentores para as aulas de inglês e meio ambiente.

Vila do Conde

Reparos e Desabafos disse...

Peço imensa desculpa mas lá vai.
Melhorar o Ensino em Portugal quando Professores Contratados para um horário semanal de 9 e 11 horas passam 25 e 30 só por que têm reuniões de Departamento, falhas de horário em que dois tempos são posto sem leccionar, ou seja entre tempos, apresentação de objectivos sem conhecer as turmas que lhe são distribuidas, trabalhos individuais tais como preparação de aulas, testes, fichas de trabalho, etc...
Tirar uma Licenciatura em Lingua Espanhola e ver colegas de Francês ou de Português passarem à frente nos concursos, para leccionar Espanhol. São tudo mais valias mais valias para apostar nesta Profissão.
Aliás o srº Mário Nogueira pode dizer ai nesse programa porque aceitaram esta facilidade de colocar o Grupo 350 em 2º e 3ª plano.

Um abraço

Gustavo Santos Costa

Jorge Manuel G disse...

Muito pelo contrário meus senhores.
Nunca vi uma escola com tanta participação por parte dos pais, quer em reuniões quer em iniciativas culturais. Mesmo com os pais com horários de trabalho completamente desumanos, com mais de 12 horas.
Nunca os pais foram tão responsáveis e responsabilizados como agora. Os meus pais, por exemplo, nunca foram à minha escola.
Vila do Conde.

filipeluis disse...

Enquanto professor, eis alguns motivos para participar na manifestação:
1. estatuto da carreira docente inadequado e injusto, com destaque para a prejudicial diferenciação
2. estatuto do aluno, facilmente manipulável com barbáries como a redução das faltas de alunos
3. o aumento do número de faltas dos alunos, que diminuem uma vez que o programa elimina as faltas após o sucesso da prova de recuperação
4. a prova de recuperação que vai sendo sucessivamente aplicada ao mesmo aluno até ele ter sucesso escolar (com o apagar das faltas)
5. um sistema de avaliação incoerente que ninguém consegue perceber, uma vez que o bom professor é não o bom pedagogo, mas o bom burocrata
6. necessidade de acções de formação que não existem
7. alterações no ensino especial que trouxeram um avolumar de complicações no dia-a-dia da escola
8. desresponsabilização dos Enc. de Educação, muitos deles só reagindo perante a ameaça das comissões de menores
9. os directores executivos que abafam as situações de indisciplina para um bom lugar no ranking
10. a paranóia tecnológica em escolas que não têm equipamentos, nem condições
11. o facilitismo nos exames nacionais, com a tal melhoria dos resultados... em que os próprios alunos de 6º ano diziam que aquilo era do 4º ano
12. o facilitismo na passagem de ano, com claros prejuizos para o aluno no futuro, pois não apresentam pré-requisitos
13. a excessiva carga burocrática, que tira tempo para a carga lectiva

e muitos muitos outros... Podem dourar a pílula, mas o facto é este: os alunos estão cada vez mais mal preparados e progridem num sistema que prima pelo facilitismo. A minha grande questão é que impacto terá isto na sustentabilidade e no futuro do nosso país...

Maria João disse...

Em tudo isto, o que está errado é a divisão da carreira em professor e professor titular e o método que foi utilizado.Pois provocou muitas injustiças

Eugénio Rafael disse...

Claro que compreendo que num país com 500mil desempregados, recibos verdes, famílias inteiras sustentadas com 450 euros, reformados que precisam optar entre comer e medicar-se, os professores realmente sofrem imenso e chegam ao fim do ano lectivo esgotados pois de forma tao gritantemente injusta a sociedade rejeita-os.
patético

Fictício disse...

Não é apenas a sobecarga de testes como foi dito no programa. Como aluno deixo aqui o meu testemunho. Ainda no passado Domingo para Segunda-feira deitei-me às 00h30 e acordei às 04h00 para poder ter DOIS trabalhos prontos para entregar no dia seguinte que os professores decidiram mandar fazer em 2/3 semanas. Isto para não falar em apresentações orais, testes e outros trabalhos que temos SEGUIDOS em que o tempo que temos entre testes não chega a UM DIA, apenas fica por umas horas.

Os alunos esforçam-se e, muitas vezes, esse esforço não é reconhecido!

Rafael Araújo

Xama disse...

A hipocrisia maior é falar em reformas burocráticas e nomes pomposos
e esquecer as pessoas que estão no terreno.
Como nas AECs do 1º ciclo onde os profissionais que levantam essa "bandeira" com grande propaganda
estão a recibos verdes quando a necessidade da sua função corresponde efectivamente a um ano lectivo!!!
Porque não estão a contracto?
Sem apoio na doença ou no caso de ficarem no desemprego.
Precários ao ponto de serem dispensados por um capricho como aconteceu com o professor do filho de Macário Correia.
O Ministério envia 20 €/hora para os professores e as Câmaras ou empresas criadas para "processar salários" ficam com metade?!?!?
cumprimentos
Pedro Quintas

Joana disse...

Sou professora no ensino público pela primeira vez e abracei com entusiasmo a avaliação, tendo requerido aulas assistidas para concorrer às notas de excelente e muito bom. Mas não posso ser a favor do sistema de cotas que reprime a atribuição de notas... Será que eu tiro muito bom à frente de outros contratados que estão na escola há mais anos? Parece-me que não...

Jorge Manuel G disse...

Os pais tiveram que comprar uma fotocopiadora para oferecer à escola bem como papel para fotocopiar por falta de verba para reparar a fotocopiadora avariada.

E esta hem!

Vila do Conde

Sofia disse...

Como Enc. de Educação do pré-escolar e do 1º ciclo e também como representante da Associação de Pais,estou a gostar imenso das diversas opiniões que estão aser ditas no programa, mas a verdade que se diga, a guerra dos professores com o ministerio da educação e os problemas dentros das escolas, existiram sempre enquanto houver professores que não respeitam com colegas, pais e alunos. Existiram sempre estas divergências porque é uma classe que têm vicios, rotinas de alguns anos que têm de ser combatidos. Existem muito e dão tão pouco.
Os professores se tivessem uma subcarga de horário, não teriam tempo de ir ou então vão pelo caminho melhor faltam, não dando aulas, deixando as turmas no exterior da escola sem orientação.
Os professores são pessoas para ensinar as disciplinas existentes não são para exigir aquilo que não podem ter.
Concordo em favor dos alunos e nunca com a posição dos professores ( alguns).
Sofia Martins

Jorge Manuel G disse...

Acção social escolar??
Pago mais de 30 euros por mês para aminha filha almoçar numa escola "pública".
Essa é que é a verdade.

Fictício disse...

"42% dos estabelecimentos não têm gabinetes de apoio ao aluno" (UNIVA?)

Caso sejam as UNIVA'S presentes em algumas escolas de Portugal, eles vão acabar! Para o ano a Secundária de Leal da Camara deixará de ter este gabinete de apoio aos alunos, um serviço que já mantem à alguns anos e que AJUDA EM MUITO os alunos da escola!

O ministério acha isto MELHORAMENTO DAS ESCOLAS?!

Rafael Araújo

Joana disse...

NÃO QUERENDO DESCULPAR a postura completamente errada da professora de Espinho, os pais deste país não imaginam que os seus filhos desrespeitam os professores todos os dias. Eu se levasse um gravador para as minhas aulas, todos os dias o país ficava chocado com as atitudes dos alunos. Carolina Micaelis é light comparando com o terreno real do quotidiano.

Jorge Manuel G disse...

Agora o governo pretende avaliar os professores e não avaliar os alunos com as provas de aferição.
No meu tempo reprovavasse na 4ª classe e restantes.
Agora não. Passa toda a gente mesmo que não saiba ler nem escrever.

Vila do Conde

Pedro disse...

"Ouvi, há pouco, um dos participantes falar em "horário zero". Seria bom "informar" as pessoas que estão a seguir o programa: o que é isto de "horario zero". Obrigado
PMateus

Sofia disse...

A conversa estava tão boa e agora estragou-se com os comentários do Presidente da FENFOP...........
Realmente este senhor não sabe da realidade, só sabe aquilo que lhe contam.

JLM disse...

Primeiro: Avaliação dos professores no ensino Publico e no privado!!! No ensino público querem tudo e mais alguma coisa (papelada, burocracia, aulas assistidas, medo, clima de terror)no ensino privado simplesmente não existe avaliação, mas nos concursos para docentes o tempo do ensno privado é contado de igual forma!!!! é justo!!!! Avaliação sim, mas de uma forma justa e igual estejamos numa escola do norte ou do sul.
Segundo: sucesso na redução de abandono escolar!!! pudera com cursos de CEF em que os alunos passam com 5 e 6 negativas sem ler nem escrever!!!Exames de 12º ano ou provas de aferição facilissimas!!Assim é fácil, obter resultados, assim é facil obter o 12º ano!!!!

Lousada disse...

Olho este tempo e sinto falta do tempo em que havia tempo para pensar o trabalho, fora desta competição desenfreada entre quem preenche, mais depressa, mais papeis que ninguém lê. É certo que nem todos usavam este tempo para discutir a escola; mas, agora, quem antes usava, tem-no apenas para “inventar”, em gestos repetidos, o que outros “inventaram” antes dele, como se fosse castigo pelas cópias que (não)obrigou os seus alunos a fazer. E quando quer tempo para o que verdadeiramente importa no seu trabalho, tem de o roubar ao pouco tempo que, por direito, deseja apenas seu.
Philippe Meirieu10 recorda a evocação de Jacques Brel sobre “a capacidade das perceptoras, de uma generosidade calculada, ‘construírem o novo a partir do velho’”. Mas hoje, a escola parece fazer o percurso inverso, revelando “uma capacidade extraordinária de construir o velho a partir do novo”: tudo mudou mas a sala de aula permanece igual. E, neste espaço, que devia marcar a diferença, o dia a dia mantém-se igual. Quer dizer, em muitas das práticas presentes, repetem-se as práticas da “escola da nossa saudade”: as mesmas lições, os mesmos exercícios, a mesma monotonia da matéria repetida, … de novo, pouco mais do que a explosão das fotocópias que repetem as lições do manual, ou o quadro interactivo que, nas práticas de muitos, consegue apenas substituir (mal) o velho quadro de giz.

Daniel Lousada

Francisco catalão disse...

Boa tarde, oiço falar muito sobre os professores alunos e Administradores. Mas será que só são considerados alunos os estudantes até ao 12º ano? Fala se muito de como avaliar os professores e…. E Penso que o ensino Superior anda esquecido em Portugal. Existe, universidades também sem papel higiénico sem condições, e com falta de cadeiras nas aulas. E e com obrigação de pagamento de fortes propinas. Os apoios a educação existem, mas não para todos. Os alunos do ensino superior precisam de se alimentar transportar e te condições. Por exemplo porque existe um apoio para pagar em cerca de 50% dos pass’s dos alunos até ao superior. E os outros que tem de apanhar transportes para a Universidade?
Não esquecer que escolas secundárias e básicas existem muitas mas universidades não. Pois os alunos têm de dispendidar muito tempo e dinheiro.
Lembro também que por ano no ensino superior existem 12 cadeiras e que cada livro em media custa 30€.
Os que não conseguem aceder a bolsas sociais como eu terão de ir trabalhar para conseguirem? Será este o ambiente superior de ensino saudável?

c. oliveira disse...

O Dr Luís Capucha, que já foi Director Geral da DGIDC e agora está na Agência da Qualidade, sabe o quê sobre o que se passa dentro das escolas? O senhor passa o seu tempo a propagandear as MENTIRAS sistematicamente passadas para a sociedade civil pela equipa ministerial mas, na verdade, está muito longe da realidade. Como disse o Dr. Mário Nogueira, nem queira imaginar o que seria das escolas se os professores exigissem e levassem à prática a ideia de permanecer 35 ou até 40 horas na escola e não levarem para casa nada para fazer.

Xama disse...

O novo 12º obrigatório vai ficar como o actual 9º ano muito longe do antigo 5º. Com o facilistismo imposto por um ME que diz que o chumbo não faz sentido mas a escola continua com o paradigma das turmas e do currículo onde o chumbo fazia sentido, teremos jovens com o 12º sem saber escrever um raciocínio ou elaborar um cálculo minimamente complexo.
O problema é que o paradigma actual da educação é criar cidadãos produtores e consumidores e não pensadores críticos e criadores.

cumprimentos,
Pedro Quintas

Sofia disse...

A participação dos pais na vida escolar de uma escola deveria ser uma actividade a 100% mas por vezes, são os próprios professores que arranjam motivos para que os pais não participem e alguns deles NEGAM-SE a dialogar com os encarregados de educação e quando há reuniões falam com má educação para pais que alguns deles são mais velhos que os proprios professores.
Ainda vêm dizer que os professores são os "infaliveis"!
Tente que haver respeito entre a comunidade escolar....... e sentar á mesa e chegar a um consenso e não impôr ideias ou ir pelo uso da pressão.
Está na hora,..... de mudar para o bem dos alunos presentes e futuros, uma educação/ aprendizagem melhor nas escolas.

Maria Marques disse...

Ser professor hoje....
Deveriam ouvir os professores que no dia a dia têm pela frente turmas numerosas heterogéneas e indisciplinadas.
Gostava que esses senhores experimentassem a exaustão de um dia de aulas nas nossas escolas oficiais.
Um professor do ensino particular é professor de elites,logo,não poderá opinar sobre professores do ensino oficial.

Maria Marques

c. oliveira disse...

Peço ao FDr Luís Capucha, que parece saber tudo sobre o ME e aparentemente sabe também o que nas escolas ainda não se sabe, que explique a diferença entre o que de facto, neste momento, se passa nas escolas em termos de avaliação dos professores (depois do DR 1!/2009) e o que se passava antes desta legislatura. Ou será que o sr. doutor também acha que antes não havia avaliação dos docentes? Na prática, NA REALIDADE; diga-me quais são as diferenças! Mas não minta ou, então, diga que não sabe o que se passava antes.

Fictício disse...

Concordo plenamente! Os alunos sentem o que os professores sentem e sofrem com eles! O ensino no SECUNDÁRIO é muito prejudicado pela guerra entre professores e Ministério! Os alunos sofrem! Os alunos não sentem vontade de ir à escola! Os alunos não se sentem bem na escola! Os alunos querem uma mudança! E a ministra não a faz!

João Correia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Madalena disse...

O ministério da educação realmente tem o dom especial de, quando não tem argumentos, começar a dizer que outros manipulam a opinião pública. O ministério, quando interpelado pelas forças sindicais, reage normalmente com um certo fervor. Note-se, por exemplo, a questão das aulas de substituição: as aulas de substituição foram implementadas, primeiramente, no ensino básico, mas devido ao facto de tanta contestação o ministério decidiu implementar também no ensino secundário. Se esta, entre outras, não é uma atitude desesperada de autoritarismo, o que será?! Sou aluna do Ensino Secundário, e devo dizer que até hoje não tive nenhuma aula de substituição dada por um professor da disciplina em falta. «As escolas têm condições!», diz o Dr. Capucho....é claro que não têm porque senão os alunos teriam as aulas de substituição previstas ma lei!!!

Sylvie disse...

Boa tarde! nunca deveriam deixar passar os alunos, na preparatória, com disciplinas "penduradas". É como construir um prédio sem bases!

Joana disse...

O que fazer quando um aluno que não adquiriu qualquer competência básica por falta de empenho e total desinteresse, me diz: "a stora tem que me dar positiva porque senão tem que fazer uma carga de relatórios para justificar o insucesso da turma" ? E não é que ele tem razão???

monge disse...

Sobre as escolas TEIP ...
ontem fui a uma entrevista a uma escola TEIP à qual concorri para uma vaga do grupo 210 (Português/Francês - 2º ciclo). Sendo uma escola onde já não há Francês há uma dúzia de anos, toda a gente estranhou ter surgido ali uma vaga para esse grupo, acrescendo o facto de haver ainda uma vaga negativa para Português/Inglês. Sendo ainda uma escola onde já leccionei e onde ainda conservo amigos, não estranhei nada quando me disseram que não adiantava ir à entrevista uma vez que aquela vaga já tinha dono, estava destinada a um boy. Agora, o que me assusta verdadeiramente, é quando já se fala que vai ser esse o meio de selecção de professores, enquadrar nas escolas professores pelo compadrio e pela militância. Sábado, pela 4ª vez, lá estarei para demonstrar o meu descontentamento.

anonimo disse...

Falem dos professores das AEC's.. Porque que ninguem, nem sindicatos, nem comunicaçao social falem dos professores que estao a leccionar nas AEC's e estao em situaçoes precarias....

Recibos verdes, pagam a sua segurança social e nao tem direito a subsidio de desemprego, nem doença... estao por sua conta..

E por vezes o que ganham e apenas para a combustivel...

Este PROFESSORES NAO SAO PROFESSORES???

Conhecam a realidade destes professores e assustam-se!!! ISTO SIM É VERGONHOSO...

João Correia disse...

Boas,
Existem inumeros problemas e estão todos interligados: a falta de educação dos alunos, porque os pais não sabem educar; os alunos não têm o apoio necessário das escolas para vencer esta barreira; No meu tempo como aluno, há 10 anos, os profs tinham de levar os testes para corrigir e preparar as aulas em casa, e não recebiam por isso; o governo, como sempre, antes das eleições anuncia melhoramentos das escolas, pura propaganda e graxa politica;
Há inumeras coisas que fazem com que o sistema de educação funcione mal e tem tendência a piorar!!!
O problema é dos sucessivos governos que querem um povo ignorante e manipulável!!!

João Correia

OUTUBRO SEMPRE PRESENTE disse...

Infelizmente a dura realidade prende-se com opções políticas de fundo do efectivo desinvestimento publico nas escolas públicas, bem como em outras áreas de intervenção social.

O representante do Ministério da Educação deverá responder se efectivamente as opções de encerramento de milhares de escolas do 1.º ciclo sem antes da construção dos ditos centros escolares com financiamento no âmbito do QREN.
O paradoxo foi a aprovação de cartas educativas, muitas delas aguardam ainda a homologação. Pois bem no Concelho da Guarda foram aprovados já três Centros Escolares, um dos quais equacionado entre duas vias de comunicação(férrea e rodoviária). Muitas escolas do 1.º ciclo têm apenas um Auxiliar de Acção Educativa.

As actividades de enriquecimento curricular é em última estância uma forma de omissão na criação dos ATL's públicos.

Quanto aos ditos refeitórios públicos mais uma falácia. A minha filha frequenta a escola pública, em sala de aula alugada ao privado e tenho que pagar no privado o ATL e refeições porque não há oferta pública. Os responsáveis políticos e nomeados pelo ME vêm sempre com o argumento de que foram delegadas competências para as autarquias, porém nem sempre com as respectivas formas. O sr que representa aí no debate o ME questiono-o abertamente se é solução efectiva na qualificação dos Portugueses a criação das Novas Oportunidades.
Quanto aos Professores posso afirmar que há milhares que dão o seu melhor, infelizmente também há alguns que não dignificam a profissão, por sinal estes ligados a alguns interesses no privado e por sinal com a conivência política presente. Com tanto avanço nas tecnologias(Magalhães e outros afins) continuam a subsistir situações básicas de carências de material didático e pedagógico.
Quanto à formação e qualificação dos Professores questiono o ME se este novo modelo é melhor. Conheço realidades concretas,algusn com metrados, doutoramentos e hoje apresentam alterações ao estatuto de carreira docente com a famosa prova de ingresso, mais uma falácia.

Já agora para terminar, quanto à educação sexual sou a favor que haja gabinetes de educação para a saúde nas escolas e que haja distribuição gratuita de preservativos, por um professor responsável em área projecto ligado à saúde ou então que estabeleçam umprotocolo de colaboração com os Centros de Saúde, no entanto, terá que haver mais enfermeiros disponíveis para as sessões de educação para a saúde.

Maria Marques disse...

Deviam ouvir os professores do ensino oficial pois esses sentem a exaustão de um dia de aulas com crianças indisciplinadas,turmas heterogéneas e numerosas.
Ao ensino particular chegam as elites,logo,a realidade é diferente.

Sofia disse...

Exactamente Sr. Albino, vamos nos sentar á mesa para dialogar.
As escolas sempre teram lacunas, EU TAMBÉM OFERECI UM TELEFONE COM FAX A UM JARDIM DE INFÂNCIA porque andaram 1,5 ano sem telefone! Quando era preciso em caso de urgencia tinha que ir uma auxiliar a correr á escola básica ao lado para chamar os bombeiros

Eduardo Anjos disse...

Boa tarde estou a seguir com atenção o vosso programa pois o tema faz parte da minha vida uma vez que sou professor.
Lamento dizer mas mais uma vez o vosso programa e as pessoas que aí se encontram estão a branquear o que se passa verdadeiramente nas escolas.
São um espaço de indisciplina, violência (psicológica e física), os alunos não sabem o que lá estão a fazer.
Na sala de aula o professor passa a maior parte do tempo a tentar controlar os problemas de indisciplina.
Se quiserem posso fazer uma intervenção em directo no vosso programa (968923138). Ouçam a voz daqueles que estão dentro das salas de aula.
Estamos a criar uma geração muito complicada... e digo-vos uma coisa a maioria dos nossos alunos são seres humanos excelentes!
Gostava que aceitassem o meu desafio.
Boa tarde.
Eduardo Anjos

Projecto escola disse...

Boa tarde,
Sou professora do ensino secundário e gostava de responder à questão da Fernanda - "Porque não existe um acordo na educação, entre professores e ME, se os comentadores estão todos de acordo que isso é fundamental"?
Eu respondo com uma pergunta em concreto?
Qual desses Srs. é professor e está a dar aulas neste momento? Aulas mesmo, não estou a falar de gestão?
- 22 horas lectivas, várias turmas, provas de recuperação, exames sucessivos, legislação imparável, estatuto do aluno, estatuto do professor, etc, etc.
Se a resposta é não, então lamento mas estão a falar sem conhecer a realidade diária dos professores.
Se o programa fosse sobre saúde estariam aí médicos, assim...

Brigada do Mar disse...

Olááááááááá!!!!
olá Fernanda ,olá Margarida

A verdade deste projecto são pessoas como voçês que nos inspiram e que nos fazem acreditar que mais importante do discutir competências, e de quem é que deveria fazer, é fazer.
Se amamos uma pessoa ficamos com ela, não com o pai, se amamos o mar cuidamos dele não vamos ter com as autoridades competentes ...certo ?
Se amamos este país lutamos todos juntos , certo?
Afinal do que serve a razão sem acção ?
Obrigado por existitem
ziliões de beijos
obrigada do mar

ps : por favor mandem as moscas embora. : )

c. oliveira disse...

Apesar de tudo, uma sondagem hoje publicada na Revista Visão, e sob encomenda da VISAO/SIC/Gfk Metrics/Cesnova revela que os portugueses continuam a achar que os professores, ao contrário de Ministros e até alunos, são o que de melhor há na EDUCAÇÃO.
Querem comentar, caros Dr Capucha, Dr. Albino e Dr. Pôncio?!

Paulinha disse...

Boa tarde,
gostaria de perguntar ao prof. Mário Nogueira, se o facto de os professores estarem unidos se deve ao facto de não quererem a avaliação, é por não atingirem todos o topo da carreira sem qual quer avaliação?? O que não se verifica em nenhuma outra profissão!!!!

Obrigada,
Maria Rodrigues

filipa disse...

Filipa
"O numero de beneficiários da Ação Social Escolar vai triplicar e passar de 240 mil para mais de 700 mil no próximo ano letivo." Citação constante em panfeletos disponibilizados na escolas em Setembro do ano passado, mas o que eu verifiquei foi que triplicaram o numero de omeletas com o mesmo numero de ovos, isto é enganar a opinião pública.
Relativamente aos meios das escolas o que tenho a dizer é k na escola dos meus filhos tem k ser a associação de pais a pagar as fotocopias para k os meninos possam fazer fichas e testes, entre muitas outras necessidades não satisfeitas como cantina e por censeguinte refeições e educação fisica, etc..................